O Romance que Eu sempre Quis
32 Cap 32 - Evidencias de um sentimento
Notas iniciais
Querido Diário
Meus dias tem sido muito divertidos, desde que Naru chegou em minha casa pois eu tenho alguém com quem compartilhar as refeições ( ele não é muito bom em conversar), ele vai me buscar no trabalho e discutimos várias vezes no dia, pra mim até isso tem sido divertido.Mas tenho medo do dia que se aproxima, o dia em que ele se lembrará de tudo e irá embora, tenho evitado de me apegar a ele por conta disso quanto mais eu me aproximar mais difícil será quando ele partir então cada dia eu terei que vencer uma luta, aquela onde me obrigo a não gostar dele cada vez mais.
Mata Ashita!
Mai sentiu uma lágrima quente em seu rosto, talvez fosse um pouco tarde para não se apegar, mas definitivamente não podia se apaixonar por ele. Balançou a cabeça tentando afastar este estranho pensamento dela.
- Apaixonar? Quem seria tão estúpida a ponto de se apaixonar por alguém que nem conhece?! Ela deu um sorriso e saiu.
“A imprensa foi informada hoje do desaparecimento de Oliver Davis filho do Famoso Professor William Davis do Instituto de Pesquisas Paranormais do Reino Unido, fonte segura afirma que Oliver estava no Japão fazendo uma pesquisa cientifica quando foi abordado por assaltantes juntamente com o assistente do seu Pai o Chinês Koujo Lin, e não foi mais visto desde então, o caso está sendo investigado pela policia local que se nega a dar maiores esclarecimentos e em mostrar uma foto atualizada do Sr. Oliver para evitar...”
- Bom dia! Mai desceu animada enquanto Naru desliga a TV rapidamente ao perceber que ela se aproximava.
- Bom dia!
- Aconteceu algo?
- Não, por quê?
- é que você me parece mais pálido que o normal, está se sentido mau ou algo assim? Mai pôs a mão na testa de Naru.
- Não? Pareço doente pra você? Talvez seja fome? Mai olhou pro relógio e percebeu que eram quase oito da manhã.
- Ah meu Deus já é tão tarde? Por que não me chamou?
- Bem achei que merecia um descanso, então não se preocupe não é como se fosse morrer por algo tão pequeno como passar da hora de comer. Ele debochava da aflição de Mai tentado esconder o verdadeiro motivo do seu mal estar.
- Vou fazer algo agora mesmo!
- Mai, você gostaria de dar uma volta comigo?
- Humm?
- Eu preciso sair, mas, eu não queria ir sozinho.
- Mas eu preciso ir trabalhar...
- Claro, eu entendo!
- é algo importante não é?
- Sim, é algo extremamente importante.
- Tudo bem, eu vou com você!
- Arigato gozaimasu! Ele se inclinou levemente em agradecimento.
Naru’s POV:
Estávamos dentro do trem como eu havia planejado, e se tudo correr como o planejado eu conseguirei o coração dessa garota antes de ter que partir? E quando eu for ela se sentirá triste ou solitária?
Eu acompanhava cada movimento e expressão de Mai que olhava pela janela totalmente distraída, pus minhas mãos no rosto quando me ocorreu quão egoísta eu estava sendo com todos os meus planos, até que ouvi meu nome.
- Naru? Naru? Levantei a cabeça por entre os dedos e aqueles olhos castanhos estavam parados fixamente sobre mim.
- Desculpe, eu estava distraído.
- Está se sentindo bem? Você está mais calado que o normal, alias está estranho desde cedo.
- Só um pouco de dor de cabeça, mas vai passar logo. Como posso dizer a ela o verdadeiro motivo de estarmos aqui?
- Você nem me disse pra onde estamos indo.
- Kyoto.
- Kyoto? O que vamos fazer em Kyoto?
- Não fale como se estivesse sendo seqüestrada, Foi uma opção sua vir comigo.
- Eu nem sabia que vínhamos pra Kyoto!
- Azar o seu de não ter perguntado!(Eu adoro aborrecê-la desta forma)
- Ora mas ... mas.. ahh deixa pra lá!
Ela ficou brava, exatamente como imaginei. Ela vai ficar ainda mais quando descobrir que não voltaremos pra casa hoje, mais ainda assim vai ficar comigo, por que é assim que sua personalidade é.
Mai Pov:
Estamos num trem a mais ou menos uma hora, a vista é tão bonita! Ainda bem que Naru me deixou ficar na janela. Pensando bem, ele tem estado estranho desde de manhã. Virei-me lentamente para encará-lo e o encontro de cabeça baixa com as mãos cobrindo os olhos, será que ele está enjoado ou algo assim?
- Naru?! Chamei a primeira vez e não tive nenhuma resposta.
— Naru?! Finalmente ele levanta a cabeça e olha pra mim.
- Desculpe, eu estava distraído.
- Está se sentindo bem? Você está mais calado que o normal alias está estranho desde cedo..
- Só um pouco de dor de cabeça, mas vai passar logo.
Ele não me pareceu sincero mais não vou insistir pode ser só impressão minha... (suspirei) tenho sentido cada vez mais necessidade de estar próxima a ele.
- Você nem me disse pra onde estamos indo.
- Kyoto.
- Kyoto? O que vamos fazer em Kyoto? Eu escutei bem?Estou indo pro lugar mais romântico do Japão com esse cara lindo! Ah meu Deus como eu fui me meter nesse problema?! logo quando todos esses sentimentos começam a se confundir eu me meto em algo assim?! De repente eu fiquei em pânico.
- Não fale como se estivesse sendo seqüestrada! Foi uma opção sua vir comigo.
- Eu nem sabia que vínhamos pra Kyoto! Por que ele tem sempre que ser tão grosso?
- Azar o seu de não ter perguntado! Ás vezes até parece que ele tem prazer em me tratar rispidamente.
- Ora mas ... mas.. ahh deixa pra lá! Ahhh tudo bem se ele fosse carinhoso eu não resistiria a ele então é melhor eu me conformar, só espero não ter que passar a noite lá, isso sim seria minha perdição.
Descemos no terminal de Kyoto, o dia estava realmente bom, embora Mai não fizesse nem idéia do que ia fazer em Kyoto estava animada pelo passeio.
- Naru?
- Humm?
- A onde vamos exatamente?
- Primeiro eu gostaria de ir ao templo dourado o que acha?
- Sério? Pensei que tivesse vindo resolver algo?
- Tem algum lugar em mente que gostaria de visitar?
- Não nenhum. Dessa forma isso soa como um encontro.
- Então vamos? temos pouco tempo disponível.
Tomamos um ônibus e descemos próximo ao templo dourado era realmente impressionante vários casais tiravam fotos e faziam pedidos no templo era realmente embaraçoso estar com alguém que não era seu par naquele local, estar ali desacompanhado era como um tormento, tudo ali compelia as pessoas a ficarem juntas num sentimento romântico e Shibuya sabia disso.
- Quantos casais, por que justamente a esse local? Ainda mais com alguém que lhe é desconhecido? Mai perguntou constrangida.
-Me pareceu um lugar familiar então vim aqui a procura de boas recordações.
- Você acha que este lugar tem algo especial pra você?
- Quem sabe?
- Foi por isso que não quis vir sozinho? Sabia que teria muitos casais por aqui?
- Se pensa assim deve estar constrangia por não parecemos nem de longe um casal, se quiser posso segurar sua mão enquanto estamos no templo. Ele olhou malicioso e ela corou.
- Quem... quem ... poderia querer tal coisa?!
- Isso é tão obvio, você causaria a inveja em muitas garotas andando de mãos dadas com um cara bonito e elegante como eu.
- Seu orgulho é tão alto como o Everest! Ele se aproximou o ouvido dela a fazendo corar violentamente.
- Na verdade ele já alcançou a lua. Dizendo isso pausadamente e quase sussurrando em seu ouvido, ele fez Mai corar ainda mais e se arrepiar até o ultimo foi de cabelo, mas fingiu não perceber suas reações. Naru segurou a mão dela e estava gelada.
- O...que está fazendo?
- Está com frio? Ele ignorou totalmente a pergunta dela.
- Um pouco. Mentiu pra não dizer que estava nervosa de estar ali com ele.
Shibuya tirou o sobre tudo e colocou nos ombros dela depois segurou sua mão novamente.
- Vamos? Mai olhava encantada pra Shibuya nunca o tinha visto tão lindo.
- Você não deveria...
- Daijoubu! Eu sou um homem afinal! Não sinto tanto frio quanto uma garota.
Eles seguiram em direção ao templo enquanto Shibuya sentia-se cada vez mais satisfeito.
Eles caminharam por toda parte de mãos dadas “imitando” os outros casais, um calor gentil envolvia a mão de Mai, vez por outra ela se pegou olhando para a mão que envolvia a sua e se perdeu naqueles pensamentos de forma que nem viu as horas passarem. Quando deu por si já era um tanto tarde passaram praticamente o dia todo no templo dourado, e já passava das três da tarde e eles sequer lembraram de comer.
-Naru, já está ficando tarde devíamos ir pra casa se não vamos perder o último trem! Ele sentiu uma pontada aguda no peito com essas palavras, soltando a mão de Mai instantaneamente.
- Neste caso levarei você na estação. Falou friamente.
-Como assim?! Você vai ficar?! Quer dizer... você não vai comigo?!
- Eu pretendo ver o festival de fogos então passarei a noite em Kyoto. Vamos se não você perderá o trem. Ele começou a caminhar em direção a saída enquanto ela ficou ali parada sem nenhuma reação.
Fale com o autor