O Recomeço.
1 Adeus, Pégaso.
Notas iniciais
Grécia. Os Cavaleiros de Bronze, há muito sem nenhuma batalha, já começavam a se questionar sobre a sobrevivência de seus amigos, os Cavaleiros de Ouro. Naquele dia, eles estavam na Mansão Kido, que era o lugar onde ficavam quando não estavam no Santuário. Desocupados, resolveram assistir à televisão e mesmo assim, o clima tenso pairava no ar.
- Estou preocupado... Athena não nos manda em nenhuma missão há dias, e sinto que algo pode estar errado nisso. – disse Shiryu, encostado próximo a uma janela, com os braços cruzados, cabisbaixo.
- Saori não faria isso se não tivesse um motivo realmente importante para fazê-lo... – Seiya andava de um lado para outro, olhando fixamente o chão. – Há dias ela não fala comigo...
- Seiya, creio que seus pedidos vão se realizar.... – disse Shun, olhando pela janela para o horizonte. – Estão sentindo?
- É o cosmo de Athena! – sorriu Seiya, levantando o rosto e procurando-a. – O cosmo dela está diferente...
Saori entra na mansão Kido, e vai até a sala onde estão os cavaleiros.
- Saori...
- O que estão fazendo aqui? Não deveriam estar no Santuário? – disse ela, com uma expressão estranha no rosto.
Seiya, Hyoga e Ikki se entreolharam abismados com o que acabaram de ouvir.
- O que quer dizer com isso, Athena? – perguntou Ikki, se juntando a Seiya, seguido por Hyoga. – Não é o que eu est...
- Sim, Ikki. Saori está abrindo mão de nós todos. – respondeu Seiya, antes que Saori pudesse respirar. Ele se aproximou dela e perguntou baixo. – Porque está fazendo isso? Não se importa mais comigo?
- Seiya, deuses não se envolvem com mortais... É por isso que tenho evitado você nos últimos dias. Arthemis, minha irmã, me fez compreender tudo o que antes era apenas tolice para mim.
Seiya olhou dentro dos olhos dela, com os seus já marejados de lágrimas, e não conseguiu contê-las, chorando perto de Athena. Agora ele compreendia a dor de ser rejeitado por quem sempre tivera amor.
Shiryu e Hyoga se aproximaram de seu amigo e o abraçaram, comovidos e entristecidos, pelo mesmo motivo, enquanto Ikki consolava seu irmão, Shun.
- É melhor voltarmos ao Santuário para treinar. – Hyoga declarou, enxugando as lágrimas dos olhos, enquanto Seiya se recompunha. Talvez as coisas melhorem ao retornarmos...
- Venha, Seiya... Vamos arrumar nossas coisas para voltar... – disse Shiryu, puxando levemente o amigo.
- NÃO! EU NÃO QUERO IR! – ele olhou em direção à Saori. – Athena... Não faz isso comigo... Pelos deuses... SAORIIIII!!!
Ela olhou-o nos olhos e, em seguida virou-se, indo em direção à saída.
- Adeus, Pégaso.
- NÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOO! – gritou ele, caindo de joelhos ao chão e chorando intensamente.
- Calma, meu amigo... Tudo vai ficar bem, é só uma questão de tempo... – disse Ikki. – Shiryu, levante-o.
- Mas Ikki, ele...
- Vai ser melhor assim, não quero vê-lo sofrendo dessa maneira.
Shiryu levantou Seiya e o virou de frente. Ikki deu-lhe um soco extremamente forte, que o fez cair, desacordado sobre Shiryu.
- Ikki, precisava ser tão agressivo? – perguntou Shun e Hyoga, ao mesmo tempo.
- Não, mas cansei de vê-lo sofrendo dessa maneira por ela. Vocês viram a frieza com que ela o tratou, então quis fazê-lo parar com isso.
Shun e Hyoga ajudaram a retirar Seiya de cima de Shiryu, e a colocá-lo sobre o sofá maior.
- Não falem de Athena perto dele por pelo menos uns três dias... – sussurrou Ikki. – Façam de conta que nada disso aconteceu, e se ele se recordar, desconversem.
Shiryu percebeu que o local onde Ikki acertara estava começando a ficar roxo.
- Precisava bater nele com tanta força? — Shiryu parecia indignado, porém, segurava o riso. – Ele vai acordar com uma dor imensa no rosto...
- Vamos levá-lo para cima, Shiryu... Assim aproveitamos para arrumarmos as malas dele, e as nossas... – diz Hyoga, pegando Seiya pelos pulsos, enquanto Shiryu pegava-o pelas pernas.
Shun olhou pela janela, e viu Athena olhando para ele.
“Seiya chorou por você” — disse Shun pelo cosmo.
“Eu sei... Mas tem que ser assim... Zeus me chamou de volta e não posso desobedecer o meu Pai. Seiya vai entender. Ele terá que entender, e com o tempo, vocês também entenderão... Adeus, Shun.” — Saori falou pelo cosmo também, limpando os olhos marejados de lágrimas e entrando no carro dos Kido, rumo à Grécia.
No quarto de Seiya...
Shiryu arrumava as roupas que levaria, junto com seus pertences, olhando fixamente a expressão de Seiya, que depois de tanto chorar, aparentava serenidade.
- Temo por ele... – sussurrou Hyoga, colocando seus últimos pertences dentro de sua bolsa. -... Seiya realmente a ama, e vai querer sofrer sozinho...
- Ou não... – respondeu Shiryu, olhando o amigo que ainda estava inconsciente sobre a cama. – Ele não vai desistir dela tão fácil.
Todos no quarto olharam para o Cavaleiro de Pégaso no mesmo instante. Shiryu era quem mais sofria por ver o amigo daquela forma. Ele sabia que Saori e Seiya nutriam uma paixão mútua, mas tinham vergonha de assumir perante todos, principalmente por ela ser Athena reencarnada, e ele um Cavaleiro de bronze.
No quarto de Shun...
Ikki e Shun terminavam de arrumar suas coisas, e o Cavaleiro de Fênix estava com uma dúvida cruel ao cruzar o olhar com seu irmão por mais de uma vez.
- Ela falou com você... O que exatamente?
Shun que estava distraído, se assustou com a pergunta repentina que lhe foi feita.
- Ahn? O quê? Desculpa Ikki, estava distraído... – ele tentou não demonstrar o medo do segredo ser descoberto.
Ikki se aproximou do irmão e o encarou. O menor, se sentindo acuado e sem poder recuar mais, desviou o contato.
- Tá, eu digo. Mas vai me prometer que não vai contar pra ninguém... – pediu Shun.
- Não direi. O que ela te falou?
Shun respirou fundo e deu de costas, olhando pela janela uma chuva fina que começara a cair e escorrer pelo vidro, enquanto procurava as palavras certas.
Continua...
Notas finais
Sou iniciante então me dêem um desconto.
u.u
Por favor, comentem. Isso ajuda e muito a me inspirar na continuação. ^^
Kissus,
Secret Gemini.
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