O Sol

14 Seção 2 - Capítulo 3


O aeroplano partiu às 15h30min. Depois de esperar meia hora dentro do aeroporto, eu embarquei e partimos . O vôo durou 3 dias. Graças a Deus, segundo o capitão, o vento estava a nosso favor, por isso fomos tão rápido. Desembarcando no aeroporto de Lighthalzen, fiquei maravilhada com a beleza a minha frente. Quantas construções maravilhosas! Mas depois disso, notei na favela a minha direita. Quanta pobreza! Como poderia uma cidade tão avançada e próspera ter tanto contraste? Passei as portas do aeroporto e olhei para a cidade. O ar tinha um cheiro bem diferente que o de Prontera e Geffen. Não era tão limpo e calmo quanto Geffen, nem agitado como Prontera, parecia um equilíbrio perfeito entre duas forças. Ok, estou sendo muito dramática ao descrever essa cena, mas foi algo que me marcou e me sinto na obrigação de contar. Andei até encontrar um Guia e perguntei por indicações de lugares pra comer, descansar e arranjar emprego. Existia um lugar que eu podia fazer todas essas coisas: o Hotel.

Vaguei até lá e fui direta com a primeira recepcionista que vi:

\"Quero um emprego.\" — Ela tinha uma beleza rara, cabelos vermelho-vivo (claramente pintados, pois eram quase rosa) olhos cor de mel, com um óculos quadrado e antigo emoldurando seu rosto.

\"Me desculpe senhorita, não sou funcionária do hotel, sou da corporação Kafra.\"

Ah, sim, uma Kafra!

Foi uma vergonha, queria enfiar minha cabeça num buraco, ou usar teleporte e ir pro outro canto da cidade, mas achei melhor agir como uma pessoa normal:

\"Ahh, me desculpe, você poderia me informar onde eu posso arranjar um emprego aqui?\"

\"Logo naquela porta senhorita.\"

Ah, sim, Kafras, eficientes onde quer que você esteja!