O Que Somos
46 Capítulo 44
Capítulo 44
Bella o olhou por segundos intermináveis admirada e orgulhosa do poder que exercia sobre Edward, logo ele que exalava controle e domínio do homem poderoso que era. Passou a mão pelo peito dele deixando uma descansar sobre o seu coração, sem pressa alguma colou suas bocas em um encontro apenas de lábios, calmo e suave, introduziu sua língua se encontrando com a dele e arfou ao sentir os pequenos choques tão familiares junto com o frio na barriga. As mãos dele seguraram sua cintura a deixando tomar o controle da situação.
Quando romperam o contato estavam arfantes, Edward sorriu de lado e distribuiu pequenos beijos por seu ombro o mordendo ocasionalmente, beijou seu pescoço e ela gemeu baixinho se movendo em seu colo. Segurou sua cintura mais forte a impedindo de se mexer, se ela continuasse dessa forma a atacaria ali mesmo sem se importar com o lugar onde estavam ou se havia alguém próximo.
–Edward... – gemeu em protesto tentando se mover, mas ele não deixava.
–Isabella, é melhor pararmos. – falou rouco.
–Eu não quero parar. – colocou as mãos dentro da camisa dele e beijou seu pescoço – Quero você.
Edward soltou um palavrão e atacou seus lábios impiedosamente, mudando uma das mãos grudando em seus cabelos, imobilizando sua cabeça. Bella sorriu contra seus lábios e se mexeu mais em cima do seu membro desabotoando a camisa. Tirou o tecido do corpo dele se afastando para tomar folego, as mãos de Edward imediatamente foram para seus seios abaixando o vestido e os sugando. Toda a tensão e antecipação do dia inteiro gastos ali
Bella aproveitou para desfazer o botão da calça jeans que ele usava com um pouco de dificuldade, era praticamente impossível conseguir se concentrar naquela tarefa com ele a estimulando, com esforço conseguiu descer o zíper. Temendo entrar em combustão Edward se afastou o suficiente para afastar a calça e a cueca, Bella aproveitou e tirou o vestido o jogando em algum lugar a sua volta e Edward fez questão de rasgar a calcinha de seu corpo ganhando um gemido alto como resposta.
–Era isso que você queria não é? Me ver descontrolado?
Estavam protegidos de visitantes inoportunos graças a densa vegetação e as raízes das árvores, fato que Bella agradeceu muito enquanto segurava nos ombros do noivo e descia lentamente em sua ereção o tomando dentro de seu corpo devagar. Quando estava totalmente envolvido por ela Edward a abraçou pela cintura e beijou seu rosto dando um tempo para se acalmar, por seu corpo passava um desejo tão selvagem que chegava ao ponto de domina-lo, mas queria aproveitar essa experiência com ela pelo máximo de tempo possível
Ao se sentir mais calmo encostou suas testas e a ajudou se mover sobre ele lentamente, deixando que ela tomasse o ritmo de suas investidas e os levassem ao paraíso, adorava quando ela tomava o controle e o dominava, era um sentimento incrível de entrega.
Não demorou muito para que Bella aumentasse o ritmo querendo sua libertação, ouviu um barulho no fundo de sua mente, qual não registrou e logo grossas gotas de agua fria caiam em seu corpo.
–Você é linda...
Não sabia como, mas uma quantidade grande de água caiu por cima de seus corpos e ofegou com a visão a sua frente. Isabella parecia uma sereia, uma deusa banhada pelas águas de Afrodite e Hera, ambas as deusas reencarnadas na sua mulher.
Era impossível não se recordar de quando fizeram amor na chuva no seu antigo apartamento e isso serviu apenas para motiva-la a se mover mais rápido e profundo de encontro a ele. Sentiu seu baixo ventre se contrair e beijou Edward para sufocar o grito de prazer libertador que soltaria, ele aproveitou o momento e se deixou levar com ela caindo sobre a árvore, exausto, mas completamente saciado, aproveitando os resquícios de prazer.
Bella não conseguia sentir as pernas, havia sido intenso e com um toque de adrenalina pela possibilidade de serem pegos que a deixou em alerta novamente.
Depois de alguns minutos ela se moveu procurando seu vestido, a chuva tinha aumentado e estava quase impossível permanecer ali fora. Edward se vestiu como pode e a ajudou a pegar os sapatos, a cesta e o cobertor, correndo e rindo para o interior aconchegante da casa.
–Você armou isso não foi? – ele a questionou sorridente enquanto colocava o pijama – Me provocou o dia todo.
–Eu? – se fez de inocente – Não sei o que te levou a pensar isso.
–Talvez o fato de ter me provocado com pequenos gestos, ciúmes, toques, truques e me levado lá fora para um piquenique aonde ninguém frequenta.
Ela riu baixinho e colocou uma blusa de moletom, o dia tinha esfriado bastante.
–Só fiz o que você merecia por mentir pra mim hoje de manhã. – sorriu triunfante – E não me lembro de te ouvir reclamar, bem pelo contrário, o senhor aproveitou bastante e posso dizer isso apenas pelos seus gemidos.
A boca de Edward se abriu levemente, quem era essa mulher e o que tinham feito com sua menina tímida e inocente?
–Isabella. Não brinque com fogo – alertou em um tom de voz perigosamente calmo.
–Eu gosto de me queimar. – ronronou saindo do quarto com ele logo atrás.
Durante o jantar ela comeu pouco, estava sem fome e se sentia enjoada, devia ser porque tinha comido bastante doce durante o dia e também estava cansada, tudo o que desejava nesse momento era deitar e dormir, as horas noturnas passadas com Edward estavam cobrando o seu preço agora.
–Você está bem pequena? – perguntou ao ver que ela mal tinha tocado na comida.
–Sim, só um pouco enjoada e com sono. – para reforçar suas palavras um bocejo involuntário saiu de seus lábios o fazendo sorrir.
–Acho que devo deixar você descansar um pouco mais.
Ele se levantou da mesa e pegou sua mão para ajudá-la, assim que Bella firmou os pés no chão ele a pegou no colo a prendendo contra seu peito.
–Edward! – protestou surpresa – Eu posso andar.
–Sei disso, mas eu tenho que cuidar da minha noiva teimosa. – beijou seu nariz.
Depois de escovarem os dentes Bella se deitou no peito dele e se enroscou na coberta, estava com frio, não demorou muito para que se rendesse ao cansaço. Edward aproveitou que ela dormia e leu alguns e-mails do trabalho no celular, pelo jeito Rosie e Jass estavam conseguindo ir muito bem sem ele lá, não queria voltar e romper essa bolha de tranquilidade que estava vivendo com Isabella, mas sabia que precisava voltar, tinha compromissos e responsabilidades, puxou um pouco do cobertor, já que ela estava enrolada nele todo parecendo uma lagarta prestes a virar borboleta.
No meio da noite escutou alguns murmúrios incoerentes e Bella se mover contra o seu corpo sem descanso, estranhou porque normalmente ela mal se mexia em seu sono, dormia como uma pedra. Abriu os olhos e pegou o celular para verificar as horas, ainda eram quatro da manhã. Novamente ela se mexeu e murmurou alguma coisa em seu sono inquieto, não sabia se a acordava ou deixava que prosseguisse assim, mas antes de se decidir ela saiu dos seus braços correndo em direção ao banheiro, nem se dando ao trabalho de acender a luz e despejar tudo o que tinha no estomago no vaso sanitário. Edward correu até ela segurando seus cabelos esperando que ela terminasse.
Seu corpo tremia e estava fraca, com a ajuda dele escovou os dentes e fechou os olhos querendo que náusea fosse embora, sua cabeça doía horrivelmente e sentia calafrios perpassarem por seu corpo. Se encolheu mais em seu abraço, não se sentia bem.
–Edward? – sua voz saiu fraca até pra ela.
–Sim anjo. – a deitou na cama e enrolou o cobertor pelo seu corpo, tinha notado que ela estava febril.
–Não me sinto bem. – se encolheu em uma bola no meio da cama – Tem alguma coisa errada comigo.
Ele sabia que para ela admitir isso realmente ela não estava bem. Pegou o celular ligando rapidamente para Félix e pediu que ele aprontasse o carro, a levaria até um hospital, não poderia permitir que ela continuasse assim. Trocou de roupa e a enrolou mais forte no cobertor como uma criança para não pegar friagem.
–Vai ficar tudo bem anjo. – beijou sua testa suada enquanto Félix dirigia rapidamente até o hospital.
A sala da emergência estava relativamente vazia por causa do horário e assim que uma enfermeira o viu entrar posicionou uma maca para que ele depositasse sua menina, seguiu com ela até o ambulatório, não soltaria sua mão. Um homem jovem de cabelos e olhos negros de jaleco se aproximou e apertou sua mão falando um inglês perfeito.
–Sou Dr. Mancini. Em que posso ajuda-los?
–Minha noiva está com febre.
–Qual o nome dela?
–Bella.
O homem assentiu e se aproximou da maca colocando o termômetro em seu braço.
–Olá Bella. – falou calmamente – Pode me dizer o que está sentindo?
–Frio... Sono... Náusea... Um pouco de tontura e meu estomago dói muito. – tentou explicar da melhor forma possível.
–Vou pedir para que você não durma tudo bem? – pediu tirando o termômetro.
–Estou cansada demais.
–Eu também estou, acabei de me casar e minha esposa está gravida. – Sorriu conversando com ela – Não durmo bem a dias.
–Também vou me casar.
Sua temperatura estava nos 38°C, anotou na prancheta.
–Você está noiva. – precisava mantê-la acordada enquanto realizava alguns exames – Quando é o casamento?
–Janeiro – respondeu depois de um tempo, estava confusa e um pouco desorientada.
–É um bom mês, você tem alergia a algum medicamento?
–Não... Acho que não.
O médico se virou para Edward querendo confirmar, não poderia confiar nela quando estava confusa.
–Amoxilina. – apertou mais forte a pequena mão na sua – Ela é asmática.
–Meu irmão mais velho também era asmático, mas adorava correr. Bella, pode me dizer algo sobre sua infância?
Ela pensou por alguns instantes, não queria mais pensar, estava cansada demais, sabia que aquele homem não a deixaria em paz até que respondesse suas perguntas.
–Eu gostava quando minha irmã me contava histórias na frente da lareira enquanto estava deitada com o Mem e o Rufs.
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