Fomos em direção a biblioteca do castelo, adentrando a biblioteca Kageyama foi em direção de uma prateleira no final do corredor e pegou um livro dela.

— Outro presentinho da feiticeira. — falou Kageyama indo em direção de uma mesa que ficava no meio da biblioteca. — que permite que você consiga escapar. — disse enquanto abria o livro e tirava a poeira dele, depois colocando-o em cima da mesa.

— Que bonito. — exclamou Shoyo olhando o livro.

— O seu truque mais cruel. — falou Kageyama apontando para o livro. — outra maldição, o mundo exterior não está preparado para alguém como eu. — comentou triste. — mas está pra você. — disse apontando para Shoyo que ficou triste por pensar que as pessoas não poderiam entender ele.

Kageyama estendeu a mão para Shoyo poder segurá-la.

— Pense onde sempre desejou ir. — disse Kageyama colocando as mão nas páginas do livro. — agora encontrei-o na sua mente. — falou enquanto tirava sua mão de cima da de Shoyo. — e sinta no coração.

Eles viajaram para a França, no lugar em que Shoyo foi criado até seus 3 anos em um velho redemoinho numa fazenda, antes de se mudar para a aldeia.

— Onde nós trouxe? — perguntou Kageyama olhando em volta.

— Paris… — respondeu Shoyo observando o lugar em que um dia já foi seu lar.

— Ohh, eu adoro Paris. — exclamou Kageyama indo em direção a janela do cômodo. — o que você quer ver primeiro? Notre-Dame? Champs-Élysées? — perguntou olhando pela janela. — não! muito turístico. — falou franzindo as sobrancelhas.

— Aqui é muito menor do que eu me lembrava. — comentou Shoyo ainda olhando em volta, viu alguns desenho de quando ele era pequeno. — Eu me deparo com o passado; Quando essa história começou; Algum tempo neste sótão; Um artista achou o amor; Guardo na memória; Tudo que já fui. — cantou quando encontrou um girassol de brinquedo em cima da cama. — Só que a Paris da minha infância; Se foi. — se sentou em cima da cama e olhou para frente.

— O que houve com a sua mãe? — perguntou Kageyama na frente de Shoyo.

— Eu não tive uma, mas sim outro pai. — falou Shoyo para ele pode entender. — e é uma história que papai nunca parou para me contar. — respondeu a pergunta que ele tinha feito. — e achei melhor não perguntar. — disse olhando para o girassol.

Kageyama olhou para cima de uma cadeira e encontrou uma máscara.

— Uma máscara de médico. — falou Kageyama pegando a máscara.

Shoyo se levantou da cama e foi em direção de onde Kageyama estava.

— A peste. — falou Kageyama olhando nos olhos de Shoyo.

FLASHBACK ON

— Tem que ir, agora. — falou o médico para Bokuto.

— Rápido, pode contagiá-lo também. — falou Akaashi se referindo a Shoyo que estava observando de longe.

— Eu não seria capaz de te deixar. — falou Bokuto muito triste.

— Mas é necessário. — exclamou Akaashi quase sem forças para falar. — Cuide muito bem de nosso pequeno solzinho.

— Não... não... não faz isso comigo Akaashi, eu te amo. — falou Bokuto desesperado.

— Vá, e lembre-se que eu te amo Bokuto. — disse Akaashi antes de o médico dirá Bokuto a força de perto dele.

— Papai Bokuto, e o papai Akaashi? — perguntou Shoyo para o pai que o arrastava para longe do redemoinho e o colocava em cima de uma carroça.

— Ele não vai poder vir com a gente Hinata. — respondeu Bokuto ao filho, subindo logo depois e pegando as rédeas do cavalo.

— Mas vamos poder vê-lo de novo? — continuou perguntando Shoyo.

— Não...- respondeu Bokuto com enorme tristeza.

Shoyo olhou para trás vendo o redemoinho que era sua casa se afastando aos poucos.

FLASHBACK OFF

— Sinto muito chamar seu pai de ladrão. — falou Kageyama triste por perceber o que aconteceu no passado da família de Shoyo.

— Me leva embora. — sussurrou Shoyo triste para sair de lá o mais rápido possível.

Em outro lugar especificamente na aldeia.

— Que tempestade em. — exclamou Oikawa correndo pela chuva. — pelo menos não estão amarrados numa árvore cercados por lobos famintos. — falou lembrando de Bokuto. — ainda não é tarde demais para voltar e...

— Se você completar essa frase eu te arrasto para lá para ficar junto de seu ex sogro. — falou Iwaizumi mau humorado como sempre.

Entraram no bar para se refugiar da chuva.

— É que toda vez que fecho os olhos eu imagino Bokuto lá sozinho. — continuou falando Oikawa melancólico.

— Dá para calar a boca Lixokawa. — falou Iwaizumi tentando não perder a paciência de novo.

Quando disseram as escadas para o subsolo e levantaram as cabeças se depararam com Bokuto sentado numa mesa olhando para eles.

— Bokuto? — exclamou surpreso Iwaizumi olhando para ele.

— Oikawa, você tentou matar Bokuto. — perguntou o dono do bar.

— Bokuto, ainda bem, eu passei os últimos 5 dias te procurando. — falou Oikawa enquanto terminava de descer as escadas e indo em direção de Bokuto.

— Tentou me matar, me fez de comida para os lobos. — falou Bokuto com raiva se levantando da cadeira.

— Lobos? Uma coisa é falar dos seus delírios, outra é me acusar de tentar matar você. — falou Oikawa dando voltas em Bokuto.

— Bokuto, você tem alguma prova contra ele? — perguntou o padeiro.

— Tenho Hitoka, ela que me resgatou. — falou Bokuto indicando Hitoka que estava perto da lareira.

— Hahahaha. — começou a rir Oikawa. — Hitoka? Você embasa as suas acusações de um testemunho de uma mendiga. — continuou Oikawa debochando de Bokuto e indo em direção da própria. — sem ofensa Hitoka. — sussurrou se desculpando com ela.

Todos ficaram calados no bar olhando para Bokuto.

— Sir Iwaizumi, ele estava lá, ele viu tudo. — afirmou Bokuto indicando Iwaizumi.

— Que? — indagou Iwaizumi em dúvida por ele não lembrar de que foi ele que o desacordou e o amarrou na árvore.

— Sim, ele estava lá, se minha palavra não fale. — falou Oikawa indo em direção a Iwaizumi e ficando ao lado dele. — Iwai-chan, meu caro companheiro, diga que seu único amigo e mais leal, tentou matar o pai do único homem que já amou? — perguntou olhando nos olhos de Iwaizumi.

— É...é..é complicado dizer, ótima pergunta. — falou Iwaizumi desviando o olhar para Bokuto. — Mais não. — disse por fim. — ele não tentou. — completou.

— ( Ele não está completamente errado, já que foi o Iwai-chan que o colocou na árvore e não eu. ) — pensou Oikawa.

— Seu..- falou Bokuto indo em direção a Oikawa e tentou dar-lhe um tapa, mas foi segurado pelo próprio.

— Hã!? — exclamaram todos que estavam presentes no bar.

— Bokuto, que pena dizer isso mais você representa risco para si e para os outros. — falou Oikawa ainda segurando a mão de Bokuto. — não me admira o Chibi-chan ter fugido. — comentou deixando Bokuto indignado com o que disse. — você precisa de ajuda, onde possam ajudar a curar sua mente. — disse soltando a mão dele enquanto alguns homens se aproximavam deles. — Está tudo bem, muito bem. — sussurrou para só ele ouvir o deixando ainda mais perplexo.

— ( Que confusão eu fui me meter, e logo com o inútil do Bakawa. ) — pensou Iwaizumi colocando a mão na cabeça.