Notas iniciais
oi gente! ganhei 10 reviews então estou postando!aqui em cima eu n tenho mta coisa para falar... ate la embaixo!Enjoy!

São Paulo, 15:50

02 de junho

Depois do banho que Vittoria tomou para se limpar, ela sentou-se no sofá. André saiu do chuveiro logo depois, e foi falar com ela.

- André... Estou com vontade de sair...

- Sair para onde? — perguntou.

- Sei lá... Algum lugar novo...

- Uma pizzaria?

- Não, seu besta! Sei lá... Que tal o Terrazzo Italia*?

- Terrazzo Italia? Você está maluca? É muito caro!

- Putz! Nem eu nem você temos dinheiro, e não trabalhamos. Como vamos pagar as contas? Agora, tudo bem. Mas e quando elas chegarem?

- Se você resolver logo a leitura do testamento da sua mãe, poderá conseguir o dinheiro.

- Não foi isso o que eu quis dizer. Você não vai trabalhar? Arrumar algum emprego?

- De quê?

- Eu não sei. Você é o futuro empregado.

- Eu não tenho faculdade, apenas um curso. Quem vai me contratar?

- Onde seu pai trabalha?

- Numa empresa de publicidade. Mas se você está pensando que eu vou lá e dizer: "Papai, desculpe por ter fugido há dois anos e nunca mais ter dado notícias. Agora, eu e a minha namorada estamos precisando de dinheiro, então me empresta vinte mil reais que estiverem sobrando na sua carteira", pode tirar seu cavalinho da chuva.

- E quem disse que eu quero que você peça dinheiro a ele?

- Então o que você quer?

- Você vai pedir um emprego a ele.

- Você está doida?

- Não. Você é quem está. Agora minha mãe não está mais aqui para manter ninguém.

- Ei! — começou. — E se vendêssemos este apartamento e comprássemos um outro, mais barato?

- Mas nem pensar! Desde que eu me conheço por gente eu vivo aqui. E não vai ser a sua hipocrisia que vai me tirar daqui.

- Eu estou sendo hipócrita?

- Não está?

Ele ficou quieto alguns instantes. Depois respondeu.

- Talvez você esteja certa...

- Talvez?

- Você está certa — corrigiu-se — Vou pedir um emprego a ele amanhã mesmo. — Vittoria não tinha certeza se ele concordara porque aceitara ou porque estava com medo de não terem dinheiro para pagar as contas.

O telefone estava tocando. Ela foi atender.

- Alô? — disse.

- Vittoria? — chamou uma voz muito conhecida para ela. Carol.

- Oi.

- Você não sabe da maior.

- O quê? A Dilma foi eleita presidente? — caçoou.

- Não, sua besta. Sabe o Gabriel, aquele gatinho da nossa sala?

- Hum?

- Ele me convidou para ir à festa de dezoito anos dele. Disse que ele convidou de última hora porque ainda tinha alguns convites sobrando, e ele pensou em mim. Não é romântico?

- Muito.

- Aí eu perguntei a ele se poderia levar uma amiga. Ele perguntou se era uma amiga gostosa, e eu disse que sim, óbvio. E ele deixou. E adivinha?

- Eu? — perguntou, sem emoção alguma.

- Claro! Não é, Vittoria?!

- Quando? — mais uma pergunta que ela forçou a sair. Vittoria não estava com vontade de ir a nenhuma festa. Carol não sabia nem da metade das coisas que começaram a acontecer na última semana.

- Amanhã à noite.

- Que horas?

- Dez.

- A festa começa às dez horas?

- Sim. E vai até às três da manhã do sábado, como numa rave.

- Tá mais pra uma night.

- Tudo bem. Vamos? Por favor, aceite! — implorou.

- Vamos...

- Obrigada, Vit! — Carol dava gritinhos de felicidade do outro lado da linha.

- Mas onde é a festa?

- Er... Ribeirão Pires. — sussurrou.

- Ribeirão Pires? Você está maluca? Sabe onde fica isso?

- Amiga! É uma festa num castelo! Quantos castelos você conhece que permitem festas?

- E pretende que quem nos leve?

- Você poderia pedir aquele gatinho que te busca sempre... Aí vamos nós três à festa. Vai ser bem legal, Vittoria!

Ela hesitou.

- Tudo bem... — aceitou, pela amiga. — Eu vou chamá-lo.

- Muito obrigada, Vit! Agora, tchau. Eu tenho que desligar. — disse.

- Tchau.

Vittoria desligou o telefone sem saber o que estava acontecendo nesse momento, do outro lado da linha.

Carol encarava a figura enorme à sua frente.

- Vai deixar minha família em paz? — perguntou, com uma voz submissa, diferente da voz que usara ao telefone há pouco.

- Boa menina — disse o homem. — Vou, sim. Mas fique sabendo: se Vittoria desconfiar de qualquer coisa... — ele passou o indicador no pescoço, em sinal de corte.

- Entendi — disse.

- Ótimo.

O homem saiu da casa da única pessoa no mundo que poderia ajudá-lo a matar Vittoria. Depois de ter convencido aquele Gabriel da sala dela a dar dois convites à Carol, e ameaçado a mesma de matar sua família, ele conseguiu que Vittoria fosse a festa.

- Se faça de boba — disse, quando ela discava o número de Vittoria.

Agora, era só esperar até amanhã à noite.

Vittoria disse à André que desceria, para passear um pouco no seu condomínio. Cada lugar que olhava, ela tinha um história para contar: como da vez que estava bebendo Coca-Cola enquanto uma amiga contava uma piada. Quando ela riu, saiu o líquido negro pelo nariz.

Vit sorriu ao se lembrar daquilo. Mas ela não viera aqui para lembrar do passado. Viera planejar o futuro.

Ela não estava com muita vontade de ir à festa, até que se lembrou que precisava sair.

Voltou para o apartamento e disse para André.

- Tudo bem. Você não vai me levar ao Terrazzo Italia?

- Não... — respondeu ele, com medo da resposta que ela ia dar.

- Então amanhã temos uma festa.

- Uma festa?

- É, uma festa. E você vai levar eu e a Carol. Ela é minha amiga, então não há problema.

- Onde? Que horas? Quando termina? De quem?

- Ribeirão Pires. Dez da noite. Termina três da manhã. Do Gabriel, um garoto da nossa sala. Por favor, André! Eu preciso sair!

Ele pensou alguns instantes, então respondeu:

- Vamos, então. Melhor que gastar meu dinheiro naquele restaurante de ricos e esnobes.

- Obrigada, amor! — ela deu um abraço bem apertado nele, seguido de um beijo na boca. — Sabia que você ia concordar!

- Agora, pare, antes que eu volte atrás e recuse o convite.

- Recusar o convite da sua namorada, de ir à uma festa num castelo?

- A festa é num castelo?

- É! Vai ser demais, amor! O mais perto que eu já cheguei de um castelo foi quando minha mãe trazia você para passear aqui, e você tinha um brinquedo de castelo do dragão, lembra?

- De onde você desenterrou essa história?

- Do meu baú de histórias para convencer as pessoas de aceitarem o que eu quero.

- Rá rá! Muito engraçado! — disse, ironicamente.

- Aliás, por que você passeava aqui e o Daniel não, mesmo quando minha mãe e seu pai eram amigos?

- Sua mãe é minha madrinha, não sabia?

- Ah, é! Agora eu lembrei. Então... — Vittoria ficou com medo de perguntar, mas o fez: — Então isso é um incesto?

- Só por que eu sou afilhado da sua mãe?

- Exatamente.

- Não. Nós não temos laços sanguíneos!

Vit suspirou de alívio.

- Por quê? E se fosse?

- Seria horroroso, não?

Ele olhou para os lados, numa tentativa de trocar de assunto.

- Você vai?

- Eu vou, já que você teve todo esse trabalho de me convencer — disse, dando muita ênfase a "todo esse trabalho".

Ela o beijou mais uma vez.

Estava anoitecendo, quando ela resolveu lembrá-lo:

- Amanhã você vai à empresa do seu pai para pedir a ele um emprego.

- Eu resolvi aceitar.

- Que bom que você resolveu ter juízo.

- Mas com uma condição.

Vittoria hesitou em perguntar qual era. Estava com medo da resposta.

- Qual? — engoliu em seco.

- Você vai comigo.

- Pedir para ele te dar um emprego?

- Pedir para ele te dar um emprego.

- O quê? Eu vou trabalhar? Prefiro que você peça dinheiro a ele ao invés disso.

- Ele não vai me dar assim tão fácil, Vittoria. Ele é apegado ao poder e ao dinheiro, mais até do que apegado aos próprios filhos.

Vit ficou em silêncio.

- Amanhã nós veremos isso. Eu vou comer um sanduíche, tomar um banho e dormir, porque amanhã teremos um dia cheio.

- Sem dúvida.

- E nada de sexo para não atrapalhar um descanso antes de tudo que faremos amanhã.

André pareceu um pouco desapontado.

São Paulo, 03:17

03 de junho

- Desta vez, a Jessica não me impediu de vê-la. — disse ela, assim que tudo começou.

- O que ela pode fazer?

- Ela pode tomar controle de você enquanto dorme, para não sonhar mais comigo. Ela consegue me repelir, mas você me aceita mais fácil.

Ela abriu um sorriso, típico daqueles radiantes que ela dava enquanto ainda estava viva.

- Bem, mas eu tenho uma coisa importante para dizer, e é sobre hoje. Se o pai do André não aceitar contratá-los, o que eu acho mais possível, você deve ligar pro seu pai. O telefone está na minha agenda de couro preto, que fica na segunda gaveta do meu guarda-roupa, contando na direção da porta para a janela. A chave da gaveta está dentro do bolso traseiro da minha calça jeans favorita. Quando você abrir a agenda, procure na letra "P". Vai estar escrito como Paulo, e entre parênteses vai estar "pai da Vittoria".

- Eu vou lembrar de tudo isso?

- Conte a ele o que aconteceu desde o dia do seu aniversário. — ignorou — Conte tudo, até mesmo sobre o Segredo. Se precisar, controle o tempo para ele ver. É importante que você não saia da cidade, ou pelo menos da Região Metropolitana. Peça para ele vir até aqui, e não conte nada por telefone. Tudo pessoalmente. Ah! E peça para ele vir com urgência, para esse final de semana. Não há tanto tempo assim, meu amor.

- Mãe! Eu não vou lembrar de tudo isso!

- Vai sim, querida. Eu sei que vai.

- Como?

- Na hora certa, você saberá. Outra coisa: mantenha a guarda sempre alta. E tente deixar uma mensagem para a Jessica, para vocês se tornarem amigas, ou pelo menos cooperarem. Se não, as duas morrem.

- Mãe... Eu ainda não estou preparada para tudo isso!

- Está sim, querida! E por último: os desafios estão só começando. Não há tempo de voltar atrás ou recuar. Procurar o pai dos garotos não foi uma decisão leviana, querida. E há dois anos eu me arrependo disso. Agora, mantenha calma, e confie no André. Daqui uma semana, as coisas vão se ajeitar, pelo menos a primeira parte desse desafio. Eu prometo, e dou até uma na quarta-feira tudo vai estar calmo e em paz, assim como estava há duas semanas.

- Mãe... Eu não estou preparada para aguentar tantas coisas! Se você tivesse aqui, ou se a Jessica ainda não se manifestasse, eu acho que conseguiria! Mas tudo assim, desse jeito, é quase que impossível!

- Quase, e não impossível. É só você seguir minhas dicas, que tudo dará tão certo quanto eu prevejo.

- Mãe...

- Sempre que você dormir, vou voltar. Quando for a Jessica, não posso fazer nada... Seja forte, meu amor.

- Vou tentar. Ah! E da última vez que nos vimos, por que foi diferente?

- Porque a Jessica estava tentando tomar o controle. Agora não. Eu te amo, querida.

- Também te amo, mamãe.

Cleide deu um beijo na bochecha dela, e a luz consumiu toda a cena.

Quando voltou da escola, Vittoria foi logo tomar um banho e escovar os dentes. Ela trocou de roupa, desceu com André e foi com ele, no Prisma, até o Paraíso.

O pai de André trabalhava num prédio alto na Paulista; como André dissera: ele gostava de ostentar poder, riqueza e muito luxo. E ela foi tendo cada vez mais certeza disso enquanto rumava para a sala dele.

O átrio do edifício era feito em estilo contemporâneo, exceto pelo piso de mármore claro com estrelas de sete pontas de mármore negro. Ao fundo, via-se cinco elevadores funcionando perfeitamente. Um balcão enorme estendia-se na parede direita, e algumas cadeiras de escritório na cor preta se enfileiravam na parede esquerda. A iluminação era feita por pequenos lustres de vidro.

André e Vittoria seguiram pelo ambiente, até se dirigirem à uma recepcionista.

- Bom dia! — cumprimentou.

- Bom dia. Eu gostaria de falar com o Sr. Oliveira.

- Quem gostaria?

- O filho dele.

A mulher fez uma ligação, e depois disse:

- Pode subir que ele vai atendê-lo na sala dele. Vigésimo terceiro andar.

- Obrigado.

Eles seguiram em direção aos elevadores. A subida levou apenas um minuto.

O último andar do prédio era decorado de modo a ampliar o presidente da empresa e diminuir quem visitasse ali pela primeira vez.

Ao fundo, havia uma parede de vidro, que mostrava a grandeza da Avenida Paulista. O pai dos garotos estava numa enorme poltrona de veludo cor vinho, semelhante a um trono de tanto poder que emitia. Ele estava atrás de uma pesada mesa de carvalho, onde estavam todos os objetos que ele usava para trabalhar e para distrair-se, como um globo do mundo que, espantosamente, mostrava a divisão de países do mundo em 1942, no auge da Segunda Guerra para o Eixo. Defronte a mesa, duas cadeiras de escritório, visivelmente insignificantes perto do trono em que ele se localizava. À esquerda dele, havia uma estátua do mesmo, com a mão direita segurando um globo terrestre e na mão esquerda um papiro egípcio enrolado. Na parede direita, havia um quadro enorme do busto do pai dele. O quadro parecia ser duas vezes maior que a figura em tamanho original. O chão era todo de carpete castanho-avermelhado, e um lustre gigante de cristal iluminava tudo ali.

- André? — chamou.

André deu alguns passos em direção a ele, relutante. Vit empurrou-lhe um pouco, estimulando-o a continuar.

- Ah! Vittoria Dielo! Que prazer imenso em tê-la aqui! Aproximem-se. — ordenou, com a voz suave. Era tão bizarro que parecia que eles estavam entrando num covil da máfia russa.

Vittoria tinha a vontade de esganá-lo; porém, controlou-se. Eles estavam ali pedindo um favor.

Eles sentaram-se nas cadeiras. André pareceu submisso perante a ele, mas Vittoria manteve-se o tempo todo com o maxilar erguido. O homem a olhava enigmático. Ela tentou decifrar o que ele via, ou ao menos sentia, quando olhava para ela. Mas foi em vão.

- O que vocês procuram aqui?

- Eu... — a voz de André falhou. Ele pigarreou, e continuou: — Eu e a minha namorada queremos um emprego.

- Namorada? — ele encarou Vittoria com mais interesse ainda, como um lobo esperando a hora certa de atacar. — Faz tanto tempo, não é, meu garoto?

Ele sentiu-se menor, mas continuou.

- Esperamos que você nos dê.

- Eu preciso de algo em troca...

Claro. Ele ia pedir para ela ajudá-lo a controlar o mundo em troca de um emprego. Grande negócio fariam.

- O quê?

- Eu quero que você volte a ser meu filho. Eu perdi sua transformação de adolescente em adulto, e nem vi você ganhar uma namorada. Acho até que ela está grávida; por isso vocês estão me pedindo emprego. Me responda: eu vou ser avô?

- Enquanto eu não for seu filho, você não será avô de ninguém.

- Por isso eu quero que você volte. Eu posso lhes ajudar com a quantia necessária em dinheiro, caso você esteja grávida. — ele olhou-a.

- Ela não está grávida — disse André. Ele parecia não saber controlar a situação.

- Deixe que eu fale — pediu ela, num sussurro. — Eu não estou grávida. Só precisamos de dinheiro.

- Para quê?

- Para viver — Já que você matou minha mãe, pensou.

- Entendo... Eu posso lhes assegurar um emprego, como diretores-executivos, ganhando sete mil por mês, se você, André, desejar que sejamos novamente uma família. E ainda dou-lhes quinze mil agora, à vista. Se acharem pouco, dou mais.

Era uma proposta tentadora. Vittoria abriu a boca para aceitar, mas André tomou a iniciativa antes dela.

- Isso é pedir muito. Eu não posso mais voltar a ser seu filho, não depois do que você fez: matou a mulher que era como a minha mãe.

- Perdemos as mães, ganhamos os pais. — afirmou.

- Não é uma troca justa. — André parecia ter segurança do que falava pela primeira vez desde que entrara naquela sala.

- Sinto muito em ter matado-a. Se fosse hoje, eu não a mataria, pois o que eu queria dela na época hoje eu já ganhei de outros modos.

- Isso foi há onze dias! Como você nem sabia na época que estava prestes a conseguir o que sonhava?

- Pois não haviam possibilidades. E foi como num milagre!

- Milagre seria se você parasse de matar as pessoas, como aquele velho. A propósito, por que você o matou?

- Pois ele ia impedir que o milagre continuasse. E nada pode impedir um milagre desse tamanho.

- Esse milagre tem a ver com Vittoria e o controle do tempo, não?

- Tem sim.

André ficou em silêncio por alguns instantes. Depois continuou:

- Então, você quer que eu supere tudo o que você já fez por causa de dinheiro?

- Não veja dessa forma. Veja como... Eu me arrependi, e agora quero reestruturar minha família que eu mesmo desfiz.

- Sabe o que eu acho? Você precisa de uma imagem pública, e a imagem do homem que destruiu a família e negou ajuda depois não combina muito com o que você é hoje. Talvez, se você controlar o tempo, essa seria uma imagem perfeita.

- Pense como você quiser.

- Então eu vou pensar longe daqui. Eu recuso qualquer oferta que você me faça; eu posso arrumar dinheiro em outro lugar, ou um dinheiro mais limpo que o seu. — provocou. — Vamos, Vittoria.

Eles se levantaram e foram até a porta. O homem estava sem palavras, mes cheio de pensamentos.

De qualquer jeito, aceitando ou recusando, Vittoria estaria morta até à noite. E agora, André também.

*Terrazzo Italia é um restaurante de luxo da cidade de São Paulo, no 41º andar do Edifício Itália.

Notas finais
oi de novo!bem, com esse capt vcs viram q a fic ainda promete!no prox, vai começar toda a AÇÃO! e nem chegamos no clímax ainda!espero q gostem e deixem seus reviews, pq qndo eu ganhar + 10 eu posto o capt, q j tah pronto! Próximo capítulo... "A festa"