O Retorno Dos Seis
31 Capítulo 29 - I'm back.
Notas iniciais
Aqui mais um cap. de ORDS! Espero que gostem :D
Arrumei a aparição do bernie! :DD
Espero que gostem!
Abro minha janela e o vento bate fortemente em meu rosto. John e Cinco conversam no banco de trás sobre a Garde, enquanto B.K repousa no colo de seu dono, e vejo que John evita falar sobre Seis.
– Mas então, tem mais alguém com um legado igual ao meu? – Cinco pergunta, ansioso.
– Além de mim, acho que não... Mas todos têm muitos legados para vir ainda, então provavelmente mais alguém terá o poder de controlar o fogo. – John sorri para ele.
– É, provavelmente... Mas e o número Nove? Ele não pode controlar o fogo?
– Não. – John responde secamente e Cinco não entende o porquê, parando de fazer perguntas quase imediatamente.
– Pessoal... – Digo, me virando para trás e olhando para os dois. – Porque não descansam um pouco? Vai demorar ainda, por mais que seja de madrugada e Jones esteja indo a mais de 100 km/hr. Provavelmente pararemos para comprar roupas novas e suprimentos ao amanhecer, mas até lá, durmam um pouco.
Eles assentem e encostam-se à janela, olhando para a paisagem e pensando no que farão quando encontrarem a Garde.
A viagem é longa e eu e Jones revezamos para que cada um possa descansar e o outro dirigir. Jones dirige a maior parte do tempo, já que o carro é seu e ele acelera a quase 200 km/hr. Já eu vou mais devagar, uns 100 km/hr no máximo. A pista tem poucos carros e alguns caminhões. Mas até agora, seguimos pela faixa da esquerda, sem nos preocupar com radares ou policiais atrás de nós.
Nós paramos por um instante para trocar de motoristas, já que Jones pediu para descansar um pouco.
– Sem problemas, Jones. Eu levo até Lancaster agora, ok? – Eu pisco para ele, me sentando no banco do motorista.
– Não Sarah, não é necessário.
– Jones, eu insisto. Sério. Descanse um pouco.
– Tudo bem então... Mas cuidado com meu carrinho, ouviu? – Ele olha feio para mim, mas depois sorri, fazendo-me rir.
– Pode deixar, General. Agora descanse.
– Ok, ok, Senhorita. Boa viagem. – Ele fala, inclinando o banco e fechando os olhos.
Bons sonhos, general.
Vejo o sol começando a nascer logo atrás de nós. O reflexo dele bate no retrovisor, acertando meu rosto. Sinto meu corpo se enchendo de energia e minha pele ficando corada. Minhas bochechas começam a pegar uma cor rosada e eu sorrio. Acelero ainda mais, com a janela aberta, e sigo assim por uns minutos, depois acelero mais. Vejo a placa indicando à saída para Lancaster e pego a direita, cortando um caminhão. Ele buzina e eu peço desculpas com a mão. Olho para o relógio do carro que marca 05h32. Já estamos há uma na estrada, e nem me sinto cansada. Mais duas horas e meia e estamos em “casa”.
De repente, ouço John se remexer no banco traseiro. Ele ainda está dormindo, mas seu corpo treme repentinamente. Continuo andando até que o tremor começa a se intensificar. Bernie se assusta com os tremores e se afasta, sentando no banco traseiro do meio.
Vou para a faixa da direita e paro o carro no acostamento. Desço dele e vou até a porta de John, abrindo-a devagar. Ele ainda treme e parece estar tendo um pesadelo. Agacho-me e seguro sua mão. Ele treme ainda mais. Tento segurar seus braços, mas é inútil. John está começando a me assustar de verdade.
Ele cerra os punhos e sinto sua raiva crescer dentro de seu corpo. Afasto-me um pouco, levantando-me e cruzo os braços, colocando algumas mechas do cabelo para trás da orelha. John continua a tremer e se remexer no banco e eu penso em que eu posso fazer para ajuda-lo. Sigo até o interior do corpo, estendendo minha mão até o cinto e retiro-o. No mesmo instante, Cinco acorda assustado e olha para John. Seu rosto cobre-se de pavor e ele sai do carro, batendo forte a porta e acordando Jones.
– O que está acontecendo aqui? – Cinco pergunta.
– Não sei, Cinco. – Eu respondo.
– Mas eu sei... – Jones fala, retirando o cinto e saindo do Camaro. Ele se encaminha para John e coloca a mão em sua testa. – Setrákus está invadindo os sonhos dele... Se é que é possível chamar alguma coisa de sonho com Setrákus no meio.
Minha alma se enche de medo, sabendo que John corre perigo com Setrákus em sua mente. Bernie late algumas vezes ao meu lado, eu afago sua cabeça e presto atenção em Jones e em John. Bernie se coloca ao meu lado, latindo algumas vezes, mas tento tranquilizá-lo, afagando sua cabeça de vez em quando.
– Mas para quê Setrákus invadiria os sonhos de John? – Cinco pergunta, ingenuamente.
– Cinco, Setrákus já deve saber que vocês escaparam. E agora, irão encontrar os outros. Ele não irá desistir tão fácil assim... Ele fará de tudo com John para saber onde vocês estão. E já que os dois tem essa conexão forte, será fácil se ele não for forte o suficiente. – Jones olha piedosamente para John que ainda dorme, mas murmura palavras sem nexo, repetidamente. Cinco coloca as mãos no cabelo ruivo e começa a andar de um lado para o outro, falando consigo mesmo.
“E agora?” e “Eu ainda mato esse mogadoriano” são algumas das frases que ele pronuncia. Jones também aparenta estar preocupado, mas fica calmo e tenta achar uma solução.
– Já sei! – Ele fala demasiadamente alto. – Temos que acordá-lo. Agora!
Estou em outro mundo. Não é Lorien, nem Mogadore, muito menos a Terra. Só há apenas escuridão e um foco de luz em uma pessoa. Ela não está muito longe e aparenta se movimentar. A pessoa vem em minha direção, mas não consigo ver quem é. Ela é alta, tem cabelos curtos e carrega uma adaga lórica. Não seria uma garota, pois seus cabelos são em formato masculino.
O foco de luz finalmente ilumina o rosto da pessoa e ela sorri. Eu também sorrio e uma lágrima escorre pelo meu rosto. Henri.
Corro até ele e lhe dou um grande abraço. Ele retribui e me aperta fortemente. Estamos da mesma altura, e até que nos parecemos um pouco. Tirando o cabelo, claro, a barba por fazer e o sorriso de canto estão idênticos.
– Como vai, amigão? – Ele pergunta, me afastando um pouco.
Tento responder a pergunta, mas simplesmente não consigo. Henri sorri mais e abaixa a cabeça. De repente, outros focos de luz aparecem. Eles se aproximam de nós e fazem uma meia lua.
Os focos são de pessoas, também altas e já adultas. Oito, no total. Eu conheço apenas quatro delas. Katarina; Reynolds; Sandor e Crayton, penso. Sorrio quando todos estão a minha volta. Eles também sorriem, todos segurando uma adaga lórica.
– Olhe, Quatro. Você precisa ser forte, ok? Precisamos de você para vencer os mogadorianos. – Katarina diz, muito prestativa.
– E não desista, nunca, ouviu? Invista nos seus legados, nunca pare de treinar. Seja duro com todos. – Uma mulher recomenda, um pouco tímida. Não a conheço, mas assinto com a cabeça.
– E diga a Oito que eu sinto muito. Eu em interessei no amor de uma humana, ignorando suas necessidades. Nossas necessidades. – Ele abaixa a cabeça, se lamentando. Sandor da um tapinha nas costas dele.
– Pequeno Quatro... Bom, apenas não desista. Por nós.
E por último, Crayton. Ele choraminga e não tem coragem de falar. Sinto-me mal por ele, mas não há nada que possa fazer.
E de repente, uma espada atravessa sua barriga, cortando seu corpo ao meio quando retirada por cima. Ele não tem reação e quando cai no chão, só restam cinzas. E o mesmo acontece com os outros. Uma poeira negra brilhante aparece atrás deles, perfurando-os.
O último é Henri. Ele me olha com ternura nos olhos, como raramente fazia. E segundos depois, antes que eu possa gritar e impedir qualquer coisa, sua cabeça voa para perto de mim. A espada é jogada perto da cabeça de Henri, que logo desaparece em pó. O dono dos assassinatos logo aparece, deixando-me louco e meus olhos queimando.
– Acalme-se John... – Ele começa. – Isso só é o início. E ele não será o último, não... Muito pelo o contrário. Todos vocês morrerão. Todos. – Setrákus diz e se aproxima. Ele sorri e puxa a espada para perto dele. – E se vocês não forem bons o suficiente, isso acontecerá logo. E você sabe disso... Não são capazes de me enfrentar, assim como seus inúteis Cêpans.
Tento me aproximar, mas ele me impede. Sinto meu corpo paralisar e minha respiração ficar ofegante. Não consigo me mexer, nem respirar.
– Não, não. Você fique bem aí. Quietinho. – Ele ironiza. – Sabe Quatro, sempre suspeitei que pudesse ser o próximo Pittacus, mas já vi que isso é impossível. – Ele reprova com a cabeça, com uma das mãos apontadas para mim, impedindo-me de me movimentar. – Você não tem cabeça para isso, sabe? Não sabe pensar antes de agir. Fica com raiva à toa. Quase matou um Garde por causa da sua falta de controle! O que podemos esperar de uma pessoa assim, hein? Mas como você é capaz de quase matar alguém de sua própria espécie em extinção, você é capaz de me dizer onde estão os outros, certo? – Ele levanta a mão, e meu corpo paralisado flutua no ar, indo em sua direção. Chego bem perto dele e olho em seus olhos. Imediatamente uma dor agonizante se instala em minha mente. Sinto pancadas fortes que me deixam tonto e um pouco desacordado. Sinto alguém ler meus pensamentos e vasculhar meu cérebro atrás de uma única informação.
– Não banque o difícil Johnny! – Setrákus continua a vasculhar minha mente, mas tento expulsá-lo de lá. – Você vai ceder, Quatro. Como sempre fez! Como sempre irá fazer!
Um líquido preto começa a percorrer da ponta do dedo de Setrákus até meu peito. O líquido queima minha pele me fazendo gritar, mas não ouço nenhum som sair de minha boca. Ele percorre até meus braços e os cobre. Sinto a carne queimar e o líquido caindo em minha corrente sanguínea e se espalhando por meu corpo. Em meu peito, forma-se um buraco, onde se pode ver os órgãos internos sendo corroídos pelo veneno. Fico vermelho e sem ar. Estou morrendo e não consigo fazer nada.
Tento acender meu lúmen, ou incendiar-me, empurrar Setrákus para longe com telecinesia, mas nada ocorre.
– Vamos John! Diga-me o que quero saber, e você vive mais uma noite. Diga-me agora!
– NUNCA. Prefiro morrer ao invés de dizer onde meus amigos estão!
– Oops. Não era isso que eu queria ouvir. – Sinto o veneno consumir todo meu corpo, meus braços aparecerem apenas os ossos, o buraco em meu peito ficar maior e minhas pernas ficando cinza. Elas endurecem e logo após, a poeira cai no chão.
Vejo o cinza percorrer rapidamente meu corpo, e antes que eu possa partir ouço uma voz feminina ao longe, chamando meu nome. Ela fica mais alta e Setrákus se distrai com isso, deixando-me cair de costas no chão. Até que tudo começa a ficar claro e escuto Setrákus gritar um “não” alto e raivoso.
– JOHN! – Grito, e ele finalmente acorda assustado. Seus olhos estão negros e seu rosto vermelho. Ele coloca as mãos na cabeça e tenta se levantar. – Não, John, fique aí sentado um pouco.
– Meu Deus, que sonho horrível. Parecia tão real... E que dor de cabeça! Parece que fui martelado milhões de vezes. – John reclama.
– Pois é Johnny, se prepare, pois isso pode voltar a acontecer. – Jones se aproxima e olha o ferimento no ombro de John. Em volta dele, o sangue coagulado está negro e dentro ainda há sangue fresco. – Tome bastante cuidado, ok?
Mas John não responde. Ele pensa na terrível bagunça em sua mente e tenta reorganizar as coisas.
– John, você está bem para voltarmos para a estrada? – Eu pergunto.
– Sim, sim... – Ele responde, ainda tonto.
– Jones, você dirige até uma parada? Depois eu assumo, se quiser... – Eu sugiro.
– Não se preocupe, Sarah. Eu levo até Lancaster e você me guia para acharmos a casa, ok? Vá atrás com John e Cinco vem comigo. – Ele responde, entrando no carro. Cinco também entra, batendo a porta suavemente. Eu aperto a mão de John, que ainda está um pouco grogue e dou a volta, para entrar no Camaro.
Sento-me bem perto dele e B.K ao meu lado, descansando a cabeça em cima das patas. Voltamos para a pista. Ignoro Jones e Cinco, e me foco em John. Não quero que isso aconteça de novo. John aparenta ter sofrido muito, e não quero que nada o machuque.
– Sarah... – Ele me chama, entrelaçando seus dedos nos meus. – Obrigada... Sem você, eu ficaria lá, preso. Provavelmente morto.
– John... Você é forte, sabe disso. Eu só dei uma forcinha. – Sorrio. Ele olha para mim e depois se volta para janela.
– Sabe, foi horrível. – Ele conta. – Foi a pior sensação que já senti em toda minha vida. Enfrentá-lo assim, sem poder fazer nada. E ele invadiu minha mente, revirou-a e deixou bagunçada. E eu quero descansar... Mas estou com medo de dormir e acontecer isso de novo. – Ele admite, virando novamente para mim. Aproximo-me e beijo suavemente seus lábios.
– Se alguma coisa acontecer com você, eu estarei aqui. Nada vai te machucar enquanto eu estiver ao seu lado. – Digo.
– Estranho... Era para eu estar falando isso para deixar a donzela indefesa em segurança... – John ironiza, sorrindo.
– Não banque o durão John! Eu quero te proteger... – Sorrimos. E nos beijamos mais uma vez. – Venha. Deite um pouco aqui. – Bato a mão em minhas pernas e ele se deita com dificuldade. Passo a mão em seus cabelos e ele repousa, mas não dorme. Tenho medo também de que ele durma e tudo isso aconteça novamente, então tento mantê-lo acordado.
A viagem passa devagar agora, mas logo chegamos a uma lanchonete. Saímos do carro, deixando Bernie lá dentro, dormindo. Alguns caminhoneiros nos encaram, e se perguntam por que estamos tão sujos e ensanguentados. Ao lado da lanchonete, encontra-se uma loja de conveniência. Entramos lá primeiro e compramos roupas novas. Escolho uma calça legging e uma camiseta branca. John escolhe um jeans meio velho e uma camisa preta. Cinco escolhe uma calça moletom preta e uma camisa vermelha esportiva. Jones retira a farda no banheiro, colocando-a em uma sacola e jogando-a no lixo. Ele compra um jeans azul novo e uma camisa social cinza. Quando vamos pagar, o homem do caixa questiona o que há no ombro de John.
– Apenas me de meu troco, por favor. — Jones responde.
Assim que estamos de roupa nova, passo no banheiro. Lavo o rosto e limpo todo o sangue seco e poeira que possa encontrar. Encontro John me esperando na porta e Jones e cinco já na lanchonete. Nos encaminhamos para lá, devagar e conversando sobre meus "legados". John pergunta como eles surgiram, mas não sei explicar.
– Talvez porque eu estivesse em perigo, não sei bem...
John ri baixinho e segura minha mão. Entramos na lanchonete, onde Jones e Cinco já estão em uma mesa. Eles pedem uma omelete com presunto e queijo e um suco de laranja. Eu e John pedimos um pão com manteiga na chapa e suco de uva. Comemos rapidamente, pagamos e voltamos para o carro. Todos nos encaram, principalmente a John, pois a camiseta está começando a se rasgar nas costas por causa da ponta da adaga.
Jones continua a dirigir. Cinco e John conversam mais e eu ouço atentamente sua conversa. Jones apenas presta atenção na pista, olhando para mim pelo espelho retrovisor de vez em quando. Eu olho para a janela para me lembrar de onde estamos, e acaricio Bernie, que se endireita em meu colo.
– Ah, Jones! Pegue a próxima saída para a cidade. É o caminho que peguei para Vegas e é bem mais rápido.
– Sim, senhorita!
Em poucos minutos, reconheço a caminho que percorremos. No lugar onde cai com a moto ainda há uma mancha de sangue seco. Sozinha, rio de mim mesma. John me encara e depois sorri, voltando a prestar a atenção na conversa.
– Sarah, em alguns metros as árvores do nosso lado esquerdo acabaram. O que faço? – Jones questiona.
– Vire à esquerda! – Digo, empolgada com a nossa chegada.
Jones faz isso e estacionamos perto do carro em que fugimos de Vegas. Finalmente.
Meu estômago se revira. Começo a passar mal e penso seriamente em fugir dali nesse momento. Não quero entrar lá. Não quero encarar pessoas que me traíram. Porém quero ver Ella, Sam, Oito, Sete e Malcolm.
– Vamos, John! – Sarah me chama, já fora do carro. Ela abre minha porta e segura minha mão, me puxando. Eu levanto com dificuldade, mas me estabilizo.
– É uma grande casa, hein? – Cinco diz.
– Sim. E é muito bonita por dentro! – Sarah exclama.
– Imagino! – Eu digo, fingindo certa empolgação.
– Que tal a gente entrar? – Jones sugere. – Estou doido para tirar uma soneca. – Ele diz, bocejando.
– Então vamos! – Sarah vai na frente, e eu a sigo. Cinco e Jones vem logo atrás de nós.
Ela bate na porta e B.K a arranha também. A mesma se abre e Marina sorri. Ela abraça Sarah e chora. Logo depois ela beija minha bochecha e me abraça cautelosamente.
– John! Que saudade! – Ela exclama, mas não consigo responder, então apenas sorrio. Ela cumprimenta Cinco, sorrindo ao saber que ele está bem e se apresenta para Jones. Não há ninguém na sala, mas ouvimos pessoas conversando na cozinha.
– Quem está aí, Marina? – Ouço Oito perguntar.
– Vocês não vão acreditar! – Ela grita, fechando a porta e mandando-nos ir até a cozinha. Eu sigo Sarah pelo corredor. Vejo um quarto do lado esquerdo, um banheiro e outro quarto do lado direito e um outro quarto no final do corredor. Na esquerda, ao final do hall avista-se a cozinha. Bernie corre e passa por nós, provavelmente sendo agarrado por alguém na cozinha logo após isso.
E nós finalmente entramos. Sarah, eu, Cinco, Jones e Marina. Oito, Malcolm, Ella e Sam sorriem e correm para nos abraçar. Já Nove e Seis, que estão sentados juntos e conversando como “namorado e namorada” ficam boquiabertos. Nós cumprimentamos todos, mas não presto atenção nisso.
Seis e Nove ainda não se levantaram. Estão em choque e mal conseguem perceber isso. Eles nos encaram, mas nada dizem. Cumprimento todos, tentando ser simpático, mas sinto que não demonstro isso. Sarah entrelaça seus dedos nos meus, e Nove olha atentamente isso. Seus olhos se voltam para mim, e eu os encaro, sentindo meus olhos ficarem negros. seu boca, agora fechada, tenta falar alguma coisa, mas tomo sua frente:
– O que foi? Surpresos de saber que ainda estou vivo? Surpresos por saber que eu ainda existo?
Parabéns, Johnny. Mais uma vez estragando o clima alegre entre nós. *Clap clap clap*. Você é demais.
Notas finais
Byee!
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