Notas iniciais
DEMOREI, MAS CHEGUEI!! ⌒.⌒ '

O vento aterrador continua a girar absurdamente rápido pelo meu corpo.

Sinto como se estivesse sendo levada pelo ar a uma velocidade muito alta.

E isso se mantem por pequenos segundos. Até que sinto todo o vento cessar, embora ainda sentisse uma certa tontura, e sinto um chão úmido e terroso.

Abro meus olhos e vejo algumas luzes que brilham e se apagam rapidamente, um lago com águas claras, e uma escuridão intensa, excetuando-se pelos vagalumes que brilham, alguns peixes cintilantes e certas ervas fluorescentes. Uma imagem linda.

Um coelho branco espiona-me com seus olhos estranhamente azuis e inocentes. Remexe seu focinho, fazendo com que os bigodes se balancem, contudo, seus olhos ainda se penetram intensamente nos meus.

A água, coberta de peixes cintilantes, permanece serena e reflete o brilho dos vagalumes como um espelho gigante.

Sequer uma ondulação...

O coelho corre e some na escuridão, e Ricky começa a falar:

– Nem sempre um local sombrio é horrendo minha cara Lisa... Às vezes tais lugares são incrivelmente belos, basta saber olhar. — Diz ele, seus olhos seguem um dos vagalumes.

– Local sombrio? Estamos na floresta?

– Exato. — Responde, o silêncio reina novamente.

Estava começando a me perguntar porque raios essas ervas brilham, quando ele começa a dizer algo.

– Quer ouvir uma história? — Pergunta ele ainda olhando para os vagalumes.

– Claro! — Exclamo, e começo a encarar seus olhos insanos, que viraram-se em minha direção.

"Existiu, não há muito tempo, uma menina...

Ela tinha os olhos azuis e brilhantes.

Vivia numa cidadezinha rodeada por uma floresta amaldiçoada por uma sina.

Seus cabelos eram de um negro intenso, e sua face, indefinível.

Um dia ela conheceu um garoto, de cabelos castanhos bem claros e maçãs no rosto.

Seus olhos eram negros como a floresta em que morava.

Eles fizeram amizade, uma amizade incrível.

E nesse dia, uma mulher imponente os separou.

Ela possuía os olhos dourados e usava um longo vestido escarlate.

A menina esperou.

No dia seguinte, a menina correu pela floresta em busca do casebre coberto de fuligem.

Ao achá-la ela viu algo... Algo que sequer um dia esperaria.

Ela viu o menino começar a se transformar. Numa 'sombra', como dizem.

A menina correu e correu.

E arquejava, e corria. E num momento inesperado, ela sentiu seu corpo a abandonar por completo, pois ela caiu ofegante e cansada.

E por lá mesmo ela estremeceu, quando o menino, agora de cabelos e olhos negros, ajuda a ofereceu.

Ela da floresta se foi, e num instante, a amizade pereceu.

Nunca mais se viram a menina e o menino. E a negritude o invadiu a cada dia mais, como uma mancha negra de tinta em um retalho de tecido branco... Se divergindo lentamente. Ele foi condenado a conviver a ser uma alma negra, um ser vivente e ausente, como todas as sombras de seres vivos são... Vivas, porém sem controle de si, controladas por alguém, como marionetes." — Ele dá uma pequena pausa e continua lentamente. — Sabe o que acontece quando alguém morre Lisa?

– Não... — Gaguejo um pouco.

– Após a morte de alguém, ela é condenada a viver como uma sombra... Uma alma sem corpo presente, que é controlada por alguém.

Fico perplexa, enquanto o silêncio pondera na escuridão. Esperamos o tempo passar, olhando para os vagalumes. Ficamos alguns minutos somente olhando o brilho.

Após algum tempo, ele me leva para casa, e eu deito em minha cama. Esperando o dia de amanhã.

Notas finais
Reviews são aceitos!!