O Segredo do Bastardo
2 Algo a mais
Notas iniciais
Capítulo II
Na manhã seguinte Vivienne levantou, se arrumou colocando um vestido violeta que ia até os pés, ele se ajustava perfeitamente em seu corpo, seus pais a chamaram para o café da manhã, desceu as escadas correndo e se sentou junto a eles, com olhares curiosos os pais quiseram saber:
– Onde esteve na tarde de ontem? – Quis saber o pai.
– Ah, estava colhendo flores por ai, o senhor mesmo sabe meu querido pai que eu amo flores. – Disse a garota, tentando não transparecer o rubor no rosto e se incriminando de ter ficado a tarde toda com o Conde de Valois.
– Oh querida você sabe que ficamos preocupados quando sai sem dar notícia. – Meneou a mãe com um tom calmo e gentil.
– Sim mamãe, eu sei. A propósito posso sair aos entardeceres?
– Ora menina por que você está pedindo isso? – Perguntou o pai desconfiado.
– Eu sei de um lugar lindo por aqui onde tem algumas espécies de plantas novas e queria estudá-las, mas é temporário no máximo duas semanas, juro! – Sim duas semanas e diria isso a Henry, não se arriscaria tanto.
– Bom só por duas semanas! E só poderá ficar fora por algumas horas estamos entendidos? – Respondeu o pai querendo ser durão com sua filha amada.
– Sim entendi!
– Bom vamos terminar nosso café da manhã! – Disse num tom bem alegre a mãe da moça.
Terminando o café Vivienne foi ler um bom livro, ouvir suas músicas e esperar até o entardecer daquele dia. Já na casa de Henry, estava tudo correndo bem, ele acordara se vestiu com uma calça preta, botas e uma camiseta branca larga, tomou seu café, mas havia algo errado ele não tirara a linda moça que conhecera no dia anterior e ansiava pelo encontro dos dois no bosque. Henry diferente de Vivienne tinha afazeres como: checar se estava tudo bem nos negócios, verificar se estava tudo de acordo com todos os seus empregados e visitar a vila, por mais que ele fosse um Conde, se importava com as necessidades das outras pessoas, ainda mais porque seu pai sempre o odiou.
Chegou o esperado momento; o entardecer! Os dois se encontraram no lugar combinado, na parte dos fundos da casa do novo Conde de Valois, e foram até o bosque onde tinha a clareira, no caminho eles conversaram, ela cantou algumas músicas e trocaram brincadeiras inocentes. O rapaz só conseguia pensar em uma coisa, estava se apaixonando lentamente por ela, e a moça ingênua como era também estava se apaixonando por ele.
Os dois chegaram à clareira e sentaram-se em baixo de uma árvore, ela era tão grande que formou um arco sobre o pequeno lago. Os dois ficaram ali conversando, cantaram algumas músicas juntos, ele deu a ela um rosa vermelha, era a rosa mais vermelha que ela já havia visto, era de uma cor intensa como sangue, a garota aceitou e colocou no cabelo, assim passaram algumas horas juntos até que ela se deu conta de que tinha de voltar para a casa. Levantou-se apressada e falando:
– Eu preciso ir embora! Já esta ficando tarde. – Lembrando do que seu pai tinha lhe dito.
– Está bem Milady! Acompanharei até a saída do bosque! – Disse gentilmente.
– A propósito só poderemos nos encontrar por duas semanas, foi o prazo que meu pai me deu, mas acalme-se ele não sabe que é para me encontrar com você, porém acha que eu quero catalogar novas espécies de plantas. – Henry ergueu uma das sobrancelhas, lhe deu um meio sorriso e retrucou.
– Então estamos em encontro proibidos! – Vivienne lhe deu um tapa no ombro e rindo resmungou de volta
– Pare de me olhar assim! – e foi se virando para ir embora, quando Henry a segurou e a beijou. A moça ficou espantada, com os olhos arregalados, logo relaxou e os fechou, era o primeiro beijo que ela recebia, não sabia nada e o rapaz pelo que ela julgou sabia muito bem do assunto, ela só conseguia pensar em como era doce, apaixonado e intenso o beijo dele, se derreteu nos braços dele, ele com uma das mãos a segurando pela cintura e a outra em seus cabelos, pelo que ela deu graças a Deus porque não saberia se conseguiria andar depois disso. Ele finalmente e soltou, a garota estava ofegante, e notou que havia um brilho apaixonado nos olhos de seu ‘amigo’. Corou e finalmente encontrou a voz para dizer:
– Por que fez isso? – murmurou baixinho ainda corada.
– Oras, porque você é linda e não consigo pensar em outra coisa que não você. – Respondeu com os olhos brilhando.
– Bem eu também... Oh céus olhe à hora é muito tarde tenho de ir! Até amanhã. – Dito isso foi às pressas para a casa deixando Henry para trás.
A moça chegou em casa e seus pais estavam na sala tomando um chá. Assim que entrou seus pais se viraram e perguntaram a causa de sua demora. A menina toda envergonhada disse que perdeu a noção do tempo enquanto observava as novas espécies de plantas. Ela não sabia se seus pais iriam acreditar, mas na hora foi a melhor desculpa que conseguiu inventar. Seus pais assentiram e a deixaram subir tomar seu banho, e ir dormir.
POV Vivienne
Não consigo para de pensar em Henry. Por que raios ele me beijou?! O que pensará de mim achará que sou uma qualquer que se atira nos braços do primeiro que aparece. Especialmente pelo fato que sou uma mulher com vinte anos, que não se casou ainda, por que acha que casamento tem de ser feito por amor e não apenas para garantir títulos.
Amanhã me desculparei pelo comportamento e seremos bons amigos. O único problema é que agora não paro de pensar nele e em seu beijo carinhoso, será que gosta de mim? Não seja tola por que alguém como ele olharia para uma nobre em decadência. O pior estou me apaixonando por ele. O rapaz ama música e sabe cantar muito bem, é amante das plantas assim como eu, e tem uma paixão que não consigo decifrar. Ai Meu Deus...
POV Henry
Bem depois que Vivienne me deixou para trás não me restou escolha se não voltar para casa. Céus por que eu a beijei, onde eu estava com a cabeça, ela achará que sou um galinha sedutor barato. Eu não sou assim – ta ok. Talvez um pouco – mas aqueles foram apenas casos sem compromisso nenhum, só encontros casuais. Quero que ela saiba que é especial, de alguma maneira ela me laçou completamente, só consigo pensar nela. O que diria se eu a pedisse me casamento?! Acho melhor não, pelo menos não agora. Esperarei as duas semanas, se eu resistir até lá.
Será que ela aceitaria alguém como eu? Sou um bastardo, não sou puro como ela é, e seus pais me deixariam casar com ela? Quero muito que ela me aceite. Espero que não tenha tirado conclusões erradas sobre mim e de meu comportamento hoje, não resisti tive de beijá-la, tão linda no crepúsculo, só consigo pensar nela, Vivienne é muito diferente das outras mulheres, embora outras fossem inteligentes, nunca chegaram ao nível da moça, ela é curiosa sempre deseja saber mais sobre todos os assuntos, ama música e tudo o que a de belo na arte, e é uma adoradora da natureza, isso me fascinou nela. Quero muito vê-la amanha novamente. Por hora tratarei de dormir, ou não acordarei para meus afazeres.
POV Narrador
Na manhã seguinte os dois tinham coisas a se fazer. Passaram o dia bem ocupados, umas tarefas daqui outras ali. Logo chegou a tão esperada hora para os dois. A mulher estava decidida a se desculpar por seu comportamento. Se encontraram e foram para a linda clareira, chegando lá sentaram-se abaixo da mesma árvore do dia anterior, a garota virou-se e começou:
– Henry, me desculpe mesmo pelo comportamento de ontem, não deveria ter deixado aquilo, — olhou para sua boca – acontecer. O homem com seu olhar divertido respondeu:
– Não se desculpe por nada Senhorita! Se alguém lhe deve desculpas sou eu. – Ela ia abrir a boca em protesto quando Henry a capturou em outro beijo desta vez mais rápido. – Porém, não me desculparei eu fiz porque simplesmente gosto de você;
Dito isso nenhum dos dois falou algo sobre o assunto novamente, e começaram a conversar, cantar e observar algumas coisas que haviam ali. Henry a ensinou várias coisas sobre o pouco que se conhecia sobre história contou algumas lendas, e até mencionou o Príncipe Vlad que estava sob regência naquele período. Chegou à hora de se despedirem, nenhum dos dois queria fazer isso, adoravam passar o tempo juntos, um ensinando ao outro as canções, histórias e muitas outras coisas. Seria uma amizade ou estaria se tornando algo a mais... Henry pediu permissão para enviar cartas a moça, Vivienne concordou sob uma condição, que poderia mandar cartas a ele também. Ela sabia que isso não se fazia naquela época, mas as favas ninguém saberia mesmo. Estavam os dois ansiosos para o próximo dia, Henry estava preparando uma surpresa para a moça.
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