Capítulo 50

Algum dia na vida, Bella tinha lido que não existiam segredos que o tempo não revele. Ela sempre acreditou nessas palavras, mas também via que muitas vezes segredos iam para o tumulo junto com quem os conhecia, então quando sua mente processou o que tinha escutado pensou que estava enlouquecendo ou sonhando.

A sala de jantar ficou em silêncio com a revelação do homem a sua frente. Ninguém esperava por isso, a respiração de Esme se suspendeu e seu peito se apertou, aquilo explicava porque sua menininha não tinha corrido de um estranho, mas ao mesmo tempo não fazia sentido. Confiava em James, não havia motivos para que ele fizesse algo tão cruel.

–Como assim? – a voz do homem mais velho mal passou de um sussurro.

–Você está mentindo, James. – Edward o olhou incrédulo – Por que faria isso?

–Essa era para ser a minha família – James rugiu e bateu com o punho fechado na mesa de madeira – Esme era para ser minha, Melanie era para ser minha filha, mas você me roubou tudo.

–Nós éramos amigos, James. Sempre fomos.

–Nunca quis sua amizade. – fez um gesto de desdém com a mão – Você sabe muito bem que aquela menina era minha filha, ela me pertencia.

–Pare com isso, James. – Esme já estava chorando. – Sempre te disse que amava Carlisle.

–Amava o dinheiro dele. O dinheiro que deveria ser meu se Anthony e ele não tivessem nascido. Mas aí eu conheci você. Tão bela e inocente. Eu te amava! Doeu saber que foi apenas o prazo de enxergar um Cullen de verdade que me deixou por ele. Melanie era para ser minha filha.

Sua voz mudou para algo que fez Bella começar a suar frio, era o mesmo tom doentio que o monstro usava com ela depois de espanca-la: falso e meloso. Forçou um gole de agua a descer por sua garganta notando como suas mãos tremiam, sentiu a bile subir pela garganta e a forçou descer.

–Ela era tão parecida com você. Com os seus olhos, seus cabelos... O seu sorriso. – Ele soltou um sorriso – Naquela festa eu vi a oportunidade para ter a minha filha de volta. Se não pudesse ter você, pelo menos ela eu teria... E tive.

Suas palavras foram interrompidas pelo forte soco que Edward deferiu no rosto de James o fazendo cair no chão cuspindo sangue, seu ódio era tão grande que não conseguia parar de agredi-lo, a cada soco seu ódio apenas aumentava.

–Você é um louco. – falou segurando pelo colarinho da camisa – Como pode fazer isso com uma criança?

Bella colocou seu corpo na frente do dele e segurou em ambos os braços tentando fazer como que ele olhasse para ela, sem sucesso.

–Minha filha. – Esme pediu indo até ele desesperada, uma chama de esperança havia sido acesa dentro dela – Onde está minha filha? O que você fez com ela?

James riu e se levantou limpando o sangue que escorria da boca e nariz com a manga da camisa azul clara que usava.

–Sua filhinha está morta. – riu. – Ela era como você. Uma força indomável, tentei fazê-la entender que não pertencia a essa família, mas como ela não o fez não tive outra escolha que me livrar dela.

–Seu monstro!

Em poucos segundos os homens Cullen estavam em cima dele, não acreditavam que ele teria feito isso com uma criança indefesa, era crueldade demais para apenas uma pessoa.

–Meu filho? – Sophie falou com a voz fraca – Você matou Anthony também?

–Ele não me deixou alternativas. – suspirou se sentando – Anthony descobriu que eu estava com a menina e ia atrás de mim em Chicago, precisei tomar providencias para que ele não chegasse lá, a culpa foi dele. Tão inteligente que causou a própria morte.

Edward estava pálido, era informação demais para apenas um dia, não esperava por nada disso naquela noite, deixou seu corpo cair na cadeira de madeira. Todos esses anos pensando que seu pai tinha morrido em um acidente e na verdade ele havia sido assassinado, tudo tinha sido tramado, não sabia ainda como interpretar isso.

–Edward. Você está bem? – a voz de Bella o acordou de seu transe.

Aquela pequena menina sempre foi a sua ancora em uma tempestade, acariciou seu rosto preocupado por poucos instantes ainda sem saber como agir. Acenou rapidamente e se levantou a abraçando.

–Você é um louco James. – Robert falou inconsolável – Tudo o que fiz por você. Te coloquei dentro da minha casa depois que seu pai morreu. Eu o criei como se fosse um filho e você me apunhala dessa forma? Matando meu filho e minha neta?

–Não seja hipócrita. Você sempre falou que eu era um filho para você, mas quando saiu da empresa quem ficou no seu lugar foi Anthony.

–Ele era mais bem preparado. Você iria ficar na presidência, mas não conseguiu um contrato bom. Como queria que eu confiasse em você se não pode ao menos fazer um simples trabalho.

–Vá para o inferno Robert. – disse com desdém – Tudo para você sempre foi a empresa ou o trabalho. Nunca conseguiu ver além de dinheiro. Eu não queria a empresa! Eu queria a minha mulher e a minha filha que vocês tiraram de mim!

–Ela era a minha filha! – Carlisle rosnou segurando Esme em seus braços, ela não parava de chorar e por mais que quisesse matar aquele monstro a sua frente sabia que ela precisava dele agora – Como pode fazer isso? Onde está o corpo dela?

–Há essas horas nem os ossos deve ter restado irmãozinho, fiz questão de não deixar nada para trás.

Ao fundo sirenes foram ouvidas e ele os olhou confuso.

–Chamaram a polícia? – questionou mais para si mesmo – Me digam, com que provas vão me manter na cadeia porque eu não deixei vestígios nenhum, nem sei como conseguiram descobrir sobre a menina.

–Você vai preso por lavagem de dinheiro, estelionato e corrupção. – Jasper tomou a frente já que todos pareciam permanecer em choque – E com certeza a polícia abrirá uma investigação sobre o desaparecimento de Melanie e a morte de Anthony e Elizabeth Cullen, agora que você apresentou toda essa informação.

–Vocês se acham muito espertos, não é? – sorriu sombriamente – Você por se achar o dono da verdade e aquela vadiazinha ali por me ter feito mudar meus planos. Pelo menos o dinheiro vocês não vão recuperar.

Bella o encarou surpresa, não conseguia reunir seus pensamentos, todo aquele circo cruel armado a deixou sem rumo, ver Edward tão quieto e perdido era como uma flechada em seu peito, precisava protege-lo agora como ele sempre tinha a protegido. Respirando fundo deu dois passos a frente até James.

–Todo o dinheiro foi bloqueado – tentou manter a voz calma – E ele voltará para o lugar que pertence: O cofre das empresas Cullen. Isso ainda é pouco para todo o mal que causou.

O corpo do homem enfurecido caminhou até ela em passos curtos, seu olhar frio e cheio de ódio incontido, agarrou seu braço falando com um sussurro.

–Você acha que ele te ama, mas os Cullen não amam nada, ele se preocupa apenas consigo mesmo. Você vai ser chutada quando ele encontrar outra melhor, uma que abra as pernas pra ele.

Seu corpo se paralisou com as palavras venenosas, Edward não era assim, o conhecia e o amava, confiava mais nele do que em qualquer pessoa. Estava tão distraída que mal percebeu quando ele apertou a faca no seu pescoço a puxando de encontro a seu peito.

Edward se sentia fora de seu corpo, coisas aconteciam ao seu redor, tudo parecia um pesadelo ocorrendo a sua frente, pensava ter superado o desaparecimento do seu primeiro amor e a morte dos pais, naquele tempo os acontecimentos foram confundidos por azar, mas agora ter as respostas na mão fazia tudo mudar.

As batidas do seu coração se suspenderam quando voltou a si e encontrou a visão da sua mulher nas mãos daquele ser. Deixando o ódio dominar tirou a arma da cintura, nunca achou que precisaria usa-la agora.

–Olha só. O menininho anda armado, resolveu virar homem.

–Solta ela James. – pediu sem hesitar.

–Ou você vai atirar? – riu apertando mais a faca contra o pescoço da moça – Atire. Faça, mas cuidado para não errar porque se mirar errado vai pegar na sua vadia.

Pelo canto de olho notou que Félix também havia sacado sua arma e a apontava em direção a cabeça do loiro, com um aceno imperceptível mostrou que se caso ele tivesse uma posição era para atirar.

–Não vou te dar outra oportunidade. Solte-a.

–Atira!

–Edward, abaixe essa arma. – Carlisle pediu caminhando até o sobrinho – Não vale a pena sujar suas mãos com ele.

–Eu vou mata-la, Edward. – sorriu – Vou manda-la ao encontro da minha filha, você vai entregar o recado não vai Bella?

O corpo de Bella tremia, a lamina quase machucava sua pele, rapidamente encontrou o olhar de Edward, não reconhecia o homem que segurava aquela arma, seus olhos estavam tão frios que era capaz de congelar o polo norte. Quando percebeu que seus olhos amolecerem um sentimento de alivio a invadiu, sabia que ele não deixaria nada acontecer.

–Eu te amo. – sussurrou com a voz embargada – Sempre.

–Confie em mim, pequena.

–Confie que ele vai te mandar para o inferno, vadia. – James murmurou – O dom de todos os Cullen é cometer erros que poderiam ser evitados.

Ele sorriu benevolente e abaixou a arma, o suficiente para seu inimigo respirar aliviado, assim que percebeu Bella respirar fundo apertou o gatilho, o tiro atravessando o joelho de James, imediatamente o fazendo cair gritando de dor.

–Seu filho de uma...

Ainda sorrindo foi até aquele verme puxando Bella para seu peito, as lágrimas dela molhavam sua camisa.

–Agradeça por estar vivo, você merece coisa pior que a morte, mas ainda tem contas para pagar.

–Eu vou acabar com você, Edward. – rugiu se contorcendo de dor – Vou matar sua prostituta e depois vou atrás de você.

–Essa eu quero ver, James.

A policia entrou pela porta da frente e olhou de um lado ao outro, com poucas palavras Jasper explicou o que estava acontecendo, James foi atendido por paramédicos e em seguida detido por dois policiais uniformizados. Em poucos minutos a mansão estava cercada deles.

–Você está bem?

Edward analisou cada pedaço de pele tentando encontrar alguma marca ou ferimento, felizmente não tinha nada.

–Estou, foi só um susto. – forçou um sorriso o apertando – Você atirou nele.

–Só não o matei porque vamos precisar de respostas.

–Por que você tem uma arma?

–Não quero falar sobre isso agora. – beijos seus lábios com carinho – Depois conversamos.

Não o contrariaria, ele tinha todas as razões do mundo para querer a morte de James, toda a família se mostrava bastante abalada e seus sentimentos não eram muito diferentes.

–Vou ficar com Esme tudo bem? – Bella falou calmamente com Edward, via em seus olhos que ele precisava dela, mas Esme também e muito.

–Vá lá. – beijou seus lábios com força – Depois que eu falar com os policiais eu subo também.

Mesmo temendo deixa-lo só, ela seguiu o caminho das escadas até o quarto de Esme e Carlisle, as meninas estavam com ela deitadas na cama tentando acalmá-la. Tinha pegado algumas xicaras de chá com Emma antes de subir e estava as levando na bandeja.

Rosie e Alice pegaram as suas e bebiam um pouco mais controladas, não sabia o que falar para elas. Allie tinha perdido a irmã e Esme uma filha, por mais que fizesse anos sem terem noticias havia uma chama de esperança de que ela estivesse viva e com a confissão de James tudo isso ruiu morro abaixo, tentou fazer com que Esme bebesse o seu chá, mas não teve sucesso. Logo Rosie saiu para descansar porque o bebê estava inquieto e Alice foi atrás de informações e se viu sozinha com a dona da casa.

–Como alguém pode ter coragem de fazer isso com uma criança? – a voz de Esme saiu como um sussurro atormentado.

–Às vezes existem pessoas que fazem apenas o mal. – falou calmamente se sentando na beirada da cama – Eu não sei o que dizer.

–Não precisa falar nada. – a mulher mais velha se sentou e pegou a xicara com as mãos tremulas – Eu pensei que se ela estivesse realmente morta eu iria sentir uma... Desconexão. Mas não consigo, mesmo ele falando tudo aquilo na minha frente eu não sinto como se minha filha estivesse morta, acho que estou louca.

Bella se aproximou dela com lágrimas rolando pelo seu rosto, pegou suas mãos e a levou ao seu coração.

–Você não está louca. Se você acredita que sua filha não está morta, continue acreditando porque dentro de você. No seu coração ela ainda vive. – fungou baixinho sentindo que mais lágrimas escorriam – Ela sempre vai estar com você, como aquela menininha doce que vive em suas memórias. Não importa o estado físico e sim seu espirito.

–Eu não sei como vou viver sabendo de tudo isso agora. – falou sinceramente – Tudo o que eu achava certo caiu por terra. Eu falhei como mãe.

– Me escute, Esme. Você é a mulher mais forte que conheci, a mãe que qualquer um gostaria de ter. – sussurrou convicta – A mãe que eu amaria ter.

–Você fala isso por compaixão.

–Nunca. – negou veemente olhando para a parede – Você sabe como poucos, que eu não consigo falar sobre meus pais biológicos, que isso me machuca, mas se eu descobrisse que eles me amavam, de verdade, um amor parecido com o que você sente por Melanie eu os aceitaria, me aproximaria deles.

Esme a olhou incrédula por alguns minutos.

–Eu faria isso não porque acredite que eles merecem, mas sim porque você e Carlisle me mostraram que o amor paterno cura muitas coisas. Eu amo Renée e Charlie Swan. Eles são os meus pais, só que hoje também vejo você como uma mãe pra mim.

–Eu te amo como se fosse uma filha. – choramingou – Queria que você fosse a minha filha. Não sei como vou viver com toda essa incerteza, se pelo menos eu visse o tumulo de Mel, saberia que ela está ali, mas nem isso aquele homem vai dar.

– Me escute, Esme. Você vai viver como sempre viveu! Como a mulher forte que apesar do desaparecimento da filha nunca perdeu a fé, você não está sozinha, todos estamos do seu lado e faremos o possível para tirar a verdade de James. – soltou uma das mãos e limpou os olhos – Lembra-se que te disse que o homem que me espancava poderia ser o meu pai?

A mulher mais velha concordou com a cabeça.

–Você me disse que não era porque alguém me falava qualquer coisa que eu deveria acreditar. – continuou – Não sabemos o nível da loucura de James, ele pode ter dito aquilo apenas para desestruturar a todos. Ele viveu com vocês durante todo esse tempo e sabe que o seu ponto fraco é Melanie.

–Ele sumiu da festa por algum tempo. – Esme revelou – Ele foi até mim e me cobrou a paternidade de Mel porque ela não se parecia com Emm e Allie. Eu o estapeei e disse que Carl era o pai dela, eu nunca tinha me deitado com outro homem que se não ele e não havia outro para mim. Ele me disse que Mel nunca poderia ser filha de Carlisle. Eu nem me lembrava mais dessa discussão e agora ela voltou como uma pancada.

–A culpa não é sua. – tentou confortá-la – Não se culpe antes de realmente saber a verdade. Sofrimento antecipado só vai te ferir mais, a culpa é dele, foi ele quem fez tudo aquilo.

–Isso dói tanto. – sua voz saiu estrangulada pela dor – É como se uma parte de mim morresse novamente e a ferida aberta há quinze anos sangrasse, eu quero minha filha...

Bella segurou em seu rosto a forçando olhar para ela.

–Me escute: James é um sádico que não se importa com ninguém. Acreditar em suas palavras nessa altura do campeonato vai apenas fortalece-lo e faze-la sofrer, se quer crer em algo, acredite em seu coração, no que ele te diz.

–Você tem razão. – limpou os olhos – Meu coração nunca falhou antes, mas eu vou descobrir tudo o que James esconde, vou descobrir onde minha filha está.

–Eu vou te ajudar com tudo o que precisar. – apertou suas mãos – Sempre.

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–A polícia falou alguma coisa? – Bella questionou Edward no caminho de volta para casa.

–Nada demais. – suspirou a apertando em seus braços – Só que iriam investigar.

–Esme estava inconsolável. – sentiu sua garganta se apertar – Eu queria ajuda-la de algum modo.

–Não se preocupe, pequena. – beijou seus lábios macios – Tudo vai se acertar.

–Ela se sente culpada pelo que aconteceu com Melanie.

–Todos nos sentimos, mas farei com que James pague por tudo o que ele fez.

Durante a noite Edward mal conseguiu pregar os olhos e Bella teve um sono conturbado cheio de pesadelos com a floresta escura e o homem sem rosto que a perseguia sem descanso, dessa vez ele parecia mais próximo, como se a revelação de James tivesse aberto uma porta para seus medos.

Por fim desistiu de dormir se sentindo enjoada novamente, provavelmente era o nervosismo pelos acontecimentos recentes, ainda era possível sentir o frio da lamina no pescoço, isso a aterrorizava, se não fosse por Edward ela estaria... Não iria pensar nisso. Seu noivo mais uma vez a salvou, isso é o que importava.

Se soltou do corpo do noivo e sentou na varanda apreciando o ar fresco noturno, poucos sons se faziam ouvir nas ruas movimentadas, Red que estava deitado no tapete ao lado da cama trotou até ela e se aconchegou nas suas pernas pedindo carinho que logo recebeu. Não sabia o que pensar, não sabia como agir, tudo o que precisava era encontrar uma forma de agir.

Queria ajudar Esme e Edward, desejava apenas tirar a dor que os dois sentiam pela perda e pela traição. Sem contar, que as palavras maldosas de James ainda ressoavam em sua cabeça, criando um eco perturbado impossível de ser ignorado, definitivamente, estava enlouquecendo.

Edward se mexeu na cama procurando por Bella e encontrou o espaço vazio e frio, temia tê-la perdido também e que tudo o que passaram até esse momento fosse apenas um sonho em meio a tantos pesadelos, sentiu uma brisa gelada entrar no quarto e se levantou a encontrando cochilando no chão da varanda com a bola de pelos gigante deitado em suas pernas. A pegou no colo e a deixou na cama cobrindo seu corpo gelado, fechou as portas de vidro voltando a se aconchegar nela.

Em algum momento da noite sentiu que o corpo dela foi bruscamente tirado do seu lado e abriu os olhos alarmados a encontrando debruçada no vaso sanitário vomitando, correu até ela tirando o cabelo de seu rosto e acariciando suas costas, quando as ondas de náusea passaram Bella se sentou no canto do banheiro sem se mover com medo de que se fizesse algum movimento elas iriam voltar. Edward a olhou preocupado, foi até a banheira e ligou a agua quente, deu descarga no vaso e pegou um copo com agua fria dando para ela beber.

–Obrigada – sua voz saiu fraca e rouca.

Ele assentiu e tirou suas roupas a pegando no colo suavemente sem fazer qualquer movimento brusco e entrou na banheira com ela deixando seus corpos serem envoltos pelo calor. Lavou seu rosto suavemente e massageou suas costas, não tinha palavras para descrever o pânico que estava sentindo, não queria perde-la, não suportaria uma vida sem ela, estava tão preocupado que sua mente imaginava coisas absurdas.

–Obrigada por cuidar de mim. – sussurrou se recostando mais ao calor de seu corpo.

–Não precisa agradecer. – beijou seus cabelos – Estou preocupado com você. Acho que deveríamos ir ao hospital.

–Não é necessário, já me sinto melhor, foi só por causa de o que aconteceu.

Só de lembrar sua voz saiu esganiçada e seus olhos encheram de lágrimas.

–Não pense nisso. – a apertou em seus braços – Amanhã será um novo dia. Um melhor, eu te prometo.

Notas finais
Olá amores, lindas, maravilhosas da minha vida. Demorei, mas voltei. Hoje fechamos uma parte importante do passado dos Cullen. Queria agradecer pelos comentários, batemos o record deles em apenas um capítulo. Já disse antes que drama faz vocês aparecerem, então acho que vou utilizar mais dele... Brincadeira. Também adorei as ameaças, é bom saber que estou longe e minha integridade física está preservada. Ia postar ontem, mas não deu. Ainda estou em Florianópolis em um treinamento do trabalho, devo voltar amanhã, dependendo da hora que eu chegar vou pensar em postar outro. Acho que é só por hoje. Beijos Kim