O Soldado e a Sentinela - Guerra Infinita
17 O Maior Sacrifício
Notas iniciais

Ver Aria lutando contra Proxima Midnight era como assistir uma dança muito bem coreografada. As duas batalhavam com toda a fúria do mundo. Mesmo sendo algo estranhamente bonito de se olhar, não dava tempo para isso. Bex, Morgan e Peter precisavam tirar a nanomanopla do meio daquela baderna e encontrar a van de Scott.
— Vamos, precisamos ir! — Bex gritou, com a nanomanopla em uma mão e segurando Peter pela outra.
— Espere aí, acho que vai ser mais rápido se eu... — Peter não terminou de falar, pois começou a utilizar suas teias para se locomover pelo campo de batalha, carregando Bex consigo.
— É esse foi um ótimo movimento! Especialmente considerando que a Becca morre de medo de altura... — Morgan respondeu, voando em sua armadura, mantendo os dois longe dos alienígenas.
— Eu não tenho medo de altu... — Bex tentou se defender, contudo, um movimento brusco de Peter fez com que ela interrompesse sua própria frase para gritar.
Por pouco, a garota não soltou a nanomanopla. Porém, Peter a estava segurando de uma maneira tão firme que praticamente seria impossível ela cair. Era estranho. Para Bex, Peter Parker era um professor do MIT/super herói quinze anos mais velho que ela. Não um adolescente do colegial com um uniforme de aranha que era um crush. Quando se deu conta, estava observando o garoto por mais tempo que deveria.
— Você achou a van, Becca? — Peter perguntou, ainda se movendo com ela.
— Não! E só a Morgan pode me chamar de Becca! — Bex respondeu, de maneira brusca, por estar frustrada por estar gostando dele.
Não é hora para pensar nisso, preciso me concentrar na missão! Bex pensou, tentando encontrar a van de Scott, enquanto Peter a carregava pelo campo de batalha. Ela finalmente a achou, após alguma alma abençoada, talvez o próprio Scott, ter acionado o alarme que tocava ao som de La Cucaracha.
Entretanto, antes que os três adolescentes pudessem se aproximar da van, a festa havia acabado de ficar mais divertida. Carol Danvers desceu do céu, brilhando como uma estrela, partindo a nave de Thanos ao meio.
Eles se distraíram um pouco ao olhar para ela, e não perceberam quando estavam sendo atacados por alguns minions, fazendo Bex derrubar a nanomanopla. Aquilo a deixou furiosa. Era hora de mostrar a que veio.
Com vários socos, chutes e movimentos acrobáticos, a filha dos Barnes dava um show de pancadaria misturada com superforça, recuperando a nanomanopla e a jogando para Peter, que estava impressionado com o quanto aquela garota era forte.
— Você precisa continuar, a gente vai precisar cuidar desses malucos um pouco! — Bex exclamou, incentivando Peter a continuar.
— Peraí, você tem superforça? Isso é muito maneiro! — Peter respondeu, antes de continuar seu caminho, soltando outra teia.
— Ei... se não fosse loucura, eu diria que o Peter Parker está caidinho por você. — Morgan afirmou, com um sorriso de lábios, atirando com sua armadura.
— É, você está louca mesmo... — Bex respondeu, sarcasticamente, se juntando a sua melhor amiga para lutarem contra os inimigos.
*~*
Aria ainda travava uma batalha com Proxima Midnight, mantendo as chamas de suas espadas acesas. Na verdade, como a alien era uma versão do passado que viajou no tempo, ela não entendia o que de tão pessoal aquela humana tinha contra ela ao ponto de lutar com tanto fogo. Porém, Aria se lembrava como se fosse ontem.
A rixa pessoal que as duas tiveram na batalha de Wakanda, o momento em que ela atacou Wanda, enquanto Natasha, Okoye e Aria foram ao seu resgate. Durante aquela vez, foi Wanda quem acabou com ela. Contudo, agora, a alien havia atingido um ponto pessoal. Ela havia mexido com a filha de Aria. E iria morrer pelas mãos de Aria também.
Bucky estava em outro ponto, porém, não muito longe da esposa. Ele havia formado dupla com Rocky outra vez, já que se saíram tão bem quando lutaram juntos em Wakanda. Ele conseguiu ver quando ela conseguiu decepar a cabeça da alien, fazendo uma considerável bagunça.
— Uma vez já é nojento... duas vezes então... — Uma enjoada Natasha disse, ao se deparar com os dejetos da filha de Thanos novamente sobre si.
— Desculpe, Nat. É a força do hábito... — Aria respondeu, limpando seu próprio rosto.
— É bom ter você de volta. As coisas aqui andam meio caídas. — Nat respondeu, recebendo uma chamada em seu comunicador. — Opa, precisamos ir. Parece que o menino-aranha está com problemas.
Esse garoto estava com a minha filha, espero que ele não tenha aprontado! Aria pensou, acompanhando Natasha. Quando chegaram ao local indicado, um assustado Peter estava sendo protegido por Carol... e todas as outras garotas. Literalmente todas. Wanda, Okoye, Shuri, Pepper, Hope, a Valkyria asgardiana, a alien Mantis, a Gamora de 2014 e a Nebulosa de 2023. Bex e Morgan também apareceram de última hora, formando o maior círculo feminino da batalha.
— Ei, você ainda não se borrou, não é? — Morgan perguntou, sarcasticamente. — Não é legal se borrar de medo na frente da menina que você está afim.
Bex quis esganar Morgan nesse momento. Ainda mais por ela ter dito uma coisa dessas na frente de sua mãe, sendo que mãe e filha se conheceram há menos de uma hora.
— Quando voltarmos para a nossa época, você vai ver uma coisa... — Bex respondeu, com um tom de poucos amigos.
Todas elas lutaram para defender o garoto, que já estava pegando uma carona com a Valkyria para outro lugar, enquanto a nanomanopla estava com Carol.
A luta continuou por muito tempo. Por mais que Carol tenha conseguido dar uma boa surra em Thanos, ele também não deixou barato. E ainda conseguiu tirar a nanomanopla das mãos dela. Foi o momento em que literalmente todo mundo se uniu para recuperar o artefato e não permitir que uma segunda dizimação acontecesse.
Apesar de Bex estar conseguindo lidar muito bem com o exército de aliens, ainda sim eram muitos os que partiam para cima dela. Em um momento, ela se viu encurralada, e acabou sendo salva por Peter, que a puxou com uma de suas teias.
E sim, Aria e Bucky haviam combinado um com o outro que não iriam atacar o titã louco diretamente. Era muito perigoso. Entretanto, eles ainda podiam criar uma distração, para que seus companheiros de equipe conseguissem ter sucesso.
Aliados a Rocky, o Lobo Branco e a Água de Fogo começaram a jogar os próprios minions de Thanos para cima dele. Deu certo por algum tempo. Ao menos, até eles serem pegos pela própria armadilha, quando o titã ficou ainda mais furioso.
— Não foi isso que eu imaginei quando percebi que estava viva e teria uma segunda chance... — Aria comentou, caída no chão, ao lado de Bucky.
— E com certeza não foi o que eu imaginei quando ouvi sua voz depois de tanto tempo. — Bucky respondeu, acariciando o rosto dela. — Não posso te perder outra vez, Aria.
Eles seguraram as mãos, de maneira firme, se encarando intensamente. Não importava se uma batalha estava acontecendo ao redor deles. Para ele, haviam se passado cinco anos. Porém, parecia que estava vivendo um repeteco de algo que aconteceu ontem. Para ela, realmente havia sido ontem.
— E quanto a nossa filha? — Aria perguntou, com a voz chorosa. — E se ela não sobreviver a esse estalo?
— Bex vai ficar bem. Ela é uma menina excelente. Tanto a que está lutando conosco, quanto a que está esperando por você em casa. — Bucky respondeu.
Aria não teve a chance de responder. Eles sentiram outro estalo de dedos, quando um clarão se espalhou pelo campo de batalha. Porém, algo estava errado. Nenhum dos dois sentia como se estivesse se transformando em poeira. Ao se levantarem, viram que eram todos os minions de Thanos quem estavam passando por essa transformação.
Thanos não estalou os dedos. Ao olharem mais longe, viram Tony extremamente machucado cair, com a nanomanopla em uma das mãos. Eles se entreolharam outra vez. Acabou. O pesadelo havia acabado. Ao menos, havia acabado para eles...
*~*
— Pai? — Morgan o chamou, após presenciar o clarão e vê-lo desabar, totalmente machucado. – Pai!
Ela correu até ele, tentando erguê-lo. O corpo dele estava extremamente ferido. Na verdade, nem tinha como saber como ele ainda estava consciente. Tony encarou a menina, achando que estava tendo uma alucinação.
— Você acabou de me chamar de pai... — Tony disse, olhando fundo nos olhos dela. Havia algo de muito familiar naqueles olhos. — Maguna?
Ela chorou ao ouvir seu apelido carinhoso de desde quando era um bebê. Quando ela, secretamente, roubou a pulseira quântica de quem realmente deveria voltar ao passado para ajudar Bex, jamais iria imaginar que a história seria mudada de tal maneira.
Morgan cresceu sentindo culpa por sua melhor amiga não ter uma mãe, enquanto ela tinha uma família completa e muito boa. E agora, depois do estalo de Bruce, a mãe dela estava de volta... e seu pai teve que se sacrificar para que tudo continuasse desse jeito.
— Oi, papai... — Morgan respondeu, sentindo as lágrimas caírem por seus olhos. — Você acabou de salvar o mundo.
— E você está de armadura... não sei se fico orgulhoso ou te coloco de castigo. — Tony respondeu. Mesmo extremamente ferido, ele ainda conseguia arrumar energia para fazer piadas.
Ao longe, Pepper se aproximava, assim como Peter e Bex, que não podia deixar sua melhor amiga sozinha em um momento desses. Enquanto Peter se despedia de Tony, Morgan foi até sua mãe, que a reconheceu imediatamente, e a abraçou. Bex estava mais afastada, dando um pouco de espaço para Morgan e sua família, antes de oferecer apoio.
— Bex! Ficamos preocupados, você sumiu no meio da batalha! — Uma preocupada Aria disse, abraçando sua filha.
Ela ainda não estava acostumada a ter sua mãe de volta. Mas retribuiu o abraço como se fosse o último dia da face da Terra. Bucky abraçou as duas, com a mesma intensidade. Finalmente, sua família estava reunida.
— Estou me sentindo culpada... não queria que isso acontecesse... — Bex disse, com a voz chorosa. — Não queria que a Morgan perdesse o pai dela para eu recuperar minha mãe! Se eu nunca tivesse voltado ao passado...
— Não se culpe, garotinha. O que seu tio Tony fez aqui foi um ato de heroísmo de último nível. Se ele não tivesse feito isso, muito mais pessoas poderiam estar mortas. — Bucky respondeu, tentando aliviar a carga de culpa da garota.
Aria somente sabia o que o Doutor Estranho havia contado. E ela não podia oferecer conforto suficiente, não sabendo praticamente nada sobre sua filha. Ela estava morta. Não acompanhou o crescimento de Bex. Estava espantada até com o fato de ela ser melhor amiga da filha de Tony Stark, com quem a família Barnes costumava ter uma relação complicada.
— Ela sempre esteve lá por mim, porque eu não tinha mãe! — Bex soluçava em prantos, nos braços de Bucky. Ela estava se referindo à Morgan.
— Então, ela precisa de você agora. — Aria finalmente tomou a palavra. — Vá até lá, abrace sua amiga e dê o máximo de conforto possível.
— Acho que você está certa, mãe... — Bex respondeu, limpando as lágrimas, indo até Morgan.
Enquanto Bex estava confortando sua melhor amiga, Bucky pousou a mão biônica delicadamente sobre o ombro de Aria.
— Como é que, mesmo depois de cinco anos, você consegue cuidar dela melhor que eu? — Bucky perguntou, como se estivesse nervoso.
— Eu não diria isso. Você fez um trabalho ótimo. — Aria respondeu, voltando a olhar para a filha. — Ela é perfeita. E continua sendo a sua cara.
— Não foi a mesma coisa sem você... — Bucky complementou, envolvendo-a com o braço.
Ela recostou a cabeça no peitoral dele, retribuindo um abraço que ele esperou tempo demais para poder compartilhar. Ambos sabiam que aquele não era o melhor momento para demonstrações de afeto, após tudo o que havia acontecido. Mesmo assim, ambos precisavam do mínimo de conforto possível após uma batalha tão intensa. Talvez a batalha mais intensa de suas vidas.
*~*
Como o complexo dos Vingadores havia sido destruído, muitos heróis ficaram desabrigados, incluindo Steve e Natasha. Claro, eles ainda tinham seus esconderijos em New York e Washington DC, mas não os frequentavam há muito tempo.
Além do mais, ninguém queria ir para longe nesse momento. Tony havia falecido, vítima dos ferimentos causados por usar as Joias do Infinito. Todos queriam ficar por perto para oferecer apoio a Pepper e Morgan. Bem, para as duas Morgans.
Como Pepper vestiu a armadura e foi para a batalha, quem ficou tomando conta das meninas nesse período acabou sendo Happy. Porém, as duas já estavam dormindo profundamente quando tudo acabou. Bucky, eventualmente, foi buscar a filha para irem para casa. Aria ficou deslumbrada ao ver Bex tão crescida. Ela achava que o impacto iria diminuir após ter conhecido a versão do futuro de sua filha, mas foi exatamente o contrário. Ela chorou ao perceber quanto tempo havia passado, e ao se perguntar o que havia perdido.
Naquela noite, Bucky e Aria conseguiram hospedar em sua casa somente Steve, Natasha e a Bex adolescente. A outra Morgan preferiu ficar com Pepper, completamente compreensível, devido às circunstâncias.
Todos estavam muito traumatizados para conversar sobre o ocorrido. Porém, Aria ainda se esforçou para ter uma noite normal com sua filha. Bem, com as duas, já que a adolescente concordou em dividir o quarto com sua versão infantil.
A garotinha foi extremamente calorosa e inclusiva com a chegada da mãe, como se ela nunca tivesse “ido para longe”, como Bucky costumava dizer. Mesmo com todos os eventos da batalha ainda em mente, Aria se sentia nas nuvens com sua filha. No momento, a estava colocando para dormir, enquanto lhe contava uma história.
A Bex mais velha as observava, deitada em um colchonete no chão. Talvez ela também estivesse prestando atenção na história, para poder dormir.
— E então, no fim, todos viveram juntos e felizes para sempre. — Aria finalizou a história, enquanto cobria a menina com os lençóis.
— Eu gostei dessa história. Conte outra vez, mamãe, por favor! — Bex pediu, entre bocejos de sono.
— Já está ficando tarde, e você precisa dormir, mocinha. — Aria respondeu, beijando a filha na testa. — Conto mais histórias para você amanhã.
— Mas eu não quero dormir... — Bex tentou argumentar, porém, antes de terminar a frase, já estava soltando suspiros de sono. Aria se levantou e foi até o colchonete onde sua “outra” filha estava.
— Estou bem, mãe, não precisa me colocar para dormir. — Ela disse, quando Aria começou a ajeitar suas cobertas.
— Eu sei. Mas quero fazer isso. A última vez que pude colocar você para dormir foi quando você ainda era um bebê. — Aria respondeu, terminando de cobri-la adequadamente e também beijando sua testa.
Bex esperava por esse momento há muito tempo. Mesmo que já fosse grande e não precisasse mais disso, era extremamente revigorante ter sua mãe ali, lhe dando um beijo de boa noite.
— Amanhã vai ser bem difícil, né? — Bex perguntou. — Eu sei que ainda deve ser difícil aceitar que o pai e o tio Tony não eram mais inimigos...
Aria não queria discutir isso com sua filha. Porém, ela estava certa. Aria ainda não havia digerido o fato de que Tony, o homem que há alguns anos havia tentado matá-la, e ao seu marido, agora era quem havia salvado o universo.
— Durma, querida. Você deve estar cansada. Amanhã falamos mais sobre isso. — Aria respondeu. — Se você não tiver que voltar correndo para o futuro, por risco de sumir ou algo do tipo.
— Relaxa mãe, meu sobrenome é Barnes, não McFly. — A garota brincou, tentando descontrair para que o clima não ficasse tão pesado. — Sabe, apesar de toda aquela porcaria ter acontecido com o tio Tony... estou feliz que você e os outros estejam de volta. É bom finalmente poder conhecer minha mãe.
— Desculpe não poder estar lá quando você precisou de mim... — Aria respondeu, com lágrimas nos olhos, pensando que perdeu os melhores anos de vida de sua filha. — Eu faria qualquer coisa para poder vê-la crescer.
Bex não se aguentou de emoção, se sentou e abraçou sua mãe. Aria retribuiu, com todo o amor maternal que podia oferecer.
— Eu amo você, mãe. — Bex disse, como se estivesse tirando um peso enorme de seu peito, ao finalmente poder falar isso para sua mãe.
— Também te amo, minha menina linda. — Aria respondeu, ainda a abraçando. — Obrigada por me salvar.
Aria se despediu da garota quando disse que precisava checar como estavam Bucky, Steve e Natasha, e saiu do quarto. Seus amigos estavam instalados na sala de casa, e Bucky estava verificando se tinham tudo o que precisavam para passar a noite. Entretanto, quando Aria chegou, eles estavam conversando sobre tudo o que havia acontecido, e como seria difícil seguir em frente.
Aria se sentiu um pouco excluída em relação a isso. Ela era a única que não havia vivido os últimos cinco anos para poder opinar sobre alguma coisa.
— Acabei de colocar as meninas na cama. — Aria disse, quando Bucky se aproximou dela. — Steve e Nat estão bem?
— Estamos sim, Rose. Apesar de praticamente terem destruído a Terra nas nossas cabeças, mas vamos ficar bem. — Natasha respondeu, também tentando aliviar um pouco o clima.
— Estávamos falando do que faríamos amanhã. É natural que Pepper queira fazer um funeral para Tony. Vocês iriam? — Steve perguntou.
— Iríamos sim. – Bucky se prontificou, antes que Aria pudesse responder alguma coisa.
Mais tarde, quando os dois estavam no quarto, Bucky começou a explicar sobre tudo o que havia acontecido nos últimos cinco anos, e principalmente sobre como Tony deixou de ser um inimigo dos Barnes.
— Eu sei que você ainda tem aquela visão do que aconteceu na Alemanha e na Sibéria... mas muita coisa mudou em cinco anos. — Bucky dizia, enquanto explicava o resto da história.
Basicamente, ele enfatizou que o fim da inimizade nasceu pela amizade de suas filhas. Quando Bex e Morgan se tornaram inseparáveis, era impossível um continuar hostilizando o outro.
— Ele entendeu que eu não tive culpa do que aconteceu quando estava sendo controlado pela HIDRA. Não éramos amigos chegados, mas ele costumava tomar uma cerveja comigo enquanto as meninas brincavam no quintal. — Bucky continuou.
— Me parece algo que só aconteceria em outra vida... — Aria indagou.
— O estalo de dedos mudou muita coisa por aqui. Muita gente entrou em depressão. Eu também teria entrado, se não fosse pela nossa garotinha. — Bucky respondeu. — Mesmo assim, você fez uma falta enorme.
Aria olhou fundo em seus olhos antes de beijá-lo. Sentia falta de poder fazer isso de maneira apropriada. O Lobo Branco a segurou de maneira firme, com medo de que isso fosse só outra alucinação. Mesmo que ele tenha presenciado o estalo de dedos de Bruce, e tenha certeza absoluta de que ela havia voltado.
— Você foi muito corajoso. Obrigada por estar aqui pela nossa filha. — Aria disse, ao encerrar o beijo.
— Só cumpri com a obrigação normal de um pai. Eu nunca deixaria nada faltar para ela. E nem para você. — Bucky respondeu, tornando a unir seus lábios com os dela.
Ele ainda a segurava firme quando aprofundou o beijo, tornando-o íntimo. Ela o beijou de volta com a mesma intensidade. Entretanto, nada foi além disso. Não era hora para algo mais. Especialmente, não depois de um dia agitado e cheio de eventos traumáticos.
Eles não se puseram a dormir. Passaram a noite toda conversando, abraçados um ao outro. Sim, por mais que tivessem enfrentado uma batalha pesada, tudo o que Bucky menos queria fazer naquele momento era dormir. Principalmente agora, que finalmente tinha Aria de volta em seus braços.
— Eu te amo muito, meu Lobo Branco. — Aria sussurrou, enquanto estava abraçada a ele, deitada em seu peitoral, ouvindo as batidas de seu coração.
— Você me faz o homem mais feliz do mundo só por estar aqui agora. — Bucky respondeu, beijando a testa da esposa. — Nunca mais vou permitir que levem o amor da minha vida para longe.
Ela o abraçou de maneira mais intensa, sentindo arrepios ao ver sua pele entrando em contato com o metal frio do braço de vibranium do marido. Sinceramente, ela não se importaria de viver assim para o resto da vida.
Continua
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