O Que Somos
20 Capítulo 20
Capítulo 20
–Com o poder investido em mim, eu os declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva. – Com estas palavras proferidas pelo padre, os aplausos eclodiram pela grande igreja.
Edward discretamente pegou a mão de Bella, que estava ao seu lado, e passou o polegar em sua palma, vendo sua respiração se alterar e seu corpo enrijecer. Tinham entrado em um consenso que ficariam juntos durante todo o casamento, mas não anunciariam o namoro para não ofuscar o matrimonio de sua prima. Ele passou o braço pela cintura de sua namorada e seguiu com ela até o carro. Logo após a cerimônia religiosa teria uma recepção em um dos clubes da família. Mal tinham se falado na noite anterior quando Alice e Rosalie a levaram para comemorar uma despedida de solteira. Ele não ficou nada feliz com isso, mas ela soube acalmá-lo perfeitamente, tanto que ele passou o casamento inteiro com um sorriso no rosto enquanto ela ficava corada.
–Está quieta demais anjo. – falou quando se encontraram na relativa privacidade do carro com Félix e o mais novo segurança.
–Acho que é apenas a emoção do casamento. – murmurou já sabendo o que ele pretendia. – Sabe como são as mulheres, muito sentimentais quanto a isso.
Ele apenas concordou com um sorriso e deixou o assunto morrer temporariamente. Falaria com ela depois. Quando estivessem sozinhos. Ele ainda podia se lembrar da tarde de ontem.
“-Qual o seu problema Edward? – ela gritou brava – Eu vou ficar com sua prima, cunhada e tia. Por que eu não posso ir?
–Eu não falei que não poderia ir, disse apenas que Félix ou Garret irá com vocês. – disse calmo sentado em cima da mesa do seu escritório em casa, ainda usava sua camisa com as mangas dobradas nos cotovelos e a gravata preta frouxa no pescoço.
Ela andou pelo cômodo visivelmente incomodada por ele querer lhe dar ordens. Não sabia se batia nele com aquele maldito peso de papel que ele brincava na mesa ou se o beijava por estar tão... tão... Ridiculamente desejável. Frustrada, passou as mãos pelos cabelos sentindo sua cabeça começar a latejar.
–Tudo bem. – falou por fim se dirigindo à porta.
–Ótimo, então vou chamar...
–Eu não vou mais! – explicou saindo e batendo a porta com força.
Normalmente ela não era o tipo de pessoa que falava palavrões, mas seu namorado idiota tirava o melhor dela, com certeza. Entrou no quarto dele juntando algumas de suas roupas que estavam espalhadas e jogou-as em cima da poltrona no canto do quarto. A essa altura estava enxergando vermelho. Sem ter como extravasar sua raiva tirou a roupa entrando no chuveiro frio. Ouviu a porta se abrir, mas não olhou. Ficava fraca quando estava nua com ele por perto, sempre cedia as suas vontades.
–Bella, você tem que ir, já combinou isso com as meninas. – ele suspirou quando ela o ignorou e começou a passar o sabonete pelo seu corpo.
–Eu sei que você tá brava, mas me ignorar não vai mudar a minha decisão quanto a isso, então, por favor, pare de ser infantil.
Infantil! Aquele cretino tinha chamado-a de infantil, sendo que era ele quem queria controlar os seus passos? Com mais ódio ainda, saiu do chuveiro sem se importar com a água caindo e caminhou até ele com passos decididos. Quando estava a cerca de um passo parou o olhando nos olhos. Tirou sua gravata e depois a camisa com uma paciência que não sabia de onde surgira. Abriu suas calças e ele apressadamente tirou o resto das roupas a empurrando de volta para a água.
Adorou ver como ela agia como uma gatinha raivosa que estava prestes a arranhá-lo. Quando a água caiu sobre sua cabeça, Edward puxou Isabella pela cintura tomando posse de seus lábios com ferocidade. Queria ser consumido pelo desejo que sentia por ela, prendeu-a contra a parede, imobilizando seu corpo, o apertando, massageando. Sentiu que ela reagiu contra ele mudando suas posições beijando o seu pescoço bem em cima do pomo de Adão, descendo para o seu peito, barriga e subindo de volta, arranhando seu corpo, estava arrepiado. Fechou os olhos diante das caricia feitas por aquela menina e o que ela estava fazendo-o sentir, jogou a cabeça para trás se se encostando à parede. Quando sua pequena mão segurou seu membro, o massageando, ele gemeu alto.
–Creio que isso não é muito infantil da minha parte – sussurrou em seu ouvido – Não é Sr. Cullen?
Ele não conseguia falar, as palavras estavam entaladas em sua garganta enquanto ela beijava o seu corpo e o masturbava.
–Mas podemos fazer ficar melhor. – ela ronronou descendo mais uma vez seus beijos.
Quando chegou ao seu membro deu um pequeno beijo na ponta, ouvindo-o rosnar. Queria mostrar para ele quem era infantil. Sugou a glande circulando sua língua ali, percebendo que ele estava ainda mais entregue aos seus carinhos o colocou quase todo na boca, enquanto a parte que não cabia ela ministrava com a mão, sempre devagar o apreciando como se fosse um sorvete, chupando a ponta para depois descer até a base, subindo novamente. Aumentou o ritmo e sentiu as mãos dele se apertarem em seus cabelos, olhou para cima o encontrando totalmente diferente do homem com quem discutiu há alguns minutos. Ela sabia que ele estava prestes a gozar, conhecia aquele olhar.
–Porra... Isabella...
Foi o que bastou para Bella, ela levantou deu um selinho nele e saiu do banheiro o deixando em choque e sem ter a satisfação final.
–Isso é ser infantil, Edward. – e, novamente, bateu a porta.
Edward ficou por alguns segundos tentando analisar o que tinha acontecido ali: seu pequeno anjo tinha lhe dado o melhor sexo oral de sua vida e o deixou de pau duro apenas para provar que podia não ser infantil. Saiu atrás dela como um raio, agora era ele que estava aborrecido. Além de frustrado queria saber como ela sabia fazer uma coisa daquelas, sendo que ele foi o seu primeiro amante.
Assim que entrou no quarto a viu ainda nua caminhando para o closet xingando baixinho, mas a interceptou no meio do caminho a jogando sobre a cama. Estava furioso e a queria naquele momento para acalmar o fogo que ela tinha causado nele. Subiu em cima dela prendendo suas mãos em uma das suas enquanto ela inutilmente tentava se soltar.
–Pare com isso, Isabella – falou ameaçadoramente enquanto lambia o seu pescoço passando para os seios os sugando forte até deixar uma marca vermelha.
Ela soltou um gemido baixo e ainda tentou se soltar, não era assim que isso deveria acabar, mas sentir como a boca dele queimava todo o caminho por sua pele era indescritível. Desde que começaram a ser mais íntimos sempre faziam amor com calma e paciência e tinha que admitir gostar dessa nova faceta dele.
Ele a queria desesperadamente, tanto que doía e, sem se conter, passou um dedo pela abertura dela vendo como estava úmida para ele, soltando um rosnado se infiltrou entre suas pernas e a penetrou em uma única investida. Percebeu como os músculos dela prenderam-no. Ela soltou um gemido alto e sem fôlego pelo orgasmo inesperado, a faria pagar pelo dia estressante que estava tendo por culpa dela. Sem esperar ela se recuperar recuou o seu corpo apenas para se enterrar de novo e de novo com força e profundamente. Estava consumido pelo som de sua voz quando gemia e chamava seu nome incoerentemente, e pelas suas pernas que rodeavam seu quadril, e pelas mãos que ainda lutavam para serem soltas.
–Me diz, Isabella, quem faz isso com você?
Pediu a penetrando mais forte e se sentindo perder o controle.
–O... O quê? – perguntou sem fôlego, não tinha prestado atenção em nada que ele dizia, apenas naquilo que sentia fazer com o seu corpo.
–Diga, quem faz isso com você? – rosnou colocando a perna dela em seu ombro tornando seus movimentos mais profundos ainda.
–Você! – ela gritou perdendo o controle – Você, Edward. Apenas você.
Com a confirmação dela, enquanto mais uma vez ela chegava ao clímax, ele se deixou levar indo com ela caindo em cima do seu corpo sem força alguma para nada. Ela puxou as mãos que ainda estavam presas pela dele e o abraçou pelo pescoço, beijando sua cabeça. Seus pensamentos estavam dispersos e nem se lembrava mais do motivo que tinham discutido.
–Isabella, você não tem nada de infantil. – falou com a cabeça enterrada na curva do seu pescoço. – Devo admitir que é uma mulher sedutoramente impressionante.”
Voltando para o momento presente, ele sorriu malicioso para ela, vendo-a corar. Desceu do carro e a ajudou a sair entrando no clube que já tinha bastante gente. Após a chegada dos noivos houveram brindes, discursos, corte do bolo e a dança. Bella observava Alice e Jasper sorrindo um para o outro todo o tempo enquanto faziam tudo juntos. Realmente a festa estava linda.
–Dança comigo? – A voz rouca do seu namorado mandão a fez se arrepiar.
–Não sei dançar. – falou de volta tentando fugir dessa parte, mas Edward sendo Edward a puxou para a pista mesmo sobre os protestos.
Cansada de lutar contra ele se deixou levar no ritmo da música com ele que a olhou com uma sobrancelha arqueada, ela deu de ombros e se aninhou no peito forte admirando o quanto estava lindo com o smoking e a gravata borboleta que roçava em seu rosto. Depois dançou com Carlisle e Emmett que a tratou sério dessa vez, provavelmente por ter sido ameaçado por Rosie. Estava com sede e percebendo que Edward estava em uma conversa aparentemente séria com outros homens caminhou até o bar e pediu uma água.
–Dra. Swan! Ouso dizer que nunca a vi tão bela antes. – só havia uma pessoa no mundo que a chamava assim, ainda mais com aquela voz macia. Se virou dando de cara com Alec Volturi, o único filho de Aro e seu amigo desde a época do MIT.
–Sr. Volturi, não sou médica para que me chame assim. – falou o abraçando.
Durante o Ph.D. sempre foi contra a chamarem-na de doutora como se fosse uma médica ou advogada, mas, infelizmente para ela, Alec adorava a chamar assim, só para provocá-la. Ele riu da careta que ela fez, Bella parecia diferente desde a última vez que a vira, agora estava aparentemente mais decidida, confiante e não tinha o ar de um bichinho assustado ao qual já se acostumara.
–Você me parece muito bem. – constatou. – Posso te oferecer uma bebida?
Ela se preparou para negar e olhou para Edward, vendo-o acompanhado de uma mulher loira, alta e escultural em um vestido elegante e decotado que conversava com ele passando a mão em seu peito enquanto o infeliz sorria de algo que ela tinha dito em seu ouvido. Seu coração parou por alguns instantes. Nunca sentiu uma dor tão forte como essa, nem mesmo quando se viu presa pelas mãos e pelos pés naquele fim de mundo. Por um momento suas lembranças entraram em colapso, tanto que não sabia mais o que era passado e o que era presente.
Alec a viu ficar pálida e sua respiração se tornar superficial. Ficou preocupado e a segurou pelo braço ajudando-a a se sentar.
–Bella, tá tudo bem? – perguntou depois de um tempo.
Ela assentiu com a cabeça se forçando a permanecer no presente, mesmo que sua mente pregasse peças querendo consumi-la.
–Vou pegar algo para você beber.
–Algo forte. – ela falou antes de ele sair de sua vista. De onde estava ainda podia ver como Edward sorria conversando com os outros homens e com aquela mulher ao seu lado.
–Beba.
Ela não pensou duas vezes e, de uma vez só, bebeu o liquido âmbar o sentindo queimar enquanto descia pela sua garganta. Tossiu algumas vezes, mas ele desceu.
–Obrigada. – respirou fundo já sentindo sua mente ficar mais leve – Alec, você conhece a Srta. que está com o Sr. Cullen?
–Oh, sim, é Tanya Denali, os dois são ou eram noivos faz uns dois anos, há um boato que terminaram. – ele parou pra pensar – Mas sabe como são boatos.
Noiva. Ele tinha uma noiva há dois anos. Não sabia o que pensar. De repente o ar ficou mais espesso e sentiu seu peito doer novamente, conhecia esse sinal, estava começando a hiperventilar. Fazia anos que não tinha uma crise e não daria esse gosto ao Cullen de ter logo agora. Pediu para que Alec pegasse outra bebida pra ela. As únicas bebidas com álcool que já tinha tomado eram vinho e champanhe, e, mesmo assim, em poucas quantidades, mas agora precisava de algo mais forte. Tomou mais duas doses do que parecia ser Whisky. Saiu para o jardim do clube sem olhar para trás. No que estava pensando quando aceitou sair com alguém como Edward? Ele era igual, senão pior que os caras idiotas da faculdade.
Tudo não passara de um jogo pra ele, no qual ele era o caçador e ela, a caça que tinha se entregado como uma idiota. Queria sumir daquele lugar. Sempre a elogiaram sobre sua inteligência acima da média, mas logo quando precisava, ela o tinha deixado na mão. Era como aquele monstro falou uma vez: “Você não passa de um ser inútil, vai servir apenas para ser usada e ser descartada”. E ele estava certo, assim como estava certo sobre o amor: “Amor é para tolos ludibriados, isso não existe, pequena raposa, e é por isso que você está aqui, por isso que vai ser castigada.”
Edward olhou em volta procurando por sua menina, queria ter ido encontrá-la antes, mas um dos diretores das empresas no Alasca o tinha feito parar para tratar de alguns contratos pendentes e, logo depois, apareceu Tanya. Fez uma careta ao se lembrar dela, ela o tinha traído com um grande amigo e ainda tinha a cara de pau de aparecer no casamento de sua irmã como se nada tivesse acontecido. Queria atirá-la longe, tinha nojo dela, durante muito tempo de conversa foi obrigado a retirar a mão dela de seu corpo ou se afastar sem que os outros notassem, teve que ser cordial apenas porque tinha vários dos associados ao seu redor, mas sua vontade era chutá-la para bem longe.
Andou até a mesa de Emmett vendo que Isabella também não estava lá.
–Rosie, você viu Bella? – perguntou já preocupado.
–Não, da última vez que a vi ela estava no bar com o filho do Volturi. – falou com um olhar de censura.
Ele a ignorou e olhou ao redor localizando o jovem com uma moça agarrada ao seu braço. Se perguntava para onde ela teria ido quando sentiu seu celular vibrar no bolso do smoking.
–Cullen – disse formal.
–Sr. Cullen é o Félix, queria informar que estamos com a Srta. Swan e ela não parece nada bem, senhor.
–Onde vocês estão? – o desespero ia corroendo em suas veias.
–Estamos levando-a para o apartamento dela. – fez uma pequena pausa. – Ela pediu para ir pra lá e, pelo estado dela, preferi não discutir.
–Tudo bem, eu já estou a caminho.
Mal fechou a boca e pegou o carro de seus pais cantando pneu, depois pediria para o outro segurança levá-lo de volta. Quando parou o carro em frente ao prédio dela viu Félix sair do seu carro, mal lhe dirigiu duas ordens para que voltasse para a festa e entrou no prédio subindo pelas escadas, não suportaria esperar pelo elevador. A porta do apartamento estava aberta e o interior escuro e silencioso. Andou até o quarto tentando imaginar o que tinha acontecido para que ela desaparecesse sem falar com ele.
A luz do quarto também estava apagada, junto com a luz do banheiro, mas o som da água correndo o fez caminhar para lá. A encontrou com seu vestido azul de madrinha dentro da banheira toda molhada, olhando para o nada.
–Bella? – pediu baixinho – Bella, o que aconteceu pequena?
Ela o olhou com o olhar tão triste e vazio que ele temeu o que ela diria.
–Vá embora Sr. Cullen. – falou em um fio de voz.
–Me fale o que aconteceu?
–Aconteceu que a ficha finalmente caiu quando o vi hoje com sua noiva. – disse simplesmente voltando a olhar para a parede, a água fria da banheira não a deixava pensar em nada, era assim que gostaria de ficar.
–Noiva? – perguntou para si mesmo confuso. – Tanya. Ela é minha ex–noiva.
Ele riu um pouco com a cena de ciúmes que sua menina criara, se aproximou dela para tirar uma mexa de cabelo molhado do seu rosto, mas quando ela se afastou antes como se seu toque a queimasse, seu sorriso se desmanchou.
–Tudo isso foi um jogo não é? – ela o questionou sem mudar a direção do seu olhar – Nada disso realmente importa. Você não é diferente dele. Eu acreditei que fosse, mas não é assim que as coisas funcionam.
–Isabella, nada disso é um jogo. – irritado passou a mão pelos cabelos. – Isso tudo é real, é o que você e eu criamos. Por Deus, eu nunca brincaria com você.
Ela se levantou da banheira ainda sem olhá-lo. Não teria coragem de fazer o que era necessário se o olhasse, se visse seus olhos esmeraldas.
–Quero que você vá embora, é melhor esquecermos isso, não se preocupe que não direi nada a ninguém sobre o que aconteceu entre a gente. – se virou pra ele e fechou os olhos cansada – Minha carta de demissão vai estar na sua mesa na segunda-feira.
A mente dele estava um caos, como assim esquecer? Falar sobre o que aconteceu? Demissão? Isabella estava ficando louca? Quando ela passou por ele indo em direção ao quarto ele segurou seu braço frio.
–Eu não vou te esquecer Isabella, Tanya e eu tivemos um relacionamento sim, mas acabou há muito tempo. Eu estou com você agora e respeito isso, não a quero e sim você.
–Sou eu quem não te quer, Sr. Cullen. – a voz dela saiu fria e monótona.
Ele a virou para olhar em seus olhos, a amava. Não queria perdê-la. Foi a única mulher no mundo a quem amou.
–Não vou perder você! Tudo o que tive com ela passou, nem sei o que ela foi fazer no casamento de Alice, pois ela não foi convidada. Só não a expulsei de lá porque não queria fazer uma cena e você mesma disse que não queria assumir nosso namoro ainda pelo mesmo motivo. Então me explica, como eu posso estar te enganando? Você conheceu minha família, por tudo que é mais sagrado, pense.
Ele estava irritado, a pequena possibilidade de perder aquela mulher o deixava insano. Ela não o respondeu, sua mente estava um caos intranquilo e depois de três doses de Whisky tudo o que queria era vomitar tudo o que tinha no estomago e depois dormir. Ele a sacudiu a fazendo olhar para ele.
Seu olhar verde estava inflamado por algum sentimento que Bella não sabia decifrar e a semiescuridão do banheiro a deixou alerta para algo desconhecido. Sabia que não era o medo.
–Me diga Isabella? – a sacudiu novamente – Eu estou te enganando?
–Não sei – ela sussurrou cansada. – Eu só quero que você vá embora.
–Não vou sair daqui até você me falar a verdade. Eu não quero te perder.
Sua cabeça encostou na dela percebendo como ela estava tremendo e a puxou para um abraço forte molhando suas roupas.
–Você não entende Edward, não temos motivos para ficar juntos. Somos diferentes demais, incompatíveis.
–Não somos não. Sua mente está criando essas barreiras.
–Tudo bem então me dê um motivo, apenas um para que continuemos. – pediu. Não tinha mais certeza de nada, tudo o que queria era que ele se fosse para que pudesse catar os pedaços de sua alma e tentar colocar sua mente em ordem.
–Porque eu te amo. – as palavras saíram antes que pudesse pensar, sua voz mostrando o pânico crescente que sentia – Droga, eu te amo Isabella Swan.
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