O Que Somos
45 Capítulo 43
Capítulo 43
Bella fez questão de trocar seu jeans e camiseta por um vestido curto verde escuro e saltos, tinha apenas um objetivo em mente: Seduzir Edward Cullen.
Se sentou na varanda da frente e colocou seus óculos escuros observando a vasta paisagem com algumas pessoas colhendo o restante das uvas ao longe, seus cabelos volta e meia voavam com o vento, morar ali devia ser um sonho, ter toda aquela paz e tranquilidade, cruzou as pernas notando que alguns homens que passavam pela frente da casa viraram a cabeça para olha-la, se sentia envergonhada com os olhares que recebia e se mexeu desconfortável no banco de madeira.
–Isabella. – a voz brusca de Edward fez um frio passar por sua espinha, respirou fundo e o olhou tirando os óculos tentando parecer o mais inocente possível.
–Oi amor. – sorriu – Já está pronto?
–Sim – rosnou encarando os dois homens que estavam parados e eles saíram praticamente correndo – Não vai se trocar?
–Não. Por que estou feia? – o provocou.
–De forma alguma. – pegou sua mão a ajudando a levantar e beijou sua testa – Está linda. Não sei se meu coração aguenta expulsar tantos marmanjos que vão ficar olhando para você.
Ela soltou um risinho baixo o abraçando pela cintura caminhando até o carro, ele abriu a porta do passageiro para ela, ajudou a prender o cinto de segurança e foi até o banco do motorista, Félix estava em um carro os seguindo. Bella mordeu o lábio e ligou o rádio tocando uma musica qualquer, o olhou de canto e colocou a mão no joelho dele subindo e descendo o dedo por sua perna, Edward se remexeu no banco e tirou uma mão do volante e segurou a dela.
–Estou dirigindo – alertou.
–É só um carinho. É inocente.
Ele resmungou algo incoerente e soltou sua mão para mudar a marcha, Bella aproveitou e voltou à mão para a coxa dele, se inclinou para deixar um beijo no seu pescoço e sugou sua orelha, Edward por alguns poucos momentos perdeu a direção do carro e Bella foi jogada no seu banco. Ele a olhou assustado diminuindo a velocidade.
–Você está bem?
–Sim – riu – Vou manter minha mão para mim mesma agora. Pelo menos enquanto você está dirigindo.
–É bom mesmo Isabella.
O resto do caminho Bella se reservou a apenas observá-lo dirigir, já que distrai-lo enquanto dirigia não tinha sido uma boa ideia. Ele parou o carro em frente da Galleria degli Uffizi e a abraçou entrando na galeria, um dos guias se dirigiu a eles com seu costumeiro sotaque italiano olhando demais para a perna da sua mulher o encarou durante toda a visita, mas o infeliz parecia não se importar com os olhares irritados que ele lhe lançava. No meio do caminho pararam um pouco para olhar uma tela, Edward a abraçou por trás e colocou a cabeça no ombro dela.
–Tudo isso é real? – ela sussurrou.
–Espero que sim porque se for um sonho eu não quero mais acordar.
Bella virou em seus braços e o beijou infiltrando as mãos nos seus cabelos se colando mais a ele, Edward escutou sons de passos e a prendeu mais forte sugando seus lábios sem pudor nenhum, queria mostrar a aquele guia que Isabella tinha um dono. Se afastou relutante quando escutou um pigarro.
–Signore Cullen. Podemos continuar?
–Claro. – pegou a mão de Bella. – Vamos anjo?
Bella estava constrangida e desejosa, não confiava que sua voz saísse então apenas acenou com a cabeça seguindo o guia pelo restante do percurso.
Na saída o sol estava quente e o tempo abafado, caminharam por algumas ruas sem pressa, havia tanta coisa para conhecer ali que se sentia perdida, era pouco tempo para aproveitar tudo o que a cidade poderia oferecer.
–Edward? – o chamou se lembrando disso.
–Sim.
–Quando vamos voltar?
–No sábado. Ainda temos mais dois dias aqui.
–Você sabe onde está o meu celular?
–Não, acho que sua mãe não colocou na sua mala. Quer usar o meu?
Ela assentiu pegando o aparelho e se sentaram em uma cafeteria em frente a um enorme jardim, enquanto ele fazia o pedido se afastou alguns passos do barulho e discou o número da mãe.
–Alô. – a voz de Renée a fez sorrir.
–Boa tarde mãe.
–Bebê. – o grito dela seria capaz de deixar qualquer pessoa em um raio de trinta metros surda – Você está bem? Onde você está? Edward está te tratando bem? Vocês voltaram?
–Calma. – a interrompeu – Nós estamos bem sim. Mas a senhora hein? Tinha que me drogar?
–Você iria de bom grado? – Renée bufou. – Eu te conheço Isabella, só dei um empurrãozinho.
–Sim, você deu um empurrãozinho que se pareceu com um tropicão pra mim – soltou um riso sem humor – A senhora sabe como foi acordar em um lugar desconhecido e sem ninguém por perto? Foi como naquele dia.
–Eu sei filha, mas precisava fazer alguma coisa. Eu vi meu bebê morrendo aos poucos, não podia deixar isso acontecer.
–Entendo... E obrigada mãe, mesmo meio torto você foi o meu anjo da guarda. –admitiu, nunca foi de demonstrar seus sentimentos por seus pais – Eu te amo.
–Oh, eu também te amo filha. – fungou baixinho – Me deixe falar com Edward, por favor.
–Deixo, dona Renée, mas saiba que ainda vamos conversar sobre isso.
Bella foi até ele sentando em seu colo e passou o celular gesticulando com a boca que sua mãe queria falar com ele. Depois de alguns minutos confirmando a sogra que sua pequena estava bem, estava se alimentando e dormindo bem conseguiu desligar.
–Sua mãe nunca para de falar? – questionou meio atordoado.
–É mal de professor. – saiu do seu colo e sentou na cadeira ao seu lado – Quando ela começa a falar não para nunca.
–Percebi – riu pegando sua mão – Pedi tiramisu pra você.
–Eu amo doces – soltou sua mão quando o garçom trouxe a sobremesa.
Para Edward aqueles foram os dez minutos mais torturantes de sua vida, ver Isabella passar a língua pelos lábios para tirar o excesso do doce e gemer a cada garfada. Sua boca estava seca e seu corpo em estado de alerta máximo, se moveu desconfortável na cadeira e engoliu em seco, tentou respirar fundo por alguns instantes, mas não funcionou, queria arrasta-la até o casarão e joga-la na cama para gemer por outro motivo.
–Você está bem?
Bella sabia que estava o torturando, reconheceu os sinais cada vez que comia, tiramisu era realmente delicioso, mas provocar Edward era bem melhor, com certeza.
–Sim. – falou depressa e ela sorriu inocentemente – Podemos ir?
–Não. Quero ver o Davi de Michelangelo. Lembra?
Ele gemeu baixinho em desgosto. Por que tinha a levado para conhecer os museus? Não tinha pensado direito de manhã quando a provocou e agora o feitiço tinha se virado contra ele, aquela pequena mulher a sua frente o estava levando ao limite com seus gestos inocentes, já que não tinha jeito de mudar seus planos se conformou e a levou para ver a bendita escultura.
Aproveitou para tirar algumas fotos dela, os jardins que rodeavam o museu eram incrivelmente belos e o rosto de Isabella em contraste com o sol e o vento daquele lugar só o fez admirá-la mais, ele e todos os homens que estavam ali.
Depois de visitar a Galeria de Belas Artes caminharam poucas ruas até o carro em silencio, o sol da tarde estava encoberto por poucas nuvens que davam um charme a mais para a cidade.
–Gostou do passeio? – ele questionou enquanto dirigia calmamente.
–Claro. Era um sonho ver aquela escultura – falou exultante – Posso te contar um segredo?
–Sabe que sim pequena.
–Sempre vi em você o meu Davi – mordeu o lábio pensativa – O corpo forte e belamente esculpido, másculo e viril que me fazia suspirar apenas com um sorriso e queimar quando suas mãos me tocam.
Bella sentiu o carro acelerar e sorriu triunfante.
–Quando te vi no banheiro na nossa primeira vez, só poderia imaginar como seria quando seu corpo preenchesse o meu e estar nos seus braços delirando de prazer. – Edward se moveu desconfortável no assento sentindo sua ereção se manifestar – E sempre que estamos juntos sinto como se flutuasse em um espiral de sensações incríveis.
Ela gemeu baixinho e lambeu os lábios em expectativa.
–Só de pensar consigo me lembrar com exatidão de como é.
O carro parou com um solavanco na frente da casa e Bella riu saindo do automóvel e subindo para a varanda, mal deu dois passos e foi puxada pelo braço colidindo seu corpo com o de Edward e seus lábios sendo duramente atacados, ele segurou sua cabeça e sugou seus lábios exigindo rendição, Bella puxou seu cabelo duelando com ele, ainda queria mostrar que ela poderia sim ter o comando de suas vontades tanto quanto ele, por mais que estivesse difícil de não ceder aos seus encantos. Se afastou dele ofegante tentando retomar o controle de seu corpo.
–Isabella – rosnou tentando puxá-la, mas ela sorriu e negou entrando na casa.
Ele a seguiu um minuto depois, queria entender qual era o jogo que ela estava fazendo, mas não importava muito se não entendesse porque teria Isabella Swan agora. Com passos duros foi até a cozinha bem equipada atrás dela.
Bella estava com uma cesta de piquenique em uma mão e um cobertor xadrez em outra, assim que passou pela porta para sair da cozinha seu corpo bateu no de Edward e se ele não tivesse a segurado com certeza estaria no chão. Sorriu pra ele em agradecimento e se firmou nos próprios pés.
–Quero fazer um piquenique. – mostrou a cesta – Quer vir comigo?
Como poderia negar algo a ela? Forçou um sorriso e pegou a cesta de sua mão caminhando pelo campo, nesse horário não tinha mais nenhum funcionário por lá, andaram por alguns minutos parando em uma arvore de grandes raízes no pomar que tinha atrás da casa. Ela arrumou o cobertor no chão e se sentou tirando a sandália, Edward fez o mesmo e colocou a cesta no chão pegando um dos sanduiches que estavam lá.
–Quando você preparou isso?
–Hoje de manhã pedi para Mariza deixar pronto. – deu de ombros comendo uma maçã – Pensei que poderíamos aproveitar já que quando voltarmos provavelmente não vamos ter tanto tempo disponível como temos aqui.
–Não pense nisso agora. – falou se encostando no tronco da árvore – Quando voltarmos nos preocuparemos com isso.
Ela concordou e pegou um morango o mordendo devagar, as frutas dali pareciam ter mais gosto e era delicioso prova-las. Olhou para Edward e ele se moveu incomodado. Para provoca-lo mais se sentou no colo dele e ofereceu um pedaço do morango que ele mordeu a olhando todo o tempo. Seus olhos escuros e intensos a devorando. Era isso. Já chega de jogos. Precisava dele.
Fale com o autor