Notas iniciais
HEEY SOLDIERS! CHAMA A LUDMILLA QUE É HOJE! Olha só quem apareceu da Batcaverna pra dar o ar da graça... Primeiramente, eu tô ENROLADASSA aqui, por isso que os caps tão demorando tanto (esse aqui já foi difícil conseguir terminar). Segundamente, antes do capítulo, tô percebendo que tem uma galeris sentindo falta de alguns personagens, por isso vou reforçar: o enredo da fic se passa no arco do Capitão América em Wakanda, por isso, não teremos Tony Stark, Peter Parker ou Guardiões da Galáxia (só Rocket e Groot, mais para frente). Mais uma coisinha: os protagonistas da fic são o Bucky e a Aria, por isso eles aparecem muito mais que os outros, em todos os capítulos. Como Infinity War tem MUITOS personagens, é super difícil desenvolver todo mundo certinho. Por isso, alguns personagens podem ficar de fora em certos capítulos, mas não significa que serão deixados de lado pelo resto da fic :) Agora, ao capítulo! OLHEM SÓ COMO TIA VIOLET É LEGAL, QUASE 2000 PALAVRAS DE PURO HOT ARCKY PRA VOCÊS HEIN! (Já vou avisando para quem não gosta, pulem direto para a metade do capítulo). Também descobrimos que Natasha é uma possível bicuriosa e tem interesse em certas ruivas do Titanic, qual vai ser a reação do Steve? E nosso pobre passarinho Sam arrumou um interesse amoroso novo, quem será? Ausentes nesse capítulo: Wanda, Visão, Bruce e Shuri. Boa Leitura!

A sensação daquele beijo era difícil de ser explicada em palavras. Fazia muito tempo que não trocavam um beijo tão sensual e excitante. Aria e Bucky mantinham suas mãos um no outro, tateando seus corpos, de forma desesperadora, enquanto suas línguas se acariciavam. Em outras palavras, era como se fossem adolescentes com os hormônios à flor da pele.

Eles ainda mantinham as bocas grudadas quando Bucky encontrou o fecho do uniforme de Aria e o abriu, lentamente, revelando a lingerie que ela usava. Desde que Bex nasceu, Aria notou várias mudanças em seu corpo. Ela havia ganhado um pouco de peso e não se sentia mais tão à vontade em ficar nua na frente dele. Mais um dos motivos para a rotina sexual do casal ir diminuindo cada vez mais. Contudo, ela nunca havia admitido aquilo em voz alta.

Rapidamente, ele subiu as mãos até o sutiã que ela usava e o abriu. Os seios dela estavam relativamente maiores, devido à lactação. Contudo, ela havia deixado claro que enquanto continuasse amamentando Bex, aquela era uma zona erógena proibida. O máximo que ele poderia fazer era tocá-los.

— Você é tão linda. Eu podia te olhar durante horas. É como uma obra de arte. — Bucky disse, voltando a beijá-la.

Palavras como aquelas a confortavam muito. Ela sabia que não era mais a mesma, que havia mudado muito desde o começo do relacionamento. Era praticamente uma Barbie ruiva e soviética. Aqueles trejeitos foram se perdendo com o tempo. O que ela não sabia, era que isso era uma coisa boa. Depois de se livrar dos comandos da HIDRA, ela finalmente pode amadurecer como uma mulher normal. Ainda era linda. Mas naturalmente, sem estar plastificada e engessada como nos tempos da Sentinela.

— São os seus olhos... — Aria respondeu, um pouco encabulada.

Ele percebeu o constrangimento dela quando viu que ela não estava olhando diretamente nos olhos dele. Será que depois de tantos anos, ela iria insistir em apertar essa tecla agora?

— Não, Aria. Você não vai se autodepreciar na minha frente. — Bucky respondeu, retirando seu próprio uniforme. — Eu vou ser obrigado a te fazer gritar tão alto que não só esses dois aí do lado vão ouvir, mas o palácio inteiro.

Ele avançou em cima dela novamente, empurrando-a até a cama e se deitando por cima dela. Ele segurou seus pulsos, a impedindo de se mexer. Já tinha feito aquilo antes. A sensação era parecida com uma brincadeira com algemas, mas muito mais divertida. Ele beijou tudo o que tinha direito, enquanto a pele dela se arrepiava cada vez mais.

— Deixe eu me mexer... eu quero te tocar. — Aria pediu, deixando um suspiro escapar quando sentiu Bucky mordiscar uma zona sensível em seu pescoço.

— Eu vou deixar. Quando você admitir que é linda. E me deixa tão louco que eu quero fazer umas coisas antes de te soltar. — Bucky se aproximou do ouvido dela e sussurrou coisas picantes, que tiveram o imediato efeito de deixá-la corada, arrepiada e excitada.

— Se for assim, acho que não quero que você me solte nunca. — Aria respondeu, com uma expressão maliciosa. — Faça o que você faz de melhor.

— Não precisa nem pedir. — Bucky respondeu, pressionando seu volume contra a esposa, e voltando a beijá-la.

Eles estavam emaranhados, como dois gatos em um balaio. Quanto mais Aria se mexia, mais Bucky se pressionava contra ela. Ela se sentia como uma presa. A presa de um lobo. E ela gostava de ser sua presa. Aquela sensação estava tão boa que ela desejava que não acabasse nunca.

— Amor... eu quero te satisfazer mais. Mas você ainda precisa admitir aquilo para eu poder te soltar. — Bucky disse, se inclinando para mordiscar a orelha dela.

— Você quer que eu diga isso sabendo que é mentira? — Aria perguntou. Bucky imediatamente parou o que estava fazendo e a encarou seriamente. — Eu não sou mais a mesma de quando nos conhecemos. Eu mudei...

— E ainda bem que mudou. Quando nos conhecemos, éramos assassinos sem vontade própria, se lembra? Os únicos resquícios de livre arbítrio dentro de nós dois era esse sentimento que sempre tivemos um pelo outro. — Bucky respondeu, a soltando e se sentando ao lado dela. — Aria, o que está acontecendo com você ultimamente? Já tem um tempo que eu tento te tocar e você fica desconfortável. Não diga que é só por causa da Bex. Seja sincera, você não me ama mais?

— Deixe de besteira, eu te amo mais do que tudo e você sabe disso. — Aria respondeu, também se sentando. — Sim, eu tenho me sentido desconfortável. Por achar que você pode não me desejar mais como antes. Desde que a Bex nasceu, eu passei por algumas mudanças... digamos que eu não sou mais tão atraente quanto era há dois anos.

— É com isso que você está preocupada? Aria, olhe para mim. — Bucky disse, segurando a mão dela. — Eu me casei com um ser humano, não com um manequim. Mudanças são normais. Eu também mudei. Antes, eu era um brutamontes musculoso. E, mesmo quando envelhecermos juntos, e você estiver como uma vovó, eu ainda vou te achar a mulher mais linda do mundo. Nada, nunca vai mudar isso, entendeu?

Aria começou a sentir lágrimas brotando de seus olhos. Não apenas o que ele havia dito a tocou, como lhe veio em sua mente a possibilidade de não chegarem a envelhecer juntos. Afinal, o mundo ainda estava acabando. Eles ainda estavam em perigo. A ameaça poderia chegar a qualquer momento. E ela não queria perder mais tempo.

— Me faça sua como nunca fez antes. — Aria pediu, olhando fundo nos olhos dele.

Sem esperar nem mais um segundo, ele voltou a atacá-la e enchê-la de beijos e carícias, a colocando debaixo dele. Sem continuar a “prendê-la”, as mãos dela passeavam livremente por seu corpo. Até alcançarem seu membro e o tocar, por cima da cueca. Ele grunhiu com o toque, e fez o mesmo com ela, que começou a emitir gemidos.

Não demorou muito para os dois se livrarem das roupas de baixo. Bucky deitou Aria nos travesseiros e se pôs entre as pernas dela, sugando sua intimidade. Aria estava enlouquecida com a abstinência daquele toque íntimo, gemendo cada vez mais alto. Durante aquele momento, ela sentia que estava em uma conexão tão forte com toda a paixão dentro de si, que poderia até ser capaz de voar.

Talvez estivesse se sentindo assim por fazer muito tempo que não tinha liberdade para fazer isso. Mas ela tinha certeza de algo. Estava muito melhor do que se lembrava. Ela agarrou os cabelos dele quando percebeu que chegara ao ápice. Desta vez, ela soltou o grito que estava preso em sua garganta, sem repressões, desabando ofegante.

— Você fica cada vez melhor nisso! — Aria disse, soltando uma risada. — Andou praticando sem que eu soubesse?

— Claro que pratiquei. Nunca se perguntou por que eu tomo iogurte sem colher? — Bucky perguntou, sarcasticamente, arrancando outra risada dela.

— E você nunca se perguntou por que eu chupo tantos picolés? — Aria perguntou, com o mesmo tom de ironia. — É brincadeira. Vem aqui logo.

Aria inverteu as posições e ficou por cima de Bucky, se abaixando até sua extensão e repetindo o que ele havia feito com ela. Ela o encarava intensamente, sem quebrar o contato nem por um segundo. Ele retribuía o olhar, dando a entender que poderia voltar a atacá-la a qualquer segundo.

Ele não conseguiu se segurar por muito mais tempo. Finalmente avançou nela e a trouxe para perto de si, penetrando-a de uma só vez. Ambos gemeram alto com o contato. Ele a segurou pelas coxas e voltou a beijá-la, enquanto se movia. Ela enterrou as unhas em suas costas, causando pequenos grunhidos, que o fizeram a beijar de forma ainda mais selvagem.

Pelo tempo que estavam em abstinência, ambos duraram mais que o normal. Trocaram de posições mais quatro vezes, a última com Aria prensada na grande janela de vidro, com as pernas abertas, e Bucky a segurando no colo. A janela dava vista para os vastos campos e florestas de Wakanda. Ele também tinha uma conexão muito forte com aquela terra. A natureza era linda e convidativa. Fazer amor com a mulher que ele amava, sob aquelas estrelas, naquele território, estava sendo uma das melhores experiências de sua vida.

— Eu te amo tanto... — Aria suspirou, sentindo os beijos dele em seu pescoço. — Prometa que nunca vai me deixar.

— Nunca, meu amor. Vou estar sempre com você. — Bucky respondeu, sussurrando no ouvido dela. — Você é minha. Ninguém vai tirar você de mim.

Ambos estavam em seus limites máximos. Se sentissem mais amor um pelo outro, os corações de ambos iriam explodir. Eram um conjunto único. Um não vinha sem o outro. Só a ideia de perderem um ao outro era o suficiente para deixá-los malucos. O que era o maior medo dos dois, no momento.

Agitados e apaixonados, ambos chegaram ao ápice quase ao mesmo tempo. Mesmo quando Aria desceu do colo de Bucky, e os dois desabaram em cima da cama, exaustos, ainda se mantinham abraçados. O momento estava perfeito. A palavra certa é estava perfeito. Pois, uma certa vozinha tinha que estragar tudo.

— Minha nossa, vocês dois são uns tarados! Vão destruir o palácio do T’Challa daqui a pouco! — A inconfundível voz de Natasha disse, no quarto ao lado.

— As paredes são finas, se vocês não tomarem cuidado, dá para ouvir tudo o que estão fazendo. — A voz de Steve continuou.

— Engraçado, eu estava prestes a dizer a mesma coisa para vocês dois, seus pervertidos! Credo, estava tão alto que eu tive que tirar a minha filha daqui! — Aria respondeu, ironicamente.

— É a última noite antes do fim do mundo, vocês deviam estar aproveitando ao invés de prestar atenção na intimidade dos outros! — Bucky complementou, arrancando outra risada de Aria. Realmente, a cura fez muito bem a ele. Estava até fazendo piadas!

— Tem toda a razão! Ei, por que vocês dois não dão uma passadinha aqui? Juntando nós quatro, cada um brinca um pouquinho! — A voz de Natasha respondeu, completamente desinibida e sem filtros.

Aria arregalou os olhos com a sinceridade da Viúva. Era impressão, ou Natasha estava mais saidinha ultimamente? Além disso, ela teve certeza de ter ouvido Steve engasgar no quarto ao lado.

— Nós já tentamos isso naquela festa anos 40, e não deu muito certo, ou você esqueceu que eu e o Steve tivemos que encher a cara? — Aria perguntou. — Além do mais, eu morro de ciúmes do meu marido. Imagine só se ele e o Steve se apaixonam, iria ser um desastre!

Bucky não conseguiu não rir com aquilo. De todas as possibilidades, ela ter pensado naquilo, era um dos motivos pelos quais ele a amava tanto. O sarcasmo vinha recheado com pimenta.

— Isso é impossível! Amo a Natasha demais para sequer pensar em me apaixonar por outra pessoa. — A voz de Steve respondeu.

— Nossa, vocês são uns caretas! Ninguém falou em se apaixonar, era só uma diversão entre amigos! — A voz de Natasha respondeu, frustrada.

— Nat, nossos maridos vieram dos anos 40. Jura que você esperava que eles fossem saidinhos iguais a você? — Aria perguntou.

— É, acho que tem razão. Que pena, Rose. Depois de ouvir tanta animação aí do lado, fiquei curiosa em saber como você é na cama. — A voz de Natasha respondeu.

— Droga... eu não devia ter dançado no seu colo. — Aria respondeu. Bucky imediatamente ficou tenso.

— Você dançou no colo da Natasha?! — Bucky e Steve perguntaram, quase em uníssono.

— É uma história enorme, vocês não vão querer que a gente conte. — A voz de Natasha respondeu.

— Esperem um pouco. Agora eu quero saber exatamente o que aconteceu entre vocês duas! — Steve exclamou. Havia ciúmes explícito em sua voz. Era raro ver o Capitão América perdendo a paciência daquele jeito, chegava a ser quase uma heresia. Claramente, Natasha era seu ponto fraco.

— É melhor irmos para o campo de treinamento, os outros já devem estar fulos da vida atrás de nós. Nat e eu contamos tudo no caminho. — Aria respondeu.

*~*

Foram necessários cerca de quinze minutos para acalmar Steve sobre o assunto da dança no colo. Nat, debochada como era, repetia constantemente que era uma coisa de garotas e que Aria não tinha nada que ter mencionado aquilo. Ela respondeu simplesmente que, por ser um assunto tão bobo, não deveria ter problema em mencioná-lo. Bucky permanecia quieto, observando a situação toda com um olhar sarcástico. Só faltava um saco de pipocas.

— Não sabia que estávamos com tantos problemas, é melhor conversarmos em particular sobre isso. — Steve sugeriu.

— Não precisa, eu sei exatamente o que está se passando nessa sua cabecinha de cem anos. Eu te amo, Steve. Não estou tendo um caso com a Aria, nem com mais ninguém. Fala sério, ela é minha amiga! — Natasha respondeu. — Seria muito estranho.

— Devíamos sair e deixar esses dois se resolverem sozinhos? — Aria perguntou, sussurrando para Bucky.

— Você acabou de ler meus pensamentos. Vamos pegar a Bex e encontrar com eles no campo de treinamento mais tarde. — Bucky respondeu.

— E onde e com quem exatamente você a deixou? — Aria perguntou, em um tom sério.

— Ele deve estar se divertindo muito agora. Tomara que ela tenha sujado a fralda... — Bucky respondeu, em um tom maldoso. Aria o encarou com uma expressão suspeita.

— Você deixou a Bex com o Sam, não deixou? — Aria perguntou. Ele simplesmente assentiu em resposta. — Você é cruel. Adorei.

O resto do grupo estava se preparando para o duro treinamento noturno em uma sala de visitas do palácio. Afinal, não podiam ficar apenas no laboratório de Shuri o tempo todo, ela precisava de concentração para trabalhar. A única que havia permanecido com a cientista, além de Bruce, era Wanda, com a desculpa de não querer sair de perto de Visão. Ao entrarem, encontraram seus colegas de equipe verificando suas armas e dando últimos retoques em seus trajes. Bem, com exceção de Sam.

— Pelo amor do que é mais sagrado, aquilo não é uma fralda suja, é uma bomba atômica! — Um desesperado Sam entrou por uma porta que dava para o banheiro da sala. — Não dá nem para encostar nela!

— Eu ia falar para você amarrar um lenço umedecido no nariz, mas acho que seus problemas acabaram. — Rhodey respondeu, apontando para a entrada, onde Bucky e Aria haviam acabado de chegar. Sam os encarou com um olhar emputecido.

— Nunca mais, vocês me ouviram?! Nunca mais eu fico de babá para essa fabricante de torpedos! — Sam exclamou, ainda encarando os dois.

— É, tem que ter coragem para encarar aquilo. Eu vou ver o que você fez. — Aria respondeu, indo até o banheiro.

— A Aria só pode estar fabricando leite podre, porque aquilo ali fede mais que cocô de gato! — Sam continuou, ainda emputecido.

— Você se acostuma depois de um tempo. Mas, obrigado mesmo assim. — Bucky respondeu, agradecendo a Sam por ter tomado conta de Bex durante essas últimas horas.

Nesse momento, Steve e Natasha entraram. Steve parecia definitivamente mais calmo. Qual era a técnica que Nat usava para causar tantas mudanças no humor do Capitão?

— Certo, o descanso acabou. Todos estão prontos? Vamos para o campo de treinamento agora. — Steve disse, em uma voz autoritária.

Eles pegaram suas coisas e partiram para a nave. T’Challa, Okoye e algumas Dora Milaje os encontraram no caminho. Com todo o grupo reunido, eles partiram para o campo de treinamento.

O campo nada mais era que uma vasta planície com poucos obstáculos naturais, como rochas e um grande riacho. O resto fora colocado pelos wakandianos. Cordas, alvos e manequins que simulavam inimigos. Não havia armas. Cada um devia lutar com as armas que trazia. Estava de noite. O que significava um treinamento mais intenso e perigoso.

— Capitão, conte outra vez sobre o exército de Thanos. — T’Challa pediu, enquanto desembarcavam da nave.

— São fortes e rápidos. Por pouco não demos conta deles em Edimburgo. — Steve respondeu, parecendo preocupado. Ele e T’Challa começaram a conversar mais sobre as técnicas de batalha da Ordem Negra.

— A Wanda devia estar aqui... não queria dizer isso na frente dela, mas ela ainda tem dificuldades em controlar os poderes quando está sob pressão. — Natasha disse, se aproximando de Aria. — Esse treinamento seria útil para ela.

— Nat, você já viu o que ela é capaz de fazer. E eu ainda acredito que não vimos o total potencial dela. — Aria respondeu. — Se ela quisesse, poderia retaliar qualquer exército alienígena de uma vez só. Nós que não temos poderes é que estamos ferrados!

— Lutando igual a uma lesma, dependendo dos brinquedinhos da princesa, você está ferrada mesmo! — Okoye passou pelas duas, destilando veneno contra Aria outra vez. Tudo bem, aquilo precisava parar.

— Okoye, volte aqui! Pelo amor de Deus, o que foi que eu te fiz para você me odiar tanto?! Que eu saiba, eu nunca te desrespeitei! Eu nunca entendi você gostar da minha filha e não ir com a minha cara. Se eu te fiz algo, me desculpe, mesmo. Mas não é hora de ficarmos com picuinhas internas, o mundo pode ser destruído amanhã! — Aria exclamou, desabafando para cima da guerreira. — Será que dá para a gente se aturar, só até derrotarmos esses alienígenas?

Aquela era a situação mais bizarra em que Aria se encontrou durante sua vida toda. Ela estava pedindo desculpas a uma guerreira africana que tem um ranço inexplicável dela, enquanto alienígenas poderiam ultrapassar as barreiras de Wakanda a qualquer minuto. Okoye a encarou de cima a baixo por alguns segundos, parecendo considerar a trégua.

— Fale menos e lute mais. — Okoye respondeu, adentrando o campo, deixando Aria e Natasha para trás.

— É isso que eu chamo de sororidade... — Natasha disse, de maneira sarcástica. Aria deu de ombros, incitando que ela já tinha feito seu máximo sobre aquele assunto. — Vamos nessa, ainda temos uma sessão de treinamento para completar.

O treinamento aconteceu da seguinte maneira. O grupo foi dividido em três equipes. Uma, composta por Aria, Sam, Natasha e T’Challa. A segunda composta por Bucky, Steve, Rhodey e Okoye. E a terceira composta pelo restante das Dora Milaje que estavam ali. O objetivo era aprimoramento de habilidades. Cada equipe deveria enfrentar as outras duas como se fossem realmente o exército de Thanos. Tudo estava permitido, menos atacar para matar. Esse recurso só seria utilizado na batalha verdadeira. Venceria o time que conseguisse fazer com que os outros dois caíssem de cansaço ou desistissem.

A primeira meia hora foi silenciosa. Em sua equipe, Natasha montou uma estratégia de espionagem que consistia em cada membro ficar praticamente colado nos respectivos membros dos outros grupos, tão invisíveis que nem iriam perceber sua presença. Quando ela desse o sinal, todos atacariam ao mesmo tempo.

Porém, o plano não saiu bem como planejado. Quando foram atacar, o campo se transformou em uma maçaroca de pessoas brigando descontroladamente, tal como o aeroporto na Alemanha, durante a Guerra Civil. Entre todos, os que mais se saiam bem eram T’Challa e Rhodey, pois os uniformes de ambos eram pretos e se camuflavam melhor no meio da noite. Em uma situação inusitada, Steve acabou travando uma pequena batalha contra Natasha.

— Isso é algum tipo de vingança pelo que eu disse mais cedo sobre a suru... — Natasha foi interrompida, no meio de uma coreografia de socos e chutes com Steve.

— Olhe a língua! Você sabe o que eu penso sobre esse tipo de linguajar. — Steve respondeu.

— Desculpe, esqueci que você não sabe que somos todos adultos aqui e todos falamos palavrões quando você não está por perto. — Natasha respondeu, sarcasticamente, voltando a lutar.

Explosões aéreas tomaram conta do campo, onde Sam e Rhodey se perseguiam no ar, como dois pássaros nervosos. Aria estava lutando contra duas Dora Milaje ao mesmo tempo, com dificuldade. As guerreiras wakandianas eram muito bem treinadas e não estavam para brincadeira. As lanças delas se encontravam com as espadas de Aria, emitindo um som metálico, quase o tempo todo. Antes que o pequeno conflito se resolvesse, uma terceira figura chegou para finalizar.

— Vocês duas, recuem! Essa aí é minha! — Okoye exclamou, apontando sua lança com firmeza para Aria.

— Ok, chegou a hora da Águia de Fogo mostrar suas garras! — Aria respondeu, ativando o fogo de suas espadas. — Venha com tudo o que puder!

As duas começaram a se engalfinhar, em uma dança tão bem coreografada, que se não estivessem segurando objetos afiados, poderiam fazer aquilo no palco da Broadway. Okoye era osso duro de roer, mas Aria não era diferente. As duas eram altamente treinadas e capazes de fazer grandes estragos. Okoye conseguiu arranhar Aria com a lança duas vezes, uma sendo no rosto. Aria posicionava suas lâminas tão próximas da guerreira que ela poderia ter certeza que deu ao menos uma tostadinha.

A luta delas chamou atenção dos outros, principalmente pelas espadas de Aria emitirem luz o suficiente para serem vistas do campo todo. Estava tão intrigante que todos os outros pararam de lutar, apenas para observar as duas. Alguém parecia intrigado até demais com as técnicas de Okoye.

— É uma beleza... um raio de sol... um bombom... uma deusa da terra do prazer oculto. — Sam disse, observando a guerreira lutar com um olhar abobalhado. — É o amor da minha vida.

— Sam... você está babando. — Natasha disse, fazendo um sinal para que ele limpasse o canto da boca.

— Ah, droga! — Sam respondeu, imediatamente limpando a boca. — Tomara que ela não tenha visto.

— Acho que ela está ocupada tentando fazer a Aria ficar paralítica. — Steve respondeu, observando os movimentos que Okoye fazia, tentando acertar a coluna de Aria.

— Conhecendo minha mulher do jeito que eu conheço, eu diria que a Okoye é quem deveria ter medo de ficar paralítica... — Bucky comentou.

— É... eu ainda lembro da primeira surra que ela deu na gente. — Natasha respondeu. — Mas isso já está ficando ridículo, parece que as duas vão se enfrentar para sempre!

— Tem razão. Alguém se habilita a ir lá e parar a luta, para eu poder levar essa gata para tomar um último café no Starbucks? — Sam perguntou.

— Ela vai te arrebentar antes que consiga falar a palavra “café”. — T’Challa respondeu. — Além do mais, Wakanda ainda não tem um Starbucks.

Antes que pudessem se decidir sobre quem iria parar a luta, Aria conseguiu fazer uma de suas antigas acrobacias e prender Okoye no chão, usando as pernas. A guerreira estava imobilizada.

— Me solte imediatamente! — Okoye exclamou, tentando se livrar do peso de Aria.

— Só solto se você prometer parar com as picuinhas! — Aria respondeu. Okoye soltou um resmungo digno de desenho animado.

— Eu detesto você! — Okoye exclamou.

— Pois eu gosto de você. — Aria respondeu, beijando a guerreira na testa, o que a deixou com ainda mais raiva. — Vamos parar logo, para eu poder te soltar?

— Está bem, só pare com essa tortura! — Okoye respondeu. Aria assentiu e saiu de cima da guerreira, recebendo aplausos dos colegas de time.

Contudo, quando ela voltou a andar, sentiu uma cãibra tenebrosa na região das coxas. Nossa, eu devia ter me alongado! Pensou. Enquanto todos foram ao encontro dela, para parabenizá-la, Sam foi ao encontro de Okoye, verificando se ela estava bem e aproveitando para “fazer seu jogo”. Ao longe, tudo o que dava para ver era Okoye mais irritada ainda, descontando a raiva em Sam. Eles começaram a correr um atrás do outro, como gato e rato, até que Sam finalmente decidiu voar, deixando Okoye completamente fula da vida.

— Sam e Okoye... até que eu gostei. — Aria comentou, observando a cena.

— Só espero que ela não o mate até amanhã. — Steve respondeu, franzindo a testa ao olhar para o Falcão fugindo da guerreira.

O grupo retornou ao palácio para um período curto de descanso, onde todos teriam tempo para dormir e restaurar as energias. Ao nascer do sol, todos deveriam estar de pé para fortalecer as defesas do país ainda mais. Isso se nada tentasse ultrapassar a barreira de Wakanda até esse período...

Continua

Notas finais
MANO DO CÉU KKKKKKKKKKKKK Sam babando pela Okoye = IMPAGÁVEL DEMAIS KKKKKKK #Samoye shippei já! E esse hot Arcky, mano... confesso que tô com vergonha de escrever hots ultimamente, mas esse aí... não queria me gabar nem nada né... gente, eu sou leonina, meu ego tem que ser inflado a cada 15 minutos. Esse hot tá muito amorzão ♥ Aria insegura com o próprio corpo, mana, todas passamos por isso. O jeito é se amar do jeitinho que você é ♥ Natasha interrompendo foi muito Drax (no modo invisível, claro) interrompendo o Star Lord e a Gamora kkkkkkk E essa proposta suspeita aí hein... já diziam os Mamonas Assassinas "fui convidado pruma tal de suruba, não pude ir, Maria foi no meu lugar". Então quer dizer que ela tem um crush reprimido pela Aria... o melhor é tinha, porque Steve já acabou com essas palhaçadas de ficar cobiçando a mulher do próximo. Ele é muito conservador e a Aria é muito ciumenta pra aceitar um troço desses. E o Bucky que não se pronunciou..... HMMM SUSPEITO. Aria e Okoye lutando... o melhor foi a referência ao Pica Pau (ceis notaram que eu amo Pica Pau né? Na fic original já teve a referência das cataratas num barril, agora esse diálogo clássico que ele vive tendo com os bandidos). PS: SAM MELHOR BABÁ KKKKKKKKKKKKK Agora vou me retirar e voltar para meu cômodo gótico e solitário chamado Batcaverna. Kisses ♥