Shoyo estava na cela em que seu pai estava, sentado e lamentando que vai sentir saudades de Bokuto e também estava preocupado com a saúde dele, estava sentado no canto da cela quando menos se espera a grade se abriu. Shoyo levou um susto com isso.

— Desculpa entrar assim monsieur, gostaria de levá-lo para o seu quarto. — falou a voz no corredor.

Como Shoyo estava assustado, ele pegou qualquer coisa que estava na cela para se defender.

— Meu quarto? — questionou Shoyo para a voz. — mas ele disse…

— Ah que.. O que… quando essa cela se fechar ela não se reabrirá grrrr. — falou tentando imitar o Tobio. — Eu sei ele é tão dramático. — comentou para Shoyo. — oh hola. — disse acenando de onde estava.

Shoyo tomou um susto quando viu de quem era a voz, era de um candelabro que estava falando, e que abriu a porta da cela. Ele jogou o que tinha na mão no candelabro.

— Ahhhh. — grito Shoyo assustado.

— Você é muito forte para um baixinho. — falou se recuperando do que lhe acertou a cabeça. — é uma grande qualidade para você.

— O que é você? — perguntou Shoyo assustado.

— Sou Tetsuro Kuroo. — falou Kuroo se apresentando. — mais para você é só Kuroo. — falou piscando um olho.

— Você falou? — perguntou Shoyo muito confuso.

— Mas é claro que ele falou. — falou um relógio que estava subindo as escadas. — é só o que ele faz. — reclamou o relógio. — Kuroo como o encarregado geral eu ordeno que o coloque de volta na cela, agora. — falou o relógio para Kuroo.

Desesperado Shoyo foi procurar algo para se defender dentro da cela.

— O que quer ser no futuro Daichi? Um homem? Ou um relógio? — perguntou Kuroo para Daichi. — senhor. — falou para Shoyo o seguir. — confie em mim. — sussurro para Daichi.

Saindo da masmorra e entrando de volta para dentro do castelo.

— Perdoe-me pela primeira impressão, eu espero que não tenha se assustado. — falou Kuroo para aliviar a tensão do ambiente.

— Por que eu me assustaria? — perguntou para Kuroo. — só estou falando com um castiçal.

— Can.de.la.bro. — corrigiu Kuroo. — perdão mas tem uma enorme diferença. — falou Kuroo para Shoyo saber diferenciar. — Estou a sua disposição, o castelo é seu agora, pode ir para onde quiser.

— Exceto a ala oeste. — completou o Daichi. — é..nada..existe. — gaguejou ao completar.

— Por que? O que tem na oeste? — perguntou Shoyo para o Kuroo.

— Anm...nada, é...depósito..só..isso...é só isso. — responderam juntos Kuroo e Daichi.

— Vamos indo para a ala leste. — falou Daichi para mudar de assunto.

— Ou como chamamos a única ala. — completou Kuroo dando uma risadinha. — por aqui sir.

Ao abrir uma porta, Shoyo descobriu que dava para um quarto.

— Bem vindo ao seu novo lá, é modesto mas é confortável. — falou Kuroo adentrando o quarto.

Shoyo entrou no quarto e olhou ao redor.

— Que bonito. — falou Shoyo para ninguém em especial.

— Mais é claro que é, o mestre escolheu o melhor quarto do castelo. — falou Kuroo se jogando na cama empoeirada. — cof cof, poxa, a gente não recebe muita gente. — comentou para Shoyo.

— Cof cof.

— Salut sir, Kei Tsukishima, vou deixar esse lugar no melhor estado possível. — falou o espanador começando a limpar o quarto. — seu plano até que não é muito ruim. — sussurro para Kuroo.

— Vale a pena para eu poder te ter nos meus braços de novo Kei. — sussurrou Kuroo tentando abraçar o Tsukishima.

— Não, pode queima as minhas penas de novo idiota. — falou kei tentando se afastar para Kuroo não encostar nele.

— Como não? Eu quero te tocar de novo. — falou Kuroo pulando em cima do Tsukishima e o derrubando em cima da cama.

— Seu idiota…. — Tsukishima foi interrompido.

—Aham.

Os dois olharam para cima e notaram que estavam sendo observados e se separaram, Shoyo constrangido olhou para o outro lado, foi para uma penteadeira e observou o que tinha em cima.

— Tudo aqui está vivo? — perguntou Shoyo antes de pegar uma escova de cabelo. — olá qual o seu nome? — perguntou para a escova.

— Que idiota. — comentou Tsukishima.

— Hahahaha. — Kuroo começou a rir.

—Isso é uma escova. — falou Daichi como se fosse óbvio.

— Aaaaaaaa. — o guarda roupa começou a cantar, assustando Shoyo.

— Não tenha medo essa é seu guarda roupa. — falou Kuroo pulando da cama para o chão. — essa é Kiyoko Shimizu uma grande cantora. — apresentou Kuroo.

— Quando está acordada. — falou Daichi para o Kuroo.

— Oh, olá Daichi, uma grande cantora precisa do seu sono de beleza, uaaaaah. — falou a Shimizu quase voltando a dormir.

— Fique acordada madame, temos alguém para vestir. — falou Kuroo indicando Shoyo.

— Finalmente uma garota, possuir belos olhos caramelos, rosto rechonchudo, quase uma modelo, sim! Vou achar uma roupa digna de uma princesa. — falou Shimizu procurando uma roupa.

— An… eu não sou uma garota, eu sou um garoto e também não sou princesa ou principe. — falou Shoyo indignado por ser confundido.

— Aham, não discuta vou procurar mesmo assim uma roupa para você meu jovem rapaz, deixa eu ver o que tem nas gavetas. — falou abrindo uma gaveta que saiu transas voando. — oh, que vergonha, me desculpe. — disse pegando algumas roupas e colocando no Shoyo. — Toka venha me ajudar a vesti-lo lalalala..

— Au au au au. — latiu Toka — grrrrrrr. — quando puxou uma fita que apertou a cintura de Shoyo.

— Uouu, perfeitoooo. — cantou Shimizu quando terminou de vestir Shoyo.

— Sutil? discreto?… adorei, au revoir. — comentou Kuroo saindo do quarto.

— Mande lembranças a maestro. — falou Shimizu quando a porta ia se fechando, e voltou a dormir logo depois que a porta se fechou.

Se vendo sozinho Shoyo tirou todo o excesso de roupa e foi até a janela para ver se conseguiria escapar, mas estava numa torre bem alta, então teve a ideia de fazer uma corda com o excesso de roupa que tinha no chão.