O Que Somos
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Capítulo17
“-Ser amado é se sentir completo, é ter confiança de que a pessoa que está ao seu lado irá te proteger mesmo sem necessidade.
–Eu não quero amar, isso é tolice, só machuca, se amor é tudo isso então por que nunca o conheci? – perguntou a pequena menina de olhos verdes petulantemente sentada na cadeira de camurça em frente a janela ignorando a mulher atrás dela.
–Há pessoas que não sabem demonstrar, você não deve se prender ao rancor, isso só vai te prejudicar, o passado passou e não podemos mudar isso filha, mas você decide o que vai querer fazer daqui para frente. Se você vai ser como eles foram ou se irá aceitar a chance que foi lhe dada e começar do zero. Amar é perdoar.
A menina bufou para as palavras da mulher, sabia que ela estava certa, mas nunca se deixaria amar uma pessoa para que ela pudesse feri-la de novo.”
Bella acordou com pequenos beijos em suas costas nuas, estava feliz havia se entregado a Edward, ainda se sentia um pouco dolorida e constrangida pelo que tinham feito, mas estava muito feliz também, agora entendia porque suas colegas falavam tanto de sexo e ainda mais com o homem que estava... Apaixonada? É essa poderia ser uma boa definição por enquanto.
–Vamos Bella Adormecida, sei que já está acordada. – Edward sussurrou em sua orelha e mordeu seu ombro.
–Não estou não. – resmungou apreciando seus carinhos. Ele riu e a virou deixando-a de frente para ele.
A beijou na testa, descendo pelo nariz, viu como ela fez um biquinho adorável, o ignorou e beijou seu pescoço, ela puxou seu rosto para cima querendo os seus lábios, quando se tocaram ela o dominou, passando as mãos pelos seus cabelos segurando sua cabeça, estava cansada de ser passiva, queria toma-lo da mesma forma em que ele a consumia, com cada movimento que fazia acima do seu corpo.
–É melhor pararmos, você ainda está dolorida e se continuar me tentando dessa forma não vou conseguir me conter.
Ela corou e então observou que ele já estava vestido com uma bermuda creme e uma camiseta vermelha. Puxou o lençol para cima se cobrindo, ele sorriu malicioso e segurou na ponta.
–Acho melhor você ir tomar banho, deixei a banheira enchendo para você, vamos se levante.
–Hãm... você poderia se virar? – pediu mordendo o lábio enquanto ele ainda sorria.
–Por que? Eu já vi você nua. – passou o dedo pela perna dela ainda coberta pelo lençol fino. – Já estive dentro de você, sei como você se desmancha embaixo de mim e ainda se envergonha comigo aqui?
–Edward. – ela bateu na mão dele em protesto – Conseguiu me deixar constrangida.
Ele riu e a beijou lentamente, quando pensou que ele iria sair do quarto ele a pegou no colo jogando o lençol no chão e caminhando em direção ao banheiro, seus olhos verdes estavam brilhantes como de uma criança feliz por ganhar um presente. O agarrou pelo pescoço. Sem tira-la do colo ele verificou a temperatura da água a colocando suavemente. Pegou alguns sais de banho e colocou para ela. Não pode resistir, tirou suas roupas e entrou na banheira sentando atrás dela a abraçando.
–Como está se sentindo? – estava preocupado que teria a machucado.
–Estou bem. – ele poderia ver que ela estava vermelha. – Só um pequeno desconforto, mas creio que é normal.
–Pode ser. – a beijou na bochecha e pegou o sabão para passar pelo seu pequeno corpo.
–Vamos almoçar na casa dos seus tios? – questionou querendo se distrair das sensações que ele estava a fazendo sentir.
–Sim, eu só ia te acordar para irmos, mas não consigo resistir a você. – Beijou seu rosto enquanto descia a esponja de banho para as pernas dela, a sentiu arfar e a lavou devagar, era verdade que não poderia tê-la essa manhã, ainda temia tê-la ferido de alguma forma.
Ele se levantou da banheira vestiu o roupão e pegou um outro para ela e a enrolou sorrindo levemente, estava amando esses momentos de intimidade. Foi se vestir novamente e esperou que ela saísse do closet com um short branco e uma bata rosa, havia a convencido a deixar algumas roupas em seu apartamento, estava adorável.
–Já tomei café da manhã, você quer tomar ou prefere ir agora? – perguntou depois de um tempo a admirando.
–Que horas são? – havia perdido a noção de tempo.
–Quase onze e quarenta. – tinha que admitir que dormiu bastante, mas imaginou que seria por causa do... do exercício que tinham feito mais cedo.
–É melhor irmos agora, se comer qualquer coisa não conseguirei almoçar.
Ele apenas concordou com a cabeça a direcionando a saída do apartamento, Félix e Heidi estavam de folga, então o apartamento que normalmente já era calmo estava mais do que o comum.
–Ontem você gostou de conhecer aquele bando de loucos? – perguntou enquanto dirigia.
–Sim, você tem uma família impressionante e muito unida – suspirou – Sinto falta dos meus pais quando vejo seus tios.
Ele beijou sua mão esquerda que ele não soltou desde que saíram de casa.
–Quando vai visita-los? – estava ansioso para conhecer os sogros, queria fazer um pedido de namoro formal para eles.
–Acho que no dia da independência, Gabe vai passar o feriado em casa então é melhor para ver todos.
–Mas ainda falta dois meses para isso. – ele parecia decepcionado com sua resposta e ela se perguntou o que tinha falado de errado, mas seus pensamentos foram interrompidos quando pararam em frente a mansão, dessa vez pode notar o imenso jardim em frente, era simplesmente lindo aquele pequeno pedaço do paraíso.
Dessa vez quando cruzaram a porta Esme não a agarrou em um abraço de urso, apenas um mais contido e um sorriso sincero que retribuiu e foi cumprimentar o Dr. Cullen, ele tinha pedido centenas de vezes que o chamasse pelo nome, mas não conseguia. Alice e Jasper já estavam lá discutindo por alguma revista que ele tirava da sua mão e estendia no alto para que ela não pegasse.
–Me devolve. – pedia como uma criança birrenta, a cena era cômica.
–Não, você já comprou demais e não temos necessidade de velas em um casamento no meio da primavera e a tarde. – Jasper bateu o pé diante da escolha de sua noiva.
–Vai se preparando Jass, essa baixinha é fogo. – Edward os provocou. – Ainda dá tempo de desistir.
–Cala a boca, me dê isso aqui agora Jasper Withlock, me devolva ou vai se ver comigo. – Com o tom da noiva ele não pensou duas vezes e devolveu a revista bufando.
–Vem Bella, o que você acha dos candelabros?
–Acho que Jasper tem razão, se você colocar candelabros nas mesas vai ficar fora do contesto inicial do casamento primaveril que propôs, é melhor colocar íris amarelas ou azuis, combina mais com você.
Alice ficou de boca aberta com o comentário da nova amiga, Jasper sorria triunfante por ter ganhado uma aliada e Bella deu um passo para trás temendo tê-la ofendido, mas a pequena mulher apenas gritou e pulou no pescoço dela a abraçando. Olhou para Edward pedindo socorro com os olhos.
–Bella.... Você é fantástica, sabia que podia contar com você. – se soltou dela a deixando atônita e correu até a cozinha – Vou falar com mamãe.
Edward riu da feição dela e a abraçou beijando sua cabeça.
–Ela é meio maluquinha, mas você se acostuma.
Ela duvidava que poderia se acostumar com as mudanças que Alice tinha, era muito animada e saltitante, assim como Emmett a diferença é que ele não ficava pulando, foi só pensar nele que entrou pela porta com um grande sorriso e cheio de sacolas, Rosie o acompanhava parecendo irritada.
–Alice atacou? – perguntou a moça vendo que Bella ainda não tinha se recuperado.
–Com direito a gritos e pulos. – Jasper riu olhando a revista idiota que sua mulher queria tanto.
–Coitada de você Bells, aquela ali é terrível. – Emmett sorriu e colocou as sacolas em cima do sofá.
–Rosie, Bella me deu uma ideia fascinante. – falou Alice entrando na sala novamente com Esme atrás dela rolando os olhos para o jeito da filha.
–Agora não Alice, vamos almoçar primeiro e depois colocamos tudo em pratica.
Não deixou margem para discussão, sabia como sua filha era intransigente em alguns aspectos e a namorada do seu sobrinho já parecia pronta para correr a qualquer momento. O almoço foi mais calmo, Emm brincou com Bella durante toda a refeição, por mais que Edward o pedisse para parar ele era impossível e sua pequena apenas ria das brincadeiras e mágicas que ele aprontava com a comida.
Depois da refeição foram para o jardim, o cheiro das flores deixava Bella mais calma, era uma das poucas cenas felizes de sua infância era quando corria por entre flores em um extenso jardim se escondendo de alguém, a diferença entre esses sonhos e seus pesadelos normais era a sensação de paz que a atingia.
–Foi ideia da Bella. – Alice falou e ela sorriu sem graça voltando a prestar atenção na conversa.
–Mas também, velas Alice? – Esme perguntou incrédula – Não seria uma boa ideia nunca, nem sei da onde você tirou isso, concordo com Bella íris combina perfeitamente com você filha.
–O que você acha Bella? – ela mordeu o lábio olhando para as outras garotas.
–Só achei que combinava mais, fico feliz que tenha ajudado.
Elas continuaram conversando sobre o casamento rindo de algumas das ideias absurdas de Alice. Os meninos estavam vendo um jogo de futebol, mas a cabeça de Edward estava na manhã que passou com Bella, como a queria de novo, já estava ficando tarde, tinha alguns documentos para ler ainda e só veio a casa de sua família porque queria que eles a conhecessem melhor.
Estava feliz em ver como eles a amaram, a palavra amor voltou a sua cabeça, amava Isabella, não tinha certeza de que ela o amava, queria dizer essas palavras para ela enquanto ela estivesse consciente, mas também queria as receber de volta.
–Fechamos contrato com France Publishing? – Carlisle o tirou de seus devaneios.
–Sim, conseguimos fechar em um preço menor até do que o combinado. – falou olhando para fora vendo um grande sorriso no rosto de Bella conversando com as garotas.
–Você gosta mesmo dela.
–Mais do que pode imaginar, não consigo mais me ver sem ela. – falou sem tirar os olhos da janela – Você acha estranho isso? Nos conhecemos a apenas algumas semanas.
–Esme e eu nos conhecíamos durante dois meses antes de nos casar – Carlisle riu – Ela sente a sua falta em casa e amou Isabella, creio que ela vê nela a nossa pequena.
Edward sabia que seus tios ainda sentiam a perda de sua filha caçula, tinha acontecido há mais de quinze anos, mas o amor pela menina nunca morrera, não tinha como morrer. Então apenas sorriu para o seu tio confirmando o que já imaginava, depois de alguns minutos se despediu deles e foi buscar Bella, já estava na hora de irem. As meninas ficaram relutantes em deixa-la ir, mas concordaram depois de ela aceitar que iriam sair durante a semana para comprar o vestido de madrinha dela.
Ele não queria deixa-la em casa sozinha, na realidade ele não queria ficar sozinho, mas mesmo assim dirigiu em direção ao apartamento dela. Ao parar em frente à entrada do prédio não destravou o carro.
–Não vai abrir? – perguntou depois de um tempo quando eles apenas se olharam e ele não fez nenhum movimento.
–Dorme comigo lá em casa hoje?
Ela não se surpreendeu com a pergunta dele, na verdade ela se perguntava interiormente se não o estava sufocando ficando todo o tempo possível ao seu lado, era estranho a forma em que se sentia segura quando estava em seus braços, não queria sair mais. Ele tinha se tornado sua ancora de salvação.
–Tudo bem. – falou lentamente esperando que ele abrisse o carro, mas ele ainda não o fez. – Não vamos subir para que eu pegue minhas roupas?
–Sim, vamos. – o escutou suspirar e destravar as portas.
O caminho de elevador foi silencioso, se perguntava o que passava na mente dele, havia percebido que era um homem calado e taciturno, mas nesse momento estava mais do que o comum. Abriu a porta do apartamento e foi preparar uma mochila com algumas roupas, pegou o notebook também, queria dar uma olhada melhor em algumas coisas do trabalho. Notou que Edward não a tinha seguido ao quarto como ele normalmente fazia, ele estava muito estranho. Voltou para a sala e o viu sentado no sofá olhando para o nada. Se questionou se deveria mesmo ir para casa dele, passou o ignorando e subiu para o jardim, precisava pensar.
Uma brisa gelada bateu em seu rosto e suspirou, queria entender o que estava se passando com ele. Regou as flores e olhou para o céu cinza da metrópole que agora estava nublado, parecia que vinha uma tempestade.
–Hey, algum problema? – ouvir a voz rouca dele em seu ouvido a fez arrepiar.
–Você que está calado demais. – falou calmamente sem se virar para ele.
–Desculpe, não foi proposital. – a virou abraçando-a – Só estou tomando ciência de tudo que aconteceu conosco, do quanto você me fascina e como eu te quero comigo.
–Eu também te quero comigo, muito. – acariciou o rosto dele. – Você não tem ideia de como meus sentimentos por você são fortes.
Ele não sabia se encarava isso como uma declaração de amor ou não, preferiu acreditar que essa era a forma dela de dizer sem pronunciar as palavras. Não pode evitar não beijá-la. Grudou seu corpo ao dela para que não pudesse fugir dele, queria estar com ela sempre, não podia soltá-la.
Deixou sua cabeça imóvel para atacar e dominar sua boca, suas línguas dançavam suavemente, suas mãos desceram para acariciar o corpo dela, querendo marcar território mais uma vez, querendo dizer que ela era sua. Apenas sua. Não conteve um gemido ao sentir as pequenas mãos se infiltrando por dentro de sua camiseta acariciando seu peito e descendo até a linha de sua bermuda. Se afastou para olha-la e ver em seu olhar um desejo tão grande que o atingiu em cheio. A beijou novamente ao mesmo tempo em que tentava tirar sua camiseta e a blusa dela. Bella riu levemente e deu um passo para trás tirando a blusa e jogando nele, suas bochecha coradas e seus lábios vermelhos inchados.
Não sabia de onde tirara coragem para fazer aquilo, mas sua vontade de tê-lo sem reservas e sem qualquer limites a encorajou, tirou a blusa lentamente o olhando nos olhos e jogou nele, depois baixou o shorts e mal deixou suas roupas e ele já estava a atacando novamente, descendo os beijos para o seu pescoço e busto, como o desejava, agarrou seu cabelo sentindo o membro ereto sobre sua coxa. Percebeu que ele caminhava com ela direcionando seus passos e quando menos imaginou estava deitada no tapete que tinha ao lado do banco de madeira e ele estava sobre o seu corpo com um olhar desesperado, mas em todos os seus atos era calmo e preciso como que para não assusta-la.
Tirou seu sutiã lentamente descendo os beijos para seus seios, enquanto sugava com vontade o esquerdo acariciava o direito e depois fez o mesmo processo com o outro enquanto ela gemia e se contorcia embaixo de si, ele a prendeu com seu corpo não a deixando fazer nenhum movimento, estava difícil se controlar e queria tomar seu tempo para ama-la. Sua mão desceu pelo corpo suave chegando a sua calcinha e a tirou jogando na pilha de roupas que tinha se formado ao seu lado. Passou seus dedos levemente por sua intimidade, a ouvindo gemer rendida aos seus movimentos, enquanto ele colocou um dedo dentro dela o movendo devagar. Olhou em seus olhos tentando transmitir tudo o que não tinha coragem para falar, acrescentou dois e a viu se agarrar a ele como se estivesse desmoronando e ele fosse seu porto seguro, nesse momento ao fundo escutou um trovão e o céu desabou acima deles.
Bella estava flutuando em sensações, o que Edward fazia com seu corpo deveria ser pecado, tudo o que podia sentir era como seu corpo queimava em combinação com as gotas de agua fria da chuva. Não sabia quantas vezes já tinha sido atingida por aquela sensação maravilhosa de libertação total.
–Edward... Por favor...
–O que você quer Bella? – quando viu que ela fechou os olhos e não o respondeu intensificou o movimento de seus dedos circulando o clitóris com o dedão e sugou mais forte seu seio. – Me diz. Diga-me o que deseja meu anjo.
–OH... Você! Por favor, quero você.
–Estou bem aqui com você – sussurrou lambendo o lóbulo de sua orelha.
–Não... Dentro de mim....
Algo dentro dele se rompeu e se posicionou em cima dela, beijou seus lábios macios e em uma única investida estava dentro do seu centro úmido e aveludado, quando ela gritou pensou tê-la machucado, mas esfregou seu quadril no dele e qualquer dúvida morreu, começou a investir em seu interior lentamente, ela era muito apertada e se segurava para não gozar como um adolescente em sua primeira transa. A agua que caia sobre eles servia apenas para deixar o que estavam fazendo mais erótico, ver como as gotas caiam do seu corpo para o dela, a beijou com desespero aumentando a força e a intensidade de suas estocadas. Era um homem faminto e o corpo de sua menina um banquete.
–Bella... – sussurrou quando sentiu como ela o apertava ao seu redor. – Meu pequeno anjo.
Não aguentando mais se deixou levar por um clímax poderoso e se derramou dentro dela caindo por cima do seu corpo sem forças para nada. Ela o acariciava na nuca suavemente tentando recuperar o folego, havia sido perfeito, ele era perfeito, um namorado fantástico, um homem sensacional e um amante atencioso. Depois de um tempo ele levantou a cabeça de seu pescoço e a beijou rapidamente percebendo que estava sentindo frio. Se levantou recolhendo suas roupas a pegando no colo e desceu antes que pegassem um resfriado.
A colocou debaixo do chuveiro quente e a abraçou, não queria solta-la mais.
–Aquele pequeno jardim é muito lindo anjo. – falou enquanto a ensaboava, ela corou, nunca mais seria a mesma coisa ir lá.
–Sim, ele é fantástico. – concordou mordendo o lábio. – Tenho que agradecer Rosie mais uma vez por ele.
–Pode deixar que eu mesmo faço isso. – foi a última coisa que falou antes de atacar seus lábios novamente. O dia ainda seria longo.
“A felicidade só é real quando dividida”
Jon Krakauer
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