Capítulo 58

Tudo ainda parecia irreal, em algumas horas Isabella Swan se tornaria Isabella Cullen. Certo, já sabia que isso aconteceria, mas agora com tudo tão próximo e evidente o medo brotava em seu interior.

Medo de não dar certo, de se machucar, de magoar seu pequeno bebê e a Edward.

Não queria decepcioná-lo, o amava demais, no entanto, só agora conseguia ver que aquele casamento parecia uma loucura, não era possível que tivesse concordado em adiantar tudo dessa forma, por que não percebeu isso antes? Onde estava sua cabeça?

Claro, Edward estava usando seus dons na cama com ela, por isso não havia sido racional, nunca era quando ele a tocava. Seu estomago se embrulhou com a ansiedade, inconscientemente levou a mão à boca na intenção de roer as unhas e levou um tapa de Alice.

A baixinha irritante havia sido incumbida de cuidar para que ela ficasse bonita e relaxada, bonita ela estava, nunca havia se sentido tão linda na vida como quando se olhou no espelho depois do trabalho da maquiadora e da cabeleireira. Agora relaxada era outra história, nem mesmo duas horas de massagem intensa tinham a livrado do sentimento de inquietude.

Edward afirmava que isso acontecia porque seus hormônios estavam descontrolados por conta da gravidez, e, poderia até ser isso mesmo já que nos últimos dias parecia não conhecer outra sensação que a de ansiedade e descontrole emocional.

–Pare de roer as unhas – a voz de Alice a fez suspirar dramaticamente – Vai acabar com o trabalho da manicure.

–Desculpe, Alice, mas estou muito nervosa.

Queria chorar e sair correndo. Ainda dava tempo para desistir. Por que diabos queria desistir se tudo o que precisava era de Edward e iria se casar com ele em algumas horas?

–É normal. – sua amiga riu e colocou a mão cobrindo a sua – Tente se acalmar um pouco, você parece que vai desmaiar ou sair correndo a qualquer momento. Quando Rosie estava pronta para o casamento ela parou no meio da marcha nupcial e deu dois passos para trás, foi preciso que Emmett praticamente a arrastasse.

Bella soltou uma risada nervosa tentando não deixar evidente como estava confusa.

–Edward nunca me deixaria fugir. – resmungou olhando pela janela – Ele me encontraria em qualquer lugar que fosse.

–Oh meu Deus. Você quer fugir?

Alice sussurrou horrorizada e depois que Bella não respondeu a forçou a encarar seu olhar.

–É isso que você quer?

–Eu não sei... Estou um pouco confusa e acho que é apenas ansiedade, nada mais que isso.

–Bella, me diz a verdade.

A morena levantou e começou a andar pelo quarto de Edward na mansão Cullen, onde estava se arrumando, estava a ponto de um ataque de nervos ou uma crise asmática e nenhuma das duas parecia atraente.

–Me sinto confusa e pressionada. – confessou – Mal completei vinte e um anos, talvez meu pai tenha razão e não esteja pronta para assumir um compromisso tão importante como um casamento. Eu... Eu... Não sou forte o suficiente, não sou madura o suficiente e... Esse casamento é uma loucura...

–Isabella. – Alice a parou e segurou suas mãos – Eu vejo você como minha irmãzinha, a amo muito e não posso deixar que cometa um erro ou faça uma besteira. Você ama Edward?

–Mais do que tudo.

–Então não pense demais, aceite o que ele pode te oferecer que tudo vai ficar bem. O que está passando se chama: Ansiedade de noiva, aposto que Edward está se descabelando pensando que você não vai. Então pare com essa besteira, hoje é o seu dia.

Esme entrou no quarto e sorriu para as duas, estava feliz pela primeira vez em meses e sentia que hoje seria um excelente dia, seu instinto nunca lhe abandonava e confiaria nele.

–Está quase tudo pronto. Alice você poderia ir ver se Renée já conversou com o fotografo e se Rosalie está pronta?

–Claro. – sorriu e apertou a mão de Bella. – Vai dar tudo certo.

–O que vai dar certo?

Bella mordeu o lábio inferior e suspirou se jogando na cama, precisava parar de agir pela razão quando seu coração a muito tinha escolhido Edward, não poderia desistir do casamento agora e ao menos queria.

–Posso te pedir um conselho?

–Você sabe que sim.

–O que se faz quando não tem certeza de estar tomando a decisão certa?

–Você fala sobre o casamento? – pediu surpresa.

–Sim.

–O casamento é uma entidade no qual duas pessoas se unem para ficar juntos e constituir uma família. – explicou calmamente – Vocês querem isso?

–Sim, mas acho que essa decisão pode estar equivocada e talvez nos magoaremos depois. Na minha mente tudo estava pronto para janeiro, mas agora... Não sei mais.

–Você acha que tudo seria mais fácil se a cerimonia tivesse ocorrido em janeiro?

–Sim. Tudo está acontecendo tão rápido, nos conhecemos há pouco tempo e apenas agora aprendemos a nos comunicar sem fugir um do outro.

–Eu conhecia Carlisle por seis meses antes de nos casarmos. O amei desde a primeira vez que o vi, tão lindo e cheio de si. – sorriu com a lembrança – Era minha formatura na faculdade e ele acompanhava... – sua voz falhou e Bella percebeu que ela se referia a James — Eu o vi assim que entrou no salão com um sorriso convencido e veio diretamente até mim me chamando para dançar, ele me intimidava um pouco, mas me vi presa no charme Cullen.

Bella riu com sua observação sabendo que se sentia do mesmo modo quando conheceu Edward.

–Ele me atraia de uma forma que me assustava e quando menos imaginei estávamos comprometidos e em seguida casados. Foi tudo tão rápido e às vezes quando paro para pensar não entendo muitas coisas que aconteceram nesse meio tempo, mas nunca me arrependi. Confiei meu coração a ele e estamos aqui até hoje.

–Obrigada por tudo. — a abraçou – Se fosse minha mãe já teria me mandado parar de pensar tanto e me empurraria para o altar.

–Eu também sou sua mãe. – se fingiu de brava.

–Sim, você é. – confirmou a abraçando – O que significa que vou ter que suportar mais uma pessoa me dando broncas.

Esme a ignorou enquanto corrigia alguns grampos nos cabelos. O seu sonho era que aquela menina teimosa fosse mesmo a sua filha, seu coração dizia isso, gritava por aquele sentimento e mesmo que com brincadeiras ela a chamasse de mãe seu peito sempre se enchia de felicidade por esse gesto.

–Eu gosto da ideia de você me chamar de mãe.

–Eu também. Eu teria muito orgulho de ser sua filha, Esme. Está até me convencendo a não abandonar meu noivo no altar.

–Você nunca abandonaria Edward e não é como se pudessem voltar atrás agora, depois que as coisas chegaram nesse ponto.

–Como assim? – perguntou curiosa.

–Eu sei que está gravida. – Bella empalideceu – Ninguém me contou. Você gostava de tomar nem que fosse uma taça de vinho quando jantávamos e do nada parou, odeia chá e em um belo dia recusa café por uma xicara e eu não tinha oferecido, passa mal de manhã e não come mais frutos do mar, sem contar que seus seios estão maiores e seus quadris mais largos. Chora por tudo, tem suas emoções em conflito.

Pensando por esse lado parecia muito obvio até mesmo para Bella entender.

–Você está de quanto tempo?

–Cerca de doze semanas. – suspirou – Queríamos esperar passar o primeiro trimestre para contar a todos.

–Estou tão feliz por vocês. – a abraçou apertado – Mais um netinho, vai ser tão bom ter essa casa cheia de crianças novamente.

–Hey, tudo já está pronto. – Renée falou entrando – Só falta a noiva.

Foi impossível deixar de fazer uma careta, não estava acostumada com outra mulher tão próxima a sua menininha, agindo como se fosse sua mãe. Sentia um ciúme irracional quando via Isabella falando coisas com Esme que normalmente não compartilhava com ela. Foram necessários anos para que ela se abrisse, sorrisse e confiasse nela e com Esme em alguns meses se comportavam de forma tão intima.

–Tudo bem?

–Sim, mãe. Tudo ótimo.

O sorriso no rosto de sua menina foi o suficiente para deixar de lado suas preocupações, voltou a encarar as duas e Bella sorriu indo até ela, a abraçou forte beijando seu rosto repetidas vezes.

–Não adianta tentar me adular, Isabella.

–Não estou tentando adular a senhora, Dona Renée. – fingiu uma cara séria – Queria apenas tirar essas feições pensativas do seu rosto.

–Não estou com o rosto pensativo. – fez um bico igual ao da filha quando ficava com manha.

–Está sim. Quero te dizer uma coisa.

–Revelações pré-casamento?

Bella riu olhando de Esme a Renée analisando as diferenças entre as duas, Renée era mais agitada, brincalhona, parceira e Esme era mais calma, compreensiva, atenta e possuía uma delicadeza que a encantava. As duas eram fantásticas, duas mulheres brilhantes em que se espelhava e seriam a referencia para sua vida.

–Vou deixar vocês duas sozinhas. – Esme forçou um sorriso quando saiu do quarto.

Ao se verem sozinhas Bella se sentou na beirada da cama e pegou as mãos da mãe.

–Eu amo você. Amo muito mesmo. – os olhos de Renée lacrimejaram – Você é uma mulher fantástica e se hoje estou aqui, me casando com Edward, querendo formar uma família com ele, é porque você e o papai nunca desistiram de mim, mesmo quando eu não acreditava que poderia ser alguém, que não merecia ser amada. Você foi a mulher que segurou a minha mão quando tinha pesadelos, que me socorria quando me machucava, brigava comigo quando estava errada e que me dopou para perceber o tamanho do erro que cometeria.

Renée riu entre as lágrimas e apertou mais forte as mãos da moça.

–Você não precisa falar isso.

–Eu preciso. – Bella mordeu o lábio e engoliu o nó na garganta – Eu sei que nunca fui de demonstrar os meus sentimentos, mas a todo o momento meu coração estava com vocês, eu nunca esqueceria esse amor, nunca ignoraria o que passamos juntas porque eu posso não ter o seu sangue, mas eu sou a sua filha.

As lágrimas de Renée estavam incontroladas e não pode evitar agarrar sua garotinha em seus braços.

–Eu também te amo, bebê. Não posso acreditar que você vai se casar.

–Nem eu. – riu saindo da fortaleza que era seu abraço – Não sou mais um bebê.

–Você vai ser sempre o meu bebê e isso nunca vai mudar. Vou te ajudar com o vestido, seu pai disse que Edward está quase tendo uma sincope e ameaçando vir até aqui para jogá-la sobre os ombros.

–Ele é exagerado demais. Vamos logo antes que eu desista mesmo.

O vestido havia ficado perfeito, moldou com seu corpo como se tivesse sido feito especialmente para ela. Seus olhos se encheram de lágrimas a se ver no espelho enorme. Seu cabelo estava cacheado com uma pequena coroa de flores, a maquiagem era leve e quase inexistente. O vestido branco de cetim e rendas não muito longo com um pequeno corte nas costas que iam quase até o quadril e um decote comportado nos seios em renda com fitas azuis. Sem se conter passou a mão no pescoço onde estava um colar de pérolas que sua mãe havia lhe dado junto com os brincos na sua orelha.

Sorriu ao perceber que levava um pedaço de cada família para começar uma nova etapa da sua vida e a alegria que isso representava ameaçava explodir seu peito.

–Você está tão linda.

Charlie estava com a voz embargada e os olhos lacrimejantes enquanto percebia que sua menininha tinha se tornado uma mulher linda e maravilhosa.

–Obrigada, papai.

–Vamos logo, antes que Edward a venha buscar e te leve nos ombros.

Bella riu, mas sabia que era bem capaz dele fazer exatamente isso, não queria subir ao altar nas costas dele, iria dar esse passo de livre e espontânea vontade, mesmo que a ansiedade ainda carcomesse por dentro.

Edward andava de um lado para o outro, seus cabelos que antes estavam penteados com gel agora voltaram ao seu jeito normal, bagunçados, de tantas vezes os puxar.

Isabella o deixaria no altar, sentia isso, ela não queria ter adiantado o casamento e andava estranha demais nas últimas vinte quatro horas. No seu íntimo sabia que ela veria que ele era controlador demais, mandão demais, ciumento demais...

Não tinha nenhuma qualidade, não se considerava um homem exemplar e estava longe de ser o perfeito ou que sua menina merecia, mas a amava tanto que a queria a qualquer preço. Sentia que vinham mares turbulentos a frente e essa era a única forma de lidarem com o que aparecesse, juntos e sem medo. Sozinhos eram fracos, mas juntos, nada e nem ninguém poderia abalá-los, ele cuidaria para que nada a machucasse e ela garantiria que seu coração permanecesse intacto.

O casamento estava acontecendo no jardim da antiga casa dos seus pais, agora sua, quando pensou em algum lugar perfeito o suficiente para iniciar sua vida com a mulher que amava, aquele lhe veio à mente e sabia que era o melhor.

Esme havia reformado a casa e agora parecia um lar, um lar que talvez dividisse com Isabella quando retornassem da lua de mel. Ali criaria seus filhos, fariam amor diante da lareira no inverno e conversariam sobre banalidades enquanto as crianças corriam pela casa com o cachorro.

Tudo isso parecia tão certo que nenhuma outra possibilidade passava por sua mente, a garantia de que ela viesse era o amor ao qual tinham e o seu bebê que ela levava no ventre. Sem contar que, caso ela apenas hesitasse, iria até ela, a jogaria sobre os ombros e a forçaria se casar com ele, sem nenhuma sombra de dúvidas esse era o melhor plano.

–Irmão, tudo está pronto e os convidados já tomaram seus lugares.

–Ótimo. Bella já chegou?

–Não, mas o carro está a caminho.

Não haviam muitos convidados, apenas alguns amigos que levava desde a época da faculdade, alguns de Bella, os amigos do trabalho, clientes e sua família. Nada muito grande, mas especial.

Com um gesto de nervosismo tirou o relógio de bolso e encarou a foto que Bella havia mandado gravar na capa, um dos melhores presentes que já ganhou, isso porque vinha dela, com certeza, o seu maior presente era tê-la como esposa e o seu filho. Não sabia dizer quantas vezes olhou naquele relógio e percebeu que se passaram apenas segundos desde a última vez.

–Cullen, seu filho de uma mãe.

Foi impossível segurar um gemido triste ao escutar a voz do cunhado. Gabriel havia chegado de manhã e o infernizado colocando em sua cabeça que a irmã cairia em si e desistiria de se casar, sabia que era uma brincadeira, mas seus nervos estavam tão atacados que não conseguia enxergar dessa forma.

–Gabriel, agora é tarde demais.

–Ela ainda não disse: “Sim”.

Seus olhos azuis brilhavam. O cabelo não estava mais tão grande como da última vez que o vira e a barba feita, parecia até um pouco mais civilizado.

–Vim apenas dizer que espero que tudo dê certo. – estendeu a mão em cumprimento – Minha irmã o ama e espero que faça valer esse sentimento porque eu sei muito bem como me livrar de um corpo de forma nada suspeita.

–Ela é a melhor coisa que apareceu na minha vida, não vou estragar tudo com ela.

–Assim é melhor. Estou feliz que ela tenha a você, é possível enxergar de longe o sentimento que tem por ela e ela por você. Eu nunca vi minha irmã tão feliz como ela está depois que veio para Nova York, pra mim é uma alegria muito grande que os dois se casem.

–Obrigado, Gabriel. Imagino que essas palavras tenham sido dolorosas para você, mas eu realmente amo Isabella. Daria minha vida por ela se precisasse.

–Essas palavras não sairiam se fossem para outro homem. – sorriu – Venha, o carro chegou, temos que descer.

Esperar no altar durante os poucos minutos em que todos os olhares permaneciam nele foi uma tortura, já se acostumara a ser o centro das atenções no trabalho, gostava quando prestavam atenção ao que falava, no entanto, agora não se sentia confortável com o escrutínio.

Ao escutar a marcha nupcial ergueu a cabeça olhando para o início do tapete vermelho perfeitamente colocado no centro do jardim que dava de encontro a um arco de flores que fizeram o altar.

Sua menina estava linda, parecia um anjo, o vestido branco aderindo suas curvas que estavam mais em evidencia por causa da gravidez, os passos suaves, a coroa de flores em seu cabelo cacheado, o pequeno ramalhete de rosas azuis e o olhar inocente alegre.

Um enorme sorriso se abriu em seu rosto a cada passo que ela dava, quando suas mãos se uniram pela primeira vez no dia sentiu uma paz enorme lhe dominar, Charlie resmungou alguma coisa sobre o castrar caso a fizesse sofrer, mas não deu atenção, seu olhar estava preso no dela.

O padre os aguardava enquanto começava a falar sobre o amor, união e o casamento, queria que ele fosse logo para a parte do “aceito”, mas o velho senhor que parecia estar morrendo a cada palavra continuava com seu discurso interminável.

–Edward Anthony Cullen, é de livre e espontânea vontade tomar Isabella Marie Swan como sua esposa?

–Sim. – respondeu com convicção.

–E você Isabella Marie Swan, é de livre e espontânea vontade que pretende se unir a Edward Anthony Cullen?

–Sim.

O padre começou a fazer todos os proclames, falando sobre a importância do casamento e do amor. O casal mal prestava atenção no senhor. Presos em sua bolha de felicidade própria e quase impenetrável seus olhares presos e a mesma alegria forte e palpável, parecia que a cada palavra do padre uma corda invisível os prendia mais, a conexão entre os dois nunca havia sido tão forte.

–Edward, diga comigo: Eu, Edward Anthony Cullen, tomo a você Isabella Marie Swan como minha esposa, prometo ser fiel, te amar, respeitar, cuidar e proteger, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias de nossa vida.

Edward repetiu com um enorme sorriso.

–Agora você Isabella: Eu, Isabella Marie Swan, tomo a você Edward Anthony Cullen, como meu marido, prometo ser fiel, te amar, respeitar, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias de nossa vida.

Bella sorriu com o rosto corado e mordeu o lábio ansiosa quando o padre disse os proclames finais e os declarou marido e mulher. Seu, agora, marido a abraçou e tomou seus lábios com doçura enquanto se agarrava a ele como se fosse a última oportunidade que teria na vida.

–Senhores, lhes apresento o Senhor e a Senhora Edward Cullen.

Aplausos foram ouvidos quando caminharam pelo caminho de volta.

Uma tenda bem decorada havia sido erguida no jardim com mesas e uma pista de dança. Os garçons serviam aos convidados, uma música suave era tocada pela banda enquanto os noivos eram cumprimentados.

Jane deu um gritinho animado ao abraçar Bella.

–Ficou tudo tão lindo e você está maravilhosa. Quando me casar quero que seja assim. Se você for minha madrinha, não, você vai ser minha madrinha e é sua obrigação me emprestar esse jardim.

Demetri que estava ao lado quase cuspiu o que estava na boca.

–Não se preocupe que não será com você. – dirigiu um olhar frio ao amante.

–Bella, Edward, Parabéns, tudo estava perfeito.

Os recém-casados sorriram com o comportamento dos dois.

–Se eu fosse você a enlaçava logo porque o número de homens que a olham amigo é enorme. – Edward sussurrou para o velho amigo.

–É o que irei fazer.

Foram muitos abraços e felicitações, estavam rindo alegres com a apresentação de fotos em um enorme telão, ao contrário do que Bella imaginou, não haviam fotos de sua infância, mas sim desde quando conheceu Edward, diversas fotos que nunca tinha visto antes dos dois em vários momentos de descontração e sorridentes.

A primeira aparição publica no casamento de Alice, a festa da empresa, muitas fotos de quando caminhava com ele para almoços e passeios. As fotos da viajem no veleiro, na Itália durante a ópera, os dois em tantos momentos juntos que a deixaram desnorteadas.

–Estou sorrindo tanto nas fotos que meu rosto parece que vai rachar. – ele comentou em seu ouvido no meio da apresentação.

–Essas fotos são perfeitas. Por que ainda não as tinha visto?

–Elas eram especiais e as guardava embaixo de sete chaves. – confessou – Alice me aconselhou a fazer uma apresentação especial para você.

–Ficou perfeito.

Ele sorriu mais e a beijou levemente, mesmo que vivesse cem anos guardaria a felicidade no rosto da esposa e o brilho dos seus olhos em sua memória.

Bella conversou por um longo tempo com Esme, e, Edward com Carlisle até se verem livres para a primeira dança. Se moveram com suavidade, Edward estava feliz demais para seguir outro ritmo que não esse.

–Pensei que me deixaria no altar.

Ela sorriu deixando um beijo em seu queixo.

–Pensei mesmo em fazer isso, mas como viveria ser ter alguém que me suborna com chocolate para levantar de manhã?

Edward sorriu enterrando o rosto em seus cachos.

–E quem sairia de madrugada para conseguir salgadinhos de queijo, Nachos ou pão de queijo?

–Analisei todas essas opções também, Sr. Cullen, mas não se esqueça de que seu filho adora queijo e você como patriarca deve suprir nossas necessidades.

–Deveria chamar esse pequeno de ratinho. – brincou acariciando levemente seu ventre — Vai me acordar muito durante a noite para comer queijo.

–Ratinho não. Eu detesto ratos, vamos precisar de outro apelido pra ele.

–Eu deixo você escolher o apelido do bebê. Tem algum em mente?

Bella fez uma careta e se pôs a pensar nos apelidos possíveis, mas nenhum parecia combinar com ele, até que sentiu um frio na barriga, um sentimento estranho, mas que começava a se acostumar e adorar.

–Sapinho. – sussurrou com um pequeno sorriso.

–Sapos são verdes, estranhos, gosmentos e comem mosquitos. Não tinha um pior?

–Eu sinto o bebê se mexer. Não é um movimento real, parece mais com um frio na barriga, ele faz isso o tempo todo, principalmente quando seu corpo está próximo ao meu. Me lembro dele se mexer na ultrassom a todo momento, pulando como um sapinho.

Edward sorriu entendendo sua explicação. Sapinho. Não era tão ruim, só não poderia deixar que esse apelido se arrastasse por muito tempo, mas até descobrirem o sexo do bebê ele serviria.

–Gostei. Nosso pequeno sapinho.

–Obrigada por tudo. – acariciou seu rosto olhando em volta na festa – Está tudo lindo, como um sonho.

–Tudo por você.

A bolha de felicidade que estavam envolvidos era tão grande que não queriam sair dos braços um do outro. Ao fim da música foi a vez de Charlie dançar com ela.

–Está feliz, querida?

–Muito papai. – o abraçou apertado – Você não faz ideia de como.

–É tão bom ver você assim. Com esse sorriso gigantesco.

–Estou tão feliz que pareço explodir por dentro. – o abraçou mais forte – Obrigada por tudo, papai.

–Não precisa agradecer, meu bem. Você sabe que seu velho pai faria tudo de novo se fosse necessário.

Ela apenas assentiu se dando conta do enorme amor que nutria por ele. A música chegou ao fim e Charlie ia a soltando.

–Filha?

–Sim.

–Eu te amo muito. Vou estar sempre aqui por você quando precisar.

–Ah, papai. – o abraçou forte enquanto algumas lágrimas rolavam dos seus olhos – Eu também o amo muito.

–Velho, não faça minha irmã chorar.

–Cale-se, pirralho.

A brincadeira entre seu pai e seu irmão fez um pequeno e verdadeiro sorriso voltar a seu rosto.

–Minha irmãzinha se casou primeiro que eu. Não sei como interpretar isso.

–Você gosta de enrolar, Gabe. Eu amo Edward e não sei viver sem ele, por isso nos casamos.

–Cullen é um sortudo por te ter e se ele a magoar pode me chamar que eu o coloco na linha.

Ela riu rodopiando em seus braços.

–E quando você vai tomar jeito?

–Acho que minha hora também chegou.

–Maggie aceitou?

–Sim. Vamos nos casar no próximo ano.

Bella olhou para a mulher morena que segurava o menininho no colo e sorriu pra ela e recebeu um enorme sorriso de volta.

–Fico tão feliz por vocês. Agora Dan é meu sobrinho oficialmente.

–É sim, maninha. E eu quero um sobrinho em breve também, mas não precisa ser agora, você é muito nova ainda e tem muita coisa para fazer antes de se tornar mãe, nem deveria ter se casado.

Algo dentro dela gritou que seu irmão adoraria saber que seria tio, no começo ficaria relutante, mas depois a mimaria de todos os lados, em parte ele tinha razão, era muito nova, tinha muita coisa para viver. Conhecia o espirito despretensioso de Gabriel e o amava por isso, era certo que ficaria encantado quando contasse tudo pra ele.

–É isso que desejo pra mim, Gabe, quero Edward e uma casa com muitos bebês.

Gabriel sorriu e beijou sua testa.

–Que assim seja, formiguinha.

Dançar com Thomas foi divertido, o charme era com certeza de família e os Cullen exalavam por todos os poros, o homem mais velho fez questão de ressaltar o quanto estava feliz que ela agora pertencia à família e que era ela quem seu neto havia escolhido. Não sabia como poderia amar tanto essas pessoas, que de certo modo, eram desconhecidos, mas os amava muito.

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–Rosalie.

A loira se virou para a voz familiar e abriu um sorriso ao encontrar o ex-namorado, faziam anos que não se viam, desde a faculdade, mas Gabriel Swan permanecia lindo, ainda mais com os olhos azuis brilhantes, esse tinha sido a primeira coisa que notou nele quando entrou no bar no seu primeiro ano.

–Gabe. Você me parece bem.

–E você continua linda. – sorriu – Quer dançar?

Ela olhou para o lado procurando por Emmett, mas como não o encontrou aceitou a mão que ele gentilmente oferecia.

–Quem diria que o destino nos colocaria frente-a-frente depois de sete anos.

–Seis anos e sete meses. – Ele a corrigiu sorrindo – Mas, quem está contando?

Rosie riu e bateu levemente em seu braço, os dois sempre tiveram uma química invejável, mas acima de tudo eram amigos e quando perceberam que o relacionamento não tinha futuro cada um seguiu seu lado.

–Como você está?

–Bem. Vou me casar em breve. Já você, está mais que bem e continua maravilhosa.

–Eu estou enorme. – o encarou – Sempre é bom saber que você continua um cavalheiro e um lindo mentiroso.

–Ah, Srta. Hale, eu não minto, só tenho maior poder de observação.

–Agora eu sou Sra. Cullen. Fico feliz que você vai constituir uma família, você merece isso.

–Obrigado. Você merece muito mais que isso Rosie, espero que seu marido reconheça.

–Ele o faz, mas de qualquer jeito, é bom saber que ganhei um protetor.

A música tinha finalizado, Gabe pegou sua mão e deixou um beijo na palma a levando de volta para sua mesa.

–Você nunca perdeu. Foi bom te ver, Rosalie.

~~//~~

Edward tomava mais uma taça de champanhe depois de cortar o bolo e observava sua esposa rir com alguma coisa que os amigos do trabalho falaram para ela, eles estavam em grupo um pouco afastados e pareciam se divertir entre si, mas seu olhar seguia cada passo que ela dava.

–Agora tudo isso é oficial. – Carlisle bateu no ombro do sobrinho – Seus pais estariam orgulhosos de você e do homem que se tornou.

–Obrigado tio. – o abraçou – Esses anos todos você assumiu o papel de meu pai e grande parte do que sou hoje devo ao senhor e a tia Esme.

–Que nada, você se parece com Anthony e saberia se virar muito bem. Não há um dia que não veja a presença do seu pai em você, assim como Elizabeth. – Ele parecia emocionado – Cuide de Isabella, dancei com ela a pouco e está linda.

–Sempre, tio. O senhor parece um pouco triste.

–Só imaginando como seria nossas vidas caso Mel estivesse conosco. – suspirou triste – Às vezes penso se vocês teriam se casado ou não, se teriam seguido caminhos diferentes ou até mesmo a imaginando em seu casamento, comigo entrando com ela na igreja.

–Sinto muito que tudo não tenha tido um fim, tio. Eu também penso muito nela, eu amava Mel, meus sentimentos por ela não morreram, acho que nunca irão morrer, mas precisamos reaprender a viver com a duvida, infelizmente James não quer abrir a boca.

–Eu ainda quero ir até ele e força-lo a falar onde está o corpo da minha filha. Queria ao menos dar um enterro digno a ela.

–Prometo que vou encontrar uma forma de fazê-lo falar.

–Aproveite primeiro seu casamento, sua esposa, e, depois conversaremos sobre isso.

–Como o senhor quiser, tio.

Carlisle olhou para o lado e sorriu quando a pequena figura de Bella caminhou até eles.

–Filha, seja bem-vinda a família oficialmente.

Bella sorriu com as bochechas coradas e abraçou Carlisle deixando um beijo em seu rosto, toda sua família havia sido maravilhosa com ela e se sentia segura dentro daquele lugar.

–Obrigada. Amor, estou cansada, acho que já podemos ir.

–Claro, vou perguntar a Alice.

–Deixa que eu pergunto. Fique com sua mulher.

Com um sorriso o homem mais velho saiu para o meio da multidão que se concentrava na pista de dança.

–Gostou da minha organização?

–Foi tudo mais que perfeito. Eu não imaginaria um casamento mais lindo.

–Fico feliz que gostou, pensei que não daria tempo, mas Alice e Renée me ajudaram em tudo. – selou seus lábios – Agora, queria te fazer outro pedido.

–Faça logo.

–Quero vir morar aqui. Tia Esme decorou tudo, mas nós podemos fazer as mudanças que acharmos necessário, se você não quiser tudo bem, só que aqui seria melhor para criar um bebê e tem espaço para Red, um belo jardim, quintal. Seria divertido passar o natal aqui em volta da lareira com a neve caindo...

–Eu quero. – interrompeu seu falatório – Tenho certeza que aqui será perfeito para começarmos nossa vida juntos.

Ele suspirou alegre e a rodou fazendo-a soltar um gritinho animado.

Bella olhou para a pista de dança e sorriu, Seth estava querendo dar uma de cupido e dançava com Jane a rodopiando pela pista sendo observado pela expressão insatisfeita de Demetri, com certeza ele iria correr atrás do estrago, ao menos, esperava que ele fizesse isso. Tudo finalmente parecia encontrar o seu caminho, mesmo que de uma forma um tanto estranha.

Sua mãe e Esme a ajudariam trocar o vestido de noiva por um mais confortável e quente, só de lembrar-se da feição de Demetri quando Jane pegou o buque de flores e abraçou seu irmão a fazia querer rir, Maggie tinha entendido o que acontecia e até concordou com suas intenções, Gabe só tinha olhos para ela, estava grata a ela por retribuir os sentimentos que ele demonstrava nutrir por seu irmão, já era o suficiente todo o sofrimento que ele passou pela morena no passado.

–Já separou o vestido que vai usar?

–Ainda não. – gritou de dentro do banheiro para Esme – É o vestido rosa.

Não conseguia descer o zíper do vestido que ficava nas costas, parecia que tinha se prendido no tecido, não adiantava a posição não conseguia desliza-lo. Por fim desistiu e saiu do banheiro atrás de ajuda.

–Esme me ajude com o zíper, por favor.

A mulher mais velha sorriu e puxou o objeto para baixo livrando Bella do tecido.

–Obrigada. – murmurou se virando de costas deixando o tecido na cama e pegou o vestido rosa. – Tenho problemas com vestidos de zíper, minhas habilidades motoras são péssimas.

Esme olhava atônita para sua cintura, ela tinha ficado pálida e pasma, mal respirava, Bella estava começando a se preocupar com ela.

–Esme? Esme, você está se sentindo bem?

–Sua marca... É de nascença?

–Sim. Bom, acho que sim. Por quê?

Tudo o que Bella pode assimilar foi o corpo de Esme caindo. Apressada correu até ela gritando por ajuda. Edward invadiu o quarto preocupado com os gritos e encontrou Isabella segurando a cabeça de Esme.

–O que aconteceu?

–Não sei. Do nada ela empalideceu e desmaiou. Chame Carlisle.

Depois que o marido colocou a tia na cama correu atrás de Carlisle que conversava com Charlie na sala de visitas da imensa mansão.

–Tio, precisamos de você lá em cima agora.

–Aconteceu alguma coisa com Isabella?

–Não, tia Esme desmaiou.

Correndo o médico entrou no quarto do sobrinho e foi direto para a esposa que estava inconsciente deitada na enorme cama de casal.

–Pegue um algodão com álcool, por favor.

Bella correu para o banheiro mexendo nas gavetas e armários a procura de qualquer coisa com álcool, demorou um pouco, mas encontrou.

Edward a abraçou enquanto Carlisle passava o algodão no nariz da esposa e chamava seu nome, quando ela abriu os olhos e piscou confusa, suspiros de alivio puderam ser ouvidos no quarto.

–Amor, como está se sentindo?

–Carl... – sua voz saiu trêmula e fraca.

–O que foi? Está se sentindo mal?

–Não, é que... É...

Ao invés de responder ela começou a chorar copiosamente agarrada a sua camisa branca. Ninguém conseguia entender o que estava acontecendo, para dar privacidade aos tios Edward preferiu sair com sua menina e esperar na sala.

–Até que enfim encontrei vocês. O seu voo sai em trinta minutos, se não quiserem perder devem sair agora.

–Alice, não podemos. – Bella sussurrou sentindo que alguma coisa importante estava errada – Esme desmaiou e prefiro esperar por notícias.

–Mamãe?

Sem esperar resposta seguiu para o quarto do primo vendo seu pai abraçar protetoramente sua mãe que chorava.

–A mamãe está bem?

–Ela está mais calma.

–Edward e Bella tem que sair agora ou vão perder a lua de mel, mas eles estão preocupados.

–Mande-os ir Alice, foi apenas uma queda de pressão. Qualquer coisa entramos em contato com eles.

–Tem certeza?

–Vá logo, antes que percam a lua de mel.

Ela estava preocupada com o comportamento da mãe, ela nunca chorava, Esme Cullen era forte, foram raros e extremos os momentos em que tinha acontecido, tratou de acalmar os recém-casados e garantiu que Félix os levasse para o aeroporto antes que anoitecesse, aquele dia era deles e não merecia ser interrompido.

Esme estava desesperada tentando expressar ao marido algo que parecia inexplicável, ele estava quase a sedando pelo seu comportamento anormal.

–Amor, se acalme. Me explique, o que aconteceu?

–Ela voltou, Carl...

–Quem voltou?

–Minha filha, Carlisle, minha filha.

–Como assim?

–Isabella é a minha filha... A minha Mel.

Ele também desejava que Isabella fosse sua pequenina, mas não era real, aquele monstro a havia assassinado, não existia uma forma de James tê-la deixado viva.

–Amor, nossa pequena está morta.

–Não. Não está...Você se lembra que nossa Mel tinha uma marca de nascença na cintura?

–É claro que me lembro. – disse suavemente – Era igualzinha a sua.

–Isabella tem a mesma marca... No mesmo lugar... Ela tem meus olhos e sua boca... – ela chorava tentando explicar – Ela foi espancada por um homem quando tinha quatro anos... Faz as contas... Raciocina tudo. Por favor, Carl. Aquela menina é a nossa princesinha... A minha menininha.

Aquilo não era real. Por vezes se sentia um tolo por ter imaginado que os traços de Isabella eram familiares e agora aparecia essa suposição. Ia saindo do quarto para conversar com Edward, mas se lembrou que provavelmente já haviam saído.

–Alice, Edward já foi?

–Sim, o carro acabou de sair. Algum problema?

–Todos os problemas possíveis. – resmungou – Fique com sua mãe por alguns minutos.

–Está bem.

Mesmo não entendendo nada Alice fez o caminho pela escadaria.

–Que droga.

Praguejou irritado. Charlie passou pela sala em direção à cozinha, precisava fazer um telefonema para um amigo de longa data que o mandara uma mensagem sobre um caso que analisava e ele obtinha de algumas informações cruciais.

–Charlie, preciso falar com você.

Carlisle estava visivelmente exaltado e necessitava de respostas, mesmo que todos acreditassem que era um louco, não se importava.

–Aconteceu alguma coisa?

–Isabella é adotada, correto?

–Sim.

–Você tem uma foto de Isabella quando criança? Talvez com uns cinco anos ou menos?

Ele estranhou a pergunta, e, ainda mais o comportamento estranho que o Dr. Cullen apresentava.

–Renée entregou várias fotos dela para Edward, algumas estão no apartamento dele.

–Eu preciso de uma agora mesmo. Você não tem nada em mãos?

Se lembrava de ter uma foto de Bella e Gabe em algum lugar na carteira de quando tinham ido pescar, ela tinha quase cinco anos e era a primeira vez que sorria para a câmera. Encontrou a foto antiga e passou para o homem.

Carlisle tomou uma respiração profunda. Não era possível. Suas pernas o traíram e ele caiu de joelhos no meio da sala com um soluço preso na garganta, aqueles olhos verdes, o sorriso tímido com as bochechas coradas e os cabelos chocolate ao vento. Como isso poderia ser real?

Em mais de quinze anos essa era a primeira vez que se permitia chorar e não queria parar mais, a emoção forte o tomou ao perceber que a garota que acabara de casar com seu sobrinho era sua filha.

Isabella, na verdade era sua pequena Melanie, sua princesinha. Como isso poderia ser real? Como pode ter passado tanto tempo com sua filha tão próxima e ao mesmo tempo tão longe? Como tudo aquilo foi acontecer logo hoje? Por que tal milagre aconteceu com ele?

Sua mente chovia perguntas e nenhuma resposta. Pela primeira vez na vida temeu estar enlouquecendo ou sonhando.

Notas finais
Olá amores do meu coração. Tivemos um capítulo beeeeeeeemmmmm graaande e bastante esclarecedor. O casamento do nosso casal aconteceu perfeitamente, só a noiva que travou, mas no fim foi e isso é o que importa. Finalmente descobriram, como eu disse antes, a Esme seria a primeira a saber de tudo. Com esse capítulo finalizamos mais uma etapa importante, agora resta saber como a família receberá essa novidade e como a Bella vai lidar ao descobrir, já vimos que o amor que ela tem pelos Cullen é muito forte, mas não garanto nada. Esse capítulo foi o mais dificil para escrever, é muito conteúdo para poucas palavras, poderia estar melhor? Poderia, sem dúvidas, mas saiu mais ou menos do jeito que imaginei. Queria agradecer ao pessoal pelo apoio, tá um pouco difícil escrever com uma mão só e nos viramos como dá, as palavras de todos nos comentários foi muito importante pra mim. Acho que é só por hoje. Espero que tenham gostado. Beijos Kim