Capítulo 26

POV Bella

Minha vida era um caos completo, sempre vivi cheia de medos, traumas e insegurança e nunca neguei isso de forma alguma, pelo contrário, o meu passado me ajudava a sempre manter os pés no chão e não esperar das pessoas aquilo que elas não iriam me dar. Mas quando eu poderia imaginar que me apaixonaria de forma tão rápida, intensa e completamente? Ainda mais por um homem totalmente controlador?

Quando se passa por uma infância traumática normalmente sente a necessidade de ter o mínimo controle possível, mas com ele eu perdia qualquer raciocínio lógico, queria me entregar a ele.

O sentimento que Edward Cullen causava em mim era assustador e animador ao mesmo tempo, de uma forma que te deixa viciado a primeira vista, porque simplesmente não há como não amar esse homem.

Sempre achei que o tipo de homem para mim seria alguém pacato e sensato, não aquele alto, forte, de ombros largos, traços clássicos e olhos esmeraldas que me conquistou apenas com um sorriso torto quando passei por sua porta. A visão dele em sua sala ainda é tema de vários dos meus sonhos. Tenho que confessar que odiei quando me vi forçada a assinar um contrato com ele. Bem, com a empresa dele, mas gostei do desafio que ele me propôs. Não sei quando me vi gostando dos pequenos gestos que ele fazia por mim, me levar um jantar na minha primeira noite, nosso primeiro beijo, primeira briga. Não pude evitar não amá-lo, ele é perfeito, não importa o que aconteça.

Edward foi o primeiro homem a quem amei dessa forma: a ponto de abrir meu coração, mesmo com medo de me machucar e falar tão abertamente do meu passado. O que eu evitava por causa das feridas ainda não cicatrizadas. Por vezes me pegava pensando se tudo o que estava acontecendo era mesmo real ou se era apenas um sonho de uma mente perturbada. E agora me pego deitada com ele me olhando intensamente enquanto aquela pequena pergunta de três palavras ainda não foi analisada pela minha mente.

–Hãm... Acho que não entendi.

POV GERAL

Edward riu apreensivo, mas não saiu de cima do seu corpo.

–Case-se comigo? Seja minha mulher aos olhos dos homens e de Deus.

Sua voz estava um pouco trêmula e receosa, talvez não fosse o momento certo, mas faria de tudo para que ela aceitasse, seria capaz de prendê-la na cama até que aceitasse.

–Edward... Uau... Isso é... Uau. – ela se sentou com ele e colocou as pernas ao redor do seu corpo, acariciou o rosto que aprendeu a amar, ainda não podia acreditar, olhou o anel em seu dedo, era lindo, provavelmente de platina com um diamante solitário cortado em formato de flor, sentiu seu rosto molhado e passou a mão para secar as lágrimas.

–Aceite pequena, você disse que me daria qualquer coisa, então me dê essa felicidade, como presente de aniversário.

–Quando é o seu aniversário? – ele não tinha comentado nada sobre isso.

–No sábado. – riu com a forma em que era fácil com que ela esquecesse coisas – Mas então, vai me dar esse presente?

–É muito cedo Edward. – tentou explicar, quando viu que ele ia interromper colocou dois dedos na boca dele – Entenda, por favor, mal temos dois meses de relacionamento.

–Isabella, eu te amo. Quero você por toda minha vida. Não conseguiria viver sem você. O fato de nos conhecermos a dois meses não significa nada, a quantidade de tempo não significa nada, eu te conheço muito bem e você a mim. Por favor, aceite ser minha.

–E se não der certo?

–Faremos dar!

Não sabia quando, mas começou a chorar e o abraçou apertado. Parecia que os dois se pertenciam, que ela era apenas uma casca, mas que quando o conheceu se completou, encontrou sua alma. Sabia que sem ele não conseguiria mais viver. Não existia outra resposta para aquela pergunta, a não ser:

–Sim.

Uma simples palavra fez Edward puxá-la da cama em um abraço de urso e a rodar pelo quarto soltando um riso alegre, se sentia vivo e contente. A beijou lentamente ainda eufórico.

–Mas com uma condição. – ele a soltou tão rápido que ela quase caiu.

–Qual condição?

–Não vamos casar agora, vamos esperar as coisas se acalmarem, todas as festas passarem e depois você vai ter que falar com o meu pai antes de anunciarmos isso porque é capaz dele te caçar com o rifle dele.

Ele podia lidar com isso e em pouco tempo ela teria o seu nome, seria a Sra. Edward Cullen. Afinal já tinha aceitado se casar, só não definiram uma data ainda.

–É, acho que tudo bem. – sorriu a beijando – Te amo pequena.

–Eu também te amo. – soltou um fungado – Você sabe que me devolveu a vida, não sabe?

–Você também devolveu a minha, pequena. Não está mais com sono?

Ela ergueu uma sobrancelha como se perguntasse se ele estava zuando com a sua cara. Porque só podia ser brincadeira. Quando no mundo ela conseguiria dormir depois de anta informação?

–Tudo bem, tudo bem. – riu a puxando de volta para a cama – Entendi, gostou do anel?

–Uhum. – murmurou deitada no peito dele olhando o anel – É lindo, eu amei.

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–Fico feliz com isso. – a beijou no pescoço e no ombro. Ela ainda estava apenas com a toalha. – Agora que tal me mostrar como ficou feliz com o anel e com o pedido.

Ela riu e se sentou em sua cintura dando selinhos nos seus lábios cheios. Seu membro já estava ereto embaixo de si em contato direto com sua intimidade, moveu o quadril levemente o ouvindo gemer seu nome o beijou intensamente, suas línguas duelando, mordendo seus lábios.

(...)

Quando Bella acordou o sol já estava no céu, Edward estava a abraçando fortemente prendendo-a contra o seu corpo. Não sabia que horas tinha pegado no sono, exausta, provavelmente depois do terceiro ou quarto orgasmo. Definitivamente precisava ir à academia, criar resistência nunca era demais e isso Edward tinha de sobra. Se virou olhando para o relógio e quase pulou da cama, já passava das dez.

–Deita e dorme Bella. – Edward murmurou a apertando mais forte em seus braços e pernas.

–Edward, já passou das dez, temos que trabalhar.

–Não temos nada, não hoje, agora pare de se mexer e volte a dormir, senão eu vou te prender aqui. – sua voz estava carregada de sono, pela primeira vez na vida poderia trocar um dia de trabalho pela cama com Isabella, e sim, era uma boa escolha.

Ela tentou sair dos seus braços, mas foi impedida por ele, bufou se deixando aconchegar mais no peito forte e nu, e percebeu que ele deu um sorriso enquanto beijava seu pescoço. Ela não podia ser tão fraca assim para ceder às vontades dele tão facilmente. Na realidade, hoje não teria que ir ao escritório, sairia com Rosie e Esme para um SPA então acompanharia tudo pelo celular.

Quando se levantaram, o almoço já estava servido, o sorriso de Edward era tão grande quanto o de uma criança que ganha um presente inestimável. Durante toda a refeição seus olhos não saíram de Isabella, ela estava visivelmente mais relaxada, apesar de que em vários momentos pode notar que sua mente estava longe.

–Está com algum problema? – perguntou depois de um tempo vendo-a brincar com a comida no prato.

–Não... – ela o olhou e mordeu o lábio – Se eu te pedir algo você me dá?

–Claro. – sorriu – Afinal ontem quando te pedi você também me deu algo.

–Você promete?

–Está me assustando aqui. – riu — Tudo bem, prometo.

–Hoje... Será que... Que o ‘Dois de Paus’ poderia não me seguir?

–Isabella. – ele bufou, deveria saber que ela pediria algo assim – Não acho isso uma boa ideia.

–Edward, só vamos ao SPA. – fez carinha de cachorro que caiu da mudança – Você pode me levar até lá, por favor, eu não vou conseguir ficar em um SPA relaxando com ele lá, é capaz de ficar mais pilhada ainda.

Ele passou a mão pelos cabelos, bagunçando-os mais do que o normal, queria que ela entendesse como sua segurança era excepcional para ele. Tudo que desejava era protegê-la de tudo e todos e não conseguia resistir quando ela fazia essa carinha e esse bico.

–Tudo bem. – falou por fim – Eu te levo até lá, mas você só sai comigo ou Dois-Garret.

Ele fez uma cara feia, até ele estava pegando aquele apelido idiota. Bella riu baixinho e contornou a mesa para sentar no seu colo e beijá-lo suavemente. Meia hora depois ele parou o carro em frente ao melhor SPA da cidade. Edward tinha falado durante todo o caminho sobre coisas que ela não poderia fazer o que era praticamente tudo, menos respirar. Apesar disso, ela manteve silencio e pareceu concordar com tudo o que ele tinha dito, mas seu namorado era um... Bendito controlador, por todos os santos, era difícil vê-lo assim. Tá certo que tinha se tornado sua noiva e imaginou ter mais um pouco de espaço, mas pelo que pode notar ele se encorajou a limitar mais ainda seus movimentos. Parecia que ele queria que ela vivesse em uma bolha.

Rosie e Esme já esperavam por ela na recepção, apenas pela expressão dela puderam ver que tinha alguma coisa acontecendo. Bella era péssima em esconder suas emoções, elas sempre ficavam nítidas no seu rosto.

–Tudo bem? – Rosalie questionou depois de algum tempo quando estavam na massagem e a amiga não tinha prestado atenção em quase nada do que tinha perguntado.

–Sim. — suspirou sentindo seu corpo relaxar – Apenas Edward em seu melhor comportamento.

–O que ele aprontou? – a mulher mais velha perguntou

–O mesmo de sempre, querendo colocar o segurança no meu encalço como se fosse uma criança ou uma incapaz. – bufou.

–Filha, ele é assim mesmo. – falou calmamente, conhecia o temperamento de seu sobrinho desde que ele nascera – Ele apenas tem medo de te perder, posso te garantir isso, ele te ama e apenas quer te proteger. Carl faz a mesma coisa comigo e Alice.

–Ele nunca foi assim com a vadia da Tanya. – ao perceber que tinha falado demais, Rosie soltou um palavrão.

–Sério? – levantou levemente a cabeça do encosto para olhar a loira – Ele parece querer controlar tudo e qualquer coisa, por que não com ela?

–Com Tanya foi diferente Bella. – Esme garante – Pergunte a ele sobre isso tudo bem?

Vendo que não teria nenhuma resposta ela apenas consente e volta a apreciar os cuidados ao seu corpo. Ainda teria que comprar um presente de aniversário para ele, não sabia o que dar. Seu pai e seu irmão sempre foram viciados em esporte, então uma camisa ou um boné e até mesmo ingressos dos jogos eram uma boa escolha, mas Edward parecia ter tudo. Ela se viu sem opções.

O dia passou correndo, era perto das cinco quando se despediu das garotas e pegou um táxi, ele havia ligado para avisar que não poderia buscá-la e que era para ligar para seu segurança ou ir com Esme, mas seu pedido de independência falou mais alto, e seguiu para um shopping no centro. O lugar era grande e extremamente luxuoso, olhou entre as lojas procurando alguma coisa que poderia agradá-la, parou em frente à joalheria e olhou para o relógio em seu pulso e lembrou-se de uma de suas conversas noturnas, não pode evitar soltar um sorriso.

Com seu presente em mãos entrou pé ante pé no apartamento dele, as cores do crepúsculo tomavam a sala iluminando os móveis e as paredes brancas. Heidi não estava na cozinha e Félix não parecia próximo, então deduziu que seu namorado-noivo tinha ido trabalhar um pouco. Soltando uma respiração de alívio, caminhou até o closet, seu cabelo, maquiagem e unhas já tinham sido feitos, agora era apenas colocar o vestido e os sapatos.

Edward parecia um leão enjaulado, andava de um lado para o outro. Garret havia ligado para avisar que Bella já tinha chegado ao apartamento, mas nem por isso podia conter a sensação de inquietude. Terminou de passar as recomendações para um dos diretores de finanças e foi para casa, teria que se apressar ou chegariam atrasados. Entrou no quarto e não encontrou nada de anormal ao redor, provavelmente sua menina já estava pronta e fazendo alguma coisa ao redor de casa.

Nunca tinha tomado um banho tão rápido desde que era um universitário. Vestiu-se praticamente inteiro de preto, apenas sua gravata vermelha se destacava no vestuário, seu cabelo não tinha jeito mesmo, então só passou a toalha para secá-los e foi à procura de Isabella.

Entrou no corredor e escutou poucas notas sendo tocadas, nada em especifico, Bella notou a presença dele assim que seu perfume amadeirado chegou a suas narinas, sem saber como explicar seu coração começou a pulsar mais forte e sua respiração ficou irregular, ele sempre causava essas sensações nela. Levantou-se lentamente do banco de madeira e o observou, ele estava lindo, ainda mais com aquele sorriso torto.

Seus passos até ela eram calmos e precisos. Quando estavam tão próximos que suas respirações se misturavam, ele capturou seu rosto fazendo um pequeno carinho, ela estava magnífica com o vestido branco bem acima do joelho, os salto Loubotin pretos, sua maquiagem marcando os olhos e os lábios mais vermelhos por causa do batom, os brincos de argolas dourados, sem falar na faixa vermelha do vestido amarrada na cintura que combinava perfeitamente com sua gravata, teria que ficar de olho nela a noite toda.

–Você está maravilhosa. – sussurrou em seu ouvido – Não sei se conseguiremos chegar à festa desse jeito.

Ela riu e enlaçou o pescoço dele para dar um leve selinho nos seus lábios.

–Não podemos. Sua família já espera por nós, mas podemos voltar mais cedo e aproveitar o resto da noite.

Ele relutante concordou e enlaçou sua cintura caminhando para o elevador. Na frente do prédio tinha uma limusine parada, Félix e Garret estavam os aguardando, ambos com seus olhares sérios e compenetrados. O caminho até o hotel que aconteceria a festa foi calmo, em momento algum Edward deixou sua mão, fato que ela agradecia fortemente. Ele traçou o dedo pelo seu anel de noivado, a pedra estava virada para a sua palma porque ela ainda não se sentia confortável para anunciar isso. Ele desvirou a pedra e beijou seu dedo sorrindo enormemente que ela de fato aceitara se tornar sua esposa.

A porta do hotel estava lotada de jornalistas e fotógrafos amontoados no tapete que dava acesso a entrada. Bella sentiu o ar faltar com a quantidade de pessoas. Normalmente ela evitava um grande grupo de pessoas, viu que suas mãos estavam tremendo e as fechou, tentando tomar coragem, o homem ao seu lado notou o gesto e sussurrou palavras de conforto em seu ouvido antes de descer para abrir a porta pra ela, assim que pisou o pé no chão uma chuva de flashes a cegaram imediatamente, novamente a mão esquerda de Edward circulou sua cintura a ajudando a andar até a porta.

–Não se preocupe com isso, estou aqui com você. – sussurrou em seu ouvido e beijou sua testa.

No interior do salão de festas na cobertura tudo estava impecavelmente arrumado, a decoração era um contraste de preto com vermelho fenomenal. Os homens todos de preto e as mulheres de preto ou vermelho, era única de branco, todos a olharam quando passou com Edward. Sentiu seu rosto queimar, não conhecia ninguém ali. Ela se viu sendo puxada até uma mesa na frente perto do palco, Esme já estava lá com o Dr. Cullen e um casal mais velho, se cumprimentaram brevemente antes de se sentarem.

–Bella, esses sãos os meus avôs Robert e Sophie.

A mulher de cabelos brancos sorriu enormemente para ela e segurou suas mãos.

–É um prazer finalmente conhecer a mulher do meu neto, pensei que não viveria tempo o suficiente para que ele me apresentasse uma namorada decente.

Bella riu sentindo suas bochechas corarem.

–Com certeza você fez uma boa escolha rapaz. – Edward não se parecia com os avôs paternos, mas os homens da família Cullen possuíam os mesmos olhos azuis herdados de Robert e os cabelos claros. Até mesmo sua avó tinha os cabelos escuros, já cobertos por vários fios brancos em um penteado comportado.

–Isabella é minha vida, vovô. – sorriu beijando a bochecha de sua mulher.

As pessoas ainda estavam chegando e muitos deles vinham até a mesa para trocar algumas palavras com Edward. Ele, sempre solicito, falava com todos e a apresentava. Ela tinha que confessar não se lembrar do nome da maioria.

Duas taças de champanhe mais tarde, ela estava se sentindo muito mais confortável e confiante para caminhar pelo local. Tinha engatado uma conversa com um dos convidados sobre tecnologia renovável, ele era professor da Universidade de Yale, era bom ter com quem trocar algumas ideias de vez em quando. Seus planos, antes de trabalhar com Edward, era estudar um pouco mais sobre engenharia mecânica e tentar encontrar uma forma de criar energia alternativa em grandes proporções. Gostava mais de números e formulas do que tinha gostado ou simpatizado com pessoas toda a sua vida, parecia que o universo dos cálculos era a única coisa que não tinha como se corromper.

Seu namorado a observava falar com tanta convicção sobre projetos que estava encantado. Era raro falarem sobre o trabalho em casa e agora podia ver como ela sentia falta de apenas discutir sobre números. Isso era quem Isabella havia se tornado afinal. Não pode evitar sentir ciúmes do homem que tinha sua atenção nesse momento, forçou a trazer sua mente de volta para a conversa que estavam tendo.

–Você tem que conhecer nossas instalações. – o homem endireitou os óculos sobre o nariz, sorrindo. – Vamos ter um congresso no próximo mês, posso te mandar um convite?

–Claro, sempre é bom ouvir as palestras. – sua namorada sorriu para o cretino, Edward bufou baixinho. – Tinha alguns planos para conhecer as universidades da cidade no próximo semestre.

–Quando for até Yale me procure, com certeza irá se encantar conosco lá e terei o maior prazer em te mostrar o que somos capazes de fazer. – com certeza sabia o que era capaz de fazer. Idiota.

–Se nos desculpa professor temos alguns assuntos para tratar. – sua voz saiu mais fria do que o normal e não deu margens para negativas.

Caminhou entre os convidados, a puxando para nenhum lugar em especifico.

–Edward, Bella.

Aro Volturi caminhou em sua direção com um grande sorriso e seu filho ao seu lado. Apertou a mão de Edward e deu um pequeno beijo na bochecha da moça. Já o Volturi mais novo abraçou sua mulher quase a tirando do chão.

–Desculpe por aquele dia – sussurrou – Eu não sabia.

–Tudo bem.

Ela sorriu e se encostou ao peito do namorado.

–Como vai o seu projeto? – perguntou o homem mais velho notando a forma possessiva do amigo com a mulher.

–Melhor do que imaginava – Edward sorriu – Você tinha razão, Isabella é muito competente e uma jovem brilhante.

Bella sentiu suas bochechas corarem, não era acostumada a receber elogios, talvez nunca fosse.

–Ele fala isso agora, ainda não viu meu lado intempestivo.

–Com certeza. – o Alec riu – Bella Swan quando quer algo é capaz de mover céus e terras para ter ou fazer, é uma pena que não demos certo.

–Alec. – ela ralhou com ele – A única coisa que tenho pra te falar é que não gosto de crianças e mesmo com a sua idade, sua mentalidade ainda tem cinco anos e não quero ser presa por pedofilia.

Edward e Aro riram com a brincadeira dos dois, naquele momento não sentiu ciúmes de sua menina. Ali a enxergou como a jovem que ainda era, mas que às vezes esquecia. A conversa durou pouco, logo estavam caminhando novamente. Após o jantar começaram os discursos, essa era a parte entediante, mas prestou atenção em todos. Falaram da história da empresa, da família e de como desejavam que a empresa perdurasse por mais cem anos.

–Eu não tenho muito a dizer depois de que a biografia da empresa foi feita anteriormente – muitos riram – Mas eu queria fazer um agradecimento ao meu avô que compareceu hoje, mas que deveria estar curtindo sua trigésima lua de mel, ele que manteve a empresa nos maiores tempos de crise durante os problemas que nosso país enfrentava. Ao meu pai que me ensinou a amar esse lugar e o que ele representa, não apenas para nós, que carregamos o sobrenome Cullen, como também para a nossa família de colaboradores ao redor do mundo. Aos meus tios que me mostraram valores mais do que essenciais todos esses anos, sem vocês não estaria aqui hoje. E à Isabella Swan, que me ensinou o valor do amor... Tenho orgulho hoje de dirigir essa imensa companhia, de vê-la progredir mesmo com todas as dificuldades que estamos passando. E hoje posso ver com clareza que todos temos algo em comum com as empresas Cullen, pode não ser o sangue ou o trabalho, mas temos o mesmo ideal que é continuar crescendo, aprendendo e evoluindo mais a cada dia por nós e pelo nosso futuro. Obrigado a todos.

Os aplausos soaram fortes das pessoas que se levantaram de seus assentos, Bella ainda estava com a boca aberta pela declaração tão explicita de sentimentos que ele tinha dado.

–Feche a boca, querida.

–Por que fez aquilo? – perguntou em um fio de voz.

–Para mostrar a todos que você é minha e como você me mudou. – sua voz era uma caricia hipnótica que não aceitava nada menos do que afirmara.

–Sim, eu sou sua, mas não precisava ter falado assim na frente de todos.

Notando que estavam sendo observados a puxou para a pista de dança, colando o pequeno corpo ao dele os movendo suavemente.

–Só falei a verdade. Você me ensinou o que era o amor.

Ela o olhou e mordeu os lábios, não queria discutir hoje, entretanto sabia que isso não podia passar assim, ele estava com sua Síndrome de Autoridade em potência máxima durante todo o dia, se continuasse desse modo acabaria a sufocando. Abriu a boca para protestar, porém foi interrompida.

–Espero que não esteja atrapalhando o casal.

Bella se virou para ver a quem pertencia à voz feminina e escutou Edward rosnar levemente.

–Tanya. – cuspiu o nome com desprezo evidente em sua voz.

Notas finais
Olá pessoas, pensei que não conseguiria postar hoje, ta tendo festa aqui em casa por causa do niver da minha véia. Mas fugi da festa para fazer isso UHHUUU Mas voltando. A Bella aceitou o pedido, como eu queria que esse homem fizesse essa proposta pra mim. A vadia - digo - A Tanya apareceu e para quem queria esfregar a cara dela no asfalto acho que vamos deixar isso para Bella. Da última vez que tentei fazer isso minha cara que foi no asfalto e consegui o braço quebrado. Obrigada pelo apoio de todos e os comentários, daqui a 45 dias eu tiro o gesso, na melhor das hipóteses, só falta esperar pra ver se não me meto em mais confusões até lá. Como estou de excelentissimo humor vou postar um spoiler do próximo. Bjos Kim – Eu vou para o outro quarto. Ela tinha se vestido rapidamente com uma calça de moletom, tênis e o agasalho de Harvard, seus olhos verdes estavam brilhantes, precisava pensar um pouco, ficar um pouco longe dele, ele era ciumento ao ponto de sufoca-la e não seria capaz de tomar uma decisão com ele ali na sua frente, o dia já tinha sido longo demais para dar conta. Tirou o anel de noivado do dedo e colocou no criado mudo. Era muito cedo para ter tomado aquela decisão e mal se conheciam. Edward estava apavorado, essa era a verdade, sentia que a perdia, sabia que se a deixasse ir ela não voltaria, a conhecia o suficiente para ver isso nos olhos dela. Quando ela caminhou para a saída ele parou entre seu corpo e a porta. -Me deixe passar Edward – pediu, já estava no limite de sua sanidade. -Não, por favor, me escute. -Já te escutei uma vez, já chega. -Tenha misericórdia Bella, apenas escute. -Me deixa sair. -Se for preciso irei te amarrar na cama para que me escute. – estava cansado e sua voz saiu mais brusca do que pretendia. Ela não o olhou, era uma tola e fraca ainda por cima. -Me desculpe, não queria te ofender. – respirou fundo e a empurrou para dentro do quarto fechando a porta – Realmente não queria e não estava desconfiando de você. Eu juro. se sentia pressionado e sufocado, mas não poderia parar, se não falasse a perderia. Ela tinha confiado nele, então poderia fazer isso por ela também. Olhou para o anel ao seu lado, o pegou e respirou fundo. -Minha vida era perfeita. – começou – Meu pai era o presidente da empresa, ele adorava aquele lugar e eu também, sempre que podia estava ao lado dele, trabalhando com ele eu ficava mais tempo com ele lá do que em casa. Quando estava com sete, tia Esme engravidou, ela já tinha o Emm e Alice... O bebê era uma menina... Seu nome era Melanie, Mel!