O Romance que Eu sempre Quis
33 Cap 33 - Eu,Kyoto e você.
Ele percebeu que Mai não o acompanhava então voltou-se para ela.
-Se você não se apressar não chegaremos a tempo. Ele caminhou de volta pra ela.
- Não podemos ir agora. Ela disse de cabeça baixa o fazendo sorrir e desmanchar o sorriso rapidamente.
- Não podemos? Por que não?
- Estou morrendo de fome, mesmo que pegue um trem agora o que vou comer por todo o caminho? Ela disse inocente arrumando uma desculpa pra ficar com ele em Kyoto.
- Gomenasai! Esqueci totalmente dessa parte vamos comer rápido, o último trem sai as cinco.
- Okay! Ele voltou –se para a saída e ela apenas o seguiu.
Eles pegaram o ônibus de volta silenciosamente, o caminho levou cerca de vinte cinco minutos de um silêncio constrangedor, Mai pensou em falar, mas ela se sentia culpada demais para começar uma conversar, e provavelmente Shibuya não escutaria, pois estava totalmente imerso em seus pensamentos.
- Precisamos descer. ele ficou de pé e pediu parada Mai ficou de pé em seguida os pois desceram do ônibus..
Eles pararam em frente à estação, do outro lado da rua tinha uma barraca de Takoyaki, outra de sushi uma sorveteria e uma Mac, Shibuya olhou indeciso se ela quisesse realmente pegar o trem ela poderia escolher um lanche pra viagem, mas se era pra ela ficar ele precisava de um restaurante ou algo que o pedido demorasse ao menos vinte minutos para ser preparado, resolveu arriscar.
- Então o que quer comer? Mai abriu a bolsa olhou a carteira e pensou.
- Humm, estou em duvida!
- Se for pelo dinheiro não se preocupe, eu pago.
- Não é por isso! Ela fez cara de brava.
— Então por que é?
- Eu queria comer camarão frito, com sopa de miso e arroz.
- Que hora pra você querer comer isso! De repente ele entendeu uma coisa simples num estalo espontâneo.
- Mas você perguntou...
- Se formos comer isso agora, você não conseguirá pegar o trem a tempo, e provavelmente você só quer comer isso porque eu disse que ia pagar.
- Você é tão mesquinho Naru! Retrucou.
- Ou será que você só quer comer isso como um pretexto pra ficar comigo em Kyoto? Se for isso não precisa se esforçar tanto é só dizer e eu entenderei. Ele segurou o queixo de Mai se aproximando lentamente do seu rosto.
- Por favor, me deixe ficar com você! Mai se entregou sem saída com a afirmação dele, Shibuya por sua vez não esperava que ela se entregasse tão facilmente mesmo que ele já esperasse que ela preferisse ficar ao invés de ir sozinha pra casa, e pela primeira vez corou violentamente. Mai não percebeu por que no momento em que o rosto de Shibuya ficou totalmente vermelho ela já tinha abaixado a cabeça para pedir que ele a deixasse ficar, ele por sua vez aproveitou o descuido e pigarreou para ter um pretexto de virar pro outro lado com a tosse mais falsa da face da terra.
- Hrumm rumm, (ele pôs a mão fechada sobre a boca), Bem já que você prefere ficar vamos procurar um bom lugar para comer. Dizendo isso ele nem esperou que ela levantasse a cabeça com seu sorriso mais feliz simplesmente começou a caminhar em direção a um restaurante.
Depois de comer, eles se levantaram e foram ao ponto de taxi, Shibuya precisava estar o mais próximo da ponte onde lançariam os fogos, e quando acabasse precisariam de um local para descansar então ainda tinham que encontrar também uma pousada conveniente para que tudo corresse conforme o planejado.
- Pro centro de Kyoto, por favor. Ele deu passagem pra Mai entrar e depois sentou-se ao lado dela em poucos minutos estariam em seu destino.
- Mai temos um problema. Ele sussurrou o ouvido dela repentinamente a fazendo arrepiar-se.
- é? Qual?
- Precisamos encontrar um quarto para descansar, mas não tenho documentos então precisaremos usar os seus.
- Hum, tudo bem. Ela pensou que fosse algo mais sério.
- Faça tudo que eu disser quando chegarmos lá e ficará tudo bem. Ela assentiu com a cabeça enquanto prosseguiam ao centro de Kyoto.
Quando o táxi parou, Shibuya pagou a corrida e espero Mai descer , ele fechou a porta e ela nem percebeu ficou impressionada com a beleza do centro, a rua principal não passava automóveis, era uma rua cheia de cerejeiras e estavam todas carregadas por aquele rosa delicado das flores, Shibuya apenas observava a expressão dela.
- Mai vamos?
- Kawaii! Naru, não são lindas? Ela ignorou totalmente as palavras dele.
- São apenas árvores, vamos! Ele segurou a mão dela e saiu arrastando em direção ao rio Hozu.
- Grosso! Murmurou antes de perceber que estavam de mãos dadas.
Caminharam assim até parar na frente de uma pousada, ao entrar deram de cara com uma senhora gentil que os atendeu com um sorriso.
- Bom dia!
- Bom dia, precisamos de um quarto para esta noite, por favor. Shibuya ainda segurava a mão de Mai a deixando constrangida, e ela ainda não conseguia associar os fatos.
- Hay, vocês vieram para o festival de fogos também? A senhora perguntou gentilmente.
- Sim. Mai retribuiu o sorriso.
- Infelizmente não temos mais quartos de casal disponível...
- Não... Mai foi interrompida por Shibuya.
- Não tem? Que pena amor teremos que procurar outro lugar. Mai ficou abismada com o que acabara de ouvir.
- Ela gostou tanto daqui que eu queria agradá-la, mas acho que não poderei satisfazê-la dessa vez. Ele se dirigiu a senhora com o pesar de um marido que não podia agradar a esposa, condoendo a velha atendente.
- Bem se não se importarem em dormir em camas separadas tenho um quarto de solteiro duplo que o cliente ligou cancelando a reserva.
- Por mim tudo bem, e você amor? Ele olhou ternamente pra ela.
- Daijoubu! Estamos juntos então, nada mais importa. Ela disse com o sorriso que o fez querer agarrá-la.
- Ora, ora quanto amor! Bem se vê que são recém casados, não é?! Há quanto tempo estão casados?
- Desde segunda! Respondeu Shibuya.
- Ora como está recente! Os documentos por favor..
- Amor aqui o dinheiro registre o quarto que eu vou lhe comprar um presente. Ele deu uma piscadela para ela que a fez entender que era só uma desculpa para não dar os seus documentos já que ele não os tinha.
- Claro. Ele saiu deixando Mai com a velha senhora.
- E como eu registro o jovem casal?
- Taniyama Naru e Mai. Ela disse sem jeito, enquanto a velha sorria.
- Seja bem vinda Taniyama Mai, eu sou Naruma Nagisa.
- Obrigada Naruma-chan.
- Aqui sua chave, deixe-me levá-la ao seu quarto. Naruma saiu de trás do balcão acompanhando Mai.
Depois de deixá-la no quarto a velha se retirou, Mai fechou a porta e caiu na cama nunca tinha passado por uma situação tão constrangedora, mas tinha um lado bom brincar de casal tinha feito ele lhe dizer coisas tão gentis que nem pareciam com ele mesmo.
- Você foi um ótimo ator, Naru... Sussurrou.
- Você também... Shibuya acabava de abrir a porta do quarto e ouviu o que ela disse.
- Naru? Ela sentou-se na cama rapidamente, ele caminhou sentando-se na frente dela.
- Desculpe pela cena na frente da proprietária, eu não seria capaz de providenciar um quarto se não estivesse com você muito menos poderíamos utilizar o mesmo nome se não parecêssemos casados então eu agi por conta própria sem que você soubesse então para suas reações fossem os mais naturais possíveis eu omiti tudo até o momento em que fosse realmente necessário. Ele olhava para ela com uma expressão desconhecida se não fosse o Naru ali na sua frente ela poderia afirmar que ele estava um pouco constrangido.
- Daijoubu, se você tivesse me contado eu realmente ficaria muito nervosa.
-Eu sei... Ah isso é pra você! Ele estendeu uma sacola em sua direção.
- O que é isso?Ela olhou dentro da sacola e não acreditou. – você comprou isso pra mim?
- Comprei! Como você quer ir a um festival de fogos tradicional sem um yukata?
- Pois é... você pensa em tudo né?
- Só em algumas coisas... bem você deveria descansar temos cerca de 2 horas antes dos fogos começarem. Ele caiu na cama com braços abertos.
- Você também deveria descansar um pouco. Ela olhava Naru jogado em cima da cama.
- Não estou cansado e se dormirmos os dois podemos perder a hora, e cada segundo é importante pra nós. Ele olhou pra Mai.
- Por que esta dizendo isso? Perguntou intrigada.
- Por que não sabemos o que pode acontecer amanhã se eu recobrar as lembranças hoje, onde terei que ir, o que precisarei fazer ou quem eu precisarei ver, então isso torna tudo que fazemos hoje importante pra mim. Mai sentiu uma pontada aguda no seu coração então ele também se preocupava com isso.
- Eu entendo.
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