Capitulo 1
• A guerra

Tudo começou há 18 anos, minha mãe e meu pai se apaixonaram, casaram e mudaram-se para um pacato e pequeno vilarejo. Depois de alguns anos fui concebida e denominada Luna; durante esses 18 anos posso dizer que foram os mais felizes de minha vida. Hoje é um dia muito especial para mim, pois completarei 18 anos.
Mãe: Luna!!! Hora de acordar.
Ainda sonolenta: Estou indo.
Depois de alguns minutos desci para o café da manhã.
Mãe: Bom dia meu amor! Dormiu bem?
Luna: Bom dia mãe! (Preocupada)
Mãe: O que foi?
Luna: Nada. E... e aquele pesadelo outra vez.
Mãe: Não se preocupe e só um sonho.
Luna: Espero...
Papai abriu a porta, e nas mãos já trazia o pão quentinho. Fui em sua direção e lhe dei um a braço bem forte.
Pai: Bom dia meu amor!
Luna: Bom dia.
O dia começara bem. Depois na cozinha lavando as louças do café, pude perceber ao abraça-lo que havia algo estranho, não só no fato de papai ter passado a noite fora, mas no machucado que ele escondia no braço; e estavam conversando extremamente baixo para que eu não pudesse ouvir.
Isso já havia acontecido algumas vezes, mas hoje foi diferente, o machucado me intrigava sem ao menos eu saber o que havia acontecido.
Luna: Mãe posso sair? Combinei de me encontrar com o Louis.
Mãe: Pode sim.
Ao sair me despedi dos dois e argumentei: Não demoro!
Em casa...
Mãe: O que aconteceu?
Pai: Eles estão vindo, não podemos mais continuar aqui.
Mãe: Você sabe que é muito ariscado fugir assim e além de tudo temos a Luna.
Pai: Não e o momento de ter medo, temos que tentar!
Mãe: Eu sei, mas estou preocupada.
Pai: Não se preocupe. (Acariciando o rosto dela )
Mãe: Deixa eu cuidar desses ferimentos antes que eles fiquem piores.
Pai: As coisas iram melhorar eu prometo.
Ao sair de casa me direcionei até o esconderijo onde Louis e eu nos encontrávamos, era um lugar lindo com uma vista arborizada onde passava um pequeno rio, bem ao lado uma grande árvore. Chegando lá era possível ouvir o canto dos pássaros e a água do rio a correr.
Luna: Louis... Louis, onde você está?
Louis e um garoto do vilarejo, nos conhecemos desde de os meus 8 anos, quando me perdi na mata próxima dali, foi ele quem me encontrou enquanto eu chorava apavorada embaixo da árvore que hoje e uma ponto de referencia do nosso esconderijo. Desde então somos amigos.
Ouço as folhas da árvore se mexerem, sinto que há alguém ali, de repente um vulto sai de dentro das folhas e cai bem atrás de mim, pego-lhe pelo braço e o jogo longe.
Luna: Raiah!
Louis: aahh! Está melhorando, mas devia olhar para onde arremessa seu oponente.
Luna: Meu Deus! Desculpa, você está bem? A culpa e toda sua por está escondido, o que deu em você podia ter te machucado...
Louis: (Rindo) Não se preocupe sua boba. Eu estou bem, belo golpe.
Luna: Vamos! Deixa eu te ajudar a levantar.
Sentamos em baixo da árvore e começamos a conversar.
Louis: O que foi? Devia estar feliz..
Luna: e... e que...
Louis: Diga?
Luna: São meus pais, tem alguma coisa errada.
Louis: Como assim?
Luna: Meu pai não dormiu em casa e hoje cedo chegou com um machucado no braço.
Louis: Machucado?
Luna: Eu não sei o que está acontecendo, eles acham que não percebi e depois ficaram conversando em voz baixa para que eu não ouvisse.
Louis: Esquece isso... Não deve ser nada de mais.
Luna: (Preocupada) Você deve estar certo!
Louis: Lembra... Quando te encontrei perdida e prometi que nunca ia deixar nada de mal acontecer com você, e que sempre iria te proteger...
Luna: Como poderia esquecer foi logo depois daquele dia que nos tornamos amigos e você começou a me ensinar defesa pessoal.
Louis: Sim... Feche os olhos!
Luna: O que?
Louis: Vamos feche...
Luna: Tudo bem.
Naquele instante senti suas mãos tocarem meus dedos é...
Louis: Abra os olhos...
Olhei diretamente para minha mão.
Luna: Louis é lindo... Muito obrigado!
Louis: Fiz esse anel para você, para que você não esqueça de mim.
Luna: Eu prometo que nunca vou esquecer de você, aconteça o que acontecer.
Ele havia colocado o anel no meu dedo indicador, o mais lindo anel que eu já virá.
Louis: Há uma inscrição dentro do anel... Leia!
Luna: Até a eternidade!!!
Nesse instante o abracei.
Luna: Nei sei como agradecer.
Louis: (Sorrindo) Feliz aniversário.
Sentados uma ao lado do outro e ficamos olhando as nuvens.
Louis: Luna eu... eu.. eu quero te falar uma coisa que a muito tempo eu estou sentindo.
Luna: O que?
Louis: Eu gosto de você.
Luna: (Sorrindo) Eu também gosto de você.
Louis com as bochechas vermelhas segurou as minhas mãos, me puxou para perto e no impulso me beijou.
Louis: Luna eu amo você.
Não sabia o que falar ou como reagir, e no fundo do meu coração aquele sentimento adormecido bateu mais forte e eu retribui o beijo.
Luna: Eu amo você Louis.
Depois de algumas horas nos despedimos e eu me direcionei a minha casa. Logo chegou a noite, eu e meus pais jantamos e nos sentamos a sala.
Pai: Querida precisamos conversar!
Mamãe interrompeu.
Mãe: Mais antes temos uma coisa para você.
Ela pegou uma pequena caixa na gaveta do cômodo da sala e pôs em minhas mãos. Ao abrir a caixa me deparei com outro presente, era um lindo escapulário com duas pedras verde-mar em cada lado.
Mãe: Deixa eu colocar em você.
Luna: Que lindo, muito obrigado!
Pai: Dei esse colar a sua mãe quando nos conhecemos.
Abracei-os.
Pai: Precisamos conversar! Surgiu um imprevisto e precisamos viajar.
Luna: Precisamos? Quando voltamos?
Meus pais se entreolharam.
Mãe: Querida você precisa entender, vai ser o melhor para a nossa segurança...
Luna: Vocês estão me assustando... O que está acontecendo?
Pai: Vamos embora do vilarejo amanhã cedo.
Luna: Como embora? Por que vocês não estão me explicando nada... Só sabem dizer que vai ser melhor para a nossa segurança, mas o que está ameaçando a nossa segurança?
Pai: Basta que você saiba isso e mais nada, você ficara segura não tem com o que se preocupar.
Nunca tinha visto meus pais tão preocupados e nervosos ao mesmo tempo, mais não me conformava com aquela situação, não entendia por que tínhamos que ir embora e deixar tudo ali.
Luna: Isso não faz nenhum sentido, o por que temos que partir? Mãe , pai por favor o que está havendo.
Pai: Luna já chega! Você já entendeu que temos que partir não é, então vá agora mesmo para o seu quarto arrumar suas coisas.
Nunca papai tinha falado assim comigo, sai correndo direto para o meu quarto com lágrimas nos olhos sem entender nada do que havia ocorrido ali, sem saber qual o motivo de termos que ir de repente sem direção. Fiquei sentada em minha cama pensando no ocorrido, como seria dali para frente e ....
Luna: (Assustada) Louis!
Levantei a cabeça e pensei como lhe daria essa noticia depois de tudo que havia acontecido entre nos. Foi quando de repente ouviu-se um estouro. Os gritos de horror começaram eu apavorada desci as escadas meu pai e minha mãe tinham acabado de entrar pela porta e a fecharam.
Luna: O que está havendo?
Pai: Não... Fique onde está.
Mãe: Não e seguro!
Nunca tinha visto eles tão assustados ao ponto de eu ficar mais aflita do que já estava. É lá fora os estrondos chegavam cada vez mais perto e mais fortes em nossa direção.
Luna: O que é isso? Por que estão tão assustados? O que esta havendo lá fora?
Pai: Tenha calma vamos sair daqui agora, eles nos encontraram! Pensei que daria tempo para que nos fossemos embora pela manhã, mas... (Outro estrondo e ouvi) Leve Luna daqui para o porão lá vocês ficaram a salvo...
Mãe: Não vou deixar você aqui lutando sozinho!
Pai: Eu não estou pedindo vão.
Sem entender nada, fui pega pelo braço e levada para o porão.
Mãe: Estou preocupada não e costume deles sair atacando assim.
Luna: Quando e que vocês vão parar de falar as coisas como se eu não estivesse aqui, e me dizer o que realmente... O que está acontecendo? Mãe !
Quando parecia que finalmente eu escutaria uma resposta a casa estremeceu , foi quando papai desceu correndo as escadas do porão.
Pai: Vamos temos que sair daqui agora!
Mãe: O que houve?
Ele apenas balançou a cabeça e ela num gesto intenso entendeu. Corremos até uma pequena janela que havia lá, era a única saída dali.
Mãe: Você primeiro Luna.
Nesse instante uma agonia se espalhou pelo meu peito, as lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto ainda assustado sem entender nada, o único gesto que me ocorreu naquele momento foi o de abraça-los e fiz. Sai pela pequena passagem que dava a lateral de nossa casa, foi quando escutei alguns homens!
Homem 1: Eles vão ter que sair por bem ou por mau!
Homem 2: Eles podem até ser poderosos, mas não estão usando seus ataques! Por que será?
Nesse momento meu pai falou para que eu corresse que eles estariam logo atrás , foi o que fiz corri. Ouvi uma enorme explosão que me fez cai, como os olhos cheios de lágrimas olhei em direção a minha casa que já não estava lá só restara um labareda enorme engolindo cada lembrança, cada momento minha reação foi correr de volta para salvar meus pais.
Luna: Nãããããããããããããooooo! Mãe, pai.
Corri de volta, mantive a esperança de que eles haviam saído a tempo mais meu coração não pensava o mesmo, chorando descontrolada quis tentar entrar na casa, mas alguém me agarrará.
Luna: Me solta, eu tenho que salva-los, me deixa ir...
Louis: Vamos não e seguro ficar aqui, vamos embora?
Luna: Nãããããããããããããooooo! Mãe, pai.
Ouvimos vozes vindo em nossa direção. Louis me pegou no colo e saiu correndo, sem nenhuma reação minha ele me levou, eu só conseguia pensar na tragédia que acabara de acontecer quando ele me pôs no chão. Era o lugar de nosso esconderijo, assim que ele me pôs no chão eu desabei, sentada chorava a morte de meus pais.
Luna: Não pode ser, e mas um pesadelo daqueles , não pode ser não, não, não...
Louis me pegou pela mão e me pôs de pês.
Louis: Mais do que nunca você precisa ser forte para enfrentar as dificuldades que estão por vir!
Ele me abraçou. Com as lágrimas escorrendo em meu rosto ele me solto e me virei a olhar para o céu, foi quando olhei para baixo e vi sangue escorrer perto de meus pês, e Louis neste mesmo instante caiu bem atrás de mim.
Luna: Louis! Você está ferido....
O ferimento era profundo bem eu seu peito perto a seu coração. Ele não conseguia se levantar, arrastei ele até a árvore que era nosso ponto de encontro desde a infância e o coloquei deitado perto de suas raízes.
Luna: Precisamos estancar esse sangue, eu vou chamar alguém....
Quando eu me levantei ele pegara em minha mão.
Louis: O vilarejo foi todo devastado, não há mais ninguém lá...
Luna: Não posso perder você também! (Chorando)
Por mais que a dor fosse aparente em seu rosto, ele ainda conseguia sorrir.
Louis: (Sorriu) Você não vai me perder, eu prometi que cuidaria de você e vou... (tosse, dor)
Luna: Você está....
Ele me interrompeu!
Louis: Deite aqui ao meu lado?
Luna: (Chorando) Louis! Eu... Eu... Tudo bem.
Deitei-me ao seu lado e ele começou a conversar comigo.
Louis: A noite está linda não é? Todas as estrelas estão mais brilhantes que nunca. Lembra quando passamos a noite admirando as constelações?
Luna: Sim, é verdade sempre vinhamos aqui a noite para observar as estrelas, olha-las sempre me acalmou.
Louis: Não se preocupe há sempre uma luz na escuridão, uma estrela no céu nublado...
De repente Louis começou a tossir e se contorcer de dor.
Louis: Não se preocupe eu estou bem!
Luna: Para de tentar me poupar, você não está bem...
Louis: Siga sempre sua constelação!
Nesse instante olhei diretamente em seus olhos, ele passou a mão com esforço em meu rosto e enxugou minhas lágrimas.
Louis: Ainda não e hora para desistir, você tem um longo caminho a percorrer.
Luna: Do que você está falando?
Ele começou a perder muito sangue, eu apavorada não sabia o que fazer, minhas mãos estavam em seu ferimento para tentar conter o pouco sangue que ainda restava em seu corpo mais não era o suficiente, foi quando ele começou a respirar com mais dificuldade do que antes.
Louis: (Ofegante e quase sem ar) Você... Você precisa... está pronta para...
Luna: (Aos prantos) Não fale nada por favor.
Louis: (Sorrindo) Eu... não...vou... poder cumprir... com a minha promessa, não me odeie...por isso!
Luna: Não... Não... você também não.
As batidas de seu coração estavam fracas, ele me puxou para perto dele, encostou sua cabeça na minha e falou baixinho: _ EU AMO VOCE! , me beijando. Aquele foi o último, é o mais sincero beijo. Nesse instante já não se ouvia mais nenhum ruído na floresta, como se ao mesmo instante em que seu coração parou de bater o universo tivesse parado para ouvir meu pranto e suplica.
Luna: : Nãããããããããããããooooo, por que? Looooouiiis.
Deitada sobre seu peito ensanguentado minhas lágrimas se misturavam ao seu sangue se tornando um, tingindo a grama ao redor da árvore que um dia presenciou essa história.

Não demorou muito para que eu ouvisse vozes.
Voz 1: Eles foram por ali.
Voz 2: Você tem certeza?
Voz 3: Vamos! O que fazem ai parados, não podemos ir embora daqui de mãos vazias! (Risadas)
Eles estavam perto, eu não poderia deixar que o esforço do Louis e de meus pais para me salvar fosse em vão. Então, fiz a única escolha que eu poderia fazer... Deixei o corpo gélido de Louis ali e sai correndo na escuridão daquela floresta húmida sem ao menos saber que caminho tomar, corri como se um lobo faminto quisesse me devora, a noite já não era mais a mesma, pois me tornei uma fugitiva sem ter cometido crimes, mais um vulto em meio a densa e escura floresta negra.
Voz 1: Olhem isso!!!
Voz 2: Como pode ser? Uma possa de sangue. Mas não há ninguém aqui!
Voz 3: Isso significa que eles estão por perto! Espalhem-se! Não deixe que eles escapem. (Risos)