O Soldado e a Sentinela - Guerra Infinita
6 Angústia Entre Paixões
Notas iniciais

O que significava “liberdade”? Era estar livre de uma prisão? Ou livre das próprias inseguranças? Ou livre para manter o controle da própria mente? Essas perguntas assombravam a mente de Aria desde o primeiro dia que ela se viu fora das garras da HIDRA. Naquele dia, aquele primeiro dia, ela pensou estar livre. Porém, mal sabia o que viria a enfrentar depois...
Aria dissera a verdade quando contou que nunca havia visto um alienígena em toda a sua vida. Contudo, as lembranças da Sentinela Vermelha lhe mostravam outra coisa.
~~
MAIO DE 2012
Ela estava em outra missão. Aquela foi a primeira vez em que seus superiores a separaram de seu parceiro, o Soldado Invernal, mandando os dois para pontos diferentes da cidade de New York. Contudo, um pequeno problema estava atrapalhando a missão.
Manhattan estava infestada de criaturas alienígenas desprezíveis. Aquilo dificultava o objetivo final, que era se aproximar do maluco que estava comandando a operação toda e roubar seu cetro. A HIDRA não deu instruções específicas do que iriam fazer com o cetro, apenas que os dois deviam pegá-lo a qualquer custo.
Estava extremamente difícil passar despercebida por aquele mundo de pessoas, ainda mais em plena luz do dia, mas ela dava seus jeitos. Com o soro vermelho correndo por suas veias, ela só pensava em completar a missão. Ela passou por um quarteirão onde a concentração de criaturas estava mais intensa. Correndo por cima de prédios altos, ela notou um grupo de seres humanos tentando combater os alienígenas. Pois bem, as ordens dela não diziam para interferir nisso, apenas para pegar o cetro.
Ela podia vê-lo. Aquele sujeito estranho, usando um elmo que mais se assemelhava a uma cabeça de rena, em cima de uma daquelas coisas, perambulando como um passarinho. Ela empunhou sua arma mais potente. Apenas um disparo, e ele estaria no chão, com o cetro à sua disposição.
Os pensamentos dela se dividiram naquele exato momento. Por um segundo, ela se desconcentrou da missão, pensando em onde seu parceiro estaria agora. As ordens eram claras. Um dos dois teria que levar o cetro. Ele poderia estar se aproximando do ponto de encontro combinado, naquele exato momento.
Contudo, o mais improvável possível aconteceu. Antes dela disparar, uma das criaturas a atingiu em cheio, fazendo com que ela despencasse pelos ares, voando por quilômetros. A queda poderia matá-la, tanto se caísse no chão, quanto na água. Enquanto caía, ela pensou que seu parceiro teria mais sucesso que ela, e que não deveria perder tempo a salvando. Ela continuou despencando, até cair nas águas do Rio Hudson, mergulhando fundo.
O impacto a machucou, arrancando sangue de suas narinas. Mas não foi isso que a fez sentir uma das piores dores do mundo. Ao bater na água, choques elétricos invadiram seu corpo, a despertando de um transe. Um transe que havia durado mais de dez anos.
Ela não sabia como havia chegado até a superfície. Mas a primeira coisa que pensou ao colocar os olhos na cidade de New York, era em como aquele lugar era estranhamente familiar. Assustada, ela nadou apressadamente até a margem. Ao sair da água, ela ficou ainda mais desesperada. Simplesmente não tinha lembrança nenhuma de nada. Nem de onde veio, nem do que estava fazendo ali. Nem do próprio nome.
Ela correu, se enfiando no primeiro lugar abandonado que encontrou. Sozinha, molhada e com frio, lá dentro, ela forçou sua mente a pensar. Após alguns minutos praticando esse exercício, se lembrou de que havia achado a cidade familiar quando emergiu da água. Então, flashes picotados brotaram em suas memórias. A primeira coisa da qual ela teve certeza sobre seu passado.
— Eu sou americana... de New York... — Ela repetiu para si mesma, se forçando a lembrar ainda mais. — Manhattan... Upper East Side... número... qual número?
Ela se frustrou por não conseguir se lembrar do número do prédio onde costumava morar. Por fim, ela repetiu aqueles quatro dados por horas, até seu corpo secar e o dia se transformar em noite. Ela precisava ser forte e se recuperar. Aquela noite marcaria sua primeira noite em liberdade. Agora só precisava descobrir de quem estaria fugindo...
~~
— Está tão pensativa... — Bucky comentou com a esposa, falando baixo no ouvido dela.
— Estava me lembrando do dia em que escapei da HIDRA. Já faz tanto tempo... — Aria respondeu, também mantendo um tom baixo. — Sabe que, mesmo estando com a mente sob controle deles, a última coisa que eu pensei antes de acordar não foi em completar a missão. Foi em você. Pensei que você teria mais sorte que eu, e que não deveria perder seu tempo tentando me salvar.
Ao ouvir isso, ele procurou pela mão dela e entrelaçou seus dedos. Ainda era estranho fazer isso na frente de tantas pessoas. Na pequena nave onde os dois sobrevoavam até a fronteira da barreira de Wakanda, apenas alguns centímetros os separavam de outros guerreiros, e não era a única nave. Então, qualquer tipo de privacidade naquele momento seria considerada impossível. Todavia, se tratando desses momentos, que poderiam ser os últimos, ele não perderia nenhuma oportunidade de ficar próximo dela.
— Eu teria tentado. Que se dane a missão, você vem em primeiro lugar, sempre. — Bucky respondeu, segurando a mão dela com mais firmeza. Ela sorriu tristemente, em resposta.
— Vou fazer a mesma coisa hoje. Se houver um jeito de eu parar com o ataque e impedir que eles cheguem perto do Visão, eu farei. Mesmo que custe a minha vida... — Aria respondeu.
Bucky sabia que aquela seria uma missão perigosíssima, ele mais do que ninguém sabia disso. Mas Aria disparava aquelas palavras como se tivesse certeza absoluta de que iria morrer em combate. Não, ele não a deixaria fazer uma coisa dessas. Ele não aguentaria ficar separado dela outra vez.
— Não diga coisas assim. Nós dois precisamos voltar para a Bex, esqueceu? — Bucky respondeu, a encarando com uma expressão séria.
Neste momento, objetos voadores começaram a atingir o campo de força ao redor de Wakanda, por cima, inutilmente. A barreira ainda estava protegendo o reino.
— Já mencionei o quanto eu amo esse lugar? — Bucky perguntou, tentando fazê-la pensar em outra coisa que não fosse a batalha. Ela o encarou com um sorriso de lábios.
— Vamos voltar a morar aqui depois que isso tudo acabar. — Aria respondeu. Ela já estava ciente da ligação que ele tinha com Wakanda, e que não queria ir embora. — Quer dizer, T’Challa já permitiu que voltássemos. Se você quisesse, nós poderíamos ficar...
— Você faria isso? — Bucky perguntou, surpreso com a atitude dela. — Achei que gostasse mais de casa...
— Você e Bex são minha casa, não importa onde estivermos. — Aria respondeu. O olhar dela estava com aquele brilho de novo. — Enquanto estivermos juntos, eu vou ficar bem.
Bucky não conseguiu se conter e se aproximou do rosto de Aria, beijando sua bochecha. Se essa mulher não fosse um presente enviado pelo paraíso, ele não sabia o que era.
— Eu te amo tanto... — Bucky sussurrou no ouvido dela.
— Eu te amo mais... — Aria sussurrou de volta.
Eles continuaram o percurso sem soltarem as mãos nem por um segundo. As outras mãos eram mantidas segurando suas armas. O exemplo perfeito para explicar toda a relação que eles tinham um com o outro. O amor surgido no meio da violência, que acabou se tornando maior que ela. Duas vidas roubadas que viram um no outro, uma forma de redenção. Dois seres que se amavam incondicionalmente.
*~*
Steve e Natasha estavam na mesma nave, apenas mais na frente. Os dois não estavam nem um pouco menos tensos. O medo era real. Os dois não haviam passado por tantas coisas apenas para morrerem no fim de tudo. Não, não podia ser.
Natasha se lembrava de quando eles partiram de Wakanda, buscando consertar suas vidas. Porém, as coisas tomaram outro rumo, e eles acabaram se exilando fora da América, junto com Sam e Wanda. Com a correria de suas vidas, fugindo das autoridades e caçando terroristas, o casal quase não conseguia encontrar um tempo para ficar a sós.
A Viúva se lembrava da última vez que o Capitão a possuiu com vontade, antes de retornarem a Wakanda. E, tal como no país africano, soou tão intenso e tão forte que quase saiu como uma despedida.
~~
Natasha, Steve e Sam haviam acabado de dar conta de um grupo de terroristas na Síria. As coisas naquele país estavam terrivelmente feias, com toda a situação da guerra e dos fugitivos que procuravam refúgio em outros países. Aquilo trazia lembranças da Segunda Guerra Mundial para Steve, ela percebia. Já ouvira ele falando enquanto dormia várias vezes.
Era como se, não importasse a época, sempre haveria alguém poderoso e completamente surtado que colocaria medo em algum determinado povo. Steve já vira Hitler fazer isso com os judeus, nos anos 40. E era impressionante como em mais de 70 anos, as coisas continuavam iguais. Agora, tinham que lidar com o Estado Islâmico e figuras presidenciais inapropriadas, como Estados Unidos e Coréia do Norte, por exemplo. Ela não aguentava mais ver o sofrimento no rosto das crianças sírias.
Nat se imaginou sendo mãe de uma dessas crianças. Ela daria amor e ofereceria um lar e um porto seguro para seu tão desejado filho. Por mais que ela não tenha tido muitas influências maternais durante sua vida, ela se considerava alguém que gostava de crianças. Ela se dava muito bem com os filhos de Clint, e era madrinha da filha de Aria, a qual vivia enviando coisas escondida. Natasha queria adotar uma criança, ela já havia conversado com Steve sobre isso. Os dois chegaram à mesma conclusão. Só poderiam se tornar pais quando toda aquela poeira abaixasse.
Agora, os três estavam escondidos no Líbano. Wanda estava na Europa com Visão, outra vez. O esconderijo era escuro e não era a melhor coisa que podiam bancar no momento, mas pelo menos, ficava longe de qualquer coisa que pudesse chamar atenção. Também era perto da praia. Natasha tinha um histórico ruim com praias, por causa daquela pequena cicatriz em seu abdômen. Ela não culpava o causador, pois sabia que a culpa não era dele.
Ela havia acabado de sair do banho, enrolada em uma toalha. O banho não foi exatamente algo considerado agradável, a pressão da água vivia mudando, assim como a temperatura, que variava entre “queimadura de 3° grau” e “nadando nu na Antártica”. Pelo menos, era melhor que não tomar banho.
Para variar, Sam estava exausto, dormindo o sétimo sono no sofá da sala. Ele ainda estava sofrendo com o recente término com Sharon, e conviver com Steve e Natasha, que permaneciam firme e forte como um casal, não era exatamente algo incentivador. Natasha se sentia mal por ele. Tudo bem que os dois tiram sarro um do outro desde que se conheceram, mas isso não era motivo para ela desejar o mal dele. Ao contrário de Sharon, que se aparecesse na frente de Nat nesse momento, a Viúva não hesitaria em disparar um de seus ferrões contra ela.
Nat entrou no quarto e encontrou Steve mirando a janela. O esconderijo era simples, então só havia uma cama no cômodo, com as mochilas e bolsas deles espalhadas pelo chão. A energia também não era grande coisa, as luzes eram instáveis e piscavam o tempo todo. Não chegava nem perto dos tempos em que eles “fugiam” de Washington para New York quase todos os dias, e ficavam no luxuoso esconderijo de Natasha, em Manhattan.
— O que está te preocupando? — Natasha perguntou, fechando a porta do quarto atrás de si. Steve continuava com as mãos apoiadas na janela.
— Precisamos partir amanhã. Há mais ameaças terroristas pelo norte de Israel, resquícios do que houve na Síria. — Steve respondeu. Ele também parecia cansado.
Nat caminhou até se aproximar dele, e o abraçou por trás, recostando sua cabeça em suas costas. Steve levou uma de suas mãos ao encontro das mãos dela, segurando-as. Por mais que estivesse difícil, com eles sendo procurados na América, e entrando em missões perigosas todo dia, Steve e Natasha ainda se amavam intensamente. E se fosse para isso mudar um dia, seria para melhor.
— Você está tenso. Eu vejo o quanto essas missões estão acabando com você. — Natasha disse, ainda recostada nele. — Venha para a cama, eu te faço uma massagem.
A Viúva conseguiu convencer o Capitão a tirar o uniforme e se deitar de bruços. Ela se sentou por cima dele, com uma perna de cada lado, e começou a praticar sua mágica. As mãos dela poderiam ser consideradas angelicais, subindo e descendo pelas costas dele, apertando seus músculos. Steve estava muito tenso, então ela teve um pouco de trabalho para amaciá-lo.
Para relaxá-lo ainda mais, ela começou a distribuir beijos em seus ombros e pescoço. Em poucos minutos, ele suspirava o nome dela, quase como se estivesse implorando. Não demorou muito para ele jogá-la para baixo dele e avançar em seus lábios de forma desesperadora, muito diferente do que o antigo Steve faria.
Ele tirou a toalha do corpo da esposa e a jogou em um canto qualquer, tomando seu corpo com as mãos, enquanto a beijava. Nat conseguiu sentir todo o desejo e a intensidade de Steve naquele momento. O cenário atual em que eles se encontravam o havia mudado. Na verdade, ele estava assim desde o final da Guerra Civil. Ele sempre foi alguém tão patriota, com valores definidos... mas desde que o país que ele sempre defendeu se voltou contra ele, forçando-o a se registrar... o próprio codinome “Capitão América” se tornou uma incógnita.
Então, ele mesmo havia mudado um pouco. Estava mais rígido, mais “direto ao ponto”, quase um Bucky Barnes 2.0. Claro, ainda não chegava naquele ponto, até porque se chegasse, Natasha não estaria apaixonada por ele. Mas ela também havia mudado. Para alguém que não demonstrava emoções... ela estava romântica com ele até demais.
Steve começou a beijá-la mais embaixo, primeiro no pescoço, depois descendo para os seios, sugando e mordiscando cada um, enquanto mantinha uma de suas mãos brincando com a intimidade dela. A voracidade de Steve a estava deixando cada vez mais excitada. Devido às inúmeras missões e ao cansaço de ambos, não era sempre que podiam ter privacidade e disposição para se entregarem.
— Steve... — Natasha suspirou o nome dele, entre gemidos.
— Senti sua falta, Nat... — Steve respondeu, ofegante. — Fazia tempo que eu não podia ter você só para mim...
— Também senti sua falta, Capitão... — Nat respondeu, enfiando uma de suas mãos entre os cabelos dele. — Agora, me faça esquecer até do meu nome.
Dito e feito. Steve demonstrou seu desejo por dominação naquela noite, apoiando as duas pernas de Natasha em seus ombros e se posicionando entre elas, chupando sua intimidade com gosto. Nat arfava e gemia, extasiada com toda a vontade e concentração que o Capitão estava colocando naquilo.
Tomada pelo desejo, a Viúva inverteu as posições e fez o mesmo, mantendo seus olhos no rosto de Steve, que também parecia extasiado. Sem aviso prévio, ela subiu alguns centímetros, se posicionou entre as pernas dele e sentou, sentindo seu membro a preencher por inteiro. Ambos arfaram com o contato repentino. Nat começou a cavalgar, enquanto Steve não conseguia manter suas mãos longe do corpo dela.
Ao não aguentar as provocações, Steve inverteu as posições novamente e aumentou a velocidade, fazendo Nat gemer alto. Ele voltou a beijá-la no pescoço, dessa vez com mais vontade. Natasha estava arranhando suas costas, completamente extasiada com tudo aquilo. Fazia tanto tempo que Steve não era assim com ela, que ela pensou que poderia senti-lo por dias.
Ela teve certeza de que estava vendo estrelas quando chegou ao ápice, sendo seguida por Steve, que praticamente desabou ao lado dela. Nat se aproximou e pôs um braço ao redor dele. Ela queria conversar. Mas parecia que se falasse qualquer palavra, aquele momento iria estragar. E ela precisaria de lembranças boas para o que estivesse por vir. Aquele momento era uma delas.
~~
Natasha segurou a mão de Steve e o encarou, enquanto cruzavam os campos de Wakanda na nave. Ela estudou cada pedaço de sua fisionomia. Queria se lembrar dele o máximo possível. Pois, não era somente Aria que estava com um pressentimento ruim com tudo aquilo. Em Edimburgo, enquanto a Ordem Negra atacava Wanda e Visão, Nat conseguiu perceber o tamanho do perigo o qual eles iriam lidar.
Ela era uma agente experiente em lidar com situações de fim do mundo, os Chitauri e Ultron podiam comprovar isso. Mas, pela primeira vez, ela estava com medo da ameaça ser tão grande, que eles poderiam não dar conta. E vendo o que a Ordem Negra fez com Visão... ninguém estava seguro. O que significava que a possibilidade de ela perder Steve era real.
— Steve... — Natasha o chamou, tentando iniciar uma conversa para se distrair de seus próprios pensamentos. — O que faremos depois da batalha?
— Não tenho certeza. Você tem alguma sugestão? — Steve perguntou, mirando seu olhar nela.
— Estabilidade. Um lar fixo... com filhos. — Natasha respondeu. Aquele sempre seria um assunto delicado entre eles. — Acha que estou pensando alto demais?
— Não. Acho que é exatamente o que precisamos. Quer dizer, deu certo para Bucky e Aria, por que não daria certo para nós? — Steve perguntou. — Vamos dar um tempo de toda essa vida de missões, e deixar os mais novos assumirem o controle.
— Como assim? Você por acaso está pensando em deixar o Sam ser o líder dos Vingadores? — Natasha perguntou, fingindo um tom de deboche. As picuinhas entre ela e Sam não iriam terminar nunca. — E enfiar nós dois em uma fazenda igual a do Clint? Estou nessa.
As naves haviam chegado perto da barreira de Wakanda. Duas das tribos aliadas ao reinado de T’Challa, a Tribo da Fronteira, e a Tribo Jabari, já se encontravam à postos perto da barreira, apenas aguardando a chegada do Rei. A situação ali estava mais grave, várias investidas contra a barreira podiam ser notadas pelo lado de dentro.
Os defensores montaram sua formação. T’Challa orientou os líderes das tribos a se posicionarem atrás das Dora Milaje, comandadas por Okoye. A formação estava em uma linha horizontal contínua, podendo ser vista a vários quilômetros. No centro de tudo, estavam posicionados os Vingadores e outros combatentes. T’Challa estava à frente, com Okoye um passo atrás dele. Do outro lado, também um passo atrás do Pantera, estavam Steve, Natasha, Aria, Bucky, Sam, Rhodey e Bruce, vestido com a Hulkbuster.
Eles não são diferentes daqueles bichos feios que você viu quando escapou da HIDRA. É como a Nat disse, é só você focar toda a sua raiva e quebrar a cara desses monstros! Aria pensava, repetindo para si mesma, como um mantra motivacional. As mãos dela seguravam os cabos das espadas, que ela cuidava para não segurar com força demais e ativar as chamas antes da hora.
Os alienígenas do lado de fora da barreira já estavam em um nível incontável a olho nu. Eram muitos, e tentavam ultrapassar a barreira de todas as formas possíveis. Naquele estágio, só podia-se fazer uma coisa. Exterminação total.
— A hora chegou! Não vai ser fácil, vocês precisam ser corajosos! Vamos aniquilar aqueles que desejam destruir nosso mundo! Wakanda para sempre! — T’Challa exclamou, motivando suas tropas. — Podem abrir a barreira!
Um setor do campo de força foi aberto, e as criaturas começaram a se amontoar para entrar. Um atrás do outro, os campos de Wakanda começaram a ser infestados pelos intrusos alienígenas. O grito de guerra de T’Challa ecoou pelos campos, sendo repetido pelos guerreiros, cada vez mais vezes, até partirem para o ataque.
O que significava “liberdade”? Seja o que fosse, estava sendo ameaçado por aqueles intrusos. Já chega. Aria já tivera vilões demais controlando sua vida. Ela não iria perder tudo de novo. Se antes, ela estava com medo, agora, de frente para o perigo, estava furiosa. Se Thanos queria dizimar metade do universo, ele que tentasse. Era ele que não sabia com quem havia se metido.
Continua
Fale com o autor