O Segredo da Meia-noite
17 O covil
Notas iniciais
ok, eu ia posta semana passada, + ai resolveram pintar a casa e fiquei sem pc =S
+ vou ganhar um computador, ai vou escrever durante a semana tb
\O
bem, a fic ta acabando, e em breve vou postar outra, que vai se chamar The lake. e pra escrever, preciso que vcs me ajudem, respondendo a seguinte pergunta: "Se você tivesse poderes, quais seriam e pra que você os usaria?"
todas as respostas não estupidas entrarao como personagens de The lake
atençao! nada de copiar a resposta dos outros, viu! shaushaushauhsuahhsuahsuahsuahu
agr, sem mais, enjoy!
No capítulo anterior de O Segredo da meia-noite...
- Há um plano... Porém é arriscado demais! – disse o pai de Vittoria. — Meu plano é arriscado, por isso eu não queria dizer. Precisamos de uma distração lá, para dar cobertura às pessoas que procurarão e destruirão a máquina. Eu acho que teremos uma distração... Você.
Após o início de uma ventania turbulenta, o prefeito foi forçado a assinar uma carta de rendição, onde ele deveria entregar a cidade de São Paulo ao Mestre.
Vittoria e Daniel estavam prestes à invadir o covil, e o pai dela e André vinham logo atrás.
São Paulo, 16:49
07 de junho
André e o pai de Vit entraram no carro, prontos para seguirem em direção ao covil. Agora que já tinham a localização, estavam prestes à acabar com tudo isso de uma vez por todas, pelo menos assim esperavam.
- Acha que todos nós vamos sobreviver?
- Gostaria poder dizer sim. Mas infelizmente, creio que nem todos vamos.
***
Daniel abriu uma porta lateral do covil, onde ele e Jessica Dielo se enfiaram, para começar a vasculhar todo o prédio.
Vittoria não queria entrar lá... Mas Jessica não poria tudo a perder por causa dela. Precisava acabar com tudo aquilo o quanto antes.
- Vamos nos separar — disse Daniel.
- Quem disse que vamos?
- Eu.
- E quem disse que você que dá as ordens aqui?
Ele ficou mudo.
- O que quer fazer, então?
- Nos separar.
- Mas eu disse a mesma coisa...
- Mas quando você diz eu não aceito — disse deixando-o para trás. Jess entrou na primeira porta que viu, a fim de mostrar que não se importava nem um pouco com ele, o que era de fato verdade.
Ela se viu num corredor longo, que se estendia até uma antecâmara circular, iluminada por tochas presas nas paredes e com um tapete velho que cobria todo chão.
Jessica rumou para lá, acreditando estar na direção certa. O censo dela raramente falhava a esse ponto. Quando chegou lá, se deparou com uma pesadíssima porta de carvalho.
Dramático, pensou, com outras coisas na cabeça. Preparou-se para que quando entrasse fizesse seu melhor. E com certeza faria.
Ela chutou a porta, que se escancarou com um pouco de dificuldade. Antes mesmo de registrar o que via, ela criou nuvens negras dentro da sala, formando uma bizarra chuva em ambiente fechado. Quando os raios começavam à faiscar nelas, Jessica processou repentinamente o que via, e as nuvenzinhas negras se dissolveram na mesma velocidade que se formaram.
- Estava ansioso pela sua visita, Vittoria. Ou devo dizer... Jessica? — disse o Sr. Oliveira, sorrindo maliciosamente.
André e o pai de Vit chegaram no endereço que Vittoria lhes passou, e estacionaram o carro ali perto.
Após uma rápida checada em como era o prédio, eles viram que havia uma porta lateral, que por sorte estava aberta. Eles entraram e André mandou uma mensagem para o celular de Vittoria: Chegamos.
- O que está fazendo? — perguntou o pai dela, aflito.
- Dizendo à Vittoria que chegamos.
- Ah, bom. Pensei que estava ligando para a polícia.
- E para que ligaria?
- Também não sei. Esqueça tudo isso, e vamos procurá-la.
- Ou esperar que ela responda a mensagem com a localização dela — completou.
- Também pode ser. Mesmo assim, vamos procurando-a. Não podemos perder tempo esperando nada.
- Vamos — concordou.
Eles andaram pelo corredor lateral até onde ele acabava. Então, entraram numa das portas, que os conduziu à uma escadaria de pedra negra. Subiram-na, até chegarem ao último andar do prédio. A sala que ficava lá ocupava todo o andar, pois sem dúvida alguma era a mais importante: a sala onde ficava a máquina.
Ela era grande, com vários computadores em um canto, onde alguns cientistas trabalhavam, provavelmente controlando-a. Mais adiante, havia uma estante com alguns livros, todos com assuntos climáticos, como direção de correntes marítimas e de massas de ar, índices de pluviosidade, temperaturas médias, características das estações do ano, entre outros assuntos.
O centro era preenchido por uma enorme estrutura de metal, com cabos e tubos espalhados por toda lateral, ligando diferentes partes à outras. Além disso, havia um enorme buraco no teto, bem acima dela, como o Óculo do Panteão romano; no entanto, esse era coberto por uma janela de vidro. A ponta da máquina apontava para ela, possivelmente onde ela controlava o tempo, e agora fazia enormes nuvens de chuva por sobre a cidade.
Um pouco mais distante, havia uma mesa, possivelmente onde o Sr. Oliveira costumava ficar.
Nem os cientistas tampouco os dois guardas avistaram os dois, que estavam agachados na escada, num ponto onde eles não poderiam ser vistos.
- Vamos sair daqui — disse o pai de Vittoria, descendo novamente as escadas.
- Vamos — concordou André.
Neste instante, muita coisa aconteceu. André começou a descê-las, seguindo atrás do homem. O segundo degrau onde ele pisou rangeu, provavelmente era uma espécie de aviso para que quando alguém se aproximasse, já que a escada era toda de pedra. Um guarda se aproximou, e gritou para o outro que havia um invasor ali. O outro surgiu, um tiro passou próximo à eles — não era para matar, era um alerta -, os cientistas pararam de trabalhar e fecharam seus programas. Finalmente, o primeiro guarda disse:
- Não se mexam, ou vou atirar.
Eles ficaram imóveis, esperando que o segundo guarda os algemasse e os conduzisse pela escada. Passaram por um grande número de corredores, salas e portas, até chegarem a um pequeno quartinho escuro, com algumas cadeiras. Eles foram amarrados nelas por cordas, onde seus pés estavam unidos aos pés da cadeira, de modo que não poderiam se levantar. As algemas foram também amarradas, impedindo que eles tentassem fugir, desamarrando seus pés. Depois, o guarda trancou a porta e saiu, deixando-os livres para conversar em particular, pelo menos assim esperavam.
- E agora, como vamos sair daqui? — desesperou-se André, pensando em Vittoria, que estava por aí, procurando por eles, e que talvez nunca teria sucesso.
- Eu não sei — respondeu, fechando os olhos e inclinando a cabeça.
- E não vai pensar numa saída?
- Não. — disse, arrogante.
- Que ótimo. Como se não bastasse, não tenho sua ajuda.
- Eu não disse que não vou ajudar; disse que não vou pensar em nada.
André suspirou esperando que algo desse certo pelo menos uma vez. Mas ele não tinha ideia de que aquilo era apenas o começo.
***
Vittoria tinha plena consciência de tudo que aconteceu. Desde quando Jessica entrou no covil, até quando o Sr. Oliveira surpreendeu-a; ela vira tudo. Mas como ele sabia de Jessica? Depois desse susto, Vittoria voltou ao controle do corpo que somente a ela pertencia.
- Não conheço nenhuma Jessica. — disse Vittoria, firme.
- Tem certeza? Tem certeza que não é a Jessica aí? Ou você, Vittoria? Ainda não conhece sua outra personalidade? Ou estão blefando?
- Sou eu, Vittoria. Não tenho outra personalidade e muito menos blefando. Não preciso disso.
- Tem certeza?
- Absoluta. — ela estava meio impressionada ainda, mas tentou se manter firme e forte.
- Não é o que diz seu brilho no olhar...
Vittoria ficou em silêncio. Nunca pensou que a bipolaridade poderia desenvolver mudanças físicas também, e talvez de fato não poderia. Talvez fosse algo maior do que apenas aquele Segredo...
- Cansou-se de mentir, ou vai continuar rejeitando que há uma Jessica?
- Há... — disse ela com a voz fraca.
- Não disse? Sabe, o segredo do sucesso é você sempre saber o que vai acontecer, antes mesmo que aconteça. Por isso eu estou muito bem informado sobre você, Vittoria.
- Você não disse que eu era a Jessica?
- A Jessica tem um brilho no olhar, que eu sei identificá-lo, Vittoria. Vocês são diferentes até mesmo nisso... E eu vou lhe contar uma história, mais uma coisa sobre sua vida: você acha que se me vencer tudo estará acabado? Pois não. Haverá muita coisa a ser feita, Vittoria. Há uma profecia... A Profecia. Isso, é apenas uma infelicidade que aconteceu com você. Mas há uma... Deixe-me ver se a lembro de cor... Ah, sim! Aquele que for o Segredo e aquele que for a Fênix estão destinados a se unir, para enfim se separar.
- A Fênix? Há outra?
- Sim, claro! A Fênix... Você está destinada a encontrá-la. Ela vai salvar sua vida, e você vai salvar a vida dela... E, enfim, tudo estará acabado finalmente. Mas creio que você não vá viver para ser salva, ou salvar alguém. O Segredo da meia-noite morre aqui.
- E se eu te vencer?
- Se você me vencer, com muita ênfase no se, você poderá ir para Londres e procurá-la.
- Quem?
- Isso não te interessa. Já falei demais, até.
- Mas como eu não vou te vencer, eu posso ter o luxo de saber toda a Profecia, não? — disse ela, entrando no jogo dele. Neste instante, ela tinha certeza que sua outra personalidade estava orgulhosíssima dela.
- Tem razão... Eu não sei quem é, mas sei que é uma garota, mais ou menos da sua idade. Mora num bairro chique, chamado Notting Hill. É um bairro elitista, saiba. O nome eu não sei, mas sei que ela vem de uma família belga, como a sua. Vocês tem um parente em comum... Por isso que é ela, e não outra.
- Não sabe de mais nada?
- Não. Se não me falha a memória, o sobrenome é alguma coisa com "ebe"... Nebe, Swebe, Djebe... Não lembro. Depois vejo no meu caderno, e vou até lá matá-la.
Vittoria ficou em silêncio, tentando decorar tudo o que ele dissera. Assim que saísse dali, iria procurar essa tal garota. De repente, seu celular tocou. Ela foi ver o que era: uma mensagem de André. Ela ficou feliz, mas tentou parecer indiferente.
- O que é?
- Mensagem da operadora. Preciso pôr crédito — mentiu.
- Espero que seja isso mesmo, e não seu namorado que acabou de chegar e foi preso... — disse ele, olhando para seu celular.
Ela ficou decepcionada. Agora teria que salvá-los... Isso se conseguisse sobreviver à ele.
- Bom, agora, vamos ao que interessa, não é? Prepare-se para ser morta.
- André?
- O quê?
- Tente desamarrar esta corda que está prendendo as algemas uma na outra.
- Já tentei. Ele apertou demais, e nessa posição fica péssimo para desamarrar.
- Então tente colocar nossas cadeiras lado à lado.
Ele tentou, mas com os pés amarrados, ficou difícil, e ele acabou caindo próximo aos pés do pai de Vit.
- Excelente! — disse, inclinando os pés da cadeira para passar os braços por baixo, pondo-os para frente. Então, ele começou a desamarrar a corda que fazia seus pés ficarem presos. Quando finalmente conseguiu, lenvantou da cadeira, tentou colocar André numa posição mais confortável e fez o mesmo com os pés dele.
- Agora estamos livres.
- Mas estamos literalmente de mãos atadas
- Vamos tentar desamarrar... Para aumentar o ângulo que nossa mão poderá girar, vamos usar apenas nossa mão direita e trabalhar em equipe.
- Ok.
Eles demoraram mais de 10 minutos, até que os nós finalmente começaram a se desfazer. Com a pouca luz, tudo ficava mais dificil ainda.
- Pronto! — exclamou o Sr. Dielo.
- É... Agora só estamos algemados e trancados aqui — desanimou-o.
Notas finais
espero q tenham gostado da surpresa q teve no capt, e me falem se ha alguma pergunta n respondida... pq eu n leembro de nenhuma, + vai q...
ai eu responderei ela nos proximos capts...
bem, a fic acabara no capt 21, e aki vai a lista dos proximos:
18. Tempestade
19. A batalha
20. Verdades
21. Epílogo
e lembrem-se de responder a pergunta: "Se você tivesse poderes, quais seriam e pra que você os usaria?", pra fic The lake.
espero vcs no proximo!
Próximo capítulo...
"Tempestade"
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