Notas iniciais
oi povo!
bem, eu n postei semana passada pq o Nyah deu um erro, e a unica vez q consegui posta o texto fiko todo juntinho =S
intaum tive q esperar pra postar =S
semana retrasada eu tava sem criatividade nenhuma... e qse n postei na retrasada pelo mesmo motivo... e isso aconteceu pq as coisas cmg e c a minha mae n andam mto boas =S
bem, o q me deu criatividade (um poko, pq o capt n fiko tao bom qnto eu esperava)foi uma das minhas escritoras favoritas, pq a otra... asuahsuhauhsuhashau'
bem, agr uma novidade desse capt: eu coloquei uma mini-retrospectiva, pra vcs lembrarem do q aconteceu no capt anterior xD
todos os capts daki pra frente vao ter isso...
bem, agr...
Enjoy!

No capítulo anterior de O Segredo da meia-noite...

Todo o destino do mundo definido em uma face de moeda... Após a vitória de Vit, e o teste com a máquina que controla o tempo, o pai dela resolve ajudar e abre o jogo.

- Minha filha... Você venceu todos os desafios que lhe foram impostos até agora... Mas ainda não pode comemorar a vitória. Um último desafio será travado hoje... E ele vai ser decisivo para sua vida: se perder, você será morta. Por isso que você terá que agir com frieza, inteligência e acima de tudo com amor. Este será nosso último encontro antes de sua morte... Eu só podia guiá-la até este ponto... E infelizmente chegamos nele... – revelou sua mãe, com lágrimas nos olhos.

Vittoria acordou com uma tristeza profunda. Mas não tinha tempo para chorar... Devia planejar a invasão ao covil do Sr. Oliveira.

São Paulo, 13:26

07 de junho

Vittoria olhou para André e para seu pai, em busca de alguma resposta que fizesse sentido; em busca de um plano que funcionasse para entrar finalmente no covil secreto do Sr. Oliveira.

- Há um plano... Porém é arriscado demais! – disse o pai dela.

- Temos que tentar... Melhor que nada! – retrucou.

- Pode ser... Mas não vou revelar... Ainda não aconteceu nada muito sério para precisarmos chegar ao ponto de cometer um crime para conseguirmos nossos objetivos.

- Você é quem sabe. Mas a cada segundo que você perde sem nos dizer, vidas serão perdidas e teremos menos chance de vencer essa batalha.

Ele ficou pensativo alguns instantes. Depois de muito hesitar, falou, derrotado:

- Tudo bem, eu falo. Meu plano é arriscado, por isso eu não queria dizer. Precisamos de uma distração lá, para dar cobertura às pessoas que procurarão e destruirão a máquina.

- Tem mais, não tem? – interrogou Vittoria, já sabendo qual resposta receberia.

- Não posso esconder nada de você, não é mesmo? – perguntou, mais uma vez com ar de vencido. – Eu acho que teremos uma distração... Você.

- Eu? – disse, desprevenida.

- Você. Usaria seu poder para manter a atenção deles o máximo de tempo possível em você, enquanto nós dois vamos acabar com isso de uma vez por todas.

- Mas... Qual é a parte arriscada? – perguntou, ingenuamente.

- Eles podem e vão tentar... Eliminar as ameaças. E você é uma delas, pois comprometerá a segurança do local... E também porque já estão tentando te matar, e você lá, chamando a atenção, seria um prato cheio...

- Mas eu tenho que tentar! O destino do mundo está em nossas mãos!

- Eu não posso arriscar perder você! – assumiu, colocando o rosto dela entre as mãos dele. – Eu acabei de recomeçar a ter contato com você, e já vou te perder?! Não! Não posso, e não quero!

Ela olhou para ele. Tentou desesperadamente encontrar uma saída para tudo aquilo, encontrar um meio de não se arriscar... Mas tinha um jeito.

- E se...

- E se o quê? Fale! – exclamou, desesperado atrás de uma alternativa melhor que a primeira.

- Não sei, mas acho que podemos improvisar lá...

- Improviso?! Não posso me sujeitar a um improviso!

- Mas... Eu posso entrar lá, e o Daniel pode distraí-los... E todos nós vamos para o desafio final!

- Talvez dê certo...

- Tem que dar! – exclamou ela também, entrando no clima da imploração. Ela olhou para ele. Não estavam nem um pouco confiantes, mas tinham que acreditar na sorte. Ela olhou para ele, e depois para André. De repente, teve forças.

O ar calmo que pairava sobre a cidade estava prestes a mudar, todas as palavras em seu sentido literal.

O homem ligou a máquina mais uma vez, preparando-a para criar uma tempestade que arrasaria a cidade toda... Em poucos segundos, uma corrente de vento começou a se formar sobre a cidade. Em alguns minutos, o vento chegou a ser incontrolável... O barulho dele era audível em qualquer edifício com mais de cinco andares, inclusive naquele.

Algumas janelas começaram a cair nas ruas, arrancadas pela força da ventania. Ele tinha certeza de que em algumas horas, notícias de andaimes caídos que feriram muitas pessoas não seriam incomuns.

O Sr. Oliveira olhou para o céu, e observou as nuvens grandes e pesadas se mexendo lentamente, dando, aos poucos, espaço para nuvens maiores e mais negras, vindas do sul.

- Vai ser uma tempestade e tanto... – murmurou, a ponto de não se controlar de tanta excitação.

Vit olhou para a janela que tremia sob o vento impiedoso.

- Você quer mais um motivo para invadir lá, pai? – perguntou ela, debochada. Ele simplesmente a olhou, e voltou a fazer o que estava fazendo.

Ela, então, pegou seu telefone celular e ligou novamente para Daniel.

- Vamos?

- Não. Com todo esse vento, devemos esperar mais algumas horas.

- Horas? O tempo está se fechando. Olhe para o céu: uma tempestade está se formando. Quanto mais tempo esperarmos, pior será.

Ele ficou hesitante algum tempo, e então concordou:

- Vamos, então. Daqui quinze minutos eu vou passar para buscá-la. Esteja pronta, e me esperando na portaria de seu condomínio.

- Você mesmo disse que está ventando muito. Vai estragar meu cabelo!

- Espere lá perto, então. Quando estiver chegando, te ligo.

- Combinado.

Daniel desligou o celular, e ela ficou um tempo imóvel, até resolver começar a se arrumar.

- Atenção, pessoal! Daqui quinze minutos, ele vai passar para me buscar. Se arrumem, e tentem sair em meia hora. Vamos ficar com nosso primeiro plano. – disse Vittoria. O Sr. Oliveira escutou atentamente, com um sorriso se formando nos lábios. Ele desligou a escuta que fora implantada na casa daquela garotinha irritante. Mas, infelizmente para ele, não escutou a parte mais importante daquela conversa.

- O plano de você ser a distração? – perguntou o pai dela, aflito.

- Não! O plano em que eu vou fingir ser a distração, quando na realidade vai ser o Daniel. Vou destruir a máquina com vocês, e usar meus poderes para isso.

- Ok. – concordaram, em uníssono.

Vittoria desceu, arrumada dramaticamente para a situação: um vestido longo negro, com luvas na mesma cor que iam até acima do cotovelo. Pegou seus sapatos de salto pretos, e, para finalizar, maquiagem bem clara, contrastando com as roupas escuras.

Daniel mandou uma mensagem, avisando que estava na porta do condomínio. Ela, que estava dentro de um edifício, saiu, e foi ao encontro dele, que estava observando-a debochadamente.

- Está parecendo uma gótica – riu Daniel, assim que a viu.

- Preciso ficar arrumada para salvar o mundo – disse, ironicamente.

- Quando você for salvar o mundo, ele não vai ligar se você estiver usando um trapo, pelada ou mais bonita que a miss universo. Também como um cadáver, no seu caso – zombou.

- Besta – falou, revirando os olhos.

- Ei! Foi apenas uma brincadeira.

- Muito bonita, não é? Agora vamos logo. Não podemos perder tempo, se não vamos ficar presos no trânsito – na realidade, ela queria é escapar de um possível encontro que ela e Daniel teriam com o seu pai e André.

- Vamos. Entre no carro – disse, como se realmente fosse preciso falar.

Ela sentou-se no banco do passageiro, pôs o cinto e ligou o rádio numa estação que tocava um rock pesado.

- Quem te deu permissão? – perguntou ele, brincalhão. Foi a gota d’água.

- Escute aqui! – gritou Vittoria, com raiva. – Você mentiu para mim, me enganou, fingiu me amar, quis me matar, ajudou seu pai a matar minha mãe e minha melhor amiga, além do velho que apenas me ensinava a usar meus poderes, o que ele mesmo pediu. Não pense que eu pedi sua ajuda e vou no seu carro, com as suas regras, pois eu te amo ou o quero. Você teve sua chance, e a estragou. Simplesmente desperdiçou o que construiu me iludindo. Agora, você vai parar de fazer essas brincadeiras estúpidas, vai dirigir até aquele covil e vai distrair seu pai e toda a possível equipe de segurança, enquanto eu acabo com isso de uma vez por todas. Eu fui clara?

- Como água.

- Ótimo. Agora dirija.

Ele ficou o restante da viagem em silêncio, com medo de receber alguma possível patada. Ela aproveitou o silêncio dele e desligou o rádio, pronta para se concentrar ao que estava prestes a fazer. A verdade é que tinha medo, um medo profundo do que poderia acontecer a ela, a seu namorado e a seu pai.

Fez o sinal da cruz e pediu mentalmente a ajuda de sua mãe.

Ele estava amedrontado. Nada assim acontecera, em toda sua vida e em toda a história da Câmara Municipal de São Paulo, pelo menos é o que ele achava. O prefeito estava numa reunião com seus secretários, e abriu todo o jogo esperando uma solução.

- Eu recebi esta carta – disse, indicando o papel que passava de mão em mão entre os secretários. – E, como alguns de vocês já puderam ler, é uma ameaça. Se não entregar o poder imediatamente – ele fez uma pausa – nossa cidade poderá sofrer as consequências. — Ele calou-se, e olhou nos olhos de cada um deles, tentando fazê-los entender a gravidade da situação.

"E é por isso, que eu convoquei vocês aqui. Ele ameaçou de uma tempestade que não seria marcada pelos meteorologistas, e isso está acontecendo agora". Ele apontou para o céu negro lá fora. "Agora, temos que pensar no que faremos. Quero realizar uma espécie de conselho secreto, onde cada um votará numa opção: entregar o poder ou nos manter firmes e tentar combater essa ameaça. Qualquer que seja a opção escolhida, continuaremos agindo normalmente, e ninguém notará que isso aconteceu".

Ele esperou que a carta fosse lida por todos os seus secretários que ele mesmo escolhera no início do mandato. Quando o último deles leu, ele recolheu- a e disse, dramaticamente:

- Que se inicie o Conselho. – Indicou com a mão o primeiro da fila, que se decidia entre as opções.

- Bem... Diante de crise que nossa cidade enfrenta, prefiro criar uma terceira opção: nós entregaremos o poder, mas tentaremos descobrir e enfrentar a ameaça sem que ele perceba.

- Essa terceira opção vai ser aceita, então – concordou o prefeito.

- Bem, já que há outra opção, votarei nela – disse o segundo secretário, decidido.

- Voto na terceira opção – disse outro, e outro, e mais outro. No final do Conselho, a decisão foi unânime: terceira opção seria a tomada pela Câmara Municipal.

- Bem, então, vou escrever uma carta para este endereço.

- Espere um instante... Se há um endereço, por que você não manda a polícia para lá?

- Pois esse endereço é o da sede das Empresas Vônum. E não acredito que um milionário esteja interessado em governar politicamente uma cidade que já tem sua influência financeira muito marcada. Se ele resolvesse retirar todo seu dinheiro daqui, e levar para o Rio de Janeiro, por exemplo, São Paulo não seria mais o coração financeiro do Brasil.

- Então deve ser algum funcionário. – sugeriu um.

- Um funcionário no alto escalão. Não acho que algum pobre vá querer se meter na administração da cidade.

- Por que não?

- Pobres não tem verba o suficiente para fazer o que os governos mais ricos do mundo tentam fazer durante anos, por isso presumo que seja alguém rico.

- Mas todo esse seu discurso foi um desvio do assunto principal. Mesmo que seja qualquer um lá dentro, nós poderíamos invadir lá facilmente, com um mandado judicial, e procurar quem está causando todo esse... – Ele fez uma pausa, procurando a palavra certa. — Desconforto.

- Talvez. Vamos esperar mais algum tempo, para termos mais provas disso.

- Apoiado.

O prefeito pegou um papel e uma caneta e começou a escrever a resposta:

Caro Mestre,

Concordo em seguir suas ordens, desde que o Senhor poupe minha cidade. Estou pronto para receber suas ordens...

Atenciosamente,

O prefeito de São Paulo.

- Claro. – Respondeu o perfeito, passando a carta para a fila novamente. Assim que terminaram de ler, ele envelopou-a e deixou-a pronta para ir ao correio. Ele olhou para a fila, e terminou de discursar: — Terminamos a primeira reunião do Conselho Secreto. Assim que recebermos a primeira ordem, vamos ter nossa segunda reunião. Aos que moram perto daqui, podem voltar às suas casas. Quem mora longe ou tem que pegar alguma rua movimentada, liguem para suas casas, pois a tempestade não os deixará voltar assim tão cedo.

O grupo rapidamente se dispersou, e o prefeito fechou seu gabinete, se dirigindo a seu quarto.

O senhor Oliveira foi para a sala de vigilância de seu covil secreto, e disse aos seguranças:

- Em breve enfrentaremos uma ameaça: meus filhos, uma garota e o pai dela invadirão aqui. Quero que matem todos, menos o Daniel e a garota. O Daniel ainda pode me ser útil, e eu quero matá-la pessoalmente, à meia-noite, e terminar o que comecei... Todos me entenderam?

- Sim... – murmuraram, e voltaram às suas tarefas.

Vittoria e Daniel pararam na frente de um prédio antigo, próximo ao centro.

- É aqui – anunciou ele, sem cerimônia alguma.

Ela pegou o celular e mandou uma mensagem para André assim que viu o nome da rua e o número do prédio.

- Para quem você está mandando uma mensagem? – intrometeu-se ele.

- Para meu namorado – pronunciou, com bastante ênfase. – Ele queria saber quando eu chegasse, para me desejar sorte. – Neste instante, seu celular vibrou, aparecendo uma mensagem dele.

Estamos indo.

- Não disse? Ele acabou de dizer que me ama e me desejar sorte. – deu um sorriso amarelo para ele.

- Então já podemos entrar.

- Claro – respondeu ela. Um frio na barriga percorreu-a. Ela não queria entrar ali nem morta, muito menos acompanhada por ele.

Notas finais
voltei!!
e ai, gostaram? deixem reviews e recomendaçoes, pq isso n machuca e me da criatividade xD
espero vcs no proximo capt, q sera postado normalmente esta semana!
Próximo capítulo...
"O covil"