O Significado da Liberdade

4 Capítulo 4: As Lembranças de Cristine - Parte 2


Notas iniciais
Bem, já vou avisando que esse capítulo ficou até que meio comprido demais... Ah, é pra compensar o tempão que eu fico sem postar!!! ^^

(Cidade de Fortuna, rua [quase deserta] de Aparísio Torelly, dia 31 de outubro de 2003, aproximadamente 6:30 da tarde)

Cristine andava a passos apressados pela rua. Estava indo à casa de uma amiga, Isabelle Duppont. Precisava ampara-la, afinal o pai dela morrera há pouco tempo, de repente. Aquele homem misterioso que invadiu a sala há dois dias matara todos. Cristine até se achou com sorte por ainda estar viva.

Não havia ninguém andando pela rua, exceto ela. Nem mesmo carros passavam. As casas pareciam desertas, ninguém as habitava. Tudo estava muito silencioso. Sentiu-se como se estivesse dentro de um filme de suspense.

Repentinamente, de dentro do vão entre duas casas, um beco, saiu uma criatura enorme, feia, de pele roxa, com chifres e olhos vermelhos. Aquela coisa devia ter uns 3 metros de altura.

Cristine paralisou, não conseguiu nem gritar. Nunca tinha visto uma coisa como aquela!

-- O que foi, garota? – disse a criatura, com uma voz grossa, medonha, e até um tanto grotesca.

“E será que eu preciso responder?!” ela pensou. Não conseguia falar.

-- Whoa!! – Cristine olhou pro lado e viu um garoto, de uns 20 anos, do outro lado da rua, cabelos prateados, e vestes vermelhas. – Aí está você então, camarada! – ele pegou das costas uma espada. – Tinha se escondido no beco de novo? Tsc, tsc, tsc... Que falta de criatividade, assim eu sempre vou te achar!

-- Dante! – disse o monstro. – Pensei que você tinha desistido!

-- Eu? Desistir? Cara, eu sou um “Caçador de Demônios”. Por que eu desistiria de... caçar um demônio? Hehe... Então trate de deixar a moça aí em paz que...

-- VOCÊ!! – Cristine berrou. – Você foi lá e matou todos eles!

-- Quem? Eu? – Dante ficou surpreso.

-- Tu mesmo! – ela foi até ele e deu-lhe um tapa no rosto. – Devias estar preso!

-- Ei, ei, ei! Eu, preso? Calma, calma, você deve estar enganada, moça!

-- “Moça”?! Não finja que não sabe meu nome!

-- Fingir? Eu não sei mesmo! E calma lá, talvez eu não seja quem você pensa que eu sou! Meu nome é DANTE! D-A-N-T-E! Quer que eu soletre de novo?

-- Eu sei como se escreve “Dante”!

-- Tá, tá, tá! Discutimos isso depois, garota! – Dante foi correndo até o mostro, pegou dois revólveres e começou a atirar nele.

-- Se eu tivesse um telefone aqui perto de mim eu ligaria pra polícia AGORA! – assim que Cristine terminou de falar, o mostro caiu no chão, imóvel.

-- Como é que é...? – disse Dante, meio distraído, guardando a espada nas costas.

-- ...esquece... – ela disse, agora como os olhos arregalados.

-- Cuidado! – Dante foi correndo até ela e puxou-a. Depois só viram um demônio cair no chão e se desmanchar, virando areia. – Nossa... hahaha, que burrinho esse bichinho...

-- Me solta! – ela se desvencilhou dele.

-- Ai, tá, senhorita “irritadinha”!

-- Cala essa boca!

-- Bem, acho que já vou indo. Se me der licença, moça revoltada...

Cristine deu mais um tapa na cara dele.

-- Tá bom, vou considerar isso como “já vai tarde”... – disse Dante, logo recebeu mais um. — ...e isso como “cala a boca”...

-- Então trate de obedecer! – ela deu as costas e começou a andar.

Ele foi correndo pra frente de Cristine, parando virado pra ela, fazendo-a parar também. Então ela viu algo afiado, que parecia uma foice, atravessar o peito dele.

-- Dante!!! – ela exclamou.

-- Ah, mas que coisa... – ele disse, abaixando a cabeça. – Esses demônios não desistem nunca! – colocou a mão atrás de si e arrancou a foice do peito. Depois virou-se pro bicho e deu um tiro na sua testa com o revolver preto. – Quantos de vocês ainda tem por aqui?

-- Não é possível... Eu só posso estar sonhando... – Cristine se virou e levou um enorme dum susto ao se deparar com um outro bichinho feio. De repente tudo ficou escuro.

Abriu os olhos. Viu acima de si um céu negro e estrelado. “Que estranho... De repente não é mais dia... O que aconteceu?” Conseguiu se levantar, ficando sentada.

-- Ah, a Bela Adormecida acordou finalmente!

-- Dante! O que... – olhou ao redor. Estavam naquele mesmo beco de onde aquele demônio saíra antes. – O que aconteceu?

-- Você levou um susto por causa de um demônio e desmaiou. Aí eu te trouxe pra cá, acabei com todos os bichos e fiquei aqui esperando você acordar. Afinal, eu não podia simplesmente te deixar sozinha, e se aparecessem mais demônios?! E eu não sei onde você mora.

-- Mas e você, não tem casa?

-- Humpf. Não levo ninguém pra minha casa. Principalmente mulher. Ainda mais mulher estressada como você! – ele se desencostou da parede e sentou no chão ao lado dela. – Já basta minha casa ser bagunçada sozinha, imagina com uma mulher irritada quebrando tudo!

Cristine deixou escapar umas risadinhas, fazendo com que Dante se surpreendesse. “Achei que ela ia retrucar...” ele pensou.

-- Há, mas admita: aposto que tu terias ficado braba se eu te levasse pra minha casa. Ou seja, não reclame. Eu só fiz o que julguei mais conveniente...

-- Haha! Tudo bem. Reconheço que tu te encontravas numa situação difícil. Então por isso não te culpo, digo obrigada.

-- Ué, mas por quê?

-- Veja bem o que fez: me salvou 3 vezes e ainda depois teve a paciência de ficar me esperando acordar, ou seja, se preocupou comigo. Admiro isso muito num homem. Se é que posso o chamar de homem...

-- Tenho cara de mulher?

Cristine riu ainda mais dessa vez.

-- Você é divertido. Mas... – ela puxou o rosto de Dante, fazendo-o olha-la nos olhos, e com a mão direita puxou a franja dele pra trás. – Você não é o mesmo cara, né?

-- Se formos contar o fato de que eu nunca tinha te visto na minha vida e que eu não faço idéia do que estás falando, sim, eu não sou.

-- Ah, bom... Eu estava começando a desconfiar mesmo... Mas são tão...

-- Parecidos? Iguais?

-- Isso... E igualmente... – desistiu novamente, soltando a franja dele e virando o rosto, se desvencilhando daqueles olhos azuis e serenos.

-- ...igualmente... o quê? – Dante puxou o rosto de Cristine, fazendo com que ela voltasse a olha-lo, mas agora ainda mais perto.

-- Igualmente belo...

Dante fechou os olhos e encostou os próprios lábios nos dela, fazendo-a fechar os olhos também. Beijaram-se por alguns segundos, e quando pararam Dante disse:

-- Desculpe...

-- Tudo bem, aceite isso como apenas uma pequena parte de minha gratidão... – Cristine o beijou novamente.

-- Como é seu nome afinal, moça?

-- Cristine... Cristine Belmont. – ela respondeu, quase sussurrando.

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Dante soltou Cristine e se levantou.

-- Vamos, Cris. Vamos voltar para o hotel, que já está tarde.

-- Tá... – ela também se levantou. Parou de frente para ele e levantou sua franja.

-- Que foi, Cristine?! – ele tirou a mão dela da própria testa.

-- Ah, nada!! – ela riu. Depois os dois se deram as mãos e voltaram pro hotel.

Cristine entrou no quarto e fechou a porta atrás de si logo depois. Jogou a bolsa em cima da cama e foi para o banheiro tomar uma ducha.

Depois disso vestiu um pijama e se jogou na cama.

“Meu querido Dante... nunca mais quero me separar de ti...”

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Notas finais
Ouvindo Devils Never Cry enquanto passava pro PC aquela parte em que o Dante mata o primeiro bicho. ^^

E não se esqueçam dos reviews!!! Porque faz bem!! Espero que esteja bom... e se não estiver me avisem o que acham!!
Ubrigadaaa!!