O Som Do Coração
13 Capítulo 12 - Parte I
Notas iniciais
Novo cap para vocês...Fortes emoções!!!
Espero que gostem!!!
Bjo
Bella POV
Tânia apertou play e me mostrou o celular. Era um vídeo do beijo que eu e Edward tínhamos trocado ainda há pouco.
- O que... O que... – Eu estava tão apavorada que não sabia o que fazer e o que falar.
- O que? O que? – Tânia deu uma risada sarcástica. – Eu completo essa frase para você: O que eu quero com isso? Quero que você termine o que quer que você tenha com o Edward!
Meu coração se apertou na dor mais horrível que eu já senti... Eu terminar com Edward? Senti algo quente nas minhas bochechas e percebi que estava chorando. Tanya pareceu se divertir ainda mais com isso. Riu novamente.
- Eu não acredito que você está apaixonadinha pelo seu professor? Pelo amor de Deus garota... Você acha que é suficiente para um homem feito Edward? Se ele está com você, tenha certeza que é para apenas um intuito, te levar para a cama. Depois que isso acontecer, ele muda de alvo... Pelo que andei investigando por aí, esse é exatamente o tipo dele... Sexo casual... E depois que eu conseguir levá-lo para a minha cama, ele vai ter o melhor sexo do mundo e não vai mais querer sair de lá...
Eu queria responder ou dar uns bons tapas nessa louca, mas eu não conseguia me mexer. Nem eu mesma entendia porque Edward estava com uma garota tão sem graça quanto eu. E se tudo aquilo que ela estivesse dizendo fosse verdade? Não, não, as atitudes de Edward mostravam que ele realmente gostava de mim... Eu tinha que responder pra essa vadia... Limpei as lágrimas que escorriam e a encarei com uma fúria que eu nem sabia que tinha.
- Se a sua cama é tão boa professora, porque ele nunca quis se deitar nela com você? Todos os alunos sabem que você se oferece para ele o tempo todo... – Os olhos de Tanya pareceram se esbugalhar e ela me fitou com muito ódio. Ela parecia transtornada e se aproximou de mim com fúria, erguendo o dedo no meu rosto.
- Ele não está na minha cama, porque putinhas como você ficam se oferecendo para ele. Então antes que cair na minha cama, ele quer comer algumas coisinhas mais novas... Mas tudo é uma questão de tempo e o que estamos fazendo aqui é diminuindo esse tempo... – E novamente ela sorriu, aquele sorriso de quem tinha o maior trunfo do mundo nas mãos... E de fato ela tinha. Era uma prova incontestável do meu envolvimento com Edward. Minha posição defensiva caiu um pouco e assim Tanya sabia que tinha vencido. – Então minha querida, você tem duas opções: você continua com o Edward e segunda-feira esse vídeo estará no Youtube, destruindo a reputação e a carreira que Edward demorou anos para construir e ainda, por consequência, ele será preso porque você é de menor, e sabe quem irá prendê-lo? O chefe Swan...
Novas lágrimas desceram pelo meu rosto. Eu estava com dificuldade de respirar. Dessa vez eu não iria sobreviver... A dor que eu sentia agora no meu peito era igual ou maior da que senti quando minha mãe morreu. Eu não poderia fazer isso com Edward, ele era um brilhante pianista e professor e meu Deus ele ser preso por minha causa?
Antes que eu pudesse evitar a pergunta saiu da minha boca.
- E se eu terminar com ele? – Fiz uma careta de dor somente em pensar nessa palavra. Como eu poderia ser capaz de terminar com ele?
- Se você terminar com ele, o vídeo vai ficar bem guardado comigo e nada acontecesse com Edward. Mas entenda bem garotinha... Se ele desconfiar de alguma coisa, se você contar para ele qualquer coisa da nossa conversa ou contar a ele que tenho o vídeo, no minuto seguinte isso estará sendo postado no Youtube... E para te mostrar como eu sou querida, vou te dar até segunda-feira de prazo para terminar tudo com ele...
Senti minhas pernas bambas e meu corpo todo tremendo. Tanya foi até a porta destrancando-a para sair. Quando estava com o corpo para fora da porta, virou-se e fitou-me com raiva.
- Não se esqueça, segunda-feira... E olha eu tenho como saber se vocês terminaram ou não... E senhorita Swan, pense que nada disso teria acontecido se você não tivesse tentado me roubar ele... Edward será meu e ponto final! – Ela deu uma gargalhada e saiu fechando a porta.
Fui até a porta e a esmurrei de raiva, imaginando ser Tanya. Só parei quando minhas mãos começaram a doer e ficarem vermelhas. Dei vazão ao choro que queria me consumir e solucei enquanto uma torrente de lágrimas saia dos meus olhos. Encostei minhas costas na parede e fui deslizando até o chão. Meu corpo balançava com meu choro e soluços. A dor era insuportável. Abracei minhas pernas, encostando minha cabeça nelas e fiquei ali, esperando criar forças para arrancar o meu coração de mim e terminar com Edward.
[...]
Eu estava deitada na minha cama, olhando para o teto e tentando pensar em como enfrentar o meu destino.
Eu não que horas eu saí do banheiro na escola. Eu não sei como eu fui para as demais aulas. Eu não sei o comi no almoço. Aliás, eu nem sei se comi no almoço. Não sei se alguém me perguntou algumas coisa, muito menos sei como cheguei em casa. Eu entrei no piloto automático, eu tinha certeza que parecia um zumbi pelo restante do dia na escola. Ainda bem que eu não encontrei Edward pelos corredores, com certeza ele ia desconfiar de alguma coisa...
Eu tinha ficado no banheiro até controlar um pouco minhas lágrimas. Graças a Deus ninguém tinha entrado lá. E quando saí não consegui ligar minha mente em mais nada, era como se eu estivesse fora do meu corpo e ele se mexesse automaticamente, indo de uma sala para outra, indo para o almoço, trocando algumas palavras estritamente necessárias com as pessoas. A única coisa que eu pensava era como um dia que começa tão bom, pode mudar tão de repente? Eu realmente estava destinada a não ser feliz? Esse era o preço que eu tinha que pagar por ocasionar a morte da minha mãe?
Eu sabia que de uma coisa a Tanya tinha razão. Se todos ficassem sabendo da minha história com Edward a reputação dele seria questionada e isso era muito injusto com ele. E imagina meu pai tendo que prender ele por estar namorando comigo? Porque com certeza as pessoas iam denunciar que ele estava corrompendo menores... Infelizmente a sociedade é assim... Primeiro julgam para depois entender... E hoje, um vídeo no Youtube, em questão de segundos, está sendo visto por milhares de pessoas.
E o pior de tudo que isso estava acontecendo por um descuido nosso. Porque tínhamos que ter nos beijado na sala hoje? Estávamos sendo tão cuidadosos... Que merda! Eu tinha conseguido ficar sem chorar duas horas e agora novas lágrimas desciam pelo meu rosto. As ameaças de Tanya vinham a todo o momento na minha mente.
E se eu contasse para o Edward? Mas se eu contasse eu tinha certeza que ele ia ir atrás dela ou não ia querer terminar, dizendo que o que as pessoas pensam dele não interessa. Mas para mim interessa... Destruir tudo o que ele construiu porque uma louca quer? Isso não era justo. Assim como não era justo eu ter que abrir mão dele...
Já era noite e o som do meu celular se fez presente no quarto novamente. Peguei o celular e olhei, era Alice de novo. Ela já tinha me mandado umas cinco mensagens perguntando se estava tudo bem, que ela tinha me achado estranha na escola. Como eu não respondi, ele me ligou duas vezes. Suspirei, eu não queria dar explicações, mas era melhor atender antes que ela fosse fazer algum comentário para Edward. Pigarreei, tentando fazer minha voz ficar normal.
- Alô – Falei de forma monótona.
- Bella? Até que enfim! – Alice parecia aliviada. – Está tudo bem?
- Claro, porque não estaria? – Eu estava surpresa com a calma que eu estava mantendo. Então quer dizer que eu sabia fingir? Isso seria muito útil quando eu tivesse que terminar com Edward.
- Porque você estava muito estranha no almoço. Na verdade, parecia que nem estava lá. Eu fiquei muito preocupada... Se você não tivesse me atendido eu ia falar com o Edward, para saber se ele tinha aprontado alguma coisa com você...
- NÃO! – Quase gritei. A última coisa que eu precisava agora era que Edward ficasse preocupado comigo também. – Eu estava com muita dor de cabeça, por isso estava meia área. Quando cheguei em casa tomei um remédio e dormi. Só vi suas mensagens e ligações agora.
- Tem certeza que era só uma dor de cabeça Bella?
- Sim Alice. Agora já estou até melhor. Aliás eu tenho que ir, Charlie está me chamando para jantar. – Era mentira, mas eu precisa desligar o quanto antes. Eu ainda estava muito confusa e era capaz de acabar falando alguma coias para Alice.
- Tá bom amiga. Ah! Só uma coisa: Edward me falou que amanhã vocês vão para Seattle... Eu sei que você vai dizer para o Charlie que vai dormir aqui... Então porque não vem um pouco antes e eu te ajudo a ficar ainda mais linda para o meu irmão? – Eu nem sabia se ainda ia ir no encontro com Edward. Se eu tinha que terminar com ele, não era melhor ficarmos em casa? Mas e se eu fosse ter um último encontro especial com ele? Neste caso, precisaria de ajuda para me arrumar, com certeza. Achei melhor concordar para acabar logo com a conversa.
- Ok. Ainda não sei o que tenho que levar, mas vou antes sim... Toda a ajuda é necessária para tentar fazer com que eu fique mais bonita. – Alice riu.
- Deixa de ser boba, Bella. Espero-te amanhã então. Beijo e se cuida. – Alice falou “se cuida” de uma forma que eu entendi que ela não se convenceu com a minha desculpa.
- Beijo, se cuida você também.
Desliguei o telefone e voltei a encarar o teto novamente. Tudo o que queria era dormir e esquecer que isso tudo estava acontecendo. O que eu iria fazer? Deveria ir com Edward para Seattle? Ouvi a porta da casa se abrindo e sabia que meu pai tinha chegado. Ele, com certeza, saberia que tinha algo errado comigo. O jeito era fingir que estava dormindo...
Apaguei a luz do quarto e deitei-me com as costas viradas para porta. Em questão de poucos minutos ouvi duas batidas na porta e em seguida ela foi aberta.
- Bella, eu trouxe pizza... – A voz de Charlie foi baixando quando ele percebeu que eu estava “dormindo”. Ainda pude o ouvir resmungar alguma coisa, mas saiu e fechou a porta. Suspirei aliviada. Não queria mais ouvir perguntas por hoje.
Fechei meus olhos com força, tentando forçar o sono a vir...
[...]
Quem disse que “nada melhor que um dia após o outro com uma noite no meio” está muito enganado. Olhando-me no espelho agora de manhã, eu sabia que estava horrível. Eu não tinha conseguido dormir muito e quando dormi, tive pesadelos com Edward, com minha mãe, com Edward e minha mãe...
Eu precisava tomar uma ducha. Quem sabe assim eu conseguia lavar todos os sentimentos que estavam me corroendo por dentro. Entrei embaixo do chuveiro e ali fiquei algum tempo, tentando pensar racionalmente e com o coração ao mesmo tempo. Claro que não deu certo. A razão dizia que eu precisava terminar com Edward e o coração dizia para eu ficar com ele.
Saí do chuveiro, vesti uma roupa qualquer e desci para tomar café. Eu precisava tomar um café forte para clarear minhas ideias e então tomar uma decisão final.
Eu estava na cozinha quando Charlie desceu vestido com uma roupa de pescador, com sua vara de pescar e sua maleta de iscas.
- Bom dia, Bells.
- Bom dia, pai. – Forcei um sorriso e tomei um gole de café.
- Tudo bem?
- Tudo e você?
- Bem também. Eu trouxe pizza de janta ontem, mas quando cheguei você já estava dormindo... Aconteceu alguma coisa? – Virei-me para a pia no intuito de lavar a louça e para que ele não visse a mentira no meu rosto.
- Nada não. Eu tive um dia cheio na escola e estava com dor de cabeça, por isso resolvi ir dormir mais cedo. E eu achei que você ia sair para ir pescar com o Billy ainda ontem...
- Hum... Billy tinha um compromisso ontem. Vamos sair agora pela manhã... Tudo bem mesmo?
- Tudo certo pai. Eu vou dormir na Alice para não ficar aqui sozinha, ok?
- Ótimo. Fico feliz que tenha feito uma grande amiga aqui em Forks. – Eu suspirei.
- É... Eu também. – Minha voz saiu fraca, quase um sussurro. Será que Alice ia continuar minha amiga depois que eu terminasse com Edward?
- Bells, tem certeza que não está acontecendo alguma coisa? – Charlie se aproximou de mim e tocou meu ombro. Eu estava tentando segurar minhas lágrimas, eu não queria que ele me visse chorando.
- Nada de mais, vai passar... – Não me virei para ele, engoli minhas lágrimas e obriguei minha voz a sair normalmente. – Que um café antes de sair?
- Pode ser. – Peguei uma caneca e servi café para Charlie. Ficamos em silêncio, sentei-me junto a ele na mesa, tentando parecer normal. Mas tudo o que eu conseguia pensar era como eu ia conseguir deixar Edward? Eu não sabia se iria ter forças.
- Pai, posso te fazer uma pergunta?
- Claro filha.
- Você disse que, mesmo depois desses anos todos, ainda amava a mamãe. Se você ainda a amava, como conseguiu deixar ela ir embora comigo, primeiro ficar longe alguns meses e depois com a separação? – Charlie ficou alguns segundos em silêncio parecendo pensar sobre o assunto.
- Hum... Como posso te explicar isso Bells... Eu realmente amava sua mãe e nunca deixei de amar. Mas, naquele momento eu sabia que era o melhor. Deixar vocês irem embora foi à coisa mais difícil que eu já fiz na vida. Eu sofri muito com isso, mas eu não podia demonstrar, senão você ou Renne poderiam mudar de ideia. Mas de novo, eu sabia que era o melhor para vocês e eu queria que vocês tivessem o melhor, mesmo que isso significasse que eu não pudesse estar junto. Acho que amar vai muito além de estar junto, é querer que as pessoas que amamos estejam bem e realizem os seus sonhos, mas quando não podemos fazer parte deles... – Charlie parou de falar com a voz embargada e eu tratava uma batalha interna para não chorar na frente dele, porque se eu começasse não iria mais parar. Eu precisava fazer o mesmo que Charlie, eu amava Edward e não podia vê-lo perder o que ele mais amava, a música. Olhei para o meu pai, que claramente tentava esconder as emoções. Resolvi facilitar as coisas para ele e levantei pegando sua xícara vazia e levando para a pia para lavar, ficando de costas para ele.
- Você não tem que ir pai? Acho que o Billy não vai gostar se você se atrasar.
Charlie tossiu e pigarreou.
- Você está certa filha. Fique bem. Nos vemos amanhã à noite. Tchau, Bells.
- Tchau pai. Boa pescaria.
- Obrigada. – Charlie saiu rapidamente de casa. Eu sabia que para ele era difícil mostrar emoções, até porque ele viveu sozinho durante muito tempo.
Voltei a me sentar, colocando os dois cotovelos na mesa e segurando a minha cabeça com mãos. Minha vontade era arrancar todos os meus cabelos e gritar, mas isso nada resolveria. Eu tinha até o início da tarde para pensar no que eu realmente ia fazer.
[...]
Meu corpo todo tremia e eu não conseguia parar. Eu estava em um táxi, quase chegando à casa de Edward e Alice. Eu tinha tomado minha decisão e me aproximar do meu destino e do que eu iria fazer estava me deixando tremendamente nervosa.
Eu pensei muito no que era melhor para Edward e seu futuro e decidi terminar com ele. Se meu pai conseguiu se afastar das duas pessoas mais importantes da vida dele porque era melhor para elas, eu também iria conseguir fazer isso. Mas, antes de acabar tudo, eu iria para Seattle com Edward. Seria nossa despedida, eu queria me entregar para ele de todas as formas possíveis antes de terminarmos, para que, tanto eu, quanto ele, tivéssemos boas lembranças do tempo em que passamos juntos.
Olhei para minha mala em cima do banco e corei ao lembrar da mensagem que Alice tinha me enviado mais cedo. Pediu que eu levasse, além das roupas que eu já pretendia levar, um vestido mais chique e a camisola que eu tinha usado na primeira vez que dormi na casa dela. Eu atendi as solicitações dela, até porque mesmo sem saber onde Edward me levaria, eu sabia que tudo seria perfeito!
O taxi estacionou em frente à casa de Edward e antes de descer, eu respirei fundo. Ninguém podia perceber o que realmente estava se passando dentro da minha cabeça hoje. Eu precisava fingir que estava tudo bem para não levantar suspeitas, para que o meu passeio com Edward fosse lindo e inesquecível. Por isso mesmo eu não deixei nem ele e nem Alice me buscarem em casa, queria me preparar para que ninguém notasse nada de diferente em mim. Eu iria aproveitar essa mini viagem como se fosse a última da minha vida. Abri a porta do taxi e encontrei Edward com a porta da casa aberta me esperando... Meu coração batia absurdamente alto e rápido, como eu poderia deixar alguém que eu amava para trás?
Edward POV
Tudo tinha que estar perfeito para hoje! Eu acordei cedo no sábado com intuito de verificar se tudo estava de acordo com o que eu tinha planejado para este fim de semana. Escolhi o melhor hotel de Seattle, o MayFlower Park Hotel. Lá, além de ótimas acomodações, eles tinham o que eu precisa para fazer um surpresa para Bella. Eu já tinha me hospedado lá uma vez, numa apresentação que tivemos na época que estava realizando o meu mestrado em Julliard.
Eu estava preocupado se Bella ia gostar de tudo isso ou não. Eu tinha certeza que ela falar que aquilo tudo era muito e blá, blá, blá. Mas não importava, ela merecia o melhor e pronto. Realmente eu nunca tinha me preocupado tanto em agradar uma mulher como estava preocupado em agradar Bella. Porque será que isso acontecia? Minha mente respondia automaticamente essa pergunta: “Porque você a ama, idiota.”
E essa era a verdade. Eu a amava. Bella fazia bem para mim, eu me sentia mais feliz e sentia que eu estava voltando a viver. Não que eu não pensasse na minha filhinha todo o dia, eu pensava. Mas, a nossa vida costuma ser cheia de provações e Bella, mesmo sem saber, está me ajudando a me recuperar e retomar a minha vida.
Eu tinha muito planos para hoje à noite e se desse tudo certo e fosse do desejo da Bella, nós teríamos a nossa primeira vez. E eu tinha absoluta certeza que ela deseja. Mesmo Bella sendo envergonhada, sempre que estávamos sozinhos rolavam vários carinhos, mãos pegando aqui e pegando ali... Eu já tinha sentido o gosto da Bella na minha boca e nos meus dedos e Deus era muito bom. Como Bella também queria me fazer sentir o que ela sentia quando eu a tocava, eu acabei ensinando algumas coisinhas para ela e se somente a mão dela tinha todo esse poder sobre o meu membro, imagina quando eu estivesse dentro daquele grutinha apertadinha. Gemi. Se dependesse de mim, de hoje não passava.
Eu já tinha até armado um plano para que meus pais não descobrissem que eu e Bella iríamos sair juntos, mas não nem foi preciso colocá-lo em prática. Ontem eles disseram que iriam jantar em Port Angeles e depois pegar um cinema. Eu achava o máximo que meus pais ainda faziam coisas de namorados, por isso acredito que o casamento deles tenha durado até hoje. Com certeza são um grande exemplo para mim, Emmett e Alice. Quem sabe um dia, eu e Bella também estaríamos casados e felizes assim como meus pais? Eu balancei a cabeça derrotado. Quem diria que eu estaria me imaginando casado e feliz? Realmente o amor pode virar o nosso mundo. Sabe quando até aquelas músicas de amor piegas fazem sentido? Pois é, é isso que acontece quando o nosso coração passa a pertencer à outra pessoa.
[…]
Bella havia chegado à minha casa havia mais de duas horas e desde então está trancada no quarto com Alice. Eu andava de um lado para o outro na sala e estava ficando irritado, por três motivos: primeiro, assim que Bella chegou, mal consegui lhe dar um beijo e Alice já me roubou ela, dizendo que elas tinham muito a fazer e não poderiam mais esperar... Segundo, eu percebi Bella com um olhar que me pareceu triste, mas não consegui conversar com ela. Terceiro íamos nos atrasar e para meus planos darem certo tudo tinha que acontecer no tempo ideal. De tanto andar para lá e para cá, eu já começava a suar no meu terno preto.
Se elas demorassem mais cinco minutos eu ia quebrar a porta do quarto de Alice, exigindo que ela libertasse minha Bella. Estava de costas para as escadas quando ouvi um pigarro baixinho, quase tímido. Virei-me para trás e, no último degrau da escada, estava à pessoa mais linda que eu já tinha visto no mundo. Está certo que Bella era perfeita com qualquer roupa, mas hoje ela estava maravilhosa, com um vestido preto tomara que caia que tinha o comprimento certo, mostrando parte das suas pernas torneadas. O cabelo estava amarrado num coque com alguns fios caindo no belo rosto que tinha a quantidade certa de maquiagem. Eu estava sem palavras, mas eu tinha certeza que no meu rosto estava estampado um grande sorriso. Aproximei-me dela, ficando em frente à escada. Tossi forçando minha voz para sair.
- Você está linda! – Minha voz saiu baixa e rouca e imediatamente Bella corou. Alice desceu logo atrás com um casaco para Bella colocar em cima do vestido, caso estivesse frio demais. Bella pegou o casaco e desceu as escadas. Quando estava terminando de descer o último degrau, a puxei pela cintura colocando nossos corpos. Cheirei seu pescoço e fiquei inebriado. Minha respiração acelerou-se e eu levantei o rosto colando nossas bocas num beijo cheio de saudades. Nossa, parecia que eu não via Bella faziam semanas. Apertei-a mais junto ao meu peito e juro que podia ouvir o seu coração bater acelerado junto com o meu. Nossas línguas duelavam por mais espaço e pude sentir que Bella me beijava com desespero, como seu eu fosse ir embora. Bobinha, por mim ficaria do lado dela o tempo todo.
- Hei, Hei, vamos acabar com a pouco vergonha... Eu sou de menor e não posso ficar vendo essas coisas. – Mesmo sem querer, separei minha boca da de Bella, colocando-a no chão e abraçando sua cintura. Olhei com fúria para Alice... Ela ainda ia me pagar por me deixar todo esse tempo esperando.
- Olha quem falando maninha. Então toda a vez que eu pegar você junto com Jasper no quarto, posso atrapalhar também? – Vi com satisfação Alice arregalar os olhos surpresa e em seguida corar, antes que ela falasse alguma coisa continuei... – Obrigada por deixar a Bella linda, mas agora temos que ir, para garantir que não chegaremos atrasados.
Olhei para Bella que assentiu e foi pegar a sua pequena mala que estava na sala. Quando nossos olhares se encontraram, pude ver novamente que tinha algo errado... Precisa ter certeza de que estava tudo bem com Bella.
[...]
Nós já estávamos na estrada faziam três horas. Ainda faltava uma meia hora e ainda assim chegaríamos faltando uns 20 minutinhos para começar o concerto. A viagem estava sendo o máximo, Bella e eu conversamos sobre tudo e sobre todos, rimos, fizemos umas brincadeiras toscas de viagem... Mas a maioria do tempo ela passou tentando adivinhar qual seria o programa que iríamos fazer.
Eu perguntei duas vezes se estava tudo bem para Bella, falei que sentia que ela estava meia estranha, ela apenas me disse que estava tudo bem, só estava um pouco nervosa. Nunca tinha feito esse tipo de viagem. Eu deixei assim, sabia que quando ela estivesse pronta iria me contar.
Assim que chegamos em Seattle, liguei para o hotel, fiz check in por telefone mesmo e fomos direto para o teatro. Assim que parei o carro em frente ao Poncho Teather, saí do carro e fui abrir a porta para Bella. Quando ela desceu, percebi que ela entendeu qual seria o nosso primeiro programa da noite e ficou olhando o local de boca aberta, sem falar nada. Como ela não esboçava nenhuma reação, comecei a ficar preocupado que ela não tivesse gostado da surpresa. Quando ela finalmente falou, eu respirei aliviado.
- Eu não acredito que me trouxe para ver a orquestra sinfônica de Seattle. – No seu lindo rosto, abriu-se um enorme sorriso. Meu coração bobo do jeito que era, começou a bater mais rápido. Realmente ela era linda. E se ela fosse sorrir assim a noite inteira, tudo valeria a pena.
- Eu achei que era o início perfeito para a noite perfeita. – Ela sorriu ainda mais, se aproximou de mim e me deu um beijo calmo e doce.
- Eu não mereço tudo isso, mas mesmo assim muito obrigado! – Ela fez um carinho no meu rosto e eu fechei os olhos aproveitando. Sorri também, eu sabia que ela ia dizer isso.
- Merece isso tudo e muito mais. Espere só para ver o que a orquestra irá tocar hoje. – Peguei em sua mão e seguimos para dentro do teatro. Não pude evitar sorrir quando senti Bella estremecer com a corrente elétrica que sentíamos toda a vez que nos tocávamos. Será que seria sempre assim?
[...]
De acordo com o programa, faltavam apenas duas músicas para o encerramento do concerto e eu estava muito feliz. Bella olhou admirada o tempo todo para as interpretações de Tchaikovsky's. Diferentes pianistas interpretaram as músicas, sempre acompanhados da orquestra. Eu segurava com carinho a mão de Bella e sentia sua mão apertar-se na minha toda a vez que a música se tornava mais forte.
Quando a música acabou, assim como nas demais músicas, todos aplaudiram a apresentação. O maestro se dirigiu ao microfone, falando com a plateia.
- Caros convidados e espectadores... É sempre motivo de muita alegria poder interpretar obras como as de Tchaikovsky's, mas é mais belo ainda poder contar com um talento tão jovem para interpretar uma de nossas obras finais. Ela é uma menina prodígio e com apenas 15 anos tem sido um verdadeiro destaque. Vamos receber nossa última pianista convidada da noite, Jéssica Stanley.
A garota subiu no palco e tocou brilhantemente. Realmente para 15 anos, ela era uma menina prodígio. No final da música todos nós aplaudimos de pé e Bella olhava encantada para o talento da garota. A menina aproximou-se do maestro e o cumprimentou, cochichando alguma coisa no ouvido dele. O maestro emprestou o microfone para ela e em seguida a voz da garota se fez presente no teatro.
- Boa noite a todos e obrigado pelos aplausos que recebi. Eu não podia deixar de, neste momento tão lindo na minha vida, agradecer a pessoa que fez esse meu sonho virar realidade, minha mãe! – Senti o corpo todo de Bella se retesar ao meu lado e imediatamente o sorriso sumiu do seu rosto. A garota continuou falando. – Mãe, se estou aqui hoje é porque você me incentivou todos os dias, foi minha companheira, minha amiga, foi a todas as minhas apresentações e abriu mão de sonhos seus para que eu pudesse viver esse meu sonho. Mãe, muito obrigado! Eu amo você.
Olhei para Bella que agora tremia, grandes e grossas lágrimas escorriam pelo seu rosto. O que estava acontecendo? Toquei levemente o ombro de Bella, mas ela nem se mexeu. Passou a tremer mais, no mesmo instante em que a mãe da menina subia ao palco e a abraçava calorosamente.
No segundo seguinte, Bella estava correndo porta afora do teatro e eu saí correndo atrás dela.
- Bella, espera! Bella!
Bella parou de correr somente quando estava fora do teatro e acredito que ela só tenha parado por ter ficado sem fôlego, pois quando parou, suas mãos foram para os joelhos e sua respiração estava entrecortada. Aproximei-me devagar dela, com receio que ela fosse correr novamente. Parei na sua frente e quando ela levantou o olhar para mim, enxerguei tanto dor nos olhos dela que arfei, ficando momentaneamente sem ar.
Bella, contrariando o que eu pensava, quando me olhou, não correu para longe novamente e sim se jogou nos meus braços, chorando copiosamente. Eu não entendia o que estava acontecendo, só sabia que estava relacionado com a mãe falecida da Bella. Fiz carinho nas costas dela, deixando que ela chorasse toda a dor que estava sentindo.
- Shiiii... Vai ficar tudo bem... Eu estou aqui pra te ajudar... Calma meu anjo. – Fiquei falando palavras de carinho no ouvido dela e ela se apertou mais em mim e aos poucos foi acalmando o choro. As pessoas iam saindo do teatro e graças ao grande movimento na rua, poucas pessoas notaram que Bella estava chorando.
Assim que Bella conseguiu controlar as lágrimas, levantou o rosto me olhando com olhos culpados...
- Me desculpe estragar nossa noite. Mas aquilo tudo foi muito para mim. Eu queria, mais do que nunca, estar no lugar daquele menina... – Eu franzi o cenho, não entendo o que ela quis dizer.
- Mas você já toca piano e mesmo sem nunca ter visto você tocar, tenho certeza que o talento é o mesmo e – Ela me interrompeu fungando e tentando evitar que uma nova torrente de lágrimas invadisse o seu rosto.
- Eu não quero o talento dela, quero poder ter minha mãe perto de mim de novo me apoiando, assim como ela tem a dela... – Limpei duas lágrimas que rolaram pelo rosto de Bella.
- Hei, mas você não tem culpa se sua mãe não está mais aqui... infelizmente acidentes acontecem. – Pelo que eu soube em Forks a mãe de Bella tinha morrido num acidente de carro.
- Mas o acidente de carro foi culpa minha... – Ela fechou os olhos como se relembrasse o dia do acidente e todo o seu corpo tremeu.
- Bella, meu anjo, não tem como um acidente de carro ter sido sua culpa, o próprio nome já diz ACIDENTE de carro... – Bella balançou a cabeça negativamente e seu corpo continuava tremendo. – Vem, vamos para o carro e lá você me explica essa história direito. – Ela não ofereceu resistência e eu praticamente a carreguei até o carro e a sentei no banco do carona. Assim que entrei no lado do motorista, segurei seu rosto, olhei intensamente nos seus olhos e reforcei o que já tinha dito. – Foi um acidente, você não tinha como evitar.
Novas lágrimas caíram do rosto de Bella que se desvencilhou das minhas mãos, encostando-se no banco fechando os olhos. Ela suspirou.
- Eu nunca contei para ninguém o que vou te contar, nem para o meu pai. Ele sabe que eu me sinto culpada, mas não sabe o porquê. Ele também acha que foi um acidente e pronto. Mas o acidente foi totalmente culpa minha. – Não falei nada, dando o tempo que ela precisasse para me contar o que tinha acontecido. – Vocês sabe que eu e minha mãe fomos morar em Nova York quando eu tinha oito anos. Ela sempre acreditou no meu talento. A minha mãe era meu porto seguro. Ela sempre esteve presente, desde meus oito anos, em todas as apresentações que eu fazia, mesmo que isso significasse que ela teria que sair antes ou chegar depois no trabalho. Ela não se importava se tinha que investir todo o dinheiro que ganhava em mim. Eu sempre a admirei, eu a amava tanto quanto eu amava tocar piano... – Ela parou novamente, tentando controlar a respiração e o choro eminente. – Eu sempre participei de várias orquestrinhas tocando piano, mas nunca tínhamos feito grandes apresentações em grandes teatros. Quando fomos convidados para tocar no Carnegie Hall, foi à euforia para todos nós. Eu estava radiante e só falava sobre aquilo o tempo todo. No dia da apresentação, minha mãe me largou no teatro para o ensaio geral e foi visitar um cliente que era próximo do local, prometendo voltar meia hora antes da apresentação para me desejar boa sorte. – Bella deu uma risada fraca. – Era a nossa “tradição”. Antes de qualquer apresentação, ela me dava um beijo na bochecha e um abraço, eu nunca tinha errado nenhuma nota, em nenhuma apresentação. Mas naquele dia, eu sentia que tinha algo errado. Eu não queria que ela fosse visitar o cliente, queria que ela ficasse comigo ali. Nós brigamos e ela foi ver o cliente. Quando faltavam quinze minutos para a apresentação ela não tinha chegado ainda... – Bella respirou fundo novamente e novas lágrimas brotaram pelo seu rosto. – Eu fui para fora do teatro esperar ela chegar e liguei para ela umas cinco vezes e todas às vezes ela dizia estar chegando, mas nunca chegava. Eu estava furiosa com ela, culpando ela por quebrar nossa tradição. O pessoal da orquestrinha me chamou, dizendo que estava quase na hora de entrarmos. Pedi cinco minutinhos que ia ligar para minha mãe de novo. O teatro ficava numa rua que tinha um cruzamento muito movimentado e eu ficava olhando para todos os lados esperando pela chegada dela. Peguei meu telefone e disquei de novo o número dela e quando olhei para frente vi seu carro chegando... – O corpo pequeno de Bella se sacudia mais forte e seu choro estava quase se transformando em soluços. Meu peito doía em ver todo o sofrimento dela, eu queria poder apagar tudo isso dela. – E vi o momento em que ela virou o rosto procurando o celular, desviando o olhar do transito... Ela acabou cruzando a sinaleira fechada e um caminhão pegou o carro dela em cheio.
Bella começou a chorar copiosamente e eu a trouxe para o meu colo, aninhando-a em meu peito e ela se espremeu em mim, me abraçando com força. Agora eu entendia porque Bella se sentia culpada... Mas mesmo assim foi um acidente. Ela tinha que entender que não tinha poder sobre a sinaleira, sobre o caminhão que estava vindo na direção contrária. Eu novamente a deixei chorar e assim como no dia que eu chorei para ela a perda da minha filha, fiquei ali com ela, esperando o momento que ela iria querer falar.
Não sei quanto tempo ficamos ali dentro do carro, eu embalando Bella e tentando acalmá-la. Depois de certo tempo, percebi que Bella estava ressonando levemente... De tanto chorar, acabou sem forças e dormiu. Coloquei-a delicadamente no banco do carona e dirigi até o hotel. Não eram esses os meus planos, eu pretendia levá-la para jantar depois do concerto e acabar nossa noite de uma forma muito romântica. Bem talvez eu ainda pudesse acabar assim... Dirigi em direção ao nosso hotel, o melhor que tínhamos a fazer era ir para lá.
Com muito cuidado carreguei Bella no colo até o nosso quarto, deitando o mais delicadamente possível na grande cama. Um funcionário do hotel trouxe nossas malas e pediu se Bella estava bem, seu eu precisava de alguma coisa. Também, pelo preço do quarto, eles tinham que mais era me oferecer toda a ajuda do mundo. Agradeci a ele, dizendo que a única coisa que precisávamos era algo simples para comer. Ele saiu dizendo que ia providenciar.
Fechei a porta, voltei ao quarto e encontrei Bella sentando na cama, olhando ao redor sem entender bem onde estava... Quando me viu pareceu aliviada e eu quase ri. Onde será que ela pensou que estava? Bella me deu um pequeno sorriso e sorri de volta, me aproximando dela.
- Eu... Desculpe-me por tudo... Desculpe-me estragar a nossa noite... Mas eu precisava te contar, eu não aguentava guardar mais essa culpa... Você me odeia? – Será que ela realmente pensava que eu a odiava? Eu precisava mostrar para ela que eu jamais poderia odiá-la. Eu me sentei ao seu lado na cama.
- Meu anjo, eu jamais poderia odiá-la. Eu entendo que você se sinta culpada pela sua mãe, mas assim como você falou pra mim, que a morte da minha filha foi um terrível acidente... A morte da sua mãe também foi. Você não teve culpa de nada... Infelizmente para nós dois, acidentes acontecem.
- Mas seu eu não tivesse ligado mil vezes para ela, se eu não tivesse ligado naquela hora para ela... Ela ainda estaria aqui. Eu somente pensei em mim, que eu iria tocar mal porque não tínhamos feito nossa estúpida tradição...
- Bella, a tradição de vocês não era estúpida e você só queria ter certeza que iria tocar bem no concerto mais importante da sua vida... E outra coisa, você mesmo me disse que sempre que uma coisa ruim acontece com a gente nós ficamos pensando “e se tivéssemos feito tal coisa, e se tivéssemos feito de tal forma”... Infelizmente não podemos rebobinar a vida e ficar pensando “se eu tivesse feito isso, se eu tivesse feito aquilo”, fazer isso só vai matando a gente aos poucos... E eu preciso de você bem vivinha... – Sorri e dei um selinho nela. Ela sorriu de volta.
- Me desculpa por ter estragado nossa noite?
- Hei, eu já disse que você não estragou a nossa noite... Muita coisa ainda pode acontecer – Eu pisquei para ela, que corou imediatamente. – Eu pedi para o pessoal trazer uma janta leve para nós, já deve estar chegando...
- É realmente eu estou com fome... Vou tomar uma ducha rapidinho poder ser? – Tentei não imaginar Bella na ducha, não era o momento, mas era mais forte do que eu... Imediatamente meu membro deu sinal de vida. Virei-me de costas para ela, com intuito de sair do quarto e esconder minha ereção.
- Claro, vou esperar a comida.
[...]
Nos realmente estávamos com fome. Comemos toda a comida, sentados no chão da sala, conversando sobre o concerto. Não voltamos a tocar no assunto da morte da mãe de Bella.
Eu ainda estava rindo da cara que a Bella tinha feito quando saiu do banheiro e veio para sala, percebendo o tamanho total da suíte em que estávamos. Tinha o quarto e o banheiro e uma grande sala/cozinha. Mas o mais especial estava no canto da sala. Eu havia pago quase um diária a mais para o hotel colocar o piano de cauda que eles tinham no restaurante, dentro do quarto por essa noite. Eu queria tocar uma música que não saia da minha cabeça para Bella. Bella tinha ficado pelo menos cinco minutos parada olhando o piano, mas não perguntou nada.
Bella recolheu os pratos e levou até a bancada da cozinha. Ela voltou até mim e me abraçou pela cintura.
- Obrigado por tudo. Obrigado por estar aqui e obrigado por estar comigo. – Ela me abraçou mais apertado ainda e a abracei de volta.
- Eu tenho mais uma surpresa... – Ela levantou o rosto e me olhou curiosa. – O piano está aqui porque quero tocar uma música para você... – Peguei-a pela mão e me sentei na banqueta, fazendo com que ela se sentasse ao meu lado. Olhei profundamente em seus olhos. – Sempre que eu escuto essa música lembro de nós, pois ela mostra tudo o que eu sinto quando estou com você.
Olhei para a partitura, bem precisava, eu já tinha decorado a música. Era “Slleping At Last – Turning Page”
http://www.youtube.com/watch?v=O3rtC29oH6M
(n/a: por favor escutem e imaginem Edward tocando).
Durante toda música ficamos trocando um olhar intenso, senti Bella estremecer e então tive certeza que tudo o que eu sentia ela sentia também. Vi algumas lágrimas escorrerem pelo lindo rosto dela, mas em seguida ela as limpava. Era a música perfeita para nós. Quando terminei de tocar a última nota, ela mordeu o lábio, aproximou seu rosto do meu e num sussurro baixo a ouvi dizer:
- Eu amo você.
Notas finais
Finalmente o segredo de Bella foi revelado!! O que será que vai acontecer? Bella vai mesmo terminar com Edward??? Eles vão ter a primeira vez???
Linda demais a música que o Edward toca para Bella não é?
Se quiserem comentem e recomendem!!!
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O.B.S: Como já passa da meia noite, hoje a noite respondo os reviews do outro cap, ok??? Estou com muito sono!!! hehe
Bjaooo e boa semana!!!
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