Notas iniciais
Olaaaa!
Mais um cap para vocês!!
Espero que gostem!
Bjao!

Bella POV


- Não, eu quero te contar, assim você pode decidir por si própria se quer ficar com alguém como eu...

Nossa, o que teria acontecido com Edward para ele se achar uma pessoa tão ruim?

[...]

Edward continuava no meu colo, chorava baixinho. Ele tinha acabado de me contar a história sobre ele, Victoria e a filhinha deles que tinha morrido (n/a: por favor, quem não se lembra da história volte ao capítulo 3, não achei necessário escrever tudo novamente). Agora eu podia entender toda a dor que eu via nos olhos de Edward... Meu Deus! Eu nem conhecia essa Victoria, mas já a odiava. Como ela pode fazer isso com Edward, esconder algo tão sério dele?

Edward se emocionou durante todo o tempo em que contou a história. Eu só ouvi e continuei fazendo carinho nele. Só não entendia porque ele achava que depois de saber disso eu não iria quere ficar com ele. Ele não tinha culpa nenhuma. Se alguém tinha culpa ali, era Victoria... Eu tinha vontade de ir atrás dela e dar uma boa surra nela por fazer Edward sofrer dessa forma. Um filho é um pedaço da gente, não dá simplesmente para ignorar isso. E eu nem falo sobre o fato de ela querer dar a criança. Às vezes, dependendo as condições financeiras ou maturidade das pessoas envolvidas, isso é necessário. Mas mesmo assim, pai e mãe da criança devem estar cientes da decisão.

- Eu sou uma pessoa horrível por deixar a minha filha morrer... – Edward sussurrou baixinho.

Como ele podia pensar isso??? Eu precisava fazê-lo entender que nada era culpa dele.

- Edward, por favor, me escuta! Você não tem culpa de nada. Como você poderia prever o que ia acontecer?

Edward balançou a cabeça de forma negativa.

- Eu sempre achei estranho ela ir fazer esse curso em Londres. Parecia que meu instinto dizia que tinha alguma coisa errada. Então porque não fui atrás? Eu devia ter ido tirar essa história a limpo... Tudo podia ter sido diferente...

- Edward... Não tinha como você saber... Poderiam ser tantas coisas diferentes, como você poderia adivinhar que era uma gravidez? Desculpe eu te perguntar isso, mas você tinha certeza que era o pai?

- Sim... apesar de nós não termos um relacionamento sério, apenas sexo... Nós éramos exclusivos... – Edward parecia envergonhado em me contar isso e não posso dizer que, mesmo diante da situação, não senti um pouco de ciúmes... – E quando a encontrei, ela poderia ter optado por mentir e dizer que o filho não era meu para eu deixá-la em paz, mas ela confirmou e eu pude ver a verdade nos olhos dela...

- Bom, mas de qualquer forma, você não pode continuar se culpando por isso e não pode também continuar se achando uma pessoa horrível. Você é lindo, por dentro e por fora... – Tracei todo o rosto de Edward com os dedos.

- Mas eu não mereço você, eu não mereço ser feliz sabendo que eu poderia e deveria ter salvado a minha filha...

- Nem vem com essa de que você não me merece... Quem não merece você sou eu... E como você poderia ter salvado sua filha, foi um acidente! Ninguém tem controle sobre um acidente... Eu jamais iria te julgar ou te culpar por isso.

- Eu poderia tê-la salvado se não tivesse pressionado Victoria, se tivesse impedido ela de sair correndo, se tivesse fingido aceitar que ela iria “dar” a nossa filha e depois resolvêssemos o que fazer...

- Mas você pensa assim hoje porque sabe o final da história... Sempre que uma coisa ruim acontece com a gente nós ficamos pensando “e se tivéssemos feito tal coisa, e se tivéssemos feito de tal forma”... Infelizmente não podemos rebobinar a vida e ficar pensando “se eu tivesse feito isso, se eu tivesse feito aquilo”, fazer isso só vai matando a gente aos poucos... – Edward olhou-me e deu um sorriso tristonho.

- Viu como eu tenho razão quando digo que você tem muita maturidade para 17 anos??? Você parece até mais velha do que eu falando essas coisas... Eu sei que tudo que você falou tem sua verdade, mas é difícil colocar em prática sabendo que nada pode trazer ela de volta entende? – Eu confirmei fazendo que sim com a cabeça, eu entendia e muito bem. – E eu sei que você fala tudo isso porque perdeu alguém também, não é?

Eu abri a boca e fechei várias vezes. Eu queria contar para Edward, queria colocar abrir meu coração para ele, assim como ele abriu o seu, mas eu não conseguia fazer com que a minha voz saísse.

- Você não precisa me contar nada agora, eu vou esperar você estar pronta. Mas eu sempre vou estar aqui, para te dar o mesmo apoio que você está me dando...

Somente quando minha visão ficou embaçada eu percebi que estava chorando. Edward levantou do meu colo e ficou ajoelhado na minha frente limpando minhas lágrimas.

- Hei, eu não pedi para que você aceitasse o convite de Alice para vir aqui em casa para te ver triste. Ou para ficarmos os dois tristes. Vamos apagar esse momento de tristeza. Até porque depois que você apareceu na minha vida... Eu... como posso te dizer... Hum... Tenho me sentido mais feliz... Como seu eu tivesse completo de novo...

Meu coração se aqueceu e começou a bater mais forte com as palavras de Edward. Ele era tão doce... Eu também me sentia da mesma forma que ele, mas eu tinha tanto medo de assumir isso e tudo acabar! Eu queria poder mandar minha insegurança para o espaço, mas eu não conseguia. Tudo isso era muito novo para mim.

Ainda escoriam algumas lágrimas traiçoeiras quando Edward encostou seus lábios levemente nos meus, me dando um beijo calmo e doce. Eu aproveitei o beijo, me deixando levar pelos sentimentos bons que Edward me causava. Não era um beijo e nem um momento sensual, era um momento de extremo carinho. Edward ainda me deu alguns selinhos, terminando calmamente o nosso beijo.

Ele nos deitou novamente na cama, estávamos um de frente para o outro. Ficamos ali, deitados, nos encarando sem falar nada. Mesmo assim, o momento parecia perfeito. Não sei ao certo em que momento eu acabei dormindo, mas mesmo depois de tudo que aconteceu, eu me sentia um pouco mais em paz e Edward parecia se sentir da mesma forma.

[...]

Abri meus olhos devagar, parecia que eu tinha dormido muito, mas eu ainda tinha sono. Assim que meus olhos estavam totalmente abertos, eu não pude evitar sorrir. Edward dormia na minha frente, parecia estar tendo um sonho feliz, estava com um meio sorriso nos lábios. Percebi que nossas mãos estavam entrelaçadas. Suspirei. A noite passada tinha sido cheia de emoções. Primeiro o nosso “amasso” que me levou ao meu primeiro orgasmo. Honestamente, eu jamais pensei que pudesse ser tão bom. Eu fiquei num estado de torpor tão grande que acabei dormindo. O que não foi justo com Edward, pois mesmo sem saber o que e como eu deveria fazer, ele também era merecedor das mesmas sensações que ele me causou.

Depois acordei assustada com o choro e o grito de Edward e então ele me contou o motivo de todo o sofrimento dele. Aquela víbora foi muito injusta com ele e por mais que ele não tivesse culpa sobre o que tinha acontecido, Edward tinha todo o direito de estar sofrendo, porque era uma parte dele que morreu naquele dia.

Pensar no sofrimento de Edward faz meu coração se apertar, ele é tão bom, tão lindo, não merece sofrer...

Tirei minha mão dos nossos dedos entrelaçados e levei até o rosto dele. Dormindo, ele parecia ainda mais um anjo. Trilhei com meus dedos todos os traços do rosto dele, demorando nos lábios. Não pude evitar suspirar de novo. Saber que Edward tinha forças para superar uma perda tão grande, fez eu me apaixonar ainda mais por ele. Eu precisava admitir para mim mesmo que estava perdidamente e irrevogavelmente apaixonada por ele.

Edward resmungou em seu sonho e se aproximou mais de mim, quase colando nossos corpos. Não resisti e dei um selinho nele. Seu sorriso aumentou, mas ainda assim ele não acordou.

Ele não acordou... Não acordou... Que merda! Que horas eram? Levantei no susto, me sentando sobre os joelhos na cama e tentando encontrar um relógio... Olhei para os lados e percebi através das cortinas que o sol já tinha nascido... OMG! Eu tinha passado a noite aqui com Edward!!! Merda, merda, merda! Agora íamos ter que dar mil explicações. Nós precisamos pensar em alguma coisa... Balancei Edward para que ele acordasse.

- Edward, acorde! Edward...

- Hum... – Ele abriu os olhos devagar, deu um pequeno sorriso, mas ao ver minha cara de preocupação, franziu o cenho e levantou as costas da cama. – O que foi?

- Já é de manhã e eu não voltei para o quarto de Alice. O que vamos fazer? – Minha voz saia quase em desespero.

- Calma, vamos ver primeiro que horas são... – Edward virou-se para a cômoda, pegando seu relógio de pulso, olhando a hora... Seus olhos se arregalaram e ele pulou da cama. – PQP! São nove horas passadas.

Pulei da cama também, mas antes que eu pudesse falar alguma coisa, Alice abriu a porta do quarto e deu um gritinho.

- Ahhhhh! Eu sabia!!! Eu sabia!!! – Alice estava parada na porta do quarto de Edward dando pequenos pulinhos e batendo palmas. – Agora vocês não vão mais poder mentir para mim!

Eu estava paralisada no meu lugar, não conseguia me mexer. O sangue corria rapidamente pelo meu corpo, se concentrando no meu rosto, me deixando complemente corada de vergonha. Alice abriu um enorme sorriso quando percebeu o quanto eu estava envergonhada e Edward veio para perto de mim, se colocando na minha frente.

- Ok Alice, eu e Bella estamos juntos. Antes que você nos encha de perguntas aqui vão às respostas: Não, você não foi à última saber, nós não contamos a ninguém. Não, nós não vamos contar a ninguém por enquanto, por motivos nossos. E sim, nos queremos que você guarde segredo disso para todo mundo.

O sorriso de Alice caiu um pouquinho.

- Porque esconder de todo mundo? Vocês se gostam e são livres para ficar juntos.

Dessa vez eu respondi antes que Edward, eu sabia que comigo Alice não iria teimar. O corpo de Edward ainda estava em frente ao meu, então passei a frente e falei:

- Porque é o justo para o momento. Eu sou menor de idade, Edward é o nosso professor... Estamos fazendo o que é melhor para todos.

Alice balançou a cabeça negativamente.

- Melhor para os outros, mas não para vocês... Como vocês vão fazer, vão ficar se encontrando escondido? Vocês não devem nada a ninguém!

- Alice, me escute, é melhor assim. Você queria saber se estava rolando alguma coisa entre a gente, viu que está, pronto!

Alice voltou a sorrir e seu sorriso era malicioso.

- É, e pelo que percebo tudo que é escondido é mais gostoso. – Alice estava reparando na camisola curta que eu estava vestindo. Corei furiosamente e voltei para trás do Edward.

- Alice, chega de fazer Bella passar vergonha! Diga-me algo útil, já está todo mundo acordado nesta casa?

- Não, como é sábado todo mundo resolveu dormir até mais tarde. Eu e a Ângela acabamos dormindo na sala, eu acordei e como a casa estava totalmente silenciosa e Bella não estava conosco lá embaixo, vim ver se ela estava dormindo no meu quarto, mas como a cama dela estava vazia e arrumada, minha próxima opção foi vir aqui...

Suspirei aliviada. Então somente Alice tinha notado minha ausência.

- Alice, vamos voltar para o seu quarto então. E vamos fingir que eu dormi lá e que está tudo normal, ok? – Alice ainda parecia um pouco contrariada em aceitar que eu e Edward iríamos esconder nosso relacionamento. – Alice, por favor... Acredite, é o melhor para todos no momento.

- Ok. Se esta é a decisão de vocês, tudo bem. Mas saibam que eu não concordo com isso e a tendência é que isso não vai acabar bem para vocês... – Eu estremeci e Edward estremeceu também. Alice tinha ficado séria, do mesmo jeito que ela ficava quando parecia fazer provisões sobre o futuro. – Depois, não digam que não avisei.

Dei uma risadinha sem graça, tentando quebrar o clima tenso.

- Está bem Alice, sua bruxinha, deixe suas previsões para outro momento. – Me aproximei de Alice. – Obrigada por guardar nosso segredo amiga. – Abracei-a e ela me abraçou de volta.

- De nada, amiga. Eu só quero ver vocês feliz! – Nós três sorrimos. – Eu vou indo para o quarto e não demore Bella, porque vocês deram sorte que só eu acordei até agora.

Alice saiu do quarto, deixando eu e Edward sozinhos.

Edward se aproximou e me enlaçou pela cintura e me encarou intensamente.

- Eu adorei a nossa noite, toda ela... – Eu ruborizei imediatamente. – Eu já falei que não precisa ficar com vergonha de mim. E de qualquer forma, eu gostei de termos conversado também, eu só sinto muito por ter chorado na sua frente... Eu não costumo chorar na frente de ninguém, nem da minha família.

Eu sabia exatamente como o Edward se sentia. Era como se nós nos completássemos até no sofrimento.

- Hei, não precisa pedir desculpas por chorar. Os homens que choram, mostram seus verdadeiros sentimentos. E você pode chorar na minha frente sempre que quiser, eu vou sempre te ajudar... E. Er...Eu...Eu também adorei a nossa noite. Toda ela... – Eu já estava vermelha com um pimentão e Edward, percebendo isso, deu um sorriso muito lindo, e beijou minhas bochechas e depois me deu um selinho rápido.

- Eu adoro quando você cora, se você soubesse como fica linda... – Eu suspirei alto, como não se apaixonar por um homem tão perfeito quanto Edward?

- Eu tenho que ir, Alice tem razão. Demos muita sorte que somente ela está acordada...

Sem muita vontade, mas sabendo que era necessário, saí do quarto de Edward e fui para o quarto de Alice.

[...]

Edward POV

Eu tinha chegado à conclusão que namorar era muito bom. Claro que era especialmente bom porque era com a menina/mulher pela qual eu estava apaixonado. Sim, depois de duas semanas de namoro eu havia admitido para mim mesmo que eu estava apaixonado por Bella, afinal de contas, não tinha outra explicação a não ser essa para o turbilhão de sensações e sentimentos que ela me despertava em mim quando estávamos juntos, ou a saudade quase louca que eu sentia quando estávamos separados. É claro que, mesmo admitindo para mim mesmo meus sentimentos, ainda não tinha tido coragem de admitir para ela, até porque não queria assustá-la. Mas, quanto tempo temos que esperar para dizer que amamos alguém? Eu não sabia responder essa pergunta.

A única coisa que me incomodava era o fato de não poder ver Bella quando eu quisesse. E eu queria todo o dia. Chegava a ser absurda a falta que eu sentia dela. Talvez fosse porque eu nunca namorei antes, então estava com todo o meu sentimento guardado para agora. Eu ainda estava procurando os benefícios de “namorar escondido”. Nós nos víamos somente duas vezes durante a semana e nos finais de semana. No restante dos dias eu tinha que me contentar em apenas ouvir a voz dela e trocar algumas mensagens.

Ainda que o fato de Alice ter descoberto sobre o a gente nos ajudava, permitindo os nossos encontros durante a semana. Bella vinha para minha casa nas terças e quintas-feiras depois da escola, sempre com a desculpa de ter algum trabalho de aula com Alice. Eu até tentei procurar algum lugar que pudéssemos nos encontrar sozinhos, mas como minha vida não é um conto de fadas, não tinha nenhuma cabana abandonada por aí... E nós realmente não queríamos dar bandeira, então o melhor lugar que encontramos foi a minha casa.

Eu tinha quase certeza que meus pais sabiam do meu relacionamento com a Bella. Mas como, mesmo aposentados, quase nunca estavam em casa durante o dia, eles não tinham como ter certeza. Minha mãe vivia dizendo que estava muito contente em ver como eu tinha melhorado e estava mais feliz! Como eles nunca perguntavam nada diretamente, eu nunca confirmava nada. Eu sabia que o pai de Bella também não tinha conhecimento sobre o nosso relacionamento. Eu não me sentia confortável em enganar o chefe Swan, mas tenho que admitir, é bom evitar tomar um tiro por enquanto. Pelo menos era o que eu faria se eu fosse chefe de polícia e um homem viesse me contar que estava namorando a minha garotinha. Daria um tiro bem no meio das pernas do filho da puta.

Nos dias que eu podia estar com Bella, nós aproveitávamos o máximo do nosso tempo juntos. E eu podia dizer que realmente Bella era maravilhosa, era muito bom e muito fácil conversar com ela. Parecia com nos conhecíamos há anos, tínhamos gostos muito parecidos em música (por causa do piano, óbvio) e filmes. As coisas aconteciam de forma muito natural entre a gente. Eu sabia que Bella me escondia alguma coisa sobre o seu passado e que isso tinha haver com a morte da sua mãe e que ela sofria muito por isso. Teve dois momentos em que estávamos sozinhos que eu realmente achei que ela ia me contar, mas vi que ela acabou desistindo. Eu queria poder entendê-la e ajudá-la, mas tinha que ser paciente e esperar ela estar pronta.

O fato da minha mente estar ligada em Bella quase 100% do tempo me mantinha “travado” na música que eu estava compondo. Às vezes eu até me sentia mal por isso, afinal de contas eu estava em Forks, dando aula na escola para me inspirar mais e não ficar totalmente sem inspiração. E me sentia mal também porque foi à morte da minha filha que me trouxe de volta a Forks e que, por consequência, trouxe a Bella para a minha vida... Algumas vezes eu me perguntava: será que minha filha tinha que morrer, para que eu pudesse encontrar a Bella? Essa era uma pergunta que ainda não tinha resposta.

Sei que eu parecia um bebe chorão, mas eu queria mais com a Bella. Eu queria poder levá-la em um encontro de verdade. Eu queria poder sair com ela de mãos dadas na rua, fazer coisas de namorados... Enfim, mostrar para ela que meus sentimentos eram sérios.

Neste fim de semana eu teria a oportunidade. Ontem, o meu ex-professor e atual diretor da Julliard, Garrett, me ligou dizendo que seu quisesse, ele tinha ingressos cortesia para me dar, para o concerto da Orquestra Sinfônica de Seattle que terá como tema o “Concerto nº de 01 de Tchaikovsky's”. Era a oportunidade perfeita. Era longe o suficiente de Forks para ninguém nos reconhecesse. Eu só tinha que convencer Bella a ir comigo. Minha ideia era irmos para o concerto no sábado à noite e ficarmos lá até o domingo. Poderíamos dormir num hotel e ela poderia dizer que estava dormindo na minha casa com Alice. Eu iria planejar tudo como uma surpresa para Bella, dizendo somente para onde íamos, mas nada do que iríamos fazer.

Andei pelos corredores da escola em direção à sala dos professores e suspirei profundamente ao constatar que era mais uma sexta-feira em que eu teria aula com a Bella e só poderia olhá-la “de longe”. Era tão ruim estar tão perto e ao mesmo tempo estar tão longe. Nós mantínhamos o nosso acordo de nenhum contato diferente de professor X aluna na escola. Fora a nossa troca de olhares constante, nada mais acontecia.

Mas hoje, eu precisava falar com ela, convencê-la a ir ao nosso primeiro encontro oficial. Entrei na sala dos professores e sorri involuntariamente ao pensar nos meus planos para esse fim de semana.

- Esse sorriso todo é para mim, professor Cullen?

Saco. Será que essa mulher não se toca que eu nunca vou querer nada com ela? Arrependo-me amargamente do dia em que beijei Tânia. Depois desse dia, como ela mesma disse que não ia desistir, eu não tive sossego. Eram investidas de todos os lados: ela usava roupas provocantes, que na verdade a deixavam com cara de vadia; procurava me tocar sempre que podia e eu me esquivava de todos os toques dela; fingia se interessar por música clássica ou músicas ao som de piano para ter um assunto para conversar comigo... Eu nem sabia mais o que fazer para ela entender que eu não queria e nunca ia querer nada com ela.

- Não, esse sorriso é para minha vida, que anda muito boa.

Ela sentou em uma cadeira e cruzou as pernas numa tentativa de fazer um movimento sensual. Revirei os olhos.

- Sua vida podia melhorar ainda mais, se me deixar fazer parte dela!

Meu Deus! Poderia ser mais oferecida?

- Tânia, entenda uma coisa. Eu não estou procurando relacionamento. Porque você não procura alguém que queira as mesmas coisas que você.

- Porque eu gosto de você e eu já achei você. Não quero outro. Eu já te disse e vou repetir, eu não vou desistir de nós.

- Não existe nós! – Falei exasperado. – Agora dá licença que só vim pegar os meus materiais e vou para minha aula.

- Tá bom querido. Tão profissional!! Depois, como não tenho aula no segundo período quem sabe vou te fazer uma visitinha e você toca para mim de novo?

Nem respondi para Tânia e virei às costas saindo da sala. Mas que mulherzinha arrogante! Bufei irritado. Inferno, estragou meu dia! Fui direto para o mini auditório, pelo menos lá eu teria paz.

Ouvi o sinal da escola bater e aguardei os meus alunos entrarem na sala.

Meu coração sempre se acelerava enquanto eu olhava para a porta de entrada a espera da Bella. Assim que ela passou pela porta, conversando animadamente com Alice e Jasper, meu coração pareceu se acalmar. Era a coisa mais boba do mundo, mas meu coração disparava toda a vez que eu sabia que iria me encontrar com ela, era inevitável.

A aula transcorreu normalmente e eu estava muito feliz com o desenvolvimento da turma. Como todos estavam muito empolgados, íamos conseguir finalizar o conteúdo teórico antes do que eu esperava e na próxima semana poderíamos iniciar as aulas práticas. Eu estava muito ansioso para ver todos tocando juntos e para ver Bella tocar também. Pelo conhecimento que ela tem da teoria e por saber que ela toca piano quase que “desde sempre”, acredito que ela deva ser bem talentosa. Eu já tinha pedido para ouvi-la tocar algumas vezes quando estávamos na minha casa, mas ela sempre deva um jeito de desviar o assunto e me distrair...

Enquanto os alunos resolviam os últimos exercícios teóricos, como sempre, eu passei por todos verificando o desenvolvimento dos mesmos. Quando cheguei próximo a Bella, Alice e Jasper, fingi corrigir um exercício da Bella para que eu pudesse me abaixar e falar com ela. Aproximei minha boca do ouvido dela e soltei uma lufada da minha respiração e a senti estremecer. Não pude evitar sorrir, afinal de contas essa era minha intenção.

- Me espere quando a aula terminar, precisamos conversar. – Ela franziu o cenho e me olhou interrogativamente querendo saber se tinha acontecido alguma coisa. Fiz minha melhor cara de paisagem e fui atender um aluno que estava com o dedo levantado, esperando ajuda do professor.

Assim que deu o sinal, os alunos arrumaram seus materiais e foram saindo. Eu organizei os meus materiais, de costas para o restante da sala, fingindo nem perceber a presença de Bella para não dar bandeira para ninguém. Eu soube que estávamos sozinhos assim que ouvi sua voz suave e doce preencheu o ambiente.

- O que o Sr. queria falar comigo professor Cullen? – Bella estava tentando ser provocadora? Hum... Para quem era sempre envergonhada, ela estava se saindo muito bem.

- Eu tenho uma proposta para você, Srta. Swan – Falei olhando intensamente em seus olhos enquanto me aproximava. Parei em frente a ela, mas não toquei nela, vai que alguém estivesse olhando. – Eu quero fazer um programa de namorados com você. Quero te levar amanhã para a Seattle e te levar num lugar surpresa, te levar jantar e fazer outras coisas que namorados normais fazem. Podíamos voltar domingo, o que acha? – Percebi Bella ficar surpresa com a minha proposta, mas em seguida sorriu abertamente e nesse momento eu sabia que ela toparia a minha ideia. Eu queria contar para ela aonde nós iríamos, mas não queria estragar a surpresa.

- Hum... Professor Cullen, o que o Sr. esta me propondo? Quer passar a noite fora comigo? – PQP! Bella hoje estava a fim de me provocar. Fechei minhas mãos em punhos para que elas não fossem sozinhas até a cintura da Bella para colar nossos corpos. – E o que eu vou dizer ao chefe Swan?

- Você pode dizer que vai dormir na casa da sua grande amiga Alice...

Bella pareceu ponderar o que eu havia dito e inconscientemente mordeu seu lábio seu lábio inferior e me olhou com aqueles olhos cor de chocolate, respondendo num sussurro...

- Eu vou adorar ir a Seattle com você. – Ela baixou os olhos e mordeu os lábios novamente. Será que ela não sabia como ficava sexy quando fazia isso?

Eu não consegui resistir e colei nossas bocas num beijo feroz. Minha língua estava por toda a boca de Bella e ela deu um pequeno gemido antes de juntar sua língua com a minha. Foi um beijo cheio de paixão. Nos separamos somente porque respirar era necessário. Encostei minha testa na dela enquanto tentávamos parar de ofegar.

- Eu sei que nós não podíamos ter feito isso, mas você ficou me provocando... – Falei ainda arfante. Bella sorriu abertamente.

- Eu nem fiz nada professor Cullen... Agora, tenho que ir para minha próxima aula, já estou atrasada. – Não consegui evitar fazer um biquinho, eu queria ficar mais tempo junto a ela. Ela deu um selinho no meu biquinho. – Afinal de contas, alguém aqui tem que ser responsável.

Virou as costas, pegou sua mochila e saiu porta afora, me deixando olhando para ela feito um bobo apaixonado...

Bella POV

Parei em frente ao meu armário e suspirei alto. Eu estava perdidamente apaixonada pelo Edward Cullen. Eu tinha certeza absoluta disso e já tinha assumido isso para mim mesma. Mas ainda não tinha dito nada para ele. Eu sentia que ele também gostava de mim, mas gostar e estar apaixonado são coisas bem diferentes...

Fechei meus olhos lembrando o beijo que trocamos agora a pouco no mini-auditório. Foi tão bom! Mas foi muito irresponsável, tivemos sorte que ninguém nos viu... Então quer dizer que eu e Edward iríamos para Seattle no fim de semana? OMG! Mil coisas passavam pela minha cabeça ao mesmo tempo e a ansiedade já começava a tomar conta de mim... Principalmente porque iríamos ficar sozinhos, totalmente sozinhos, dormindo juntos em um quarto de hotel... Será que seria minha 1ª vez? Seria o momento perfeito...

Namorar Edward era muito bom. Isso era um fato. Já estávamos namorando havia duas semanas e nos tornamos bastante íntimos no que diz respeito a conhecer um ao outro durante nossas conversas...

Como tínhamos pouco tempo sozinhos, sozinhos mesmo (como aquela maravilhosa noite que tive meu primeiro orgasmo) e eu sou muito envergonhada pela minha falta de experiência, ainda não tínhamos evoluído para os “finalmentes”. Mas eu já o tinha visto nu e tocado seu corpo e seu membro, e meu Deus, Edward realmente era muito lindo. O corpo mais perfeito que eu já tinha visto, com certeza... Mordi meu lábio lembrando o nosso último final de semana. Eu dormi na casa de Alice sexta e sábado, porque o Charlie, como sempre tinha ido pescar. Nós quase chegamos lá, mas Edward disse que queria que fosse um momento especial e somente nosso. Então, eu só podia pensar que não teríamos outra oportunidade melhor...

Balancei a cabeça tentando recobrar um pouco da minha sanidade e ir para a aula... Nossa! Eu estava muito atrasada. Comecei a andar a passos rápidos até minha sala de aula. Ouvi passos de um salto alto atrás de mim e nem precisei me virar para saber quem era: professora Denalli. Ela não deveria estar dando aula? Eu morria de ciúmes dela, porque além dela já ter beijado o meu Edward, ela simplesmente não largava do pé dele, ficava se atirando para ele, muito vadia. Apressei meus passos para não ter que dar satisfações para ela do porque não estava na sala de aula ainda. Ela apressou os passos também. Quando dobrei o corredor, faltando uns dez passos para chegar à minha sala ouvi sua voz de taquara rachada.

- Srta. Swan, preciso falar com você. – Parei de caminhar, mas não me virei para olha-la. O que ela poderia ter para falar comigo? Eu nem tinha aula com ela, graças a Deus.

- Professor Denalli, eu sinto muito, mas como pode ver já estou muito atrasada para ir para a aula. – Continuei paralisada. Mesmo sem saber por que minha vontade era correr e entrar na minha sala de aula.

- Eu escrevo um bilhete para o seu professor. É muito importante e do seu interesse. – A voz dela era fria e cortante, fazendo com que eu me arrepiasse involuntariamente. Achei melhor ver de uma vez o que ela queria comigo. Virei-me para ela e seus olhos pareciam duas pedras de gelo.

- Ok. Vamos para a sala dos professores?

- Não. Ninguém pode ouvir nossa conversa, vamos para outro lugar.

Acompanhei Tânia que entrou no banheiro feminino e antes de falar qualquer coisa, confirmou que não tinha ninguém dentro dos boxes. Aquilo estava muito estranho... Nós íamos conversar no banheiro? Como se estivesse antecipando o que estava por acontecer, meu corpo começou a tremer levemente.

- Srta. Swan, eu vou direto ao ponto porque não gosto de rodeios. Desde quando você e o professor Cullen estão se “pegando”?

Foi como se jogassem um balde de água fria na minha cabeça. Senti todo o sangue fugir do meu corpo e me senti tonta de repente. O tremor no meu corpo aumentou consideravelmente. Eu tinha que negar e soar convincente, mas minha voz saiu apenas num sussurro tremido.

- Eu não sei do que você está falando...

- Não me faça de boba, Isabella, eu vi com meus próprios olhos. Você e o professor Cullen, se beijando agora a pouco, no mini-auditório.

- Eu realmente não sei do que a senhora está falando, professora Denalli. – Eu tinha que continuar negando, afinal que provas ela poderia ter? Ela até poderia ter visto a gente junto, mas sem provas ela estava “jogando verde, para colher maduro”.

- Então me deixe refrescar a sua memória. – Tânia pegou em seu bolso um celular e meu corpo já tremia visivelmente. – Veja você mesmo.

Tânia apertou play e me mostrou o celular. Era um vídeo do beijo que eu e Edward tínhamos trocado ainda há pouco.

- O que.... o que.... – Eu estava tão apavorada que não sabia o que fazer e o que falar.

- O que? O que? – Tânia deu uma risada sarcástica. – Eu completo essa frase para você: O que eu quero com isso? Quero que você termine o que quer que você tenha com o Edward!

Notas finais
E aí o que acharam do capítulo???
O que será que vai acontecer entre Bella e Tânia??? Será que Bella ainda vai para Seattle com Edward???
Próximo capítulo terá fortes emoções!!!
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Obrigada para quem sempre comenta na história. Adoro saber o que estão pensando da história! Estou indo agora responder os reviews do cap passado!
Para quem somente acompanha e lê sem expressar sua opinião... espero que estejam gostando!!
Bjo e boa semana!