O Significado da Liberdade

1 Capítulo 1: O Poder de Sparda


Notas iniciais
Bem, esse é só o primeiro capítulo, o Dante ainda nem aparace, mas no próximo sim!!
Quase nunca se via o Mestre daquela casa. Era ousadia abrir a porta de sua sala até mesmo para dar um aviso importante. Ele estava sempre ocupado, e quase nunca dava sinal de vida. Ninguém sabia o que ele fazia lá dentro.

“Será que devo?” pensou um dos servos, diante da porta do Mestre. Precisava dizer que ela já havia chegado. O Mestre estava à espera dela há horas, desde a manhã, sendo que já eram três horas da tarde era muito tempo de atraso para um encontro. Mas quem seria essa mulher, com quem o Mestre já vinha adiando o tal encontro há umas duas semanas? O servo, Khali Harakashi, estava ficando mais curioso a cada segundo que passava diante daquela porta. Na verdade tinha medo de pegar o Mestre em um mau momento e acabar se dando mal. Ou pior: acabar morto.

Algumas empregadas o aconselharam: “Chegue fazendo pouco barulho, pode deixar que eu levo um chazinho, um cafezinho, um suquinho, não levante a voz quando falar, não trema, não bata na porta, acalme-se e abra-a lentamente”. Mas todos aqueles conselhos só o deixavam mais nervoso. Dispensou levar qualquer bebida porque sabia que se levasse acabaria derramando por causa do treme-treme e seria pior. “Tenho que entrar duma vez! Quanto mais eu demorar pior vai ser”. Segurou a maçaneta, girou, abriu a porta lentamente, mal entrou e disse:

— Desculpe a insolência, Mestre, mas a senhorita Belmont já está aqui.

— Mande-a entrar. – disse o Mestre, com a voz fria, imerso nas sombras.

Khali fechou a porta e ficou paralisado de felicidade porque o Mestre não lhe infligira nenhum mal, nem mesmo um sermão. Será que o Mestre estava triste? Dizem que quando está assim fica calmo. Ou será que foi porque fez tudo direito? Ou será que foi sorte?

— Senhorita Belmont, pode entrar na sala do Mestre. – Khali seguiu em direção à escada enquanto a Srta. Belmont entrava na sala. Descendo a escada, Khali sentiu vontade de voltar e entrar na sala também. Tinha uma enorme curiosidade de ver o tal “Mestre” que todos temem, nunca viu o rosto dele, conhecia apenas sua voz.

— Atrasada como sempre, não é, Cristine? – Disse o Mestre.

— Prefiro que me chame de Srta. Belmont, se não se incomodar... VERGIL. – Cristine fechou a porta atrás de si e andou até uma mesinha onde largou sua bolsa. – Se fosse mais perto quem sabe eu chegasse mais cedo. De qualquer modo, o que quer de mim dessa vez?

— Bem... – Vergil se levantou da poltrona e andou lentamente até a janela. – Tenho pensado muito de uns tempos pra cá sobre o poder de Sparda. Eu poderia fazer mais uma tentativa para possuí-lo...

— Vergil. – Cristine o interrompeu. – Você sabe que é perigoso, não sabe? Não será como da última vez! Se você...

— Cristine. Não se preocupe. Eu não vou fazer isso. Dessa vez vai mesmo ser diferente. Eu não vou me arriscar como fiz antes. – Ele deu uma curta pausa — Sobre o que quero de você? Bem...

Quando Vergil começou a falar, um caminhão passou lá fora na frente da mansão e deu uma buzinada bem alta.

— O quê?

— Você me escutou, Cristine.

— Mas eu nem sei onde...

— Não faz mal. Quero que vá agora.

— Preciso de melhores explicações, Vergil. Você me deve essa. – Ela pegou sua bolsa e saiu da sala, batendo a porta.

Notas finais
Me digam se gostaram, se tá uma droga, review faz bem, seja crítica ou elogio!! O próximo capítulo vai aparecer aqui logo logo!!