O Resgate de Hadassah

14 A Entrega e o Abismo



​A noite caiu pesada e abafada sobre a mansão Lioncort. Na casa da piscina, Hadassah tentava clarear a mente após os acontecimentos do elevador. O corpo dela ainda parecia vibrar com os toques de Jason, e a marca em seu pescoço era um lembrete constante do perigo que corria. Buscando relaxar, ela ligou o chuveiro no máximo, deixando o vapor denso e quente invadir o banheiro. Distraída e exausta, ela cometeu o erro de esquecer a porta de entrada da casa da piscina apenas encostada.

​Do lado de fora, Jason caminhava pelo jardim. Ele não vestia terno; usava apenas um short de moletom cinza e, por baixo, o elástico de sua cueca box preta aparecia discretamente em sua cintura. Estava sem camisa, exibindo o peito largo e musculoso, coberto por uma fina camada de suor da noite quente. Atraído pelas luzes acesas, ele empurrou a porta da casa da piscina e entrou. A passos silenciosos, ele trancou a porta principal e fechou as cortinas pesadas da sala, garantindo total privacidade.

​O som da água caindo o guiou até o banheiro. A porta estava entreaberta. Jason entrou, a visão ficando turva pelo vapor d'água. Através do vidro jateado do box, ele conseguia ver a silhueta perfeitamente esculpida de Hadassah debaixo do chuveiro. Sem dizer uma palavra, ele abriu a porta de vidro e entrou.

​Hadassah deu um sobressalto, o coração saltando na boca ao dar de cara com o peito nu e encharcado de Jason bloqueando sua saída.

​— Jason! Ficou louco?! Sai daqui! — ela gritou, tentando se cobrir com as mãos, a água caindo sobre seus cabelos ruivos e colando os fios em suas costas.

​— Eu disse que você não ia mais fugir de mim, Hadassah — Jason sussurrou, a voz saindo grave, rouca, completamente dominada pelo tesão.

​Ele deu um passo à frente, encurralando-a contra o azulejo molhado. Suas mãos grandes e calejadas subiram pela cintura dela, puxando o corpo nu de Hadassah contra o seu. O contraste da pele macia e quente dela contra os músculos rígidos de Jason fez ambos arfarem. O membro dele, já absurdamente ereto e volumoso, pressionava a frente do short de moletom diretamente contra a intimidade dela.

​— Não... Jason, por favor... — ela tentou protestar, mas sua voz sumiu quando os lábios dele atacaram os seus.

​O beijo no chuveiro foi selvagem, misturado com o gosto da água morna. A língua de Jason invadia a boca dela com uma possessividade feroz, enquanto suas mãos desciam pelas nádegas de Hadassah, apertando a carne firme e erguendo-a levemente para esfregar sua masculinidade pulsante contra a fenda molhada dela. Hadassah soltou um gemido sôfrego, entregando-se ao calor do momento. Suas mãos agarraram os ombros molhados dele, cravando as unhas em suas costas.

​Jason desceu os beijos pelo pescoço dela, mordendo a pele sensível e descendo até os seios fartos. Ele abocanhou um dos mamilos rígidos, sugando com força, arrancando um grito agudo de prazer de Hadassah, que arqueou as costas, completamente rendida. Com pressa, Jason se livrou do short e da cueca, jogando-os no chão do banheiro. Sua masculinidade saltou, livre, imensa, latejando de puro desejo. Ele pegou a mão de Hadassah e a guiou até o seu membro ereto. Quando os dedos delicados dela se fecharam ao redor da extensão grossa e quente, Jason soltou um rosnado baixo, a cabeça jogada para trás sob a água.

​— Puta merda, ruivinha... mexe assim... — ele arfou, o quadril movendo-se contra a mão dela.

​Sem aguentar mais a urgência, Jason desligou o chuveiro com um movimento rápido. Ele envolveu Hadassah em uma toalha de forma desajeitada, ergueu-a nos braços e a carregou para o quarto da casa da piscina, deitando-a no centro da cama de casal.

​A penumbra do quarto era cortada apenas pela luz fraca que vinha do banheiro. Jason subiu na cama, posicionando-se entre as pernas de Hadassah. Ele afastou os cabelos ruivos e molhados do rosto dela, os olhos azuis fixos nos verdes, brilhando com uma mistura de amor e luxúria incontrolável.

​— Eu vou ser carinhoso, meu amor... Eu sei que é a sua primeira vez — ele sussurrou, a voz trêmula pela linha tênue do autocontrole.

​Hadassah olhou para ele, a respiração opressa, o ventre queimando em pura expectativa. Ela abriu as pernas um pouco mais, convidando-o para o abismo.

​Jason segurou a base de seu membro rígido e posicionou a ponta excessivamente quente contra a entrada estreita de Hadassah. Ele se inclinou, beijando-a profundamente nos lábios para distraí-la, enquanto empurrava o quadril para a frente em uma estocada lenta e firme.

​— Ah! — Hadassah soltou um gemido agudo de dor contra a boca dele, o corpo ficando tenso quando sentiu o hímen se romper, a sensação de preenchimento sendo quase avassaladora. Lágrimas escorreram por seus olhos.

​Jason congelou imediatamente, mantendo-se dentro dela apenas pela metade, o peito subindo e descendo com força.

​— Relaxa, ruivinha... respira comigo... — ele pediu, cobrindo o rosto dela de beijos doces, esperando o corpo dela se acostumar com a imensidão dele.

​Aos poucos, a dor inicial de Hadassah começou a se transformar em uma queimação deliciosa. O calor interno e a lubrificação natural começaram a envolver o membro de Jason como uma luva apertada. Ela envolveu as pernas ao redor dos quadris dele, dando o sinal.

​— Jason... por favor... se move — ela arfou, arranhando o peito dele.

​Com o aval dela, o autocontrole de Jason explodiu. Ele começou a se mover em estocadas profundas, ritmadas e pesadas. O som dos corpos se chocando no silêncio do quarto era puro erotismo. A cada investida, o membro dele entrava por completo, roçando no fundo do útero de Hadassah, arrancando dela gemidos altos, sôfregos e descontrolados.

​— Meu Deus, Jason... mais... mais! — ela gritava, jogando a cabeça para trás, as mãos apertando os lençóis.

​— Você é minha, Hadassah! Sempre foi minha! — ele rosnou, o ritmo tornando-se cada vez mais selvagem e rápido.

​Jason a puxou pelas coxas, elevando os quadris dela e penetrando-a com uma força brutal, aproveitando o aperto perfeito da virgindade dela que agora se moldava inteiramente a ele. O tesão era tanto que o peito de ambos estava coberto de suor. Hadassah sentiu a onda do orgasmo se aproximar, uma tensão violenta subindo por suas pernas até que seu corpo inteiro tremeu em espasmos fortes, as paredes de sua intimidade contraindo-se repetidamente ao redor dele. Ao sentir o ápice dela, Jason soltou um rugido alto, deu três estocadas finais e profundas, descarregando todo o seu sêmen quente no fundo dela, desabando exausto sobre o peito da ruiva.

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​O silêncio voltou ao quarto, quebrado apenas pelas respirações que voltavam ao normal. O calor do ato começou a esfriar, e com o fim do transe do prazer, a realidade bateu na mente de Hadassah como um soco de ferro.

​Ela olhou para o teto, sentindo o líquido quente escorrer por suas coxas e o leve incômodo da perda da virgindade. O orgulho que ela tanto protegera, a barreira que construíra em seis anos, havia desmoronado em trinta minutos por causa do desejo carnal. Uma onda avassaladora de raiva, ódio de si mesma e ressentimento por Jason ter conseguido o que queria a invadiu.

​Com força, ela empurrou o peito de Jason, jogando-o para o lado na cama. Ela se levantou rapidamente, puxando o lençol para cobrir o corpo nu, os olhos verdes faiscando de puro ódio.

​— Sai da minha cama, Jason. Agora! — a voz dela saiu cortante, fria e cheia de desprezo.

​Jason, que ainda estava assimilando a perfeição do momento, sentou-se na cama, confuso com a mudança abrupta de humor.

​— Hadassah, o que foi? Nós acabamos de... foi perfeito, você sentiu...

​— Perfeito para você, seu egoísta! — ela gritou, as lágrimas de raiva caindo. — Você conseguiu o que queria, não é? Comprou a minha empresa, me cercou na casa da piscina e agora tirou a única coisa que me restava! Você usou o meu corpo para massagear o seu ego de dono do mundo!

​— Não foi isso! Eu te amo, eu fui cuidadoso... — ele tentou se aproximar, estendendo a mão.

​— Não encosta em mim! — ela berrou, apontando para a porta. — Eu tenho nojo de mim mesma por ter deixado você me tocar. Você entrou aqui como um predador e se aproveitou do meu momento de fraqueza. Pegue as suas roupas no banheiro e saia da minha casa antes que eu cometa uma loucura. Suma da minha frente, Jason! Eu te odeio mais do que tudo nessa terra!

​A intensidade do ódio nos olhos de Hadassah fez o coração de Jason despencar. Ele percebeu que, embora tivesse possuído o corpo dela, a mente e o orgulho da ruiva haviam se fechado em uma muralha ainda mais alta.

​Sem dizer uma palavra, ele se levantou da cama, caminhou até o banheiro com a cabeça baixa, pegou seu short e sua cueca do chão e se vestiu. Ao passar pelo quarto em direção à saída, ele olhou para ela uma última vez. Hadassah estava encolhida na cama, chorando de raiva, limpando a boca com as costas da mão como se quisesse apagar o gosto dele.

​Jason abriu a porta da casa da piscina e saiu para a noite escura, sob o resto da chuva, sabendo que a primeira vez do casal, que deveria ter sido o início de uma união, havia se tornado o estopim de uma guerra ainda mais destrutiva.