O Segredo Dos Gêmeos

3 Capítulo 3 - As Velas


7 anos depois

– Só os especiais se lembrarão... — Rin repetia deitada em sua cama.

– Senhorita, você deseja tomar algo no café da manhã? — Seu mordomo bateu na porta e falou suavemente.

– Pode ser um pedaço de pizza requintada e um copo de refrigerante... E pegue para você também e venha comer comigo! — Rin disse e o mordomo foi até a cozinha buscar o pedido.

Rin já estava com seus 17 anos. No passado, enquanto andava pelas ruas, desnorteada á procura de seu irmão, um casal muito rico passou ao seu lado e decidiu adota-lá por sentir uma conexão muito grande com a menina. Depois de um tempo começaram a realmente amar-se como uma família.

Rin sempre saía para procurar por Len, mas ela desistiu á mais ou menos 2 anos. Hoje é o seu aniversário de 17 anos.

– Senhorita? Posso entrar? — O mordomo perguntou depois de bater na porta.

– Já disse que não é necessário me chamar de senhorita, me chame só de Rin! E não precisa bater quando for entrar! — Rin disse sorrindo e bateu com a mão suavemente na cama, convidando o mordomo a se sentar com ela.

– Aqui está o seu café da manhã. — O mordomo disse e se sentou.

– E o seu? — Rin perguntou.

– E-eu não achei que fosse sério... — O mordomo disse assustado e já ia sair correndo para buscá-lo.

– Não precisa, eu divido o meu com você. — Rin disse segurando o pulso do mordomo.

Estava um momento tenso entre os dois, pois nenhum comia, até Rin pegar um dos pedaços e dar uma mordida enorme e o queijo não parar de esticar.

Os dois deram risadas e finalmente se descontraíram.

– Não vai fazer nenhuma festa mesmo? — O mordomo perguntou.

– Não, não, festas não são tão legais assim. — Rin se estremeceu. — Prefiro um bom pedaço de pizza e conversar com o melhor mordomo do mundo!

O mordomo ficou corado, mas sorriu também em sinal de agradecimento.

– Ah! Eu tenho que comprar algumas velas... — Rin se lembrou que não tinha nenhuma e que queria orar para sua vó.

– Quer que eu vá junto? — O mordomo perguntou se levantando e andando junto á garota.

– Não precisa, eu vou no posto de gasolina aqui perto e volto em 10 minutos. — Rin disse já se despindo e colocando uma calça jeans e uma regata branca, pegou seu casacão e saiu do quarto acenando para seu mordomo.

Rin foi correndo até o posto de gasolina que ficava á 3 quadras de sua mansão.

Logo ela chegou e entrou na loja de conveniências, comprou as velas e saiu com o dinheiro ainda na mão.

Quando Rin ia sair debaixo no teto do posto, a chuva começou á cair. Então ela ia ter de esperar lá até parar. A chuva estava forte e molhava até onde os carros abasteciam, então Rin entrou e ficou sentada perto do caixa.

– Quer ajuda Lola? — Rin perguntou para a jovem garota que arrumava as coisas na loja.

– Eu agradeceria muito! — Lola disse e tropeçou em mais mercadorias, derrubando tudo que havia em suas mãos.

– Você está precisando de umas férias. — Rin disse e riu.

As duas trabalharam por cansativos 2 minutos.

– Eu tenho que avisar que vou demorar e que estou aqui te ajudando, senão meu mordomo pira! — Rin disse rindo e Lola junto.

– Alô?

– Eu vou chegar um pouquinho atrasada porque estou ajudando a Lola, tudo bem? Não se preocupe!

– Ahn... Tudo bem... Quer que eu vá ajudar vocês?

– Não precisa, sério mesmo. Logo, logo eu volto. Eu prometo!

– Bem, se você promete... Eu vou tentar não me preocupar.

– Obrigada e até logo!

– Avisou ele? — Lola perguntou.

– Sim, sim! Vamos continuar e encher as prateleiras com... Maizena? — Rin disse lendo o nome do produto.

– Rin, você ficou rica demais! — Lola disse sorrindo e as duas riram novamente.

Lola era a melhor amiga de rua de Rin. Quando Rin passeava pelo centro no dia do incêndio, Lola á acolheu em seu barraquinho. E agora, depois de 5 anos, em troca, Rin conseguiu um emprego e uma casa para Lola.

Depois de estarem quase suando de tanto se esforçar para arrumar tudo, um cliente chegou. Tudo ficou em silêncio, só se ouviu o barulho do sino na porta e as duas pararam de rir, Lola correu para o caixa atendê-lo.

Rin se sentou em um banquinho e ficou esperando ele ir embora.

– Amiga, se quiser ir, pode ir! A chuva já parou e já arrumamos tudo por aqui. — Lola disse do balcão e Rin se levantou, pegando seu casacão.

– Estou indo então Lola! Tenha uma boa tarde! — Rin disse sorrindo e acenando e assim, saiu pela porta.

Nem 5 passos ela deu e lembrou que havia esquecido suas velas. Ela voltou correndo e se esbarrou com o cliente na hora de entrar.

– Desculpe... — Rin disse baixinho e entrou para pegar as velas. — Esqueci as velas!

– Mas é uma cabeça de vento mesmo! — Lola disse rindo.

Rin saiu correndo e acenando para trás, se despedindo de Lola. Sem prestar atenção, acabou batendo nas costas do cliente que estava na loja antes.

– Desculpe de novo! — Rin disse um pouco mais alto, vestiu seu capuz e ia sair correndo de novo.

O homem segurou o pulso de Rin e a ficou segurando. Logo ele vestiu seu capuz.

"Eu não acredito nisso... Eu vou ser assaltada... Maravilhoso..." Rin pensou ironicamente.

Ela continuava forçando o braço até tentar se soltar.

– Todo o seu dinheiro, aqui dentro. — O homem disse, segurou o pescoço da garota e abriu a sacola com sua compra.

Um pão francês e uma caixinha de leite.

Ele puxou Rin para o lado mais deserto do posto, o lava-car.

– Como quer que eu coloque algo se você não me solta?! — Rin perguntou e o homem soltou um pouco suas mãos.

E foi exatamente nesse momento que Rin deu uma cotovelada na barriga e tentou correr, mas ele continuava correndo atrás dela. Ela correu até onde tinha movimento e virou em qualquer lugar.

– Um beco?! Quando colocaram isso aqui?! — Rin perguntou tentando escalar a parede de tijolos.

O homem puxou seu braço e Rin virou bruscamente de frente para o assaltante.

Os olhos dos dois se arregalaram e um vento forte bateu e o capuz dos dois caíram também.

– Len?

– Rin?

Notas finais
Espero que tenham gostado. ♥