O Renascer de uma Nova Era

2 Capitulo 2 • Uma estrada tortuosa


Faz dois anos depois da tragédia que me ocorrerá. Tenho vagado sem destino, encontrei nesse longo caminho pessoas de bom coração que me acolheram por uns dias em suas casas, mas logo segui em frente buscando o meu verdadeiro caminho. Tentando assim, reverter ás trevas que tomaram conta do meu coração e finalmente encontrar o caminho da luz. Depois, de ter caminhado por horas o cansaço me tomava o corpo, sem água e sem comida não havia ninguém por perto, vendo minhas forças se esvaírem por entre meus dedos caio tonta e desnorteada ao chão. Já sem forças, vejo uma figura estranha se aproximando de mim e desmaio. Num vilarejo próximo dali... Abro os olhos e me vejo deitada em uma cama... Mulher: Enfim acordou! Luna: Onde... Onde estou? Mulher: Está na minha casa. Te encontrei desacordado longe daqui. Sinto um ardor no peito. Mulher: Não tente levantar ainda, você está muito fraca! E muito desidratada por causa do sol, vou pegar um copo com água pra você! Luna: Obrigada! Mulher: De nada. Ela se direcionou para fora do quarto enquanto eu voltava a me deitar, foi quando pensei que não devia está ali importunando pessoas de bem com meu problema. Ela voltou ao quarto com o copo em uma das mãos. Mulher: aqui está! Eu depois de tudo que acontecerá não confiava mais em ninguém, mas não recusaria a ajuda dela! Luna: Obrigada!!! Amanhã cedo preciso ir embora, não darei mais trabalho para você. Mulher: (Rindo) Não e trabalho algum, estou aqui para ajudar é e o que estou fazendo! Luna: Eu preciso ir! Mulher: Por que tanta pressa? Luna: Você não entenderia. Mulher: Durma você vai se sentir melhor com o tempo! Eu adormeci. Sonhei com um belo jardim coberto com flores brancas e bem ao centro havia uma árvore, me direcionei até a árvore coloquei a mão em seu tronco, foi quando ouvi um voz agonizando e dizendo. Voz: Socorro!!!! Socorro Luna... Quando olho ao meu redor o jardim havia se transformado em um amontoado de corpos, e as flores que eram brancas estavam espetadas em cada corpo jogado ali estavam absorvendo o sangue e se tornando vermelhas. Um corpo se levanta em minha direção e em passos vagarosos diz. _ A culpa e sua.... a culpa e toda sua, não terá paz enquanto não mudar s... E aos prantos acordo com a mão no meu rosto... Luna: Não foi minha culpa, não foi... não!!! Já era noite, eu aos pratos sai para a varanda, e me sentei a olhar as estrelas!!! Luna: ( Chorando) Eu não tive forças para salva-los!!! Foi quando uma estrela cruzou o céu.... Eu segurando o meu colar disse. Luna: Sei que estão ai olhando por mim, mas ainda não achei o caminho certo para seguir! Amanheceu e eu acabei dormindo na varando sobre um banco de madeira. Mulher: Não te encontrei no quarto!!! Pensei que você estivesse ido embora? Luna: Não conseguir dormir direito, acabei pegando no sono aqui fora! A luz da noite e o brilho das estrelas me acalmam quando tenho pesadelos!!! Mulher: Vamos!!! Venha tomar café, quero conversar com você! Luna: Tudo bem! Voltei ao quarto tomei banho, troquei de roupa e fui até onde ela estava. Luna: Queria falar comigo? Mulher: Sente-se! Luna: Ok! Mulher: O que te trás a esse vilarejo? Luna: (Assustada) Eu... Eu não sei... estou só de passagem! Mulher: Para onde você vai? Luna: Isso eu também não sei... Mulher: Como não sabe! Você tem que saber.... Contei á ela tudo o que aconteceu, a morte das pessoas que eu amava foi uma dor que eu ainda não pude superar! Luna: Por esse motivo digo que não sei onde ir!!! Mulher: Você quer ficar aqui? Luna: Aqui? Eu não sei! Mulher: Posso te ajudar! Luna: Pode? Mulher: Sim! Estou precisando de ajuda aqui, e você me parece uma boa pessoa mesmo estando confusa com que caminho seguir! Eu hesitei num primeiro instante, como eu viveria num lugar que eu não conheço. Pensei bem essa mulher foi a primeira pessoa durante esses dois anos que quer realmente me ajudar, e que não me julgou por eu andar por ai sozinha sem rumo. Luna: Vou aceitar sua proposta! Ela com um leve sorriso no rosto disse. Mulher: Muito bom, quero ajuda-la por que vi determinação em seu olhar e você precisa superar a escuridão que te assombra! Luna: Obrigada! Desculpa, mais não sei seu nome. Mulher: Meu nome e Marin, e o seu? Luna: Meu nome e Luna. Marin: Agora vamos! Quero te mostrar uma coisa. Luna: Tudo bem. Saímos da casa e nos direcionamos a um vilarejo que ficava alguns segundos dali. O senário era desolador, casas destruídas pessoas chorando e crianças recolhendo o que sobrou dos destroços de suas casas! Luna: (Assustada) O que houve aqui Marin? Marin: A um mês esse vilarejo foi atacado sem motivos por homens estranhos, e que não levaram nada. Um morador fez com que eles o seguissem os despistou na floresta. Mas, ate hoje ele não foi mais visto. Luna: Por que está me dizendo isso? Marin: Assim como você essas pessoas perderam tudo, mais elas não desistiram de continuar e reconstruir as suas vidas. Aos poucos foram se acostumando com a dor, perda e o desespero mesmo que todos os dias a batalha seja mais difícil que a anterior, eles não desistiram de lutar! Abaixei a cabeça e pensei nesses dois anos que se passaram. Luna: A dor e uma coisa difícil de superar, eu simplesmente aprendi a conviver com ela! Marin: Venha tem outro lugar que quero te mostrar! Andamos por mais alguns minutos e chegamos a entrada de uma floresta, seguindo uma caminho já traçado entramos e seguimos em frente. Em alguns trechos as árvores estavam derrubadas outras arranhadas e mais a frente havia duas crateras enormes no chão como se um asteroide tivesse caído ali. Luna: Onde estamos indo? Marin: Você já vai descobri! Logo a frente havia uma clareira onde o sol não se importava em brilhar mais do que o normal. Marin: Chegamos!!! Um lugar calmo e tranquilo com uma cacheira, dava para ouvir o canto dos pássaros, sentir a brisa, a calmaria e o sol tocando meu rosto, não tinha me sentido tão bem assim depois do acontecido, por um minuto tudo de ruim acabara como as corredeiras da cachoeira que sempre tem água limpas. Foi quando duas pedras enormes vinham em minha direção, dei um salto me esquivando delas, com o salto fui parar na copa de uma árvore. Marin: Onde você aprendeu isso? Luna: Foi você quem me atirou essas pedras? Como? Marin: Primeira lição: A força não pode ser só física ela também tem que ser mental, se você acredita que pode fazer você consegue! Você tem potencial. Com quem aprendeu esse salto? Olhei para ela por alguns instantes e respondi. Luna: Meu... Meu... Louis me ensinou, desde os 8 anos ele me ensinava defesa pessoal. Ainda era doloroso falar de Louis. Marin: Muito bem, quer aperfeiçoar sua técnica? Posso treinar você. O que acha? Desci da árvore e me coloquei de pé em sua frente. Luna: Claro que quero! Marin: Muito bem de agora em diante seria sua Mestra e você vai obedecer aos meus ensinamentos. Luna: Pra mim tudo bem. Marin me olhava diferente, me olhava de um jeito que eu ainda não consegui identificar por mais que ela parecesse brava desde o momento que ela cuidou de mim percebi que ela tinha um coração puro. Marin: Esqueça! Luna: Como? Marin: Confie em você, lute. Mostre que você consegue superar a dor dentro de você. Luna: Mas... Mas, eu não consigo... Marin: Comece tirando da sua cabeça que você não consegue, pensamentos positivos ajudam a melhorar o desempenho. Deixe que sua mente flua, não tenha medo de lutar; encare o dasafio que esta por vir. Luna: Tudo bem. O que devo fazer? Marin: Está vendo aquela rocha perto dá queda água da cachoeira? Quero que sente lá e tente meditar, encontre seu ponto de controle! A calma e um dos atributos para encontrar a paz e ver as coisas com clareza. Vou até o vilarejo e quando eu voltar mais tarde conversaremos. Tudo bem pra você? Luna: Sem problemas! Marin: Leve isso a sério ou você não terá outra chance! E assim ela me deixou sozinha. O modo como Marin havia falado me fez perceber que realmente ela estava ali para me ajudar. De alguma forma ela entendia o que eu tinha passado ate chegar aqui, logo fiz o que ela havia pedido. Fechei os olhos e sentei em posição de lótus. Com isso, o tempo passava e eu sentia e ouvia tudo ao meu redor aos poucos pude perceber o brilho que há dentro de mim, um pequeno universo ali dentro e intacto por tanto tempo, mas algo mudou um medo e a angustia ardia dentro de meu peito ; as lembranças daquele dia fatídico voltaram a minha mente e eu não pude me conter as lágrimas escorriam em meu rosto... A culpa ainda era um fator que eu não podia negar que sentia, o sentimento de perda que desde então não passava nem mesmo quando estava dormindo... Luna: Eu.... Eu não consegui mais eu preciso encontra o caminho da luz... Com as mãos na cabeça fico de pé sobre a rocha, fecho meus punhos e começo a socar a água sem para. Mais a raiva e a dor só cresciam dentro de mim. Luna: Aaaaahh! Eu não fui capaz de proteger que eu amava! E foi assim durante algumas horas até ouvir a voz da Marin ecoando em minha mente. Marin: Com o tempo você vai conseguir ter calma e não deixar que o ódio a consoma! Enquanto isso tenha calma... Luna: Eu... Eu só queria ter feito algo, eles morreram para me proteger... enquanto eu não pode fazer nada para impedir... Marin: Ficar se lamentando não vai trazer quem você ama de volta, as perdas acabam nos deixando fracos e derrotados, é com um sentimento de culpa... Vou te dizer uma coisa que você já sabe, o mundo não e um grande arco-íris e um lugar sujo, e um lugar cruel então torne-se forte para enfrentar as barreiras que iram tentar te derrubar pelo caminho, os inimigos não terão pena de você eles atacaram sem piedade e se você não for forte o suficiente para derrota-los você morrerá. E isso que você quer? Quer desperdiça a chance que eles te deram de viver e de se tornar forte? As lágrimas me consumiam e parece que eu não tinha mais forças para dizer nada até... Luna: Sei que pedir desculpas não vai mudar nada....mas, quero me torna forte para enfrenta tudo e todos. Marin olhou fixamente em meus olhos. Marin: Por hoje chega! Vamos. O dia tinha passado tão rápido já era quase noite, voltamos pelo mesmo caminho, tentei falar com Marin durante a caminhada mais não conseguia dizer nenhuma palavra. Chegamos a entrada do vilarejo e estava tudo tão calmo e pacato todos já estavam em suas casa ou no que restou delas a casa da Marin não ficava tão longe dali e logo chegamos. Ela parou na entrada da casa e me perguntou. Marin: Durante todo o caminho você se manteve calada! O que há? Luna: Nem eu mesmo sei... Marin: Tem coisas que só com muita força de vontade e determinação se pode superar. Luna: A medida que tento superar parece que a dor e o ódio ficam mais fortes dentro de mim. Marin: Faça com que a dor se transforme em força e o ódio em coragem para se manter de pé para enfrentar qualquer perigo. Entramos na casa. Marin: Você pode tomar banho no quarto que estava, lá tem tolha e as roupas que haviam na sua trouxa que encontrei com você estão no armário. Depois do banho venha para sala vou preparar algo pra comermos.