Notas iniciais
oi povo!
bem, eu finalmente estou postando a ultima parte da fic... E dps deste capt vao faltar apenas 6...
e eh por isso q eu to triste!
bem, n vo fika + triste. Tenho q ficar eh feliz, por tantos leitores maravilhosos q tenho!! obg a todos vcs! =D
agr vamos ao capt...
esse capt fikou pequeno por varios motivos, + o principal: qndo uma historia ta chegando no climax, os capts diminuem pra causar suspense...
muahahahhahahahah
ateh la embaixo! ^^

São Paulo, 04:13

06 de junho

Cara.

Todo o destino do mundo definido na face de uma moeda de um real. E agora tudo estava mudado, e os perdedores deveriam aceitar essa derrota esmagadora que tiveram com o queixo erguido, o que era a parte mais difícil.

- Eu sempre ganho – disse Vittoria, contente.

O pai dela olhou entristecido. O busto que estava cunhado na moeda encarava-o, sem expressão. Desde que fora criado na Revolução Francesa, aquele busto sempre era impassível, qualquer que fosse o resultado de guerras ou mesmo um simples joguinho de cara ou coroa que definiria o futuro da humanidade.

- Vou dormir – disse ela. Andou rumo ao quarto, e dormiu novamente, abraçada com seu grande amor...

O homem partiu pelos corredores escuros do seu covil, e seguiu até sua máquina. Hoje ele faria o teste para ver se ela funcionava mesmo.

Digitou os comandos, e, em poucos segundos, ela começou a trabalhar. O que ele queria era frio, a noite mais fria que a cidade teria no ano; pelo menos até agora.

Dentro de uma hora sua máquina faria efeito, e então a cidade quase congelaria.

Vittoria levantou-se cedo naquele dia, mesmo não tendo que ir à escola. Com a consciência pesada demais para isso, e com uma cidade para salvar da ira de um assassino.

Logo que saiu do calor e conforto de seus cobertores e do abraço quente de André, ela sentiu um frio intenso. Como o prometido.

Foi até o guarda-roupas, onde pegou uma calça e uma blusa de moletom, e ligou a televisão para ver o que estava passando. Assim que ligou, um jornal matutino dizia o seguinte:

"Fazem doze graus nessa manhã de segunda-feira, mas a sensação térmica, um fator que leva em consideração a umidade, ventos e as nuvens, é de quatro graus positivos. É a manhã mais fria do ano até agora".

Ela olhou pela sacada e contemplou as minúsculas pessoas que circulavam na rua a esta hora da manhã. Estavam repletas de roupas, e se abraçavam para tentarem se aquecer.

Ela foi para a cozinha preparou um copo de chocolate quente, com uma barra de meio-amargo que sobrara da mousse que sua mãe fizera, há um mês. Fora o último doce que ela preparara antes de partir.

Depois de pronto, sentou-se no sofá da sala, enquanto tomava sua caneca fumegante e continuou a assistir o noticiário, até que resolveu deitar-se novamente. Quando eles acordassem, ela levantaria também.

- Amor? – chamou André, assim que ela se deitou.

- Sim?

- Está acordada?

- Estou.

- Vai voltar a dormir?

- Vou.

- Tudo bem então. Que frio – tremeu ele, se enroscando mais nas cobertas, dificultando que ela se deitasse.

Finalmente ela se cobriu, e adormeceu.

O Senhor Oliveira continuou sua caminhada pelo covil. A máquina funcionara perfeitamente, e isso o deixava mais empolgado. Continuou a caminhar, enquanto planejava o que aconteceria amanhã. Demonstraria seu poder, começando com ventos fortíssimos, e terminando com a maior tempestade que aquela máquina conseguiria produzir. Mas não adiantava nada ele controlar o tempo, se ninguém soubesse que ele poderia fazê-lo. Sentou-se em sua mesa, e começou a escrever uma carta para o prefeito da cidade de São Paulo.

Caro Senhor Prefeito,

Eu, o Mestre, estou aqui para anunciar que a partir de hoje você fará tudo o que eu mandar, sem exceção. Isso inclui governar indiretamente a cidade, e controlar tudo que acontecer aqui.

Você provavelmente não fará isso, mas eu tenho um bom argumento: eu controlo o tempo. Para provar pra você, te direi o que estou preparando para a tarde de amanhã, terça-feira, dia 7 de junho: faremos a maior ventania do ano, e depois uma bela tempestade.

Se você não aceitar o que estou propondo, eu farei tempestades diárias, e algumas com duração de semanas ou até mesmo meses, sem interrupção. Resultado: você terá uma cidade destruída para comandar.

Sem mais,

O Mestre.

Sorriu, e começou a tratar de outros assuntos que o incomodavam: Vittoria e André.

André, Vit e seu pai tomaram café da manhã em silêncio. Todos já sabiam do primeiro teste, e estavam apenas esperando o momento certo para agir.

Depois que a máquina fora desligada, o frio se dissipara. Isso provou que ela era muito mais forte que ela, podendo até superá-la.

- Ela poderia estar ligada à apenas uma porcentagem da potência total – respondeu André, assim que ela dissera sua teoria.

- Talvez sim, talvez não. Milhares de cientistas e governos já tentaram controlar o tempo, e seu pai, um homem comum, conseguiu. Por que ele também teria feito uma máquina muito mais potente que a própria natureza? — contra-atacou.

Depois disso, colocaram a mesa do café, e o tomaram junto com o pai dela, que ficou o tempo todo absorto em seus próprios pensamentos.

Ela tentou fixar seu olhar no prato e na vista da sacada, mas parecia impossível fazê-lo.

- O que está fazendo? – perguntou ela a seu pai.

- Pensando – respondeu, como se isso não fosse nada óbvio.

- Em quê?

- Em como vamos invadir um lugar desses. Eu ainda não consigo pensar em um plano eficaz, e tenho que ter um até amanhã.

- Relaxe. Talvez você consiga pensar em um mais tarde.

Ele suspirou e terminou de comer. Vittoria sentia a tensão rodeando o ambiente, e ela não gostava disso.

Daniel olhou para um retrato que ainda guardava de Vittoria. Aquela garota, tão linda, mas que infelizmente teria que morrer. Se fingir de apaixonado dera certo apenas em parte, pois ela deve ter tido uma ajuda extra-humana para não confiar tão de repente.

- Tentei te ajudar... Tentei salvá-la da morte, mas você resolveu desconfiar de mim... Se não tivesse sido daquele jeito, talvez você não tivesse que morrer amanhã... – disse para o retrato, como se dissesse para a própria Vittoria. – Mas você me rejeitou quando eu estava te amando. E é por isso que eu te passei a perna quando você pediu minha ajuda. Você precisa sofrer as consequências agora. – Um sorriso maléfico se desenhou em seus lábios.

Ele largou o retrato em cima da mesa, e sentou-se no sofá. Pegou seu telefone e discou o número de seu pai.

- Então, o que aconteceu?

- Nada. Liguei para confirmar o horário e o que farei.

- Tudo conforme o planejado anteriormente. E a garota, desconfia de algo?

- Creio que não. A menos que ela tenha uma ajuda da mãe dela, nada de diferente ocorrerá. Ah! E espero que já saiba que ela organizou outro turno, com o seu filho e o pai dela.

- Sim, mas de onde você tirou essa informação?

- Eu sei que ela o faria assim que pedi para irmos sozinhos. E também porque eu plantei uma escuta na casa dela, e a ouvi e o pai dela combinando isso.

Vittoria e seu pai sentaram-se no sofá, onde as conversas sérias eram feitas. Eles conversavam sobre o que realmente aconteceu.

- Eu tinha um amigo, que me apresentou para sua mãe numa festa. Lá nós nos conhecemos, e eu me apaixonei por ela rapidamente... E acho que o mesmo aconteceu com ela.

"Depois de umas duas ou três semanas, começamos a sair. Em alguns meses ela engravidou de você, e tudo estava se saindo muito bem. Os problemas só começaram quando você nasceu à meia-noite, e se tornou o Segredo. Ela e o outro lá – disse com desprezo – pesquisavam sobre o Segredo, e tentavam encontrar alguém que nascesse à meia-noite de pais que nasceram ao mesmo horário. E quando isso aconteceu com você ela se desesperou, pois isso é uma maldição. E ela não esperou que nós pensássemos em uma atitude inteligente e racional; foi direto perguntar a ele, e ele disse que era melhor que eu me afastasse de vocês para mantê-las seguras. Por isso que eu tive que me manter longe de você, mas eu nunca deixei de acompanhar você mesmo de longe: na escola, com os amigos, namorados...

"Quando você me ligou, eu fiquei contente por finalmente poder vê-la sem empecilhos. Foi por isso que eu aceitei ir com você para o covil".

Eles ficaram em silêncio por um ou dois segundos, até que Vittoria se jogou nos braços dele, chorosa, e balbuciando:

- Pai... Pai... Pai...

Eles mantiveram o abraço por vários minutos, até que André saiu do banho, apenas de toalha, interrompendo-os.

- Bem, vou fazer uma caminhada no parque – anunciou seu pai.

Ele se levantou e saiu. André aproveitou o momento de privacidade para sentar-se ao lado dela, e abraçá-la. Vittoria recostou a cabeça no peito dele, e ficou pensando na sua mãe e na Carol...

Depois de algum tempo ela foi para o quarto com André. Eles começaram a se beijar urgentemente, cada um perseguindo a boca do outro...

Depois de vários minutos de beijos e agarrações, eles fizeram novamente... Parecia que a cada vez era melhor...

São Paulo, 03:08

07 de junho – Último dia...

Vittoria olhava para Cleide... Aquela mulher que tanto sofrera quando cuidara dela, que tanto fizera por Vit... E que agora estava com uma expressão triste e séria no rosto...

- O que aconteceu, mãe? – perguntou ela.

- Minha filha... Você venceu todos os desafios que lhe foram impostos até agora... Mas ainda não pode comemorar a vitória. Um último desafio será travado hoje... E ele vai ser decisivo para sua vida: se perder, você será morta. Por isso que você terá que agir com frieza, inteligência e acima de tudo com amor.

- Mãe... Por que você está me falando essas coisas?

- Porque este será nosso último encontro antes de sua morte... Eu só podia guiá-la até este ponto... E infelizmente chegamos nele...

- Mãe...?

- Sim, querida?

- Eu vou morrer?

- Isso depende: você quer morrer?

- Não... E sim ao mesmo tempo! Se eu morrer, posso ficar para sempre com você!

- Mas e seu pai? E seu namorado? Você vai deixar tudo isso para trás apenas para antecipar seu próximo encontro comigo?

- Mãe... Eu não sei o que fazer...

- Se matar não é a solução. Você deve confiar em si mesma, pois essa é a chave de tudo. E sempre que você acreditar em si, eu estarei ao seu lado, te dando forças e o principal: meu amor.

- Mãe...

- Eu nunca me perdoaria se você se suicidasse por minha causa. Você tem toda uma vida pela frente... E um dia nós nos veremos do outro lado da vida!

Vittoria ficou quieta, pensativa. Ela definitivamente não sabia o que fazer...

- Mãe, você sempre vai me amar, de onde quer que esteja?

- Enquanto eu existir – respondeu, com lágrimas nos olhos.

- Então... Eu aceito continuar a viver!

- Sim, meu amor! Você deve continuar, até que sua hora chegue. E você não será sua própria assassina... – disse, emocionada. – Lembre-se: eu sempre te amarei!

Vittoria abraçou sua mãe, chorosa, e as duas permaneceram assim por um longo tempo...

Já era de manhã quando Vittoria se levantou. André já estava desperto, e trazia o café da manhã numa bandeja para ela.

- Nossa... Que chique!

Ele deu um sorriso lindo... Ela amava aquele sorriso torto que ele dava...

- Acho que morri e fui para o Céu! – disse ela.

- Deve ser mesmo – respondeu ele, ainda sorrindo – Estou vendo um anjo na minha frente...

Ela riu.

- Vai, fale... Eu nem sou tão bonita assim...

- É sim!

Ela ficou sem jeito, e para disfarçar resolveu mordiscar um pedaço de melão da bandeja. Ele sentou-se ao lado dela, e comeram as frutas juntos; ela dava alguns pedaços na boca dele.

- O perigo é meu pai ver tudo isso – falou, após um tempo.

- Qual o problema? Você tem até apartamento... Um namorado não vai ser nada demais.

- Você e seu jeito de ver as coisas... – suspirou ela, sorrindo.

Eles terminaram de comer em silêncio. Após algum tempo, eles começaram a planejar a invasão deles ao covil.

Notas finais
voltei =D
espero q tenham gostado desse capt...
sem mais...
Próximo capítulo...
"Ventania"