Shibuya nunca a vira tão bonita, aquele yukata vermelho realmente fazia o tipo de Mai, ele olhou abobalhado enquanto as pernas não lhe obedeciam a sair da cadeira e ir em direção da porta mesmo depois que Mai disse Vamos pela segunda vez, num esforço sobre humano ele se levantou abriu a porta e ao passar por ela sentiu a suave frangância de rosas que ela usava, Deus do céu como eu amo esse perfume pensou imediatamente, mas controlou-se para não dizer em voz alta. Mas uma coisa tão clara que Mai não conseguia ver, os sentimentos dele estavam cada vez mais difíceis de controlar.

- Você está meio desligado hoje ou não gostou da minha roupa. Mai falou quase fazendo bico de criança mimada.

-Desculpe, estou um pouco preocupado com algumas coisas, mas sua roupa ficou ótima! Afinal fui eu quem a escolheu! Esse sim era o Naru que ela conhecia.

Ao chegar numa rua cheia de cerejeiras em flor, no fim da rua já se via as barracas e luzes do festival o barulho das pessoas e das crianças que esperavam ansiosas pelos fogos, vestir um Yukata era realmente difícil já que não era acostumada a andar com aquele tipo de roupa e com passos tão curtos quanto exigia a sandália, mas Shibuya era sempre superior e tão elegante num yukata cinza escuro (provavelmente comprou cinza porque não achou preto) se perdeu nesse tipo de pensamento de forma que se esqueceu de observar até o caminho e depois da milésima topada ela quase caiu, se não fosse por seu acompanhante ser tão ágil estaria de joelhos no chão.

- Tenha mais cuidado, parece que nunca vestiu isso antes! Ele disse segurando Mai nos braços num abraço que fazia ambos descompassar a respiração devido à proximidade.

- Gomenasai! Eu me distrai um pouco. Ela abaixou –se um pouco para arrumar a roupa e quando levantou à cabeça ele continuava ali tão próximo que sua mente ficou em branco, ele estendeu a mão em sua direção pôs uma mecha que se desarrumou nos cabelos dela de volta para trás da orelha dela e lhe estendeu o braço.

- Segure-se em mim, não quero que Nagisa-chan me diga que sou um esposo descuidado. Brincou ele que arrumou um pretexto para ficarem mais próximos.

- Não... n-ão é ne-cessário. Respondeu ainda meia sem jeito então ele segurou a mão dela.

- Não é nada demais, já que é só uma brincadeira, certo?!

- é . Mai não entendeu muito bem, mas se sentiu magoada já que ela sentia-se cada vez mais apegada a Naru.

Ela continuou o caminho silenciosa, e Shibuya se sentiu culpado, talvez pela primeira vez até agora tenha usado as palavras erradas, no fim ele sentia que deveria ter dito algo mais galante para convence-la a segurar-se nele.

- Você quer beber algo? Ou jogar algum daqueles jogos que você ganha um brinde?

- Eu sou péssima com aquilo, mas você poderia ganhar algo pra mim né? Ela disse mais animada.

Foram na barraquinha dos peixes mais Naru era uma negação pescando e dizia que a rede era muito fraca por isso não conseguiu pegar nada. Na barraca dos tiros ele ganhou um animal não identificado feio de dar dó que parecia uma mistura de vaca com sapo e porco, e disse a Mai que era um dinossauro já que nem ele sabia de que animal se tratava, na barraca que tinha as argolas ambos passaram vergonha perdendo até para crianças de cinco anos. Mas Shibuya não se importou já que ela parecia estar se divertindo bastante.

- Vou buscar um refrigerante, você quer algo? Mai virou-se para ele com um sorriso.

- Quero um também! Quer que eu vá com você?!

- Não precisa, sei que você está louca pra ver aquele camarada se molhar. Eles estavam de frente a uma barraca onde um homem estava sentado sobre uma piscina e as pessoas tinham que atirar uma bola com força suficiente para destravar o assento e ele cair.

- Tá! Ela continuou olhando e esperando alguém para derrubar aquele cara na piscina.

A fila estava enorme e de onde ele estava não dava pra ver a Mai, ele gostava de ver suas expressões quando ela achava que ninguém a estava olhando. Ele abaixou a cabeça por alguns segundos para contar o dinheiro e quando levantou teve uma surpresa desagradável.

- Quanto tempo Shibuya-kun!

Já se passavam mais de vinte minutos e nada do Naru voltar então Mai resolveu ir atrás dele, chegando à barraca mais próxima viu que a fila era grande e imaginou que ele estivesse nela, mas olhou atentamente e não viu ninguém com yukata cinza escuro estava na fila.

- Ele deve ter ido à outra barraca.

Achegou-se a outra barraca que vendia até bebidas alcoólicas e não o encontrou, ela se virou e deu de cara com duas garotas bem atrás dela uma morena mais ou menos da sua altura e idade e uma ruiva com mais ou menos cinco anos de diferença dela.

- Mai-chan? A morena falou sem pressa.

- Hum? Você me conhece?

-Ah não, é que o Naru-kun nos pediu para lhe avisar que foi ao banheiro e lhe fizéssemos companhia enquanto ele voltava.

- Ah tá, por isso que eu não encontrei em lugar algum, quando ele só tinha ido comprar uma refrigerante, que alivio. Mai sorriu caindo na conversa das garotas.

- Você gosta muito dele não é? Seu namorado parece muito paciente. Disse a morena recebendo um olhar assassino da ruiva porém Mai nem percebeu.

- Ah ele não é meu namorado.. De repente ocorreu que elas poderiam conhecer a verdadeira identidade de Naru.- E vocês o conhecem de onde? Ela disse sem perder o sorriso.

- Ahh nós não o conhecemos não! É que estávamos bebendo um pouco aqui e como ele desconfiou que nos não sairíamos tão cedo pediu para dar o recado a uma moça linda com yukata vermelho cereja , cabelos e olhos castanhos, com essa descrição e seu nome foi fácil identificar. Respondeu à ruiva.

-Mai chan quer tomar alguma coisa com a gente enquanto espera o Naru kun voltar.

- Ah sim, que ótima idéia! Nós te fazemos companhia. Uma pegou em um braço e a outra no outros sem, dar tempo de Mai pensar nem responder e sentaram numa mesa.

- Oji-san uma garrafa de saquê, por favor! Gritou a ruiva

- Ano... Eu não costumo tomar nada alcoólico. Disse Mai para a ruiva sem graça.

- Sério? É que Naru ia pedir chá oolong então eu pensei que um saquê caísse bem. Disse a morena.

- Foi? Ele disse que ia pedir um refrigerante.

- Talvez ele fosse pegar um refrigerante pra você e algo mais forte pra ele já que ele não é mais criança.

- Criança? Eu também não sou criança é que não é do meu costume beber muito, mas pode pedir saquê mesmo que eu vou tomar algo mais forte hoje. Por isso que ele parece sempre entediado comigo? Por que é como tomar conta de uma criança? Pensou.

- Então garotas vamos beber!!!!!!

Depois de trinta minutos e alguns copos de saquê algumas verdades reveladas Shibuya chega branco como um papel, e encontra Mai e mais duas garotas numa mesa, ele caminha apressadamente em direção e ela e se surpreende com o que vê.

- Quanto tempo Naru-kun! [Disse a morena sarcasticamente.]

- O que fizeram com ela? Mai Daijoubu? Ele segura Mai pelo braço e percebe que ela estava bebendo quando toma o copo da mão dela e cheira, mas era só saquê.

- Naru... que bom... que .. você ... voltou! ela se abraça com ele

- Ao menos uma garota feliz ao lhe ver Oliver-kun, sussurrou a ruiva no ouvido de Shibuya. Fazendo ele se levantar.

- Vamos Mai, os fogos já vão começar. Falou friamente praticamente arrastando Mai da mesa. As garotas não disseram mais nada e ficaram só observando Naru se afastar praticamente carregando Mai.

- Como você pode se apaixonar por alguém tão grosso? Perguntou à ruiva.

- Quem sabe?! A morena tomou mais um gole de saquê.

- Naru... Você está me machucando! Ela puxou o braço se soltando de Shibuya e quase caindo com esse movimento.

- Gomen, eu não medi minha força. Ele tentou ampara la mais uma vez.

- Por que está me segurando? Eu estou bem, não estou bêbada nem nada! Eu não sou mais criança sabia? Ela falava isso mais todos os movimentos e até a forma com que ela falava era de uma pessoa totalmente embriagada.

- Eu sei que não é, então vamos sentar ali no banco e conversar um pouco.

- Uma conversa adulta?

- Sim uma conversa adulta, venha. Ele se sentou e ela quase caiu sobre ele quando Mai sentou corretamente, colocou a cabeça no ombro de Naru.

- Por que você bebeu tanto com pessoas desconhecidas? Ele pôs a mão na testa pra nela ficar mais bem apoiada em seu ombro.

- As garotas ficaram te elogiando, e eu pensei que você tinha ido embora então aceitei beber com elas, já que você tinha deixando um recado sabia que voltaria.

- Baka! Achou mesmo que eu a deixaria para trás?! Ela estava com os olhos fechados e nem tudo que Shibuya falava ela assimilava por causa do álcool.

-Naru?

-Hum?

- Se você me prometer que nunca irá embora eu prometo me apaixonar por você.

-Que tipo de promessa idiota é essa? Você está mais bêbada do que eu pensei!

- Grosso!

- Não vou fazer algo tão estúpido! Alias ao me ver você já está apaixonada por que isso pareceu uma confissão.

- Se for uma confissão você fica comigo? Ela segurou a mão de Shibuya e levantou a cabeça olhando nos olhos dele, mordeu o lábio inferior quando ele começou a se aproximar lentamente, e Mai fechou olhos, nesse momento os fogos começam a estourar um colorido no céu, ela pulou do banco antes dele tocar seus lábios e se agarrou ao guarda corpo da margem do rio encantada.

- Naru, vê... não é lindo?! Ela apontava pro céu enquanto ele se levantou calmamente em sua direção.

- é sim.

-Estão mais brilhantes que o normal! Ela nem tirava os olhos do céu.

-Isso é o efeito do álcool em você.

- Você acha? Ele nem respondeu.

Depois dos fogos eles foram andando de volta a pousada, mas Mai não tinha condições de andar então ele a pôs nos braços e carregou até lá, ao entrar pela porta da pousada Nagisa ficou olhando pra eles sorridente.

- Que fofinho vocês! Ela disse sorrindo para Shibuya.

- Parece uma criança mimada não é? Respondeu.

-Sim parece.

Ele continuou andando até chegar a porta do quarto abrindo com dificuldade sem querer acorda-la.

- Porque você bebeu tanto? Sussurrou ao entrar no quarto.

- Por que eu precisava lhe dizer algo e não tinha coragem. Respondeu com os olhos fechados se aconchegando em seu peito.

- Por que não me avisou que estava acordada? Ele abaixou as pernas dela forçando a ficar de pé.

- Estava um quentinho tão bom, que eu queria continuar assim. Ela o abraçou ainda mais.

- Pare de me provocar desse jeito. Ele a abraçou de volta.

- Quanto você ainda pode agüentar ser provocado? Ela se afastou tentando ver o rosto dele na escuridão.

- Não muito... respondeu a meia voz.

- E se eu fizer isso... ela segurou a gola da roupa dele puxando ele pra si e lhe dando um beijo intenso, embora a mente de Shibuya dissesse para ele se afastar por que ela estava bêbada, ele ignorou totalmente sua consciência, virando ela para a porta e forçando seu corpo contra o dela, sua mente o mandava parar mas seu corpo já a desejava tanto que não queria mais obedece-lo e ele aprofundou mais o beijo.

Notas finais
ahh tive otimas ideias e resolvi postar logo esse capitulo espero que gostem, escutem a música que tem tudo a ver com o caaitulo Ai Otsuka - Kingyo Hanabi.