O Som Da Minha Dor.
1 O monge.
Notas iniciais
Olá? Você está me ouvindo invocador? Pode sentir que estou aqui? O normal seria eu lhe dizer algumas frases bonitas durante essa luta. Eu lhe tocaria algumas músicas, nós seriamos, literalmente, apenas um. Mas hoje eu não poderei lhe ser útil, já não posso caminhar nos campos da justiça, mas por favor, me ouça invocador, atentamente. Me ouça com sua alma. Me sinta. Sinta minha dor. É como disseram, quanto mais triste, mais bonito soa.
Summoners Rift, uma bela parte do mundo, erguida do sangue, de derrotas e vitórias, de mortes. Duas províncias construídas por glórias e fracassos. Aqui, vivemos nós, campeões de League of Legends, a liga dos mais bravos guerreiros e guerreiras, que dispõem sua vida em troca da glória de seus invocadores. Aqui nós lutamos, arriscamos nossas vidas, nossa dignidade, em busca da vitória. Meu nome? Sona. Infelizmente não poderei lhe contar muito sobre meu passado, pois nem eu própria o conheço. Mas também não é algo que vá importar nessa pequena história. Se você está esperando por uma história de amor, com um belo final, eu sinto lhe informar que você não ouvirá uma hoje. Mas talvez você sinta um apresso por minha história.
Era um belo início sábado. Realmente belo e límpido. E todos nós, campeões, sabemos o que isso significa. Mais uma batalha estava próxima. Acordei ao raiar do sol, ainda bem cedinho, me vesti casualmente, não com minhas roupas de batalha. Digamos que elas não são confortáveis para um sábado de manhã. Prendi meu Etwahl em minhas costas, como uma mochila, peguei uma pequena cesta de vime e segui em direção ao caminho baixio que saía do vilarejo. Poucas pessoas estavam acordadas àquela hora da manhã. Pude ver alguns comerciantes afiando espadas longas, alguns alquimistas com suas poções. Artesãos forjando lindas sentinelas e cotas de malha. Pude ver alguns de meus amigos de batalha fazendo suas atividades matinais. Ezreal, como sempre, conversava com Corki sobre estrtégias, enquanto Janna, sentada ao lado dele, brincava com seu pequeno pássaro, criando pequenos tornados no chão, enquanto o pássaro voava entre eles. Leona afiava uma faca, enquanto Pantheon retirava alguns pães do forno, e, quando passei perto, sorriram pra mim, e ele me ofereceu alguns pães quentinhos, enrolados em uma toalha fina de algodão. Eu sorri e agradeci com uma reverência, coloquei os pães na cesta e logo me pus novamente em meu caminho até o lago, onde eu conseguiria algumas flores novas para meus vasos, e talvez, uma inspiração para uma nova música. Há tempos eu não compunha algo, não tinha motivos. Andei devagar pelo caminho de terra, cercado po uma grama extremamente verde, cantarolando em meus pensamentos, já que, eu não poderia realmente cantarolar. Ao me aproximar do rio, pude ver uma figura que se destacava na paisagem. Um... hmm... homem? Sentado. Sim. Ele estava sem camisa. Eu corei, e desviei o olhar de leve. Estava a mais ou menos uns 200 metros de mim. Tinha o corpo tatuado. Um monge? Pelo que me pareceu àquele momento, ele estava meditando, sentado de costas para mim, sobre uma pedra no meio do lago. Não quis atrapalhar e pensei em seguir por outro caminho. Dei um passo para trás, mas pisei em algumas folhas secas, e no mesmo instante ele se levantou, suave como o vento, e se pôs em posição de guarda; fiquei imóvel, com os olhos arregalados.
– Diga seu nome, estranho.
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