O Romance de Percy e Annabeth
8 8 - Salvo por alguém misterioso.
Notas iniciais
Tudo estava perfeito até aparecer mais um monstro terrível de 2 cabeças.
– Percy o que é isso? — disse Annabeth olhando para cima e para baixo.
– Não sei, mas que ele quer fazer amizade aposto que não! — disse Percy erguendo Contracorrente.
– Porque a hostilidade caro semideuses? — disse o monstro com uma voz horripilante mas ao mesmo tempo doce. — Não quero machucar vocês, apenas matá-los. Prometo que será rápido e indolor.
– Rápido e indolor? Acho que seria uma boa idéia. O que acha Annabeth? — disse Percy abaixando Contracorrente e olhando para ela com um beicinho.
– Não ouça ele Percy! Ele é um monstro decendente de Afrodite, irá usar o seu charme! — Annabeth tampou os ouvidos.
– Deixa ele nos matar Annabeth, deve ser legal. — disse Clarisse em um ar sonhador. — Além do mais ele prometeu ser rápido e indolor.
– Não, cubram os ouvidos! — Annabeth pegou um monte de terra no chão e jogou no ouvido dos dois.
– Annabeth, porque está sendo tão rude? Vamos, vai ser legal morrer. — disse o monstro com uma voz tão calma que Annabeth hesitou por um tempo em fazer o que ela queria.
– Não, seu monstro idiota! Não tem como atingir pessoas que já sabem que o charme existe. — disse Annabeth rangendo os dentes.
– Que pena, então terei de matá-la da forma dolorosa. — o monstro mostrou as garras e os dentes para ela, e partiu para cima.
– PERCY! ME AJUDE! — gritou Annabeth vendo que o namorado estava confuso.
– É.. onde estamos? — Percy deu uma rápida olhada na situação, um monstro avançando contra Annabeth, Clarisse atordoada com um monte de terra nos ouvidos.
– Percy acorde! Me ajude! — gritou Annabeth mais uma vez vendo que o monstro estava a menos de 10 metros dela.
Então, ela pode ver o namorado balançando a cabeça e erguendo Contracorrente a frente do peito.
– Venha seu monstro idiota! — Percy berrou. — Irá experimentar uma ótima espada de Bronze Celestial.
Então, com um golpe ninja, Percy atacou o monstro quando ele se aproximou dele, mas para a surpresa de todos, apenas deu um corte e logo se regenerou.
– Semideus medíocre, acha que pode me matar com Bronze Celestial? — o monstro riu.
– Mas isso é impossível. — disse Percy cerrando os punhos.
– Chega, estou cansado de vocês três! Hora de jantar! — o monstro com um rápido golpe, pegou Percy, Annabeth e Clarisse e estava levando eles para sua boca.
– NÃO! — gritaram os três em unissono.
Mas então, antes que o monstro pudesse reagir, ele se transformou em pó dourado, e os três semideuses caíram no chão arfando e machucados.
– Como? — disse Annabeth com uma voz fraca.
– Acham mesmo que podem matar um monstro daquele com Bronze Celestial? — disse uma voz estranha.
– Percy, você quem disse isso? — disse Annabeth.
– Não. — disse ele assustado.
– Calem a boca vocês dois, olhem! — ela apontou mais a frente revelando um garoto com uma espada em punho, os cabelos loiros e os olhos azuis. Vestia uma blusa roxa, e um short jeans surrado que ia até o joelho.
– Quem são vocês? — disse o menino.
– É.. somos.. semideuses. — disse Annabeth engasgando.
– Eu sei o que vocês são, perguntei quem são. — disse ele com um tom de raiva na voz.
– Primeiro me diga quem é você! — berrou Clarisse.
– Acabei de evitar que os três virassem petisco de Panter e estão ainda reclamando porque pedi seus nomes? — berrou ele.
– Eu sou Clarisse, filha de Ares. — resmungou Clarisse com um tom de deboche na voz. — esses dois — ela apontou para Percy e Annabeth. — São Percy, filho de Poseidon, e Annabeth filha de Atena.
– Interessante. — ele girou a espada no ar que se transformou em uma moeda. — São gregos. — concluiu ele.
– Sim somos, mas quem é você? — disse Annabeth ficando enfurecida.
– Jason, filho de Júpiter. — disse Jason com um tom de satisfação.
– Filho de Júpiter? Que Deus é esse? Deus do mundo Júpiter? — disse Percy.
– Não seu idiota, é o mesmo que Zeus na forma Romana. — disse Jason mexendo nos cabelos loiros.
– Espera um pouco, aonde você mora? Não me lembro de nenhum filho de Júpiter no Acampamento Meio-Sangue. — disse Annabeth.
– Mas é claro que não, eu moro no Acampamento em Nova Roma. — disse Jason. — Achou que existia apenas o seu? — Ele disse "seu" como se fosse uma coisa medíocre.
– Não sabia que existiam o lado Romano. — disse Clarisse. — Porque nunca se vemos em missões?
– Porque os gregos e romanos tem uma rivalidade antiga, que não nos permitem trabalhar juntos. Os Deuses sempre tomam o devido cuidado quando vão enviar missões para a gente evitando que tenhamos contatos com gregos. — disse Jason olhando para os três como se avaliasse um produto.
– Mas então, porque nos ajudou? — disse Annabeth.
– Porque mesmo sendo gregos, não posso deixar semideuses morrendo, ainda mais com o que está acontecendo no momento. — disse Jason.
– Sim, Apolo foi sequestrado. — concluiu Percy.
– Não apenas isso, mas também o fato de todas as plantas do mundo estiverem morrendo, entrando em uma grande crise. — completou Jason.
– Então, está qui com o mesmo propósito? — disse Annabeth semicerrando os olhos. Percy não pode fingir que não estava sentindo uma pontada de ciúmes, já que Jason era bem bonito, teve que confessar.
– Sim, estou com o mesmo propósito, por isso resolvi ajudar vocês. — disse Jason.
– Mas como conseguiu matar o monstro sendo que ele não morre por Bronze Celestial? — disse Percy.
– Isso mesmo, ele não morre por Bronze Celestial, apenas por Ouro Imperial. É quase a mesma coisa mas como aquele monstro é de origem Romana, não tem como matar ele com armas de origem grega. — concluiu Jason afastando uma mecha de cabelo que estava caindo dos olhos.
– Então, tem idéia aonde ele está aprisionado? — disse Percy.
– Claro que não, mas meu palpite é que ele esteja nas geleiras, afinal ele é o Deus do Sol e precisa de um local bem gelado para bloquear seus poderes. — disse Jason, e Annabeth lançou um olhar para ele como se falasse: "Eu disse."
– Então, para que lado fica a geleira? — disse Percy.
– Para o lado que estavam indo, eu havia seguido este monstro por quilometros para descobrir se ele estava indo para a prisão, mas acabei encontrando vocês. — disse ele olhando para Annabeth e Percy teve vontade de cortar a cabeça dele.
– Então, vamos seguindo logo! — disse Clarisse pegando a mochila e passando por Jason sem ao menos olhá-lo.
– Ela é tão rude assim? — disse Jason.
– Só as vezes, mas não esquenta, apenas não mexa com ela. — disse Annabeth olhando para Jason e abafando um riso.
– Então vamos Sabidinha. — Percy beijou ela, para mostrar a Jason quem é que ela gosta. Também porque ama ela, ele não podia negar.
– Então vamos. — disse Annabeth ofegante por causa do beijo. — Ou vamos nos atrasar cabeça de alga.
Jason, que parecia furioso, apenas colocou a mão na espada e andou para a frente, aonde Clarisse estava parada com um olhar feio para eles, como se estivesse de saco cheio de esperar.
– Antes de irmos, preciso de falar uma coisa. — disse Annabeth. — Achamos uma escritura na rua dizendo que o Abajus está na Montanha Triste. — completou.
– Porque não disseram antes? — Jason parecia mais animado do que nunca. — Então já temos uma ótima pista para onde procurarmos.
– E onde seria este lugar? — disse Percy.
– Isto não posso contar, apenas me sigam e verão. — disse Jason com um ar misterioso, e dessa vez os quatro semideuses seguiram rumo ao Norte para as geleiras, com o ar cada vez ficando mais frio e os castigando.
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