Notas iniciais
Oi gente, aqui estou eu de novo, eu sei que estou devendo a fic do Harry Potter pra vocês, porém por mais que seja baseada em algo estou com um sério bloqueio, e como ando mais sombria criei esta fic sobre assassinatos e coisas do tipo! Espero que gostem e comentem por favor! Bjs.

Cuidado essa história são para os fortes de espírito! Você escolhe se vai adiante ou não, você acha que tem estômago forte?! Espere até começar a ler...

Eu me chamo Velcan, vou contar a vocês uma “história”. Essa história se passa no período entre 1431-1476 num ponto remoto da Romênia, para ser mais preciso na Transilvânia; esse período foi um dos mais sangrentos para os cidadãos da cidadezinha, onde todos viviam amedrontados. No ano 1431 nasceu um bebê chamado Henry de Valois, era um filho bastardo de um Conde com uma empregada, ele era nada menos que Filipe de Valois; ele teria ido até a cidade a negócios e acabou se instalando lá, casou-se com uma linda mulher Mirelle Van Tassel: ela tinha longos cabelos negros presos em uma trança com adereços em prata, o rosto era maravilhoso, com olhos azuis como o céu diurno, nariz fino e arrebitado, lábios nem muito cheios e nem muito finos e rosados como se tingidos por amoras, quanto a seu corpo era bem curvilíneo, tinha seios fartos e firmes, suas pernas bem torneadas e também fartas assim como seus glúteos. Era de uma família nobre porém, em decadência.

Eles se casaram em França, ficaram lá até conseguirem comprar sua mansão na e estabilizar a situação na Transilvânia, não ficaram três meses em França e foram para a casa, nesse tempo Mirelle havia engravidado, mas no oitavo mês ela ficou muito doente e perdeu seu bebê. Aquilo deixou o homem arrasado, e ficou no fundo do poço por algum tempo. A mulher tentava em vão engravidar novamente para dar um herdeiro ou herdeira a seu marido, mas parece que não conseguiria.

Alguns anos que já estavam lá, o Conde de Valois acabou tendo um caso com uma de suas empregadas, e nove meses depois nasceu um lindo menino, no dia em que nasceu sua esposa e ele tiveram uma discussão:

— Eu não quero esse bebê! Ele não é um Van Tassel! – Resmungou o homem em desgosto consigo mesmo.

— Por que não querido? – Devolveu sua mulher com os olhos assuados pelo marido dizer uma coisa assim.

— Ele é um pequeno bastardo, não merece ficar aqui.

— Oras claro que merece! Ele é seu filho, e por mais que seja com outra mulher eu irei amá-lo do mesmo modo! – Disse a moça com uma pontada de descontentamento com o companheiro.

— Como pode dizer que vai amar essa criatura?! Como poderia fazê-lo? Ele não é meu e muito menos seu filho, amaldiçôo o dia em que tive um caso com uma empregada! – Respondeu o Conde com certa alteração na voz.

A Condessa percebendo o tom de alteração na voz de seu homem andou até ele e o abraçou pelas costas descendo a mão de seus ombros pelos braços e respondeu para ele:

— Eu posso amá-lo, mas se você não consegue só pense que não posso ter filhos meu amor, ensine-o eu farei o mesmo e quem sabe ele seja um bom herdeiro para você – falou a mulher como quase um ronronar doce.

— Bom você tem razão. Vou tentar. Mas ele não terá seu sobrenome. Para todos darei a explicação de que foi em um momento de raiva e não o deixei carregar seu sobrenome. – Se acalmando, se virando para a mulher e lhe beijando a testa. A moça pensou em protestar, mas acabou assentindo. Henry de Valois, desde pequeno já era lindo, com olhos azuis e profundos, cabelos negros e pele branca, era amado pela mãe, mas já o pai não o considerava da família.

O garoto cresceu em meio à nobreza, aprendia tudo sobre etiqueta, sobre o mundo sempre queria conhecer mais, ele era incrivelmente brilhante, de uma inteligência sem tamanho, era o mais culto dentre os outros, inclusive os mais velhos, por mais que fosse o herdeiro, nunca foi tratado como tal pelo pai e alguns de seus influenciados. Apanhava quase que diariamente de seu pai, mesmo que por coisas pequenas como: pegar errado em um talher. Os anos foram se passando Henry adquiriu um conhecimento além da compreensão para as pessoas daquela época, já havia lido mais de 10.000 livros estudava nas melhores escolas e já estava em uma de Faculdade daquela época.

Quando estava para fazer 20 anos sua mãe adoeceu e faleceu muito rapidamente, ele que a amava demais ficou extremamente ruim, mas tratou de superar, pois sua mãe não gostaria de vê-lo assim e tinha de ajudar seu pai, pois entrou em uma depressão sem tamanho porque amava muito sua mulher, um ano depois Filipe de Valois veio a falecer também, Henry herdou tudo. Aproveitou isso para continuar os negócios da família e viajar para conhecer tudo o que podia sobre o mundo, passou muitos anos fora da Transilvânia deixando administradores cuidando de tudo para ele, mas sempre que podia queria checar se estava tudo bem lá. Henry virou um homem muito lindo, um homem no qual muitas mulheres cobiçavam, em sua plenitude dos 30 anos, ele era alto tinha 1,90m, olhos tão azuis quanto o céu no crepúsculo, o rosto de uma beleza aterradora, os lábios eram finos na parte superior e meio volumosos em sua parte inferior e rosados, o nariz não era nem muito grande nem muito pequeno o queixo uma covinha, peitorais musculosos, bem definidos, cabelos negros lisos que sempre penteava para trás, o rapaz se gabava de nunca se apaixonar por ninguém, um dia voltando à cidade natal em frente sua casa estava uma mulher colhendo algumas rosas, e cantarolando, ele foi falar com ela:

— Senhorita se afaste, por favor, esta é uma propriedade particular peço que se reti... — assim que chamou a atenção dela, a moça se virou — Henry estacou – aquela mulher era linda diferente de todas que ele já tinha visto: estava com um vestido azul com alguns fios prateados ao longo dele era até os pés com um corpete branco com detalhes também em prata, ela tinha um leve bronzeado na pele, os olhos verde esmeralda, cabelos louros acastanhados, lábios volumosos, tinha o corpo bem pequeno, mas bem definido, com seios em tamanho médio e firmes, descendo tinha uma barriga enxuta com uma cintura fina de fazer inveja em muitas moças daquele tempo, os quadris em perfeita proporção com o resto, Henry só teve um pensamento “Eu preciso desta mulher”. Chegou perto dela e sentiu um perfume de violetas e com muito esforço disse:

— Senhorita esta em uma propriedade particular! – Falou gentilmente.

— Oh! Desculpe, sempre que saio colhendo flores me distraio, e ainda mais quando canto, sairei imediatamente! – respondeu com um sorriso gentil nos lábios.

Henry quis se redimir imediatamente, pois também gostava de flores e era um amante nato de música clássica, percebendo sua arrogância convidou a moça:

— Desculpe minha arrogância, linda moça, gostaria de entrar e talvez ouvir um pouco de música, que pelo que pude perceber você gosta bastante. – Henry como encantador que era disse com uma voz aveludada.

— Não deveria aceitar, mas já que é para acompanhá-lo na música eu aceito. – Devolveu com um sorriso bem simpático.

— Me acompanhe, por favor. – Deu o braço para a moça – A propósito! Qual o seu nome?

— Vivienne! Vivienne Anjou. E o seu? – Quis saber.

— Henry de Valois! – Disse nem tão orgulhoso de seu sobrenome. A moça arregalou os olhos para ele e gaguejou.

— N-nossa o senhor é Henry Valois. Me desculpe por entrar em sua propriedade. – O homem riu bem simpático e lhe devolveu.

— Não necessita dessas formalidades eu não sou como meu pai que adorava sair se gabando de seu título e sobrenome. Pode apenas me chamar de Henry! – A mulher assentiu e foram adentrando na mansão do moço. Era extremamente linda e bem arrumada, a sala de entrada era grande, com sofás negros, cortinas e tapetes brancos, na parede uma tapeçaria com o bordado de uma vila com seus camponeses, o piso todo de madeira sem nenhuma imperfeição, com uma cera perfeitamente passada. Vivienne pensou consigo o quanto seria legal afastar todos os móveis e escorregar só de meias, já que era tão liso, e uma lareira que parecia ser bem aconchegante no inverno. Ele a guiou até uma porta onde entraram em uma sala que ela julgou ser de visitas tinha uma mesa feita da árvore de cerejeira, como Lady Anjou sabia disso? Era uma grande conhecedora de plantas, tinha poltronas bem confortáveis, Henry a ofereceu uma delas para se sentar e educadamente aceitou, se afastou dela para buscar uns discos e a vitrola, e aproveitou que um de seus criados estava passando e pediu que preparassem um chá para dois. Se virou para a moça e comentou que só tinha discos de música clássica, ela balançou a cabeça negativamente e disse que não havia problema algum pois amava música clássica. Colocou o primeiro disco para tocar e se sentou ao lado da menina e questionou:

— Qual sua idade Lady Vivienne? – Quis saber.

— Tenho 20. – disse com a cabeça baixa.

— Por que esta tristeza ao anunciar sua idade?

— Nada de mais... É só que eu já passei da idade de casar e isso deixa meus pais desapontados. – Murmurou meneando a cabeça.

— Eu acho essa regra uma bobagem! Todos os lugares para quais viajei tem essa maldita regra que mulheres têm de se casar aos 15 ou 16. As pessoas com seus cérebros de minhoca. A moça riu, e Henry achou aquela risada espontânea e linda e gostou muito. Mas questionou:

— Por que está rindo?

— Nunca tinha ouvido a expressão ‘cérebro de minhoca’! – Disse se segurando para não rir mais.

— Ah! Eu a ouvi em algum dos lugares que fui. Também achei graça quando a ouvi. – Murmurou num tom divertido, ele percebeu que ela aparentava ser uma pessoa muito legal e divertida, enquanto se perdia em seus pensamentos Vivienne começou a cantar, voltou a si e ficou admirando-a, ela tinha a voz perfeita soava como um perfeito cristal, a voz era calma como a de um rio preguiçoso, como a mais leve brisa de um dia de verão, poderia ficar ali o dia todo a ouvindo cantar. Assim que ela percebeu que ele fitava-a parou de cantar imediatamente, corou e olhou para baixo, falou baixinho:

— Sinto muito. Eu não deveria... Mas é que é uma paixão tão grande, ás vezes não resisto e acabo cantando. Eu sei que minha voz não é das mais bonitas.

— Engano seu minha cara, sua voz é muito linda, já teve aulas de canto?

— Não senhor, nunca. Desde que me lembro sempre cantei assim, mas á um tempo que não canto, meus pais acham um dom ridículo que não serve de nada. Desculpe-me, estou falando mais do que devo. Acho melhor eu ir embora. – Se apressando a levantar, fazendo uma leve reverencia com a cabeça para Henry.

— Não, por favor. Não acho que esteja falando demais, ás vezes pode ser apenas um leve desabafo daquilo que não agüentamos guardar dentro de nós. – Rebateu meneando a cabeça.

— Não deveria, mas gostei muito de sua companhia, vou ficar até o chá, pois isso também seria grosseiro de minha parte ir embora quando o senhor pediu a seu criado que preparasse um chá para dois.

— E por falar no chá ai vem ele! – Henry apontou para o serviçal colocar na mesa de centro que estava perto das poltronas, durante o café eles conversaram sobre assuntos diversos, riram e o rapaz percebeu o quanto ela era divertida e imaginou o porquê ninguém se casara com ela. Bem ele queria que aquele chá durasse para sempre, pois não se cansaria de conversar ou olhar para ela, mas era hora da despedida:

— Bem, adeus, Conde! Foi um grande prazer conhecê-lo. – Falou Lady Anjou com um sorriso.

— Não creio que seja um adeus! Posso vê-la novamente? – Ronronou com uma voz suave como algodão.

— Não deveríamos! – Respondeu surpresa com o convite, pois gostara dele também.

— Por que não? Se for pelo fato de ser uma moça solteira e tem medo de que as pessoas a achem que não é direita não precisamos nos encontrar onde possa ter olhares curiosos, poderíamos nos encontrar nos fins de tardes e perto no Bosque onde tem uma clareira maravilhosa com um pequeno lago no meio, o que me diz?

— Bom eu não deveria, mas aceito! – Raios o que ela estava pensando sair com uma pessoa que acabara de conhecer no final da tarde e entrar em um bosque. Mas havia algo de encantador em Henry e ela não sabia dizer o que, eram seus olhos azuis hipnotizadores, seu gosto por flores e por música clássica.

— Bem até amanhã então senhorita!

— Até amanhã!

Henry foi pra cama aquela noite pensando o que havia acontecido com ele, não era do tipo que se interessava por uma garota a primeira vez que a via e muito menos de convidá-la para entrar em sua casa ouvir musica e tomar chá.

Notas finais
Bom espero que tenham gostado!