O Romance de Percy e Annabeth
7 7. Andando pela cidade
Notas iniciais
A cidade estava fantasma, sem nenhuma única pessoa na rua. Alguns apartamentos tinham a luz da janela ligada, e as lojas estavam com uma plaquinha de fechado na porta. A cidade era bonita, com edifícios altos, e prédios luxuosos, mas não dava para ver direito com a noite caindo. Viraram a esquina e viram um mendigo sentado perto de uma fogueira se aquecendo do frio, e quando viram os três andando pela rua, logo se escondeu para um beco perto.
– É claro, três adolescentes andando na rua a noite não é nada estranho. — resmungou Clarisse.
– Mas não estamos aqui por isso, foque-se na missão! — disse Annabeth.
– O que eu queria mesmo saber era em que cidade estamos. — disse Percy olhando em volta.
Eles passaram ao lado da fogueira, e viram o mendigo que estava com medo deles agora de pé com os olhos brilhantes. Ele resmungou algo como "pirralhos mimados". Mas o que mais assustou ele, foi quando o mendigo disse algo sobre semideuses.
– Annabeth, acho melhor irmos. — disse Percy apressando-a.
– Calma cabeça de alga! Estamos atrasados mas nem tanto! — disse ela reclamando dos empurrões dele.
As suspeitas de Percy estavam se concluindo, quando viu a mão do mendigo se tornar garras, e ele mostrar um dente afiado para ele. Então, em um movimento de um flash, ele apareceu na frente dos três.
– O que temos aqui? Semideuses fresquinhos para o jantar. — disse o mendigo com uma voz horripilante. Então, ele se transformou em sua verdadeira forma, mostrando um monstro com pernas de bronze, e barriga de penas.
– Que criatura é essa? — disse Annabeth.
– Se você não sabe eu vou saber? — disse Percy . — é seu dever saber de coisas.
Annabeth olhou para ele como se fosse começar uma briga, mas o monstro estava se cansando, e com um rápido movimento atacou com as garras acertando o peito de Clarisse. Ela uivou de dor e xingou palavras inapropriadas.
– Annabeth, vá pela esquerda, eu vou pela direita! — disse Percy pegando sua caneta estereográfica letal e destampando-a revelando uma linda espada reluzente com 90 centímetros de Bronze Celestial. Anaklusmos, Contracorrente.
Annabeth entendeu o recado, e junto com Percy flanqueou o monstro pelos dois lados, e ele ficou confuso. Mas ele não se deu por vencido, era muito rápido. Em um golpe de se cair o queixo, atacou Annabeth com o pé e jogou ela a 20 metros á frente batendo contra um prédio luxuoso.
– NÃO! — disse Percy erguendo sua espada e aplicando um golpe de ninja no monstro.
– Não! Seu semideus idio.. — ele nem teve tempo de falar e o Bronze Celestial tocou sua pele transformando ele em pó e enviando sua essência para o Tártaro.
– Annabeth! — Percy correu para ela e na mesma hora tirou um líquido roxo da mochila, Néctar. Deu um pouco para ela, mas nada.
– Percy.. — ela disse.
– Annabeth, resista! Daqui a pouco o néctar irá fazer efeito! — falei quase chorando.
– Não Percy. Á..g-ua. — disse ela ofegante.
– Sim entendi! — e Percy com um golpe ninja retirou uma garrafa de água da mochila e deu para Annabeth beber um pouco.
Ele viu as cicatrizes sumirem dela, e a cor da pele voltando ao normal. Ela se levantou vagarosamente e ficou sentada.
– Percy, lembrei quem era esse monstro. — ela disse.
– Quem? — falei curioso.
– É um dos monstros mais antigos, nenhum livro fala dele, apenas Atena me ensinou. O nome dele é Huntergay. — disse ela.
– Como sabia que precisava de água para se curar? — disse Percy confuso mas curioso.
– Esse monstro, odeia água. Quando era um humano normal, sua mãe o tentou afogar em uma banheira, e a partir daí ele odiou água, e não consegue ferir filhos de Poseidon. Por isso deduzi que água curaria meu ferimento.
– Deduziu? — disse Percy assustado.
– Melhor do que esperar para morrer. — disse Annabeth e Percy a abraçou com força.
– Nunca mais me passe esse susto. — ele deu um beijo nela demorado, até que Clarisse que havia se recuperado do susto, falou atrás deles:
– Humpf. Parem de doçura e vamos continuar a missão! — disse ela pegando sua mochila de volta e andando para longe deles.
– Espera Clarisse, como se recuperou do ferimento? — disse Annabeth curiosa olhando para a camiseta dela apenas com cicatrizes.
– Não é a única sabidinha aqui Annabeth, também sabia como curar uma ferida de Huntergay. — disse ela com um tom superior na voz.
– Mas isso é impossível, apenas Atena sabe sobre ele! — disse Annabeth ainda não satisfeita por Clarisse souber daquele segredo.
– Talvez uma certa Deusa namorou com meu pai e ele descobriu esse segredo. — disse Clarisse. — Agora vamos! Levantem vocês dois pois daqui a pouco dará 4:00 AM e os mortais irão acordar e estranhar o sol desaparecido.
– Vamos então. — resmungou Percy.
– Percy? — disse Annabeth com um tom de doçura. — Poderia ser um pouco cavalheiro e ajudar uma dama a se levantar daqui?
– Primeiro.. — disse Percy erguendo a mão ajudando ela a se levantar. — Não sou nenhum cavalheiro e você definitivamente não é nenhuma dama.
Os dois riram e Clarisse lançou um olhar apressado para eles.
– Vamos! Precisamos achar a prisão aonde Apolo está escondido! — disse Clarisse.
– Bem, vamos sabidinha. — disse Percy abafando o riso. Annabeth lhe deu um soco no estômago o que doeu um pouco mas fez Percy rir ainda mais.
– Você fica linda quando está brava, sabia? — disse ele rindo.
– Que interessante, agora ande rápido antes que eu lhe dou outro soco, mas este em um lugar bem mais doloroso do que no estômago. — disse ela com um sorriso malicioso.
Então, os três semideuses continuaram vagando pela cidade, sempre observando as horas para ficarem atentos caso algum mortal deseje acordar e assustar toda a cidade com a notícia que o sol sumiu.
– Tem idéia aonde fica essa prisão? — disse Percy.
– Não. Mas meu palpite é que ele esteja nas geleiras. — disse Annabeth. — Porque se querem acorrentar o Deus do Sol, tem que colocá-lo em um local bem frio para que seus poderes sejam bloqueados. — ela disse com um tom satisfeito na voz.
– Muito bem sabidinha. Parece que entende mesmo dessas coisas. — Percy riu. — Mas as geleiras são grandes, e não temos tempo de procurá-lo nela.
– Não se preocupe, quanto a isso tenho formas de descobrir. — disse Annabeth.
– Como? — Percy perguntou furioso.
– Você irá ver.
Então, andaram mais um pouco até chegarem ao fim da cidade, onde já eram 5:00 e os primeiros mortais já levantaram. Na maioria eram trabalhadores e idosos. Eles olharam para o céu confusos de que ainda estivesse um breu na rua, e olharam seus relógios como se pensasse: "Isto está errado ou eu que estou ficando louco?".
– Venham ver isso! — disse Clarisse se agachando para ler uma escritura que estava no chão do asfalto.
– Deve ser apenas alguma criança boba. — disse Percy.
– E crianças conseguem escrever em grego? — disse Annabeth olhando com mais cuidado a escritura.
– Parece ser um tipo de pista. — disse Clarisse.
– Não parece, é um tipo de pista. Era esse modo que estava contando. Já derrubei a ficha, esta cidade é São Francisco, e aqui há anos vive um velho chamado Morfeu, que de vez em quando surta e escreve coisas importantes em estradas. Esta é uma pista para acharmos Apolo, o Deus do Sol.
– Me diz, que tipo de tutorial vê no Youtube onde aprende tudo isso? — zombou Percy e Annabeth lhe deu um tapa na cara, mas não muito forte, mas mesmo assim deixou um grande vermelho na cara.
– Ai! — reclamou Percy. — Acha que não tenho dor? Bate em mim só porque sabe que nunca iria machucá-la.
Ela riu, e Clarisse levantou a mão como se pedisse silêncio.
– Estão ouvindo isso? — Clarisse falou.
Annabeth e Percy até então não estava ouvindo, mas quando se concentraram ouviram um rugido que dava calafrios na espinha.
– Esta pode ser uma pista. — disse Clarisse. — Annabeth o que está escrito ai? — ela apontou para o chão com a escritura em Grego.
– Deixa eu ver.. — ela semicerrou os olhos. — O abajur está na colina triste. — disse ela concluindo.
– Abajur? — disse Percy rindo.
– Este velho é realmente maluco! — zombou Clarisse.
– Montanha triste? — dava até para sentir as engrenagens de Annabeth funcionando para tentar resolver o mistério. — não faço idéia do que seja isso. — ela concluiu com um ar sem graça na voz como se desse por vencida uma única vez na vida por não saber do que se trata.
– Vamos continuar e descobrir na prática. — disse Clarisse mais uma vez seguindo na frente.
– Algo me diz que ela gosta de evitar a gente. — disse Percy.
– É claro que ela evita, ela odeia coisas relacionadas a amor. — disse Annabeth. — E eu e você é um ótimo exemplo disso, cabeça de alga. — ela deu um beijo demorado em Percy, e naquele momento, nada mais importava, nem missão, nem apolo acorrentado, nada.
– Eu te amo sabidinha. — Percy cochichou no ouvido de Annabeth fazendo-a arrepiar.
– Também te amo Cabeça de Alga. — ela cochichou próximo ao seu ouvido.
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