Notas iniciais
finalmente eu postei (mto feliz)!!!bem, com esse capt eu vou fazer um anuncio: eu soh postarei o proximo capt qndo eu tiver 10 reviews a mais (ou seja, qndo eu tiver 75 reviews)! se vc n deixa review, começe a deixar! se n deixou em todos os capts, deixe! eu posso estar parecendo mal, + eh pq eu quero saber a opiniao de vcs sobre a minha fic, e o review eh o melhor jeito de eu saber...ate lah embaixoLet's go enjoy!

São Paulo, 05:12

1º de junho

Uma garota, com uma mecha roxa nos cabelos negros como a noite, levantou-se da cama e foi sentar-se no sofá. O sol ainda não havia nascido, porém ela sentia-se completamente descansada.

Estava tudo dentro da normalidade, exceto uma coisa: aquela garota não era Vittoria Dielo, como deveria ser. Eram como irmãs-gêmeas, porém que compartilhavam o mesmo corpo. Ela se auto-denominava Jessica (da forma inglesa).

Jessica e Vittoria eram apenas iguais na aparência externa, porque internamente eram completamente diferente uma da outra. Jess sabia que Vittoria existia, e sabia quando ela estava no controle. Jessica tinha perfeita consciência de tudo que Vittoria fazia, mas não era uma via de mão dupla. E, graças aquela vaca, que conversava com ela através dos sonhos, ela tinha consciência de que havia outra personalidade. E, se Jessica não fizesse nada, Vittoria poderia controlá-la, revertendo a situação.

Ela tomou um banho e se arrumou, para ir à escola. Segundo as contas dela, já era a quarta vez que ela aparecia e tomava as decisões que Vit era fraca demais para tomar.

Quando estava pronta para sair, chamou André.

- Acorde, meu amor. Está na hora de me levar para o colégio.

Ele começou a se levantar. Jessica, então, sentou-se no sofá pela segunda vez e deixou que Vittoria tomasse conta do corpo que, em breve, seria somente dela.

***

Vittoria acordou. Ela estava no sofá, com o uniforme do colégio, pronta para sair.

Que estranho!, pensou. Não me lembro de ter me arrumado para sair...

- Estou pronto, linda — disse André, saindo do quarto.

Vittoria quase perguntou como ela chegara ali, mas controlou o impulso, ao lembrar o que sua mãe dissera...

Deixou isso de lado. Foi com André até a escola, deu-lhe um selinho na despedida e entrou. Só lembrou de falar que o velho fora assassinado quando ele já estava longe demais para ouvir...

Carol não fora a aula hoje. Talvez por causa que acordara vomitando ou com febre, ou perdera a hora. Deixou isso de lado, fazendo uma anotação mental para se lembrar de ligar assim que saísse da escola. Mas enfrentar aquela selva sem a melhor amiga seria um perfeito filme de terror.

Para começar, aula de matemática.

Ótimo, suspirou.

A professora Josefa (Vittoria também achava esse nome horroroso) era um dragão, não só de feia, mas também porque podia soltar fogo pelas ventas. Alguns alunos não a chamavam de dragão, e sim de jararaca, e falavam que ela destilava veneno. Para começar, ninguém sabia ao certo como ela conseguira, mas a média dela era 7, enquanto a média do restante da escola era 6. Segundo, ela adorava passar lição (cerca de oito à doze exercícios por vez). Terceiro: a bruxa não deixava ninguém sair para ir ao banheiro ou para beber água durante as aulas dela. Os alunos poderiam até começar a urinar nas calças, que ela não se importava. E, para completar, a monstra era a professora mais certinha do corpo docente, nunca errando uma nota e tendo um cronograma tão exato que chegava a irritar. Ela passava sempre, no primeiro dia do ano, ele na lousa, para os alunos copiarem. Nele havia até mesmo o dia em que ela passaria a matéria, e este era sempre certo.

A professora dragão começou as duas aulas dela. Além de matemática com ela, só duas aulas de matemática com ela poderiam ser mais chatas.

Depois de uma hora e quarenta minutos de tortura, o sinal tocou.

- Aleluia! — disse Patrícia, uma menina que sentava-se ao lado de Vittoria. A sala toda parecia respirar aliviada, agora que a tortura só recomeçaria na segunda-feira.

As aulas finalmente acabaram, às dez para uma hora da tarde. André foi buscá-la rotineiramente, em seu Prisma.

- Oi — ela beijou-o.

- Como foi o dia?

- Chato — disse, revirando os olhos.

André riu.

- Então, pronta para aprender mais sobre o Segredo? — disse, animado.

- André eu... Eu preciso te contar uma coisa.

- O quê? — pressionou ele.

- O homem que me dava aula... Ele foi assassinado ontem à noite.

Ele ficou mudo por um tempo, esperando ela continuar.

- Mas quem o matou?

- Foi... Foi seu pai. — tomou coragem para dizer.

- Eu não espero outra coisa daquele filho da puta... — sussurrou.

Ela fingiu não ouvir que ele falara um palavrão. Vittoria detestava palavrões.

- Ele já assassinou mais de quinze pessoas... Tudo porque essas pessoas poderiam impedir o que ele sempre sonhou: governar o mundo.

Vit também ficou em silêncio. Hesitou em fazer a pergunta que não queria calar...

- Ele nunca vai aprender, Vittoria? Até mesmo meu irmão abriu os olhos... Mas ele...

- As pessoas só percebem quando é tarde. Ninguém quer aprender pelo amor, apenas pela dor...

- Que bonito, Vittoria!

- É que eu falei com o coração.

- Frase feita? Pensei que as odiasse.

- Abri uma excessão.

- Bem, vamos? — perguntou ele. — Se não, nunca chegaremos em casa.

- Claro — concordou ela.

Eles não trocaram mais nenhuma palavra durante a viagem.

- Por que seu pai deixou você partir, mesmo sendo menor de idade? — finalmente perguntou, assim que chegaram em casa.

- Como assim?

- É... Você era menor de idade, e se ele entrasse na justiça poderia processar minha mãe por sequestro.

- Meu pai não mede esforços para conseguir mais poder. Isso quer dizer que ele já fez muitas coisas: corrupção, sequestro, assassinatos, golpes... São mais crimes que ele mesmo possa se lembrar. E, se ele entrasse na justiça, acabaria preso ou até coisa pior. E sua mãe, que não tinha nada de boba, usou isso a seu favor. Mas... Como você descobriu isso?

Vittoria não sabia ao certo se deveria falar a verdade a ele. Decidiu fazê-lo.

- Noite passada, eu tive um sonho. Minha mãe me mostrou fatos importantes, como quando ela resolveu levá-lo da casa de seu pai.

- Hum... Eu vou fazer o almoço. O que você quer comer?

- O que você fizer.

- Eu pensei em você me ajudar...

- Claro — concordou.

Eles fizeram nhoque. Depois do almoço, André continuou a assistir Heroes, primeira temporada, episódio dezoito. Vittoria foi tomar banho, e depois ligou para Carol.

- Eu acordei com 38 graus de febre — explicou sua ausência.

- Só queria saber se você estava bem.

- Estou, sim — respondeu. — Eu melhorei à tarde.

- Que bom! Um beijo.

- Outro para você.

- Tchau.

- Tchau.

- Vou dormir, André — anunciou, assim que desligou. — Essa última semana foi muito estressante e longa, e preciso descansar.

- Claro. Ainda mais porque hoje a noite... — disse, maliciosamente,

Ela simplesmente assentiu, e foi deitar. Quando o fez, rezou para sonhar com sua mãe...

- Querida... — chamou uma voz doce e conhecida. — Acorde, meu amor.

Vit abriu os olhos. Estava deitada no sofá, e sua mãe a chamava.

- Mamãe... Estou sonhando? — tratou de perguntar.

- Está sim, Vit.

Ela levantou-se. Estava desnorteada, mas seu subconsciente a lembrou que não poderia perder tempo dessa vez.

- Mãe, nosso tempo é curto, não é?

- Infelizmente...

- Então preciso perguntar logo. Primeiro: ontem tudo o que eu sonhei foram fatos reais?

- Sim. Você me fez uma pergunta, e eu resolvi te mostrar tudo, desde o começo.

- Mãe, eu estou tomando as decisões certas?

- Claro!

- Até mesmo sobre... Aquilo?

- Se você está fazendo o que deseja, está sim.

- Eu vou conseguir controlar o Segredo, mesmo sem o velho? E, por favor, dessa vez não diga "só o tempo dirá".

Ela riu. Era como música para os ouvidos, aquela risada melodiosa que Vit tanto adorava...

- Se você ouvir seu coração, sim.

- Mãe, eu sei que pareço uma desesperada, fazendo perguntas em cascata, mas esta vai ser a última pergunta: minha outra personalidade já apareceu?

- Querida... Você precisa ser forte. Precisa acreditar em si mesma, precisa controlar a outra, e não deixar ela te controlar.

- Você ainda não respondeu a minha pergunta.

- Cinco vezes.

- E ela tem consciência que eu também existo?

- Infelizmente, tem sim.

- E ela é a mais forte? Por isso você acabou de me dizer para ser forte?

- Infelizmente, sim também.

- E por último, ela tem nome?

- Jessica. Jessica Dielo. Querida, eu preciso ir... Mas seja forte, ok?

- Vou tentar... Mãe, não me deixe nunca, por favor!

- Eu vou voltar quando eu puder... Se cuide! Prometa para mim que vai confiar no André. Ele vai te ajudar a partir de agora.

- Mãe! Eu te amo!

- Adeus, querida!

Elas se abraçaram, enquanto a luz consumia todo o ambiente. Desta vez, ela não foi rápida e forte como sempre, levando a cena de uma vez só. Ela foi fraca e lenta, absorvendo primeiro a cena, depois Cleide, e depois Vittoria... Que acordou como Jessica.

***

Jessica Dielo levantou-se. Ela não deveria permitir que Vittoria ficasse no controle durante a noite, se não a bruxa continuaria conversando com ela. Dessa vez, ela falara demais.

Vittoria não tinha força para agir sozinha, para tomar a decisão de matar aquele filho da puta que tentara sequestrá-la e usar seus poderes em benefício próprio. Jessica o perseguiria e o assassinaria por ousar tocar nela. Era esse o jeito dela de cuidar da situação.

Ela foi até a sala, onde André assistira aquela merda de seriado. Finalmente estava no penúltimo episódio.

- Oi, meu amor — disse ela, provocante.

- Acordou?

Ela sorriu. Foi sentar-se ao lado dele, colocando a cabeça no peito definido — o único músculo trabalhado dele.

Quando acabou o episódio vinte e três, o último da temporada, já era de noite. Eles jantaram e foram para a cama, mas não para dormir. Esta foi a primeira vez que ela se envolveu diretamente no relacionamento com André. A primeira foi indiretamente, agindo como uma consciência para Vittoria, quando ela decidiu ir para a cama pela primeira vez com ele. Ela fez a mesma coisa com Daniel, mas Vittoria não a ouviu.

Quando terminou, Jessica ia ceder o controle para Vittoria, mas lembrou que a megera poderia voltar em sonhos, e isso ela não queria.

São Paulo, 07:24

02 de junho

Finalmente era quinta-feira.

Quando aquele gostoso do André foi dar um beijo nela, ela desviou a boca dele. Vit dava muito espaço para ele fazer o que bem entendesse com ela, e Jessica controlaria isso.

- O que foi? — perguntou André.

- Depois — disse ela. Saiu do carro.

Jessica detestava ter que aturar as aulas de Vittoria, e ainda mais aquela amiga sem noção dela. Mas ela tinha que se controlar, se quisesse passar despercebida. Mas havia uma diferença física entre Jessica e Vittoria. A primeira tinha um símbolo nas costas, no ombro direito. Era um símbolo simples, e parecia uma tatuagem: uma espécie de "s" formado por três retas. Cleide já sabia da marca, muito antes de morrer. Por isso, quando ela aparecia, ela cobria a marca com maquiagem.

Ela, contra sua vontade, foi para o átrio do colégio. Claro, esperava ela, ou melhor dizendo, esperava Vittoria.

- Oi, Carol — abriu um sorriso falso.

- Oi, Vit!

- Vamos entrar?

Carol pareceu um pouco desapontada. Jessica só percebeu seu erro quando era tarde demais para corrigir: ela não havia perguntado se ela estava melhor, ou se tudo estava bem; se tentasse corrigir, pareceria falsa.

- Vamos... — concordou.

- E você, está bem? — corrigiu. Ela achava que Carol se fazia de vítima, pelo fato de não ter pais que ligassem para ela. E, esse pedido subliminar de urgência de atenção a irritava profundamente. Mas Jess tinha uma capacidade incrível de se controlar; às vezes, ela mesma se surpreendia com isso.

- Estou — respondeu, visivelmente mais contente.

Ridícula!, pensou.

E o dia só estava começando...

Quando começou a aula de física, Jessica não aguentou mais aquilo. Por isso, deixou que Vittoria tomasse o controle...

***

Vittoria achou que estava levantando de sua cama, numa tarde de quarta-feira. Porém, ela estava na sua sala de aula, com o professor de física à sua frente, numa quinta.

Jessica. Foi a única coisa que pensou.

Apesar do choque, agiu como se nada estivesse acontecendo. Pediu para ir ao banheiro, na tentativa de se recompor.

- No meio de uma explicação? — perguntou o professor.

- É uma emergência feminina — sussurrou.

- Ah, tá. — respondeu, constrangido. — Vá, mas volte logo.

Vittoria saiu da sala. Ela não gostava de mentir, mas ela encontrou aquela saída. Provavelmente, o professor entendera que ela acabara de mestruar.

No banheiro, ela examinou o rosto, a procura de maquiagem. Achou que só havia rímel, que era a prova d'água. Então, lavou o rosto. Isso a ajudou a relaxar um pouco. Depois disso, inspirou e expirou várias vezes. Quando achou que estava pronta, dirigiu-se ao bebedouro. A água a ajudou mais ainda.

Quando voltou pra sala, algumas garotas trocavam olhares e risinhos.

Como se elas nunca tivessem menstruado... Rindo de uma colega que "menstruou"...

O resto do dia foi mais calmo, e Jessica não voltou a aparecer durante o resto daquele dia.

Depois da escola, André foi buscá-la, como de costume.

- Oi — cumprimentou-a. Dessa vez, o rotineiro beijo na boca foi deixado de lado. Vittoria perseguiu a boca dele, mas ele desviou um pouco.

- O que foi, meu amor? — ela não entendeu nada.

- Nada — André desistiu da brincadeira infantil; ela não sabia o porquê daquilo. Ele a beijou, suavemente.

Vit e André seguiram caminho até o apartamento dela. Quando chegou, ele disse:

- Você tem que ligar para o advogado da sua mãe para fazer a leitura do testamento. A justiça dá apenas um tempo para você fazê-lo.

- Três meses, André. Primeiro, vou salvar minha vida. Se eu conseguir, eu vejo o que vou fazer com os bens que eu tenho direito.

- Tudo bem, então.

Ela foi tomar um banho, mais para espairecer do que qualquer outra coisa. Quando saiu, foi conversar com André.

- Você quer almoçar?

- Apenas um lanche natural. Não estou com tanta fome assim. Mas eu preciso lhe confessar uma coisa.

- O quê?

- Você já sabe que eu tenho transtorno das personalidades múltiplas, não sabe? — era uma pergunta retórica. Mesmo assim, ele confirmou com a cabeça. — E eu tenho que te dizer: se eu fiz algo desde a hora em que eu fui deitar ontem, não é minha culpa. É da Jessica.

- Jessica?

- Minha outra personalidade. Eu só me lembro de ter deitado ontem à tarde, e depois estar na sala de aula, estudando física. Se eu fiz algo entre esse intervalo, me perdoe — repetiu.

- Não foi nada — respondeu ele. — Era mais uma briga de crianças do que um problema adulto.

- Adulto?

- É o que somos, Vittoria. Estamos numa situação que nos torna adultos: estamos morando sozinhos, nós já tivemos uma primeira vez, e estamos administrando quase que uma família.

- Família? — debochou.

- Há uma semana eu era seu primo, não?

Ela concordou. Afinal, eles eram mesmo. Quando um grupo de indivíduos mora no mesmo local, é formada uma família, mesmo que esses indivíduos não compartilhem laços sanguíneos. Não era essa a segunda versão de uma família, ou as famílias modernas? A versão antiga era de indivíduos com grau de parentesco elevado ou pelo menos significativo e os agregados familiares.

Falando, quer dizer, pensando em família, Vittoria tinha algo a resolver: o lado paterno da sua família. Até onde ela sabia, eles moravam no Mato Grosso do Sul, numa fazenda próxima à Campo Grande.

- Então quer dizer que ontem à noite quem foi para a cama comigo não foi você?

- Não. Mas eu não me importo. Não dessa vez — acrescentou, com um olhar sinistro.

- Você já foi?

- Apenas uma vez, na segunda-feira.

- Bem, então nós temos que compensar a vez de ontem.

- Claro — concordou ela, se jogando nos braços de André.

Notas finais
oi povo! se divertiram? e os reviews? lembrem, soh vou postar qndo tiver + 10 reviews! leitores fantasmas, venham se tornar bons leitores...eu vejo vcs no 75º review! Próximo capítulo... "Mensagem"