O Sol e a Fera
11 Capítulo 11
Na hora do jantar, Shoyo comia enquanto lia um livro que Kageyama indicou, quando levantou a cabeça e olhou para cima se deparou-se com Kageyama comendo sem modos algum sobre a mesa, Shoyo ficou comparando ele com um cachorro grande.
— Hah… — Shoyo tentou segurar a risada quando Kageyama levantou a cabeça com o rosto todo melado.
Depois do jantar foram caminhar pela estufa de girassóis.
— O ar é azul intenso e gelado, e uma bainha congelada registrado, cada galho, cada graveto, cada área pastoral revestida miraculosamente… — falava Shoyo enquanto andava até que se viu com um buquê de girassol bem em sua frente. — ...cristal. — olhou interrogativo para Kageyama.
— São para você, soube que gostava de girassóis. — falou Kageyama desviando os olhos envergonhado com o que estava fazendo.
— Hã! Obrigado. — falou Shoyo dando um sorriso grande. — São lindos.
— Como seu sorriso. — sussurrou Kageyama para si mesmo.
— Hã!? Disse alguma coisa? Eu não ouvi. — perguntou Shoyo tentando saber direito o que ele disse.
Kageyama não respondeu a pergunta de Shoyo, continuou andando pela estufa até sair dela e ir em direção ao lago congelado que estava ali perto.
— Nós dois estamos vendo isso pela primeira vez. — comentou Kageyama olhando a paisagem do lago congelado. — e tem mais? — perguntou para Shoyo.
— Hã!? O que tem mais? — perguntou Shoyo em confusão.
— As citações, Tanjerin*. — explicou Kageyama como se fosse óbvio.
— Hã! Hahaha — exclamou Shoyo quando entendeu o que ele falou e riu constrangido deixando as suas bochechas rosadas.
— ( que adoravelmente fofo) — pensou Kageyama olhando para Shoyo.
— Mas naquele silêncio solene, escuta-se o sopro, do que está adormecido, olhe, olhe pra mim, venha acordar-me, pois estou aqui enfim. — citou Shoyo olhando para os olhos de Kageyama quando terminou.
Constrangidos desviaram seus olhos para a paisagem novamente.
No pátio do castelo estava Shoyo junto de Kageyama dando um passeio Quando avistaram Hey Hey perto dali, Kageyama tentou se aproximar do cavalo, mas o mesmo deu alguns passos para trás.
Então Shoyo resolveu ajudar se aproximou de Hey Hey.
— Shhh, está tudo bem Hey Hey, ele não vai machucar-lo. — Shoyo tentou acalmar Hey Hey que funcionou. — eu espero. — falou olhando para Kageyama, que deu de ombros.
Shoyo se aproximou com Hey Hey ao seu lado para perto de Kageyama, pegando na mão dele e estendeu em direção ao cavalo.
— Com calma, ele vai se aproximar quando perceber que pode confiar em você. — falou Shoyo parando na frente de Kageyama.
Depois de alguns segundos, Hey Hey se aproximou da mão estendida de Kageyama que fez um leve carinho nele, quando olhou em direção de onde estava Shoyo, viu que estava sorrindo para ele.
— ( seu nome faz mesmo jus a ele, com um sorriso capaz de descongelar até o lago mais congelado, e derreteria a geleira mais fria, é como olhar em direção ao próprio sol ) — pensou Kageyama olhando para o sorriso de Shoyo.
Dali em diante, Kageyama mudou seu modo de tratar, transformando-se em um homem totalmente mudado, mais por fora continuava sendo uma fera, mais por dentro, ele era como um cavaleiro.
— Ele foi bom e delicado; Mas era mau e era tão mal-educado. — cantou Shoyo indo em direção para uma árvore ali perto, ficou atrás dela. — Foi tão gentil e tão cortês. — espiou de trás da árvore. — Por que será que não notei nenhuma vez? — perguntou pra si mesmo, voltando a espiá-lo, juntou um punhado de neve na mão e depois jogou ela na cabeça de Kageyama. — hahaha. — riu antes de receber uma bola bem no nariz, começando assim uma guerra de bolas de neve.
Na sala de jantar.
— Eu reparei no seu olhar. — cantou Kageyama quando notou no jantar que Shoyo não tirava os olhos dele. — E não tremeu quando chegou a me tocar. — se levantou de seu lugar na mesa, foi na direção dele. — Não pode ser, que insensatez; Jamais alguém me olhou assim alguma vez. — sentou ao lado esquerdo de Shoyo.
Na biblioteca organizando os livros.
— Como ele está mudado; Claro que ele está longe de ser; Um príncipe encantado. — cantou Shoyo subindo as escadas da biblioteca e pegou alguns livros. — Mas algum encanto ele tem, eu posso ver. — entregou os livros que pegou para Kageyama.
— Mas vejam só. — cantou Kuroo olhando Shoyo e Kageyama se darem tão bem.
— Não posso crer. — cantou Sugawara não acreditando no que via.
— Nem eu também. — cantou Daichi concordando com Sugawara.
— Não pode ser. — continuou Sugawara ainda não acreditando.
— Como é que podem se entender assim tão bem? — perguntou Kuroo aos demais.
— Que coisa estranha! — comentou Sugawara para todos.
— O que será que pode haver? — perguntaram todos para si mesmo. — Estamos vendo alguma coisa acontecer.
— É, acho que estamos vendo alguma coisa acontecer. — afirmou Daichi para todos.
— O quê? — perguntou Nishinoya para todos.
— Estamos vendo alguma coisa acontecer. — cantou Sugawara olhando para o filho.
— E o que é, papai? — continuou perguntando Nishinoya.
— Shhh, lhe conto quando crescer. — falou Sugawara para o filho.
— Tá bom, eu já cresci. — falou Nishinoya tentando engrossar a voz ao falar.
— Hahahah, Nishinoya, hahaha, você é uma figura, hahaha. — riu Sugawara das presepadas de Nishinoya.
Algumas horas depois Shoyo foi andar pela estufa, bem no cantinho dela, ele encontrou Kageyama com um livro em seu colo.
— O que está lendo? — perguntou Shoyo se aproximando dele, que tomou um susto e tentou esconder o livro.
— Nada. — respondeu Kageyama olhando Shoyo passando pela sua frente.
— Guinevere lancelot. — Comentou Shoyo ao sentar ao lado dele.
— Hã!? Não, na verdade, o rei Arthur e a távola redonda. — falou Kageyama admitindo que estava lendo. — reis, espadas e outras coisas… — completou desviando os olhos para um girassol ali perto.
— Hahaha. — riu Shoyo baixinho. — Então, é um romance. — quando se recompôs comentou.
— Eu sei. — respondeu Kageyama envergonhado por ele saber.
— Eu nunca te agradeci por salvar a minha vida. — falou Shoyo olhando para baixo.
— Bom.. e eu… também não, por não te deixado você ser comido pelos lobos. — falou Kageyama tirando onda.
— Hahahaha. — riu Shoyo pelo que ele falou.
Kageyama escuta algumas vozes e se vira para a direção delas.
— Eles sabem se divertir. — Comentou Shoyo para o Kageyama como se não fosse nada.
— É, mas sempre que eu chego acaba a diversão. — falou Kageyama triste.
— Te entendo. — disse Shoyo para Kageyama que ficou confuso. — Na minha aldeia dizem que sou fascinante, na minha opinião isso não é um elogio. — explicou sorrindo.
— Que triste. — falou Kageyama olhando para Shoyo. — sua aldeia parece terrível. — completou indignado.
— Haha. — riu Shoyo sem graça. — tão solitária quanto o seu castelo. — disse olhando em volta.
— O que você acha da gente fugir? — perguntou Kageyama animado para Shoyo que ficou sem entender o que ele quis dizer.
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