O Semideus Solitário

15 O monstro ou as monstras?


Notas iniciais
Presente de Natal atrasado para vocês! Acho que esse é o maior capítulo da fanfic até agora.

Nico POV’s on

Por que eu tinha que encontrar a Alice? Queria parar o que estava fazendo e ir pedir desculpas para ela por causa das últimas duas semanas, não queria mas Hera disse que se eu não ficar longe de Alice, ela ira mata­‐la, coisa que eu não quero.

E o que diabos ela estava fazendo com Hestia? Já pensei na possibilidade de Hestia ser a mãe de Alice, ambas são muito parecidas fisicamente e pelo modo de agir. Acho que isso só confirma minha teoria.

Mas agora não é hora de pensar nisso! Se concentre nos monstros Nico !

Quero dizer , nas monstras.

Após umas pesquisas, tive certeza de que as alunas do nono ano e do oitavo ano. da minha escola que são suspeitas da policia pelo desaparecimento de alguns alunos são realmente as culpadas.

Eu realmente achei que seria dificil descobrir uma pista, uma prova, de que eram elas que sequestravam os alunos. Mas foi ate facil do que pensei, BEM mais facil na verdade.

Flash back on

A chuva molhava minha cabeça enquanto eu andava pelas ruas da cidade, procurando um jeito de acabar logo com minha missão.

Então as quarto meninas que eu quero matar (é menos errado do que parece) passaram por mim. Cada uma delas segurava uma parte de uma bolsa de lona grande o bastante pra caber alguém dentro.

Ok , nada de tão estranho ate ai.

Me senti um tanto decepcionado , elas podiam estar cobertas de sangue, rindo como psicopatas e gritando “Quem eu vou sequestrar agora? O caixa do supermercado ou a velinha do outro lado da rua ?” ou coisas do genero.

Mas a minha decepsão fez o mesmo que as pessoas deveriam faer nos filmes de terror ao ver o assassino : Sair correndo como se sua vida dependesse disso.

A sacola se mexeu como se tivesse alguém lá dentro tentando dar um chute em uma das meninas.

‐ Me tirem daqui!-­ A voz vinha de dentro da sacola e estava abafada pelo pano.

–Que tal não? – A mais alta disse entre os rissos.

–Assim que eu sair daqui eu vou...­‐ A voz foi interrompida quando a loira arrancou a sacola das outras com um puxão e bateu ela na parede.

­‐Assim está melhor. – Disse a loira.

Das 4 , 2 tinham o cabelo preto , uma loira e a outra , a mais alta, tinha o cabelo castanho escuro com uma mecha rosa, chamada Amelia. A mais velha, se chamava Rose era a loira, embora ela fosse a mais baixa do grupo. As duas de cabelo preto eram gemias idênticas e estavam no oitavo ano, uma delas na minha turma de historia, Lucia e Patrícia.

­‐ Vamos logo, ­‐disse uma das gemias­‐ estou com fome.

“Permissão para matar concedida” eu pensei, “Quero acabar logo com isso”. Segui elas por algumas quadras e quase as perdi de vista quando vi Alice.

Flash back off

Agora estou do lado de fora do apartamento delas. Talvez eu tenha que quebrar a porta para entrar. Me aproximei da porta e encostei um dedo nela de leve. A porta abriu com um leve rangido.

Revirei os olhos e bati a mão na testa. Que monstras mais burras! Nem pra trancar a porta! Deuses, elas agem como se não tivesse alguém tentando mata-las (aka eu).

Entrei no apartamento em silencio. As meninas não estavam na sala, a sacola estava jogada na bancada que separa a sala da cozinha. Havia um corredor que levava há quatro quartos, a luz de um deles estava acesa e vozes saiam dele.

A bolsa de lona começou a se mexer novamente. Fui ate ela e a abri, dentro dela havia um menino da minha idade com os pulsos e as pernas amarradas. Ele parecia assustado mas se acalmou quando cortei as amarras em suas e em seus pés.

Os cabelos deles eram da cor de areia e os olhos cinzas. Ele parecia um boneco, a pele muito clara e as feições do rosto eram delicadas, devia ser uns dois centímetros mais baixo do que eu e ter a minha idade .Ele usava calça jeans, botas pretas, uma blusa branca com mangas até os pulsos e um colete azul claro.

O menino estava sentado na bancada, ele se virou para observar a cozinha e eu fiz o mesmo. As paredes estavam manchadas de um liquido vermelho que deve ser sangue, havia carne em cima da pia e eu acho que não é de animais.

Ajudei o garoto a descer da bancada, ele tirou uma adaga da bota e foi na direção do sofá, pegou três almofadas e as colocou na bolsa, fechando-a em seguida, dando a impressão de que ele ainda estava lá dentro.

– Você vai ataca-las?- Ele disse quase sussurrando. Sua voz era doce e suave.

– Vou.- respondi também em voz baixa.

– Eu não. Elas pensam que ainda estou na sacola e vão vir aqui logo, você não tem muito tempo.

– Vou pegar o almoço!- Gritou uma das garotas.

As outras concordaram e uma delas começou a sair do quarto, puxei o garoto para dentro da cozinha, cobrindo a boca dele com a mão e nos abaixamos atrás do balcão, onde a monstra não poderia nos ver.

Ouvi o som de passos ficando mais próximo aos poucos. Com a mão livre aproximei o indicador dos lábios pedindo para o garoto fazer silencio, ele assentiu e eu soltei sua boca.

Quando ela chegou perto o bastante, contornei a bancada e agarrei a menina por trás,colocando a espada em seu pescoço, imediatamente ela se transformou em uma empousai e começou a gritar pelas outras.

A monstra era uma das gemias e sua irmã achegou antes das outras para salva-la. Cortei o pescoço da que estava em meus braços e ela se transformou em areia.

–Lucia!- Gritou a irmã da que matei enquanto ela se transformava em uma empousai.

Uma já foi agora são só mais 3, Patricia, Rose e Amelia.

Corri na direção de Patricia, teria partido a cabeça dela em duas se ela não tivesse segurado a espada com as mãos. Continuei empurrando e a lamina começou a cortar a ponta do nariz da monstra. Rose e Amelia entraram na sala e se metamorfosear.

Com o pé, atingi a barriga de Patricia e ela caiu no chão, as duas outras pularam encima de mim e me prenderam no chão. Rose sorriu e chegou o rosto bem perto do meu ombro.

– Você tem mais carne do que o outro. Parece que hoje teremos um banquete.- Rose disse com calma.

Senti os dentes de Rose e os de Amelia perfurarem minha pele, cada uma em um ombro. Gemi de dor e tentei me soltar mas elas me seguravam com força e foi totalmente inútil.

Rose foi atingida na cabeça por um prato e caiu inconsciente ao meu lado, Amelia parou de morder meu ombro para ver o que atingira a colega e encontrou Patricia em uma luta corpo a corpo com o menino loiro, Patricia sangrava por um corte na perna feito pelo menino.

Aproveitei que Amelia estava distraída e me soltei dela, empurrando seu corpo para longe do meu. Me levantei e ela também e começamos outra luta. As garras dela rasgavam minha roupa e minha pele.

Patricia foi atingida na barriga pelo menino. Ela segurava a barriga e gemia mas ainda atacava as pernas do loiro, que correu para longe dela, indo na direção da cozinha, mas a monstra se arrastava atras dele, determinada a mata-lo.

Acertei minha adversaria no braço e ela enfiou as garras no meu pescoço. Amelia me empurrou e cai no sofá, que virou com o impacto, ela estava pronta para me atacar quando parou e se transformou em areia. O loiro havia atingido a empusai com a adaga e a matado.

O loiro pegou meu braço e começou a me arrastar para fora do apartamento.

–Espera! Ainda tem mais duas!- Gritei tentando me soltar dele , mas o garoto era realmente forte.

– Você está doido? Se continuásemos lá seriamos mortos e ainda viraríamos jantar da que sobrar. Agora ,dá pra você andar mais rapido? Elas ainda podem vir atrás da gente.

Bufei e comecei a correr. Ele está certo, estamos seriamente feridos e não iríamos durar nem cinco minutos em uma luta contra duas empousai.

– Qual o seu nome?- Ele perguntou.

– Nico, e o seu?

– Andrew .

Corremos mais três quadras antes de para para descansar. Entramos em um beco e sentamos no chão.

Parecíamos dois mendigos. As roupas rasgadas e sujas de nosso próprio sangue, cansados e sujos. Andrew olhou para suas roupas e deu um sorriso de canto.

– Ótimo meu pai vai adorar me ver assim.- A voz dele estava carregada de sarcasmo.

– Você é um meio sangue?- Perguntei.

– Sou, filho de Atena. E você?

– Sou filho de Hades.

Andrew assentiu, se encolhendo , abraçando as pernas e afundando o rosto no joelho.

Olhei as horas no meu relógio, o vidro estava rachado formando um "y" branco, são cinco e meia da tarde.

– Se você quiser,- eu disse- você pode ir lá em casa e eu te empresto umas roupas.

– Obrigado, — Andrew disse sorrindo- mas seus pais não vão reclamar se você chegar em casa com as roupas todas sujas e rasgadas.

– Eu moro sozinho.

Nós nos levantamos e fomos para o meu apartamento. Jennifer não estava lá , sábado é o dia de folga dela.

Fizemos os curativos nos ferimentos e emprestei para Andrew uma blusa preta e uma calça jeans. Antes de Andrew voltar para casa conversamos um pouco e jogamos "Assassin's Creed 3" no meu PS3.

Descobri que Andrew estuda na mesma escola que eu e que ele , como a maioria dos semideuses só vai para o acampamento nas ferias.

– Você vai no baile da escola?- Andrew perguntou.

– Eu ia com uma amiga minha, mas não vou mais.

– Porque ?

– Os pais dela não gostam muito de mim- menti. O pai da Alice não gosta de mim mesmo, mas esse não é o motivo de eu não leva-la para o baile.

– Coitada, todas as meninas da escola estão animadas para o baile.

– Tem um baile todos os anos, elas não precisam ficar animadas.

– Mas não é todos os anos que algumas delas arranjam um parceiro. Conheço umas meninas bem tímidas que estudam lá á anos e que só conseguiram um par pro baile agora.

Me senti um pouco culpado. Alice não fala com ninguém na escola alem de mim, talvez ela estivesse animada por finalmente ter um par pro baile. Mas, se eu fosse com ela , estaria colocando ela em perigo.

– Eu não sei, — eu disse — talvez eu acabe indo.

– O baile é sexta da semana que vem, você ainda tem tempo para decidir.

Depois de uma hora Andrew foi embora e disse que devolveria minhas roupas na segunda.

Duas das quatro monstras estão mortas, se reconstruindo lentamente nas profundezas do Tártaro. Talvez eu dê um jeito nas outras duas antes de sexta e leve Alice para o baile.