Notas iniciais
ALOHA SOLDIERS! Olha só quem acabou de se livrar da zumbilândia chamada faculdade e entrou em férias? Mano do céu, eu corri tanto pra entregar trabalho atrás de trabalho que eu ainda não consegui descansar direito. Pra piorar, ainda recebi visitas de duas tiazinhas malcriadas chamadas gripe e febre :'( Resultado: Violet debilitada igual a um peixe morto na cama por três dias. Mas vamos lá que eu ainda preciso finalizar a Treta Infinita, né... MANO DO CÉU A #OSEAS ORIGINAL TÁ COM QUASE 600 FAVS NA CONTA, CEIS TEM NOÇÃO DO QUANTO EU TÔ CHORANDO?? Já podem pedir música no Fantástico! Melhor ainda, já podem mandar cartinhas pro Stan Lee implorando para a Marvel canonizar a Aria ♥ Zoas gente kkkkkk quando temos uma autora leonina é nisso que dá. MAL COMEÇOU E JÁ TIVE A PRIMEIRA RECOMENDAÇÃO DIVA AAAAAAAAAAAA ♥ ♥ Muito obrigada, mesmo! Ausentes nesse capítulo: Sam e Rhodey Boa Leitura!

Bucky abriu os olhos, encontrando o quarto pouco iluminado por um sol que não nasceu por completo. Ele não estava completamente disposto, mas também não estava prestes a desmaiar de exaustão. Apenas desejava que aquele momento que vivia agora pudesse durar para sempre.

Amparada por seu braço humano estava Aria, que ainda dormia serenamente, segurando a pequena Bex, que também dormia como um anjinho. Aquilo era a visão do paraíso para ele. As duas mulheres de sua vida, sãs e salvas ao lado dele. Ele estava com um instinto protetor mais aguçado nesta manhã, após ter tido um sonho com as duas. Um sonho em um cenário familiar para ele, mas longe da realidade delas.

~~

Ele acordou e se viu em uma sala branca. Olhando melhor, estava em um lugar com várias camas, e não era o único deitado em uma delas. Vários homens, ou melhor, soldados de guerra, também estavam ali. Ele reparou melhor em si mesmo, e viu que seus dois braços eram humanos. Seu cabelo estava mais curto que o normal. Era como se estivesse revivendo os anos 40 e a Segunda Guerra Mundial. O que estava acontecendo?

Não devia ficar de pé tão rápido após sofrer uma concussão, sargento. Uma das enfermeiras disse, se aproximando de seu leito.

Havia algo de familiar nela. Muito familiar. Os cabelos ruivos, os olhos azuis... um jeito travesso que ele tinha certeza conhecer bem. Ele a reconheceu após ler o crachá em seu uniforme branco, que lia-se “Enfermeira Vane”.

Aria? Ele a chamou, ainda confuso com o que estava acontecendo. Ela lançou um olhar satisfeito, antes de fazer com que ele voltasse a deitar.

Então se lembra do meu primeiro nome. Isso é bom, suas memórias não foram afetadas. Ela respondeu. Não vou precisar repetir meu nome mais cinquenta vezes na próxima vez que você me levar para dançar.

Isso está errado, seu sobrenome é Barnes agora. Desde que nos casamos. Bucky respondeu, observando enquanto ela enchia uma vasilha com água quente.

A concussão deve ter afetado outra coisa, você está delirando. Aria respondeu, voltando a se aproximar. Mas gostei da ideia. Se você sobreviver, não seria nada mal se me levasse para casa com um anel no dedo.

Aria mal terminou de aplicar a água quente quando outros soldados desesperados entraram na enfermaria. Um deles carregava uma coisinha pequena nos braços. Uma coisinha que chorava tão alto que podia demolir o prédio.

Ah meu Deus... é um bebê! Aria exclamou, indo até os soldados, junto com as outras enfermeiras.

Ela pegou o bebê e o levou para outro canto. Bucky estava confuso, mas ao mesmo tempo, curioso demais para ignorar aquilo. Sem respeitar as ordens sobre ficar deitado, ele se levantou e foi atrás dela. Se aproximando, ele a viu com o bebê, que também era supostamente familiar...

Bex... Bucky sussurrou para si mesmo, observando a criança. Uma menina de olhos azuis e cabelos castanhos, muito parecida com ele. Ela estava ferida...

Foi uma bala perdida. Estamos em guerra, quem diabos seria louco de deixar um bebê no meio da batalha?! Aria exclamou, vasculhando os armários, em busca de ferramentas médicas. Ela não tem muito tempo. As outras enfermeiras estão ocupadas, preciso da sua ajuda, sargento.

O que eu preciso fazer para salvar essa garotinha? Bucky perguntou, se aproximando da maca onde a pequena estava deitada.

Me ajude a cuidar dela. Aria respondeu, indo ao encontro dele.

Aquelas foram as últimas palavras dela. Antes que os dois pudessem salvar Bex, um clarão poderoso atingiu a enfermaria.

~~

Aquele sonho o fez pensar em muitas coisas. Mesmo sendo uma realidade diferente, algumas coisas se aplicavam. Bex não deveria estar no meio do campo de batalha. Contudo, não havia outra opção. Eles a trouxeram por dois motivos. Não confiavam em ninguém o suficiente para ficar com ela em outro país. E se Thanos era tão poderoso quanto diziam, não importava se Bex estivesse em Wakanda ou no Polo Norte. Ela seria afetada de qualquer jeito. Então, que estivesse junto com os pais.

Ele não queria levantar. A ordem era que todos estivessem acordados e dispostos logo ao nascer do sol, mas ele não sentia vontade nenhuma de levantar. A urgência em permanecer com sua família estava falando mais alto. Olhando diretamente para o rosto de Aria, observando o quanto ela estava calma e serena, ele sentiu um alívio misturado com preocupação.

Ele se lembrava. Todos os pesadelos e as noites acordando desesperados, tanto um quanto o outro. Vê-la desse jeito, podendo dormir em paz, era uma conquista enorme. Contudo, sua preocupação em perder tudo isso, tudo o que ambos haviam obtido nos últimos anos, era grande e real.

Aparentemente, se essa guerra realmente acontecesse, era provável que tivessem um grande número de baixas. Ele a abraçou mais forte, trazendo-a para mais perto. Não muito tempo depois, ele sentiu a mão dela sob a sua, entrelaçando os dedos com os dele.

— Eu sei que você está acordado. — A voz sonolenta de Aria disse.

— Faz pouco tempo. Eu estava pensando. — Bucky respondeu. — Precisamos levantar em poucos minutos.

— Deixe-me adivinhar. Você não quer levantar, não é? — Aria perguntou. No fundo, ela sabia bem a resposta. Após viver tanto tempo com ele, era capaz dela conhecê-lo melhor do que ele mesmo. — Eu também não quero. Sei o que vai acontecer, e não estou nem um pouco ansiosa.

— É como se as batalhas vivessem perseguindo nós dois. — Bucky respondeu. — Será que se nós dissermos que queremos viver uma vida agitada e cheia de ação, esses chamados para guerra vão nos deixar em paz?

— É, provavelmente. — Aria respondeu, com uma risada pelo humor matinal dele. E então, ela se calou. O ar ficou tenso de uma hora para outra. — Essa é nossa última batalha, certo?

Ele sentiu medo nas palavras dela. Essa última frase foi dita em um contexto que não significava que seria a última batalha que lutariam. Seria a última batalha que estariam vivos. Ela ainda estava assustada, por mais que procurasse não demonstrar na frente dos outros. Ela se escondia por trás de piadas e ironias, mas no fundo, estava apavorada.

— É sim, amor. Depois que acabarmos com todos eles, nós dois vamos sair de vez dessa vida. Vamos ver a Bex crescer e viver a vida dela. E quando estivermos bem velhinhos, ainda vamos observar o pôr do sol sentados naquele monumento da pantera que você tanto gosta. — Bucky respondeu, depositando um beijo na nuca dela.

— Parece bom... melhor que isso só se começássemos a maratonar Friends todos os meses. — Aria respondeu, brincando. Ela conseguiu fazer com que ele risse outra vez.

Ele não cansava de amar esse jeito dela. Ele era um homem de outros tempos, em sua época eram poucos os filmes exibidos no cinema, e em grande maioria eram mudos ou desenhos animados, como o Pica Pau e os Looney Tunes, os quais Aria também cresceu assistindo, mas na TV ao invés do cinema. Então, grande parte das referências à cultura pop eram por conta dela, sendo que ela tinha visto muito mais filmes e séries que ele em seu tempo.

No lar deles, na Escócia, ela tinha feito com que ele assistisse suas séries e filmes preferidos, apenas para apresentar o que seria “entretenimento bom de verdade”. Entre eles, estavam o clássico Grease, a saga Star Wars original, já que ela abominou a nova trilogia após ter assistido “A Ameaça Fantasma” no cinema aos dezessete anos, seu romance preferido Titanic, também para explicar por que Natasha a chamava tanto de Rose, e sua série preferida Friends.

Bucky gostava da maioria dos filmes que assistia com Aria. Ela tinha um gosto muito bom, e os filmes modernos não eram ruins. Ele chegou até a achar engraçado e fofo vê-la se debulhando em lágrimas com a cena da morte do Jack, em Titanic. Ele não contou, mas seu preferido até agora era Exterminador do Futuro 2. Por mais controverso que fosse, a história do filme lhe lembrava de sua própria história. E, assim como o Exterminador fez, ele também estaria disposto a proteger sua família a qualquer custo. Mesmo que o custo fosse sua própria morte...

Ele começou a trilhar beijos pelo pescoço dela, chegando a mordiscar a orelha, fazendo-a soltar pequenos suspiros. Ele ignorou o fato de terem que levantar em poucos minutos e a virou de frente para si, tomando seus lábios. Ele a beijava do modo mais apaixonado possível, enquanto a mão dela corria por seu cabelo.

— Eu te amo tanto... — Aria sussurrou, entre beijos.

— Eu te amo mais... — Bucky respondeu, voltando a tomar seus lábios com urgência.

Os dois não foram muito mais longe que isso. Logo, uma vozinha muito familiar e conhecida os impediu de fazerem qualquer coisa a mais. Não, desta vez não foi Natasha.

— Mama... — A voz chorosa e sonolenta de Bex tirou seus pais do transe e fez com que eles voltassem a atenção para ela.

— Acho que a nossa carrancudinha ficou ofendida por ser deixada de lado. Olhe só como ela está irritada. — Aria disse, se sentando e pegando Bex no colo. — Mamãe está aqui, não precisa ficar assustada.

Bucky observava enquanto Aria acalmava Bex com canções de ninar e a balançando em seus braços. Eles revezavam essa tarefa em casa, por mais que Bex estivesse muito mais acostumada com Aria. Afinal, as duas estiveram sozinhas por quase dois anos, enquanto ele se recuperava da lavagem cerebral da HIDRA. Ele guardava para si, mas ouvir Aria acalmando Bex, também fazia com que ele se acalmasse. A voz dela o deixava tranquilo, e espantava os pesadelos e todas as coisas ruins.

De qualquer maneira, a hora de levantar e se apresentarem aos postos chegou, e eles tiveram que largar seu pequeno conforto familiar para se juntar aos colegas de equipe, em sua última missão.

*~*

— Se continuar desse jeito, você vai ter um treco! Por favor, Panterinha, sabemos que tirar a joia do Visão é importante, mas sua saúde também é! — Aria exclamou ao ver Shuri ainda trabalhando após quase dezesseis horas seguidas.

— Se eu não terminar isso, eu não vou mais ter saúde para cuidar! — Shuri respondeu. Ela estava menos entusiasmada que no dia anterior.

Shuri estava completamente exausta, aquilo era visível. O próprio Bruce não se aguentou e acabou dormindo em um divã do laboratório. Antes de partir para o campo, e ajudar a fortalecer as defesas de Wakanda, Aria insistiu em dar uma olhada na princesa e ver como ela estava. Além de convocar Bruce e Wanda para a batalha.

T’Challa havia ido junto, pois também estava preocupado com o estado da irmã. Steve também estava ali, haviam algumas questões que ele precisava resolver com Bruce. Como ele lutaria na batalha sem a ajuda do “outro cara”, por exemplo.

— Está perto de terminar? — T’Challa perguntou, se aproximando do painel que representava a mente de Visão, onde Shuri se esforçava para reconectar todos os neurônios, um por um.

— Sim, faltam apenas algumas horas para eu terminar. Foi muito mais rápido, graças ao cientista americano desmaiado ali. — Shuri respondeu, apontando para Bruce com a cabeça. — Precisa distrair os monstros até eu terminar, maninho.

— Eles nem chegaram perto de ultrapassar o campo de força, então acho que temos uma vantagem. — T’Challa respondeu.

— Depois do que eles fizeram em Edimburgo, eu diria para não subestimá-los tão rápido. — Steve comentou, indo até Bruce e tentando despertá-lo com a mão. — Banner, acorde.

Bruce acordou com um susto tão grande que quase caiu do divã. A expressão no rosto dele estava tão apavorada que era como se ele tivesse sido despertado por Thanos, pessoalmente. O mais impressionante era que ele não ficou verde nenhuma vez. Aria se lembrava de quando o conheceu. Era difícil não vê-lo ficando verde quase sempre que se exaltava. Agora era como se o Hulk estivesse... com medo. Se alguém com o tamanho e a força do Hulk estava com medo, o que seria do resto deles?

— É covardia acordar as pessoas desse jeito, Capitão! — Bruce reclamou, se acalmando do susto.

— Desculpe a grosseria, mas precisamos nos aprontar. — Steve respondeu. — Já faz quase um dia que trouxemos o Visão até aqui, Thanos já deve saber onde a joia está e deve estar a caminho.

— Se ele não chegou até agora, imagino que o Tony e o Strange devem estar dando a maior surra naqueles caras... — Bruce respondeu, não se dando conta do que havia dito.

Sim, eles estavam em uma situação possivelmente apocalíptica, mas não significava que as tensões entre Steve e Tony haviam diminuído. Steve achou que enviando o celular secreto, uma hora dessas, eles já teriam feito as pazes. Mas Tony nunca ligou. Talvez a amizade deles tivesse se deteriorado de vez.

— Ou, Thanos já deve estar com todas as joias, menos a do Visão... — Steve respondeu, olhando para baixo, em uma expressão melancólica.

Enquanto isso, em outro canto, Aria encontrou uma Wanda aflita e preocupada. Pelas olheiras no rosto da Feiticeira, dava para perceber que ela também não havia pregado o olho a noite inteira.

— Sei que você quer ficar com o Visão até isso acabar, mas... você seria de grande ajuda para nós quando os capangas do Thanos chegarem. — Aria disse, colocando uma mão no ombro da amiga.

— Eu sei disso... mas, me diga você. Por acaso, você iria para o campo de batalha se fosse o Bucky entre a vida e a morte deitado ali? — Wanda perguntou. Ela pode ter sido um pouco rígida, mas não deixava de ter razão. Era fácil falar quando o problema era dos outros.

— Eu não poderia fazer nada por ele aqui. Mas lá, poderia impedi-los de chegarem perto do laboratório. — Aria respondeu. — Bem, ninguém pode forçar você a lutar, e ninguém vai te julgar por querer ficar com o Visão.

— Não é por mal, Aria. Não mesmo. É só que... eu amo o Visão. Não me perdoaria se algo acontecesse com ele... — Wanda respondeu. Sua voz estava se tornando chorosa. — Se eu tivesse que...

Ela não terminou a frase, mas Aria entendeu. Wanda temia ser obrigada a destruir Visão para destruir a joia, antes que Thanos a obtivesse. Se isso acontecesse, o coração da Feiticeira seria esmagado em milhões de pedaços. Aquele era o medo de quase todos naquele momento. Ninguém queria perder as pessoas que amavam.

— Não tem nada para se desculpar, nós entendemos. — Aria respondeu, envolvendo Wanda com os braços. — Vamos tentar segurá-los o máximo de tempo possível.

Wanda disse que, assim que Visão estivesse fora de perigo, ela desceria para ajudar os outros. Aria se despediu dela e foi ao encontro de Steve e T’Challa, que estavam esperando por Bruce.

— Então, podemos ir? — Aria perguntou.

— Só estamos esperando o Banner voltar com o brinquedo dele. — Steve respondeu. — Não está adiantando, o Hulk se recusa a aparecer, por mais que ele tente. Então, vamos ter que usar o plano B.

— Por favor, diga que o plano B é uma máquina mortífera projetada pela Shuri. — Aria respondeu. Steve a encarou com um olhar semicerrado.

— É um traje... só não foi a Shuri quem projetou. — Steve respondeu.

— Minha irmã está ocupada demais com a joia, ela não teve tempo para projetar nenhum traje. — T’Challa respondeu.

— Você subestima o meu poder, maninho. — Shuri respondeu, alto, para que eles pudessem ouvir e perceber que ela estava escutando. — Eu sou multitarefas. Inclusive, por que vocês não assistem o meu vídeo preferido enquanto esperam o tiozão voltar?

— Referências de “Star Wars”... eu juro que amo essa garota. — Aria disse, para si mesma.

O projetor da janela foi ligado, e um vídeo de T’Challa socando um traje do Pantera Negra e sendo jogado longe começou a passar repetidas vezes. Tanto Aria quanto Steve se seguravam ao máximo para não rir na frente do Rei. Steve ainda conseguia disfarçar melhor, mas Aria estava com o rosto vermelho de tanto tentar conter a risada.

— Consegui ativar a Veronica, mas só dá para vestir lá fora. — Bruce disse, voltando para perto dos companheiros de time. Logo, ele percebeu o que estava passando no projetor da janela. — Mas o que é isso? É o Rei caindo?

Pelo amor das fraldas da Bex, se o Bruce continuar falando, eu não vou me aguentar. Aria pensou, mordendo as bochechas para não rir. Ela olhou para Steve e notou uma gota de suor caindo por seu rosto, enquanto uma das veias em sua testa estava saltada. Ele também estava fazendo um esforço enorme para manter a seriedade.

— Shuri, já chega! Você jurou que tinha apagado essa filmagem! — T’Challa reclamou com a irmã, que permanecia concentrada com os neurônios de Visão.

— Está bem, já parei! — Shuri respondeu, desligando o vídeo. — Mas se me subestimar outra vez, eu juro que coloco isso na sua festa de aniversário!

Nesse momento, uma apressada Okoye entrou pelas portas do laboratório. Seu semblante estava preocupado.

— Meu Rei, os guardas acabaram de se reportar, as fronteiras estão apresentando atividades suspeitas! — Okoye exclamou. — As Dora já estão prontas para a batalha.

— São eles. Chegou a nossa hora de agir. — Steve respondeu, acionando seu novo escudo providenciado por T’Challa. Não era tão maleável como seu antigo escudo, perdido durante a Guerra Civil, mas iria servir para muita coisa. — Vamos nos juntar aos outros.

*~*

Aquele momento podia ser resumido como o verdadeiro significado da palavra “medo”. Os Vingadores estavam prestes a encarar a batalha mais difícil e perigosa de suas vidas, contra seres altamente poderosos, que não seriam facilmente derrotados.

Aria e Bucky não eram exatamente membros dos Vingadores, apesar de terem participado de missões como a da Estátua da Liberdade e a Guerra Civil. Contudo, os dois foram obrigados a participar destas duas missões. A atual missão em que se encontravam, a Batalha de Wakanda, era a primeira que ambos escolheram participar voluntariamente. Pois, ambos sabiam que era melhor participar e ajudar, do que não participar e causar o possível fim do mundo. Sim, eles podiam ter escolhido ficar em casa, mas não parecia certo. Que exemplo dariam a Bex, fugindo de uma batalha importantíssima?

E ainda tinha Bex. A garotinha ainda nem havia passado pelo segundo aniversário, e já corria o risco de ficar órfã. Na pior das hipóteses, até mesmo de morrer. Agora, ela estava sendo mantida em um lugar seguro, sendo protegida e cuidada por membros da corte refugiados no abrigo recém-construído no subsolo do palácio. Inclusive, a própria Rainha Ramonda, mãe de T’Challa e Shuri, estava refugiada lá. Antes de deixarem a filha para se juntarem à batalha, Bucky e Aria passaram por um longo processo de despedida.

~~

Só de pensar que poderemos não voltar para ela, me deixa agoniada. Aria disse, com Bex nos braços, enquanto encarava o marido. Não quero que ela cresça sem pais. Não quero que ela seja como eu, que mal me lembro dos meus próprios pais.

A garotinha se aborreceu e começou a chorar outra vez. Aria a segurou com mais firmeza e a balançou nos braços, tentando acalmá-la. Ao encarar as duas, Bucky teve um mau pressentimento. Era como se Bex, de alguma forma, soubesse o que iria acontecer, e não queria deixá-los irem. Contudo, ele reprimiu esses pensamentos. Não era hora para qualquer pensamento negativo.

Ela não vai crescer sem pais. Ela vai ter uma vida, e nós dois vamos fazer parte dela. Bucky respondeu, se sentando mais perto das duas. Ele se voltou para Bex e tocou seu rosto com a mão humana. Ouviu, querida? Mamãe e papai não estão indo embora. Só estão indo para outro lugar, mas vão voltar rápido.

Ele tomou Bex dos braços de Aria delicadamente, passando a acalmá-la ele mesmo. Ele tinha pouca experiência com isso. Geralmente, era ele quem precisava ser acalmado. Mas desde que a programação da HIDRA foi deletada de sua mente, ele vinha se sentindo mais forte e mais curado a cada dia. Forte o suficiente para ser capaz de cuidar de alguém mais vulnerável que ele.

Aquela garotinha em seus braços era sua filha. Ele já havia passado tempo demais longe dela, enquanto recuperava sua mente. Não queria passar mais um minuto sequer longe, nem dela, nem de Aria. Era por isso que precisavam vencer aquela batalha. Sua principal missão agora era proteger sua família a qualquer custo.

Não se preocupe, querida. Você vai ficar bem. Vai ficar tão bem que não vai nem notar que saímos um pouquinho. Bucky continuou, finalmente conseguindo fazer Bex parar de chorar. Viu só como você é corajosa? Não está nem chorando mais.

Bex ergueu um de seus bracinhos, procurando por Aria. Ela percebeu e deixou sua bebê segurar seus dedos, para saber que ela estava ali.

Seu pai tem razão. Você vai ficar bem, minha carrancudinha. Aria disse, usando a outra mão para acariciar os cabelos da menina. Nós te amamos muito, e iremos voltar logo.

Nenhum dos dois queria sair do quarto. Mas se era necessário perder algumas horas para que pudessem ficar juntos pelo resto da vida, que assim fosse. Eles deixaram Bex segura no subterrâneo e partiram para se juntar aos outros.

~~

— Você está bem, Rose? Parece que vai ter um ataque cardíaco daqui a pouco... — Natasha disse, caminhando ao lado de Aria.

— Eu estou completamente em pânico, Marilyn. Não conte para ninguém. — Aria respondeu.

— Ora, vamos. Até parece que você nunca lutou contra um alienígena asqueroso antes! — Nat disse, tentando encorajá-la.

— Na verdade, eu nunca nem vi um alienígena em toda a minha vida. — Aria respondeu, lançando um olhar de morte para Natasha.

— Não é tão difícil. Imagine o rosto do Tony em cada um deles e quebre a cara de todo mundo. — Natasha respondeu. — Será que eu vou ter que te aplicar uma dose do seu amiguinho, o soro vermelho?

— Pelo amor do escudo novo do Steve, nem me lembre desse soro! — Aria a repreendeu. — Vou quebrar a cara deles sendo eu mesma.

— Essa é a Rose que eu conheço! — Nat exclamou, colocando uma mão no ombro da outra. — Agora vamos, temos que chutar 1.500 bundas só para começar. Vai ser um dia bem longo.

As duas continuaram andando com o resto da equipe, embarcando nas pequenas naves que os transportariam até o campo de batalha, que era perto da fronteira com o campo de força mais ameaçado. De longe já dava para ver um certo estrago. Natasha estava certa. Iria ser um dia extremamente longo.

Continua

Notas finais
E VAI COMEÇAR A PORRADARIA GRATUITA MEU POVO! Com direito a um show de Veveta Sangalo cantando "poeiraaaa... levantou poeiraaaa" P E S A D O. Mas sério, quem tá aqui desde os tempos raiz da fic sabe que eu não manjo muito de cenas de ação, e não queria passar 500 capítulos só na Batalha de Wakanda. Então, o que vocês acham de eu usar o "Efeito Naruto" e adicionar umas cenas de flashback durante a luta? Não só flashbacks Arcky, mas da galera toda. Ia estender a história e desenvolver melhor os personagens :) Gente do céu, até a Bex percebeu que essa batalha vai dar ruim. Não vou dar spoilers nem nada... mas todo mundo já sabe que alguém vai morrer. NEM OS PROTAGONISTAS ESTÃO SEGUROS! Pois é... um dos dois, ou o Bucky, ou a Aria vai sair para comprar cigarro e nunca mais vai voltar. E não necessariamente um só, pode ser os dois. (Enquanto isso, em um outro universo, Batman acabou de descobrir uma órfã chamada Bex e já quer treiná-la para ser a nova Robin). Ou também pode não ser nenhum dos dois e ser alguém que ficou vivo no filme, as possibilidades são infinitas (trocadilho pior que a minha vida). PS: SHURI DONA DO MEU SER ♥ Kisses ♥