O Que Somos
23 Capítulo 22
Capítulo 22
Eles passaram o dia todo deitados no chão da sala assistindo televisão, vendo documentários e filmes de comedia. A noite já tinha caído há pouco e não tinham coragem para levantar, mesmo que suas costas estavam doendo. A mente de Edward corria entre encontrar uma forma de descobrir quem era o monstro que tinha feito aquilo com seu pequeno anjo e encontrar uma forma de fazê-lo pagar por tudo. Quando o pegasse não deixaria restar nada daquele homem para contar a história.
–Estou com fome. – ela falou baixinho, a cabeça encostada em seu peito.
–Então eu acho que devo cozinhar pra você.
Bella riu com as palavras dele. Edward Cullen era o CEO mais controlador que tinha conhecido e imaginar ele na cozinha era uma coisa que sequer passou por sua imaginação.
–O quê? – questionou com uma sobrancelha arqueada – Não acredita nos meus dotes culinários, Srta. Swan?
–Quem sou eu para questionar seus dotes, Sr. Cullen? – disse sarcástica ainda sorrindo.
Ele a virou deixando-a de costas e se pôs em cima dela prendendo suas mãos acima da cabeça. Seu anjo ainda mantinha um sorriso contido o olhando em expectativa, abaixou a cabeça mordendo seu lábio inferior e o sugando, ela deixou escapar um gemido. Era só ele se aproximar, que corpo dela queimava. Então ele levantou, se afastando, e Bella o olhou, indignada. Ela viu ele arrumar sua camiseta e caminhar para a cozinha. Continuou no chão o olhando mexer em suas panelas, tirar alguns mantimentos e coloca-los na mesa.
–Quer ajuda? – se virou de bruços para observá-lo melhor.
–Não, você tem que ficar aí quietinha enquanto eu preparo tudo aqui.
Bella rolou os olhos e pensou em alguma coisa para fazer enquanto seu namorado ‘prendado’ fazia o jantar. Soltou um suspiro resignado, não estava acostumada a ficar sem fazer nada, se levantou e foi atrás do seu celular. Tinha dez ligações perdidas de Rosie, oito de Emm e mais de vinte de Esme. Suspirou. Depois ligaria para eles, que provavelmente estavam preocupados com seu sumiço. Discou o número de casa, antes que sua mãe ligasse histérica mais uma vez por ter se esquecido de retornar suas mensagens.
–Residência dos Swan. – a voz grave de Charlie a fez sorrir.
–Boa noite, pai.
–Bells, que bom falar com você.
–Pois é, sempre que eu ligava para casa o senhor estava ocupado ou vendo algum jogo. – falou indignada e ele riu.
–Desculpe, mas você sabe como o seu pai é fã de esportes e estamos iniciando a liga... Enfim, soube que é você quem tem novidades.
–Sim, sim. – limpou a garganta nervosa. – É só que, bem, estou namorando.
Bella imaginou que sua mãe não tinha comentado sobre isso com ele pelo silencio que se formou depois de ela falar para ele.
–Ele é um bom homem? – Tudo o que queria é que sua menina encontrasse alguém que pudesse amá-la tanto quanto merecia, senão o bastardo ia se ver com ele.
–O melhor dos homens – sua voz ficou presa na garganta.
Sabia que seu pai se preocupava com ela, via em seus olhos. Tinha visto todas as suas preocupações desde a primeira vez, aquele homem grande que não conseguia tirar as pequenas mãos machucadas daquela menininha ferida do casaco de seu filho. Sempre afirmou pra ela que foi amor à primeira vista, que sempre a viu como um presente divino. Ele foi aquele que apoiou suas decisões, ajudou nos seus desafios e acreditou que ela podia vencer tudo, mesmo temendo que fosse muito para ela. Depois de um tempo no telefone foi atrás de Edward. Viu que ele já tinha colocado a mesa e desligava o fogo.
–Terminou? – o sarcasmo dela o fez estreitar os olhos.
–Sim. – caminhou até ela calmamente – Terminei, venha.
Puxou a cadeira para ela se sentar e serviu a macarronada e uma taça de suco, depois sentou se servindo. Bella ergueu o garfo com um pouco de receio, mas se surpreendeu pela macarronada, estava muito gostosa e não conseguiu prender um pequeno gemido de satisfação que o fez olhar para cima do prato e sorrir presunçoso. Ela repetiu mais uma vez, estava muito cheia, tinha que admitir que nunca comeu tanto assim, não é que ele era mesmo prendado.
–E então, minhas habilidades na cozinha foram aprovadas? – perguntou sorrindo.
–É... Dá pro gasto. – deu de ombros se levantando da mesa e levando os pratos para a pia e encostou lá o olhando. Viu que a cabeça dele estava pendendo para um lado enquanto sua boca estava um pouco aberta, com certeza, de indignação.
Edward passou a mão pela barba que estava aparecendo, mas não fez nenhum movimento. Sabia que ela estava o provocando pelo brilho que tinha no olhar, um brilho de desafio que notava toda vez em que faziam amor. Sabia como ela poderia ser cruel ou instigá-lo até pedir misericórdia, mas dessa vez não a deixaria provocá-lo. Quando ela se virou para lavar as louças caminhou até ela silenciosamente e encostou seu corpo no dela, sorriu quando percebeu que ela arrepiou com o contato e quase deixou o prato cair.
–Sabe Isabella, você é com certeza a mulher mais frustrante que já conheci. – falou em sua orelha. – Acho que você merece um castigo para aprender a se comportar.
–Mas eu não fiz nada. – estava sem folego e ele nem a tinha tocado ainda.
–Vamos ver. – a virou e se afastou um passo enumerando nos dedos – Primeiro, me provoca com aquele lingerie vermelha que você ainda não vestiu; segundo, me deixou frustrado na minha sala enquanto poderíamos fazer outras coisas melhores que brigar por causa de um relatório; terceiro, não quer aceitar o seu segurança; quarto, brigou comigo por causa disso e passou a noite me ignorando; quinto, não me disse aonde aprendeu a fazer aquela mágica com a boca como fez comigo; e sexto, se enfiou na água fria se expondo a uma pneumonia. Além de não acreditar em mim quando disse que sabia cozinhar. Então me diz se você não merece um castigo.
A respiração de Bella estava superficial e seu rosto vermelho, lembrava-se de cada situação, mas devia ressaltar que a culpa sempre havia sido dele por terem brigado.
–Hãm... Mas você também tem uma parcela de culpa nisso. – disse mordendo o lábio – Você também vai ser castigado?
Ele riu, sua menina inteligente estava sempre um passo à frente, como poderia discutir com ela?
Agarrou sua cintura colocando o cabelo de lado e beijou seu pescoço calmamente, lambendo e sugando. As pernas de Bella pareciam gelatina toda vez que esse homem a tocava, não sabia como um carinho como aquele podia acender uma chama tão forte dentro dela. O abraçou e puxou sua cabeça para cima. Seus lábios se encontraram tão rápido que sua cabeça flutuou. Ele tomava seus lábios com paixão e desespero, a prendeu contra a pia, suas mãos se infiltrando nos cachos castanhos, arrastou sua barba pelo rosto e pescoço dela a ouvindo gemer e a sentindo puxá-lo para mais perto.
Puxou a camiseta que ela usava rapidamente, enquanto ela tirava a calça e o ajudava a tirar a dele. Ele suspendeu seu corpo, colocando-a em cima da mesa. Ela não queria preliminares, o queria rápido e sem limites, ele colocou um dedo dentro dela e circulou seu clitóris, não pode evitar gemer alto e arranhar suas costas por dentro da camiseta tentado tirá-la do caminho.
–Isabella, você está tão molhada. – falou rouco em seu ouvido – Isso é pra mim?
Ela não conseguia articular nenhum pensamento, sua mente estava nublada pelo prazer, seu dia havia sido conflituoso, mas esquecia de tudo quando estava com ele.
–Me diga pequena. – colocou dois dedos os curvando. – É pra mim?
–OH SIM, Edward, é só pra você – lamuriou.
Seus olhos estavam fechados firmemente, suas unhas nos ombros dele o marcando como dela. As palavras mal saíram da sua boca e ela foi atacada pela dele, pedindo rendição total, peito dele se colou aos seios dela, os poucos pelos dele acariciando seus bicos rígidos.
–Abra os olhos para mim. – ele pediu com a voz suave traçando beijos da sua orelha até os seios os sugando, viu que ela fechou mais ainda os olhos. – Não vou amar você até que abra os olhos.
Bella forçou seus olhos a abrirem e o encarou ofegante. O membro dele brincava com sua entrada enquanto seus olhos não se desviavam.
–Eu te amo. – ela disse em seu ouvido enquanto sentia que ele a preenchia calmamente.
Quando estava totalmente dentro dela colou suas testas, sentindo como suas respirações se igualarem, seus corações sincronizarem. Ouvir aquelas palavras saírem pelos seus lábios era a melhor coisa que ele poderia escutar. Se moveu lentamente dentro dela, olhando para o seu rosto, para cada expressão de prazer que apresentava, a cada gemido. Jogou seu corpo pra cima do dela a deitando na mesa, tomando seus lábios vorazmente. Bella não sabia como Edward conseguia fazê-la se sentir tão protegida, tão amada, tão desejada, como se fosse a única mulher no mundo. Toda vez que se movimentava, ia mais fundo em seu interior e ela percebia que a decisão dele era de fazê-la sua, de marcá-la. Não sabia descrever o que estava sentindo, a mesa fria e firme as suas costas em contraste com o corpo quente e forte em cima e dentro dela.
O seu olhar era doce e amável, queria se perder naquelas esmeraldas pelo resto de sua vida. Sentiu o familiar aperto no baixo ventre e a melhor sensação do mundo enquanto suas unhas se afundavam nas costas de Edward e seus dedos dos pés se retorciam.
–Eu te amo... Eu te amo... – escutou ao fundo de sua mente ele murmurar e se desmanchar em cima de si a prendendo mais ainda a mesa, tanto que a deixou sem folego.
–Edward... Você está me esmagando. – falou sem folego.
Ele se levantou rapidamente pedindo desculpas enquanto a levava para o quarto ainda dentro dela, deitou-a na cama caindo novamente por cima do seu corpo. Gostava desse contato, como se nada pudesse separá-los enquanto estivesse ali, só com o seu amor.
Segunda-feira chegou com um sol radiante, ele não queria levantar, apertou Bella ainda mais contra o seu corpo e olhou para o relógio que estava no criado mudo, ele ainda não tinha tocado, mas tinha que levantar, teria uma reunião no café. A soltou e tomou um banho rápido. Havia deixado alguns de seus ternos no apartamento dela, se vestiu e ligou a cafeteira. No dia anterior nem tinha se lembrado de pegar o celular, assim que viu a quantidade de ligações perdidas de sua família fez uma careta, com certeza quando ligasse para Esme escutaria um monte de coisas. Félix já estava no estacionamento o esperando. Suspirou e foi acordar Isabella.
Ela estava encolhida no mesmo lugar que a tinha deixado, a diferença é que sua mão estava do seu lado da cama o procurando.
–Pequena, acorde. – ela murmurou qualquer coisa e o abraçou. – Vamos pequena, senão vai se atrasar.
Com a palavra atrasar, ela se sentou e o olhou confusa, não pode evitar rir, o que mais odiava era se atrasar e ele sabia disso.
–Que horas são? – perguntou esfregando os olhos.
–Quase sete. – a beijou levemente – Tenho que ir, vou ter uma reunião daqui a pouco. Félix vai te levar até a empresa.
–Não precisa. Eu posso ir de metrô ou de táxi. – retrucou já sabendo que ele não ia concordar.
–Você vai com Félix. – disse inflexível, não queria brigar àquela hora da manhã. – Vejo você mais tarde.
Beijou-a mais uma vez e saiu, antes que iniciassem uma discussão sem necessidade, ainda mais depois dos acontecimentos e revelações da noite anterior. Seu segurança estava como de costume ao lado do carro quando ele chegou.
–Félix, preciso que fique aqui e espere a Srta. Swan. Eu vou com o outro carro hoje – falou prevendo que seu dia seria difícil – Ela vai tentar falar que não precisa e que pode ir sozinha ou de taxi, mas eu não quero que a deixe. Qualquer coisa me ligue.
–Sim, senhor.
O segurança já tinha se habituado aos problemas de seu chefe com a namorada, ele sempre falava que se ela quisesse ir a qualquer lugar era para chamá-lo, mas a moça nunca seguia o que ele pedia. Gostava da Srta. Swan. Via como ela era uma boa moça, um pouco teimosa e geniosa, mas gostava de como ela fazia o Sr. Cullen ficar mais vivo.
Bella não demorou muito para se arrumar, não estava com humor para isso, colocou uma calça jeans e uma camisa branca, prendeu o cabelo em um rabo de cavalo e pegou seus óculos, normalmente não os usava, mas hoje em especifico iria ler dezenas de papeis, da última vez que deixou para ler todo o trabalho de papel sua cabeça parecia estourar, então hoje iria se prevenir.
Como Edward afirmou, Félix estava a esperando quando desceu do elevador para a garagem com o seu terno preto e intimidante.
–Bom dia, Félix.
–Bom dia, Srta. Swan. – disse cordialmente abrindo a porta para ela.
–Não precisa me tratar como Srta. Apenas Bella está ótimo.
–Não é certo, Srta.
–Pelo menos quando Edward não estiver tudo bem?
Ele concordou com a cabeça e seguiu viagem, era sempre difícil que o segurança o chamasse pelo apelido, principalmente na presença do seu namorado turrão, mas não queria manter uma relação impessoal com ele, afinal o via quase todos os dias, e Edward parecia ser contra sobre o mínimo de intimidade que mantinha com seus empregados, como se ela não fosse uma também. Ao sentar na sua mesa viu que já tinham alguns papéis, os colocou de lado e checou seus e-mails, realmente o dia seria corrido.
A reunião de Edward foi bem produtiva, tirando os olhares irritados que vez ou outra Rosalie dirigia a ele. Sabia que era porque tinha sumido no dia anterior atrás de Bella. Assim que ele entrou em sua sala ela o seguiu fechando a porta atrás de si.
–Como está a Bella? – ele se surpreendeu em ser questionado assim, não esperava essa pergunta tão já.
–Bem. Por que ela não estaria?
–Talvez porque ela tenha sumido da festa depois de te ver com Tanya. – falou brava – Pelo que é mais sagrado Edward. Tanya? Aquela biscate?
–Rosalie, não existe mais nada entre Tanya e eu.
–Então o que ela estava fazendo no casamento de Alice e ainda mais agarrada no seu braço.
–Eu não sei, mas não se preocupe que já conversei com Isabella sobre tudo isso. Não vou deixar Tanya entrar no meio do que tenho com ela. – esfregou o rosto cansado – Bella estava chateada comigo sim, mas não precisa se preocupar, já nos entendemos e estamos bem.
Não iria discutir com sua cunhada atrevida, já sabia que sua família tinha adotado Bella e que não pensariam duas vezes em puxar sua orelha se fizesse algo que pudesse magoá-la. Rosalie apenas concordou e voltou a conversar com ele sobre o novo investimento na rede de clinicas médicas que teriam de verificar. Faltava pouco para a hora do almoço quando bateram na sua porta.
–Você sabia que trabalhar demais causa diversas doenças físicas e psicológicas? – Esme perguntou vendo que ele nem tinha levantado a cabeça quando ela entrou.
–Sei disso tia, mas a culpa é do seu marido que me mandou uma lista de reivindicações para as clinicas e tenho que verificá-las até o fim do dia. – resmungou deixando os papéis de lado e caminhando até ela para beijar seu rosto e puxar a cadeira para que ela se sentasse.
–Ele também está preocupado com isso, parece que vai ter uma vistoria do ministério da saúde ou algo do tipo.
–Vi isso no relatório, mas não acho que veio aqui para falar sobre o hospital.
–Não. Vim falar sobre Isabella. – Percebeu quando respirou fundo, não queria se meter na vida de seu sobrinho, mas tinha visto sua interação com Tanya Denali.
–Eu sei que fiz besteira. Já conversei com Bella e estamos bem. – passou as mãos no cabelo em um gesto de nervosismo, hoje parecia o dia em que todos o repreenderia por uma atitude equivocada – Não queria fazer um escândalo no casamento de Alice, por isso não a expulsei dali e também tinha alguns novos investidores franceses e não soube lidar com a situação. Quase perdi Bella por isso. Posso te prometer que não vai mais acontecer.
Esme era uma mulher doce e compreensiva, amava Edward, sabia como ele era difícil, então tinha consciência de que ele realmente estava nervoso em ser cobrado por qualquer coisa.
–Bella é uma menina especial. – ela o olhou sorrindo – Dá pra ver no seu olhar que você tem um sentimento muito forte por ela e ela por você. Me recordo que quando você era pequeno dava esse mesmo olhar para Mel, sempre comentei com sua mãe que vocês um dia iriam se casar, parecia que tinham sido feitos um para o outro e hoje me sinto feliz em ver esse sentimento direcionado a Isabella.
Ele segurou as mãos de sua tia, sabia como era doloroso para ela falar sobre sua filha caçula, ela tinha sido sequestrada dentro de casa, mas ninguém nunca tinha entrado em contato com a família. Ele sentiu a perda de sua prima, assim como os tios e os irmãos, foi pouco antes de seus pais morrerem, naquela época os acontecimentos pareceram um efeito dominó. Sofrimento atropelando sofrimento.
–Sei que pode ser loucura e peço que não fale para Carlisle, mas quando olho para Isabella imagino que ela seja a minha bebê, vejo o sorriso dela e imagino que se Mel estivesse conosco ela seria assim como Isabella, doce, carinhosa, atenciosa e muito teimosa. Às vezes é impossível não imaginá-la conosco quando vejo Bella sentada na mesa comendo conosco e brincando com Emmett.
Esme soltou um fungado e deixou uma lágrima escapar, nunca tinha perdido as esperanças de reencontrar sua filha, mesmo seu marido afirmando que as chances dela estar viva hoje eram quase nulas, mas seu coração de mãe tinha adotado a namorada de seu sobrinho imediatamente desde a primeira vez que a tinha visto. Se Carlisle soubesse o que se passava por sua mente com certeza iriam discutir, ele sempre pediu para que ela não nutrisse esse sentimento por alguém porque ela se machucaria ao saber que ela não era a sua menina.
–Hey, tia. – ele a abraçou – Não se preocupe tudo bem? Sei como se sente, mas quanto a Bella não se preocupe porque tenho planos para mantê-la sempre nas nossas vidas.
–Assim espero. — ela secou suas lágrimas. –Você já contou pra ela sobre Tanya?
–Ainda não – suspirou – Queria poupá-la dessa parte da minha vida, pelo menos por enquanto.
–Não demore a contar pra ela, é melhor saber por você do que por outra pessoa – ele concordou com a cabeça reconhecendo suas palavras — Vim te avisar que eu e Rosie vamos almoçar com ela tudo bem?
–Claro, faço qualquer coisa pelas minhas mulheres preferidas.
Ela apenas sorriu e foi atrás de Rosie e Bella. O almoço foi tranquilo, conversaram mais sobre a festa e sobre como Alice e Jasper deviam estar aproveitando a lua de mel. Deixaram o desastre com Tanya de lado e combinaram de comprar vestidos para a festa da empresa que teria em algumas semanas. Quando Bella voltou ao trabalho já era uma e meia. Se jogou de cabeça nos papéis, queria entender o motivo de o antivírus ter sido desativado tantas vezes em apenas um ponto. Certamente era alguém que teria interesse em que o sistema da empresa fosse invadido sem deixar pistas. Teria que conversar com Rosie sobre isso porque tinha muita coisa errada acontecendo ali e sinceramente não sabia se gostaria de entender. Parecia que aquele poço era mais profundo do que poderia imaginar.
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