O Segredo das Sombras
11 A dama celeste e a menina rubra .: Especial: First of the year Skrillex .:
Notas iniciais
Hey! Tenho um pedido... Gostaria que vocês ouvissem a música: First of the year - Skrillex enquanto leem a fic. Façam esse favor ok? Boa leitura!
LINK: http://youtube.com/watch?v=2cXDgFwE13g
Acordo na minha cama. Tudo parece normal, mas... Eu sinto algo de estranho. Um silêncio estranho.
Nem mesmo os pássaros cantam como de costume. Não ouço papai arar a terra na horta. Não ouço o som do ranger das madeiras quando mamãe anda pela casa... Nada. Nenhum som. Ouço somente o sangue percorrer por dentro da minha cabeça, a minha respiração pesada e o som das cobertas na cama quando me movo.O silêncio me incomoda, o silêncio perturba meus nervos. Quando tudo ao meu redor fica em silêncio, parece que... Sei lá, parece que algo está me observando sabe? Como se algo espreitasse à medida que minha respiração flui.Solto um longo suspiro e tomo coragem. Me levanto, percebo que estou usando um longo vestido vermelho com detalhes de renda. "Mas eu não estava de pijamas?" Pergunto a mim mesma, mas logo ignoro meus pensamentos. Carregada de medo, ando em direção ao banheiro. Meu corpo dá espasmos cada vez que dou um passo, e quando chego de frente ao espelho, dou um passo em falso para trás e caio sentada.– N-N-Não p-pode ser... — Gaguejo. "Aquilo que vi no espelho não pode ser real... Certo? As pessoas não mudam assim, do nada." Penso.Me levanto com os olhos fechados, abro-os lentamente. Toco meu rosto com a ponta dos dedos para ver se aquilo é real... Meus olhos, antes azuis, estão escarlates, como uma rosa vermelha. E minha pele, parece mais pálida do que nunca, como porcelana. Minha boca está em vermelho vivo. Pareço uma das minhas bonecas.Examino a minha nova face por longos segundos, tentando me acostumar a ela, ou... Não sei.Então algo me puxa para baixo, grito o mais alto que posso, fecho meus olhos, e fico com medo de abri-los novamente. Estou sentada em um chão de madeira.– Abra os olhos, querida. — Diz uma voz feminina, perturbadoramente majestosa. Sua voz parece calma, doce, mas ao mesmo tempo, é estranha, é rouca, é... assustador!Balanço a cabeça negativamente. E ouço passos se aproximarem.– Ora vamos! Não sou tão medonha assim! Ou sou? — Me levanto e abro meus olhos forçadamente. Vejo que estou agora na sala de estar. A mulher que fala comigo, tem os olhos dourados e um nariz grande e imponente, sua pele parece macia e ela usa um longo vestido azul-celeste, ela está a um passo de distância. A descrição de sua face me parece familiar, mas resolvo deixar de lado. Quando penso em responder, ela me agarra pelos braços e me joga para algumas sombras, que esperavam vorazmente por uma presa no canto da sala, elas começaram a me devorar, devagar, me levando para a morte...Acordo e me sento ereta na cama. Tudo não passou de um sonho... O alívio percorre meu corpo como uma corrente elétrica.A primeira coisa que faço é correr em direção ao espelho mais próximo para ver meu reflexo... Está intacto. Meus olhos azuis.A pele corada.A boca levemente rosada.O pijama esverdeado de bolinhas brancas.Tudo de volta ao normal. Deixo um suspiro aliviado correr por meus lábios. Vou para o corredor e examino o relógio forçadamente por conta do escuro. São duas e quarenta e seis da matina.Decido escrever no diário...–----------------------------------------------"Quarta-feira, 22 de agosto de 1934/ 02:48hHoje eu tive um pesadelo estranho... Eu sonhei que eu tinha mudado, e que uma mulher estranha me jogou para as sombras, que me devoraram. Ainda bem que foi só um sonh..."Um barulho me atrapalhou... Um som de algo se quebrando, e vinha do andar de baixo.Deixo minha caneta e o diário na cabeceira, apago a vela e sigo meu caminho para as escadas. Novamente o silêncio perdura.E isso não pode ser um bom sinal...
Notas finais
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