O Segredo das Sombras
10 Negritude II
Notas iniciais
DEMOREI, MAS CHEGUEI!! ⌒.⌒ '
O vento aterrador continua a girar absurdamente rápido pelo meu corpo.
Sinto como se estivesse sendo levada pelo ar a uma velocidade muito alta.E isso se mantem por pequenos segundos. Até que sinto todo o vento cessar, embora ainda sentisse uma certa tontura, e sinto um chão úmido e terroso.Abro meus olhos e vejo algumas luzes que brilham e se apagam rapidamente, um lago com águas claras, e uma escuridão intensa, excetuando-se pelos vagalumes que brilham, alguns peixes cintilantes e certas ervas fluorescentes. Uma imagem linda.Um coelho branco espiona-me com seus olhos estranhamente azuis e inocentes. Remexe seu focinho, fazendo com que os bigodes se balancem, contudo, seus olhos ainda se penetram intensamente nos meus.A água, coberta de peixes cintilantes, permanece serena e reflete o brilho dos vagalumes como um espelho gigante.Sequer uma ondulação...O coelho corre e some na escuridão, e Ricky começa a falar:– Nem sempre um local sombrio é horrendo minha cara Lisa... Às vezes tais lugares são incrivelmente belos, basta saber olhar. — Diz ele, seus olhos seguem um dos vagalumes.– Local sombrio? Estamos na floresta? – Exato. — Responde, o silêncio reina novamente.Estava começando a me perguntar porque raios essas ervas brilham, quando ele começa a dizer algo. – Quer ouvir uma história? — Pergunta ele ainda olhando para os vagalumes.– Claro! — Exclamo, e começo a encarar seus olhos insanos, que viraram-se em minha direção."Existiu, não há muito tempo, uma menina... Ela tinha os olhos azuis e brilhantes.Vivia numa cidadezinha rodeada por uma floresta amaldiçoada por uma sina. Seus cabelos eram de um negro intenso, e sua face, indefinível.Um dia ela conheceu um garoto, de cabelos castanhos bem claros e maçãs no rosto.Seus olhos eram negros como a floresta em que morava.Eles fizeram amizade, uma amizade incrível.E nesse dia, uma mulher imponente os separou.Ela possuía os olhos dourados e usava um longo vestido escarlate.A menina esperou.No dia seguinte, a menina correu pela floresta em busca do casebre coberto de fuligem.Ao achá-la ela viu algo... Algo que sequer um dia esperaria.Ela viu o menino começar a se transformar. Numa 'sombra', como dizem.A menina correu e correu.E arquejava, e corria. E num momento inesperado, ela sentiu seu corpo a abandonar por completo, pois ela caiu ofegante e cansada.E por lá mesmo ela estremeceu, quando o menino, agora de cabelos e olhos negros, ajuda a ofereceu.Ela da floresta se foi, e num instante, a amizade pereceu.Nunca mais se viram a menina e o menino. E a negritude o invadiu a cada dia mais, como uma mancha negra de tinta em um retalho de tecido branco... Se divergindo lentamente. Ele foi condenado a conviver a ser uma alma negra, um ser vivente e ausente, como todas as sombras de seres vivos são... Vivas, porém sem controle de si, controladas por alguém, como marionetes." — Ele dá uma pequena pausa e continua lentamente. — Sabe o que acontece quando alguém morre Lisa?– Não... — Gaguejo um pouco.– Após a morte de alguém, ela é condenada a viver como uma sombra... Uma alma sem corpo presente, que é controlada por alguém.Fico perplexa, enquanto o silêncio pondera na escuridão. Esperamos o tempo passar, olhando para os vagalumes. Ficamos alguns minutos somente olhando o brilho.Após algum tempo, ele me leva para casa, e eu deito em minha cama. Esperando o dia de amanhã.
Notas finais
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