Capítulo 18

Quando chegaram no apartamento de Edward havia anoitecido a pouco, estavam de mãos dadas todo o caminho, falando sobre amenidades sem importância, ainda chovia forte, Bella nunca havia gostado da chuva, ela lhe trazia más lembranças, mas tinha que admitir que criara novas hoje. Ainda sentia seu corpo febril só de lembrar da sensação das mãos e do corpo do homem que estava ao seu lado, suas bochechas coravam sempre que ele a pegava o observando e dava um sorriso sexy de lado. Assim que entraram ela foi preparar algo para comerem enquanto ele trocava de roupa e dava uma olhada nos seus e-mails. Agora ele estava preso no escritório falando sobre alguma coisa do trabalho e ela estava tentando entender o motivo de ter tantas falhas em um determinado ponto do antivírus atual, tinha algumas suspeitas, mas queria ter certeza antes de apresentar na reunião mensal de desenvolvimento. Terminou de determinar o padrão que faltava para fechar aquela parte do trabalho e olhou para o teto, estava cansada. Fechou o notebook e se deitou, olhou para a chuva que ainda caia impiedosamente e suspirou não conseguiria dormir. Ligou a televisão em um filme qualquer que não prestava atenção queria ligar para sua mãe, mas tinha certeza que ela estaria em algum jantar beneficente que seu pai odiava ir, aos poucos sentiu seu corpo cansado e seus olhos pesados.

“-Venha pequena raposa, não corra. – sentia medo, muito medo. Não queria que aquele monstro a encontrasse.

–Vem com o papai, vem.

Se escondeu atrás daquele grande tronco de arvore, sabia que ele não a encontraria ali. Pedia aos céus que ele não a encontrasse ali. Tampou os ouvidos com as mãos por causa dos trovões e daquela voz. Não voltaria, ele a machucaria novamente se voltasse. Quando percebeu que não escutava mais os passos dele saiu do seu esconderijo correndo o máximo que podia, suas pernas e seu peito doíam, mal podia respirar, mas tinha que se afastar dele. Ao virar em uma arvore deu de cara com aquele monstro, seus olhos azuis brilhando para ela enquanto que de seu braço pulavam duas serpentes cruzadas em cima dela.”

–ME SOLTA. – Bella gritou enquanto sentia que ele ainda a segurava, queria fugir para o mais longe possível.

–Anjo, abra os olhos, sou eu. – Edward estava terminando a ligação com um dos acionistas quando escutou um pequeno grito que gelou sua alma, desligou e correu para o seu quarto, Bella se contorcia e debatia lutando com alguém invisível em seu sono. – Sou eu pequena.

Ela acordou em um sobressalto assustada olhando ao redor, quando teve certeza de que havia sido mais um pesadelo colocou sua cabeça nos joelhos, seu corpo tremia e sentia uma camada de suor na testa, esse pesadelo tinha sido mais realista que os outros, estava assustada, queria simplesmente fugir.

–Anjo, está tudo bem, estou com você – Edward disse suavemente acariciando seus cabelos, não aguentando mais vê-la daquela forma a puxou para seu colo.

Ela não falou nada, apenas o abraçou com força ainda tremendo, não queria parecer fraca diante dele, mas o medo que sentia daquele homem era tão grande que não sabia como agir. Depois de um tempo ele notou que ela tinha parado de tremer e a olhou, dessa vez ela estava ressonando calmamente em seu colo, sua mão segurando firmemente sua camisa do pijama. Queria que ela confiasse nele para dizer o que tinha acontecido que a fazia ter pesadelos, queria protege-la mesmo em seu sono, se deitou com ela ainda em cima do seu corpo e beijou sua testa suada.

–Por que você não confia em mim pequena? – beijou seus lábios a ouvindo chamar seu nome em um sussurro – Eu te amo tanto Isabella. Tanto.

Ainda ficou um tempo acordado a olhando, não soube ao certo quando caiu em um sono sem sonhos, mas foi reconfortante ao ter o corpo de seu pequeno anjo ao seu lado. Ao acordar percebeu que ainda chovia, a televisão estava ligada ainda da noite anterior e agora passava o noticiário local informando sobre o transito. Olhou para o seu lado e Isabella estava ali, presa ao seu corpo, a cabeça em seu peito e sua mão direita em sua barriga ainda segurando sua camisa, da mesma forma em que tinha deixado na noite anterior, seu rosto estava sereno e um pequeno sorriso brincava em seus lábios.

A deixou dormindo e foi tomar uma ducha rápida para despertar, quando voltou ao quarto ela ainda dormia, mas dessa vez estava agarrada ao seu travesseiro, foi até a cozinha ligando a cafeteira e pegando o pão para fazer alguns sanduiches, Heidi tinha deixado salada de frutas na geladeira, colocou em uma bandeja junto com torradas e geleia. Deixou em cima do criado mudo e voltou para cama.

–Acorda pequena, vamos já está na hora.

Ela se remexeu e enfiou a cabeça embaixo do travesseiro para evita-lo. Ele riu e tirou a colcha a jogando no chão, ela estava com uma camisa sua, a subiu mostrando as covinhas que tinha nas costas e a marca de nascença em forma de lua-nova, que pegava do início da nádega direita ao meio do quadril. Subiu seus dedos lentamente a vendo se arrepiar.

–Vamos lá preguiça, vem tomar café comigo ou não vou deixar você dormir.

–Eu quero dormir. – falou manhosa sentindo seu corpo acordar com apenas uma pequena caricia inocente que ele fazia.

–Toma café comigo que eu deixo você dormir o dia inteiro se quiser.

Bufando ela se virou para ele o olhando brava, nunca foi de dormir muito, mas sempre que estava com ele se sentia mais calma e ter aquele corpo todo ao seu lado na cama conseguia dormir bem melhor. Levantou relutante e com um bico em direção ao banheiro. Edward riu e deu um tapa em sua bunda a fazendo olhar em choque e apressar o passo.

Alguns minutos depois ela voltou e se sentou ao lado dele pegando a caneca de café fumegante, como amava aquele cheiro, comeu algumas torradas e um sanduiche que ele tinha preparado, estava maravilhoso.

–Você não vai falar comigo? – ele perguntou divertido, desde que ela tinha saído do banheiro nem um beijo tinha ganhado.

–Estou brava com você. – fez um bico adorável, que ele deu um selinho, quando ela tentou aprofundar o beijo ele se afastou recolhendo as canecas e colocando na bandeja.

–É uma pena Isabella, porque tinha tantas coisas que queria fazer com você. – falou malicioso saindo do quarto, ela mais que depressa o seguiu intrigada com o que ele queria dizer.

–Como o quê, por exemplo? – perguntou mordendo o lábio ansiosa o vendo colocar a louça em cima do balcão na cozinha.

–Não, agora que você está brava comigo não vou mais dizer.

Ela sabia que ele a estava provocando, a instigando. Estava grata por ele a ter abraçado na noite anterior após aquele pesadelo, ele era a única pessoa que conseguia os afastar.

Caminhou até ele tentando ao máximo parecer sexy e deixando o constrangimento de lado, parou a sua frente e tocou no seu peito nu, descendo sua mão deliberadamente lento até o cós da calça de pijama que ele usava, passou a língua nos lábios os umedecendo e depois mordeu o inferior, o sentiu engolir em seco e seu olhar se escurecer.

–Realmente... – falou pausadamente olhando para o seu dedo que subia e descia – é uma pena que esteja brava com você porque eu te queria tanto.

Dito isso lhe deu as costas e caminhou lentamente de volta até o quarto com um sorriso de satisfação no rosto, mas mal chegou ao meio do caminho e foi tirada do chão e jogada nos ombros dele, depois de se recuperar do choque lutou para descer e tudo que recebeu foi uma palmada na bunda que a deixou mais irritada ainda.

Ele a jogou na cama macia e viu como ela quicou algumas vezes antes cair deitada e voltar a se sentar, seu rosto estava corado, sua respiração difícil e seus cabelos adoravelmente bagunçados, ajoelhou na cama engatinhando até ela sem deixar de olhar nos seus olhos, quando estava a sua frente a puxou pela perna a fazendo cair e ficar abaixo do seu corpo.

–Srta. Swan, não deveria provocar um pobre homem trabalhador em um domingo de manhã. – falou baixo beijando a orelha dela e segurando suas mãos acima da cabeça. O corpo dela estava totalmente impedido de se mover preso embaixo do dele.

–Não fiz exatamente nada Sr. Cullen, o Sr. Que fica imaginando coisas. – falou sem folego – E agora prende uma pobre moça contra a sua vontade. Que feio.

Ele riu das palavras dela, sua menina inocente estava se transformando em uma mulher incrível. Saiu de cima dela a fazendo sentar no seu colo a deixando ver o quanto estava excitado com essa brincadeira. Ela o olhou surpresa e remexeu no seu colo devagar, um pouco constrangida. Ele fechou os olhos com o contato e gemeu longamente apertando sua cintura, não viu o sorriso que ela ostentava.

Tomada de uma coragem que não sabia de onde tinha surgido beijou seu queixo áspero por causa da barba que estava começando a nascer, desceu para o pescoço o beijando e sugando levemente, sentindo o aperto dele aumentar, beijou seu peito forte e musculoso o lambendo, sentindo o gosto de sua pele, algo apenas dele que a deixava louca. Quando chegou em sua barriga lambeu seu umbigo e logo acima da calça, olhou para ele que esticou o corpo a olhando em expectativa. Se sentou e tirou a calça do pijama, ele estava sem cueca e seu membro grande e grosso pulou para fora, ela o pegou timidamente o examinando, vendo como ele era lindo, era o primeiro que pegava, era uma sortuda por ser logo o de um deus grego como Edward. Moveu sua mão lentamente vendo como um homem poderoso como ele se derretia com apenas aquele contato, viu uma gota sair da pequena abertura e passou o polegar o espalhando.

–Isabella. – ela podia jurar que ele tinha rosnado.

Continuou a masturba-lo, sem se conter deu um pequeno beijo na glande e sugou um pouco, nunca imaginou que ficaria tão excitada fazendo isso, quando menos imaginou Edward a puxou para cima a beijando agressivamente, tomando cada canto de sua boca, quase machucando, sentiu a mão dele descendo por seu corpo até chegar em sua calcinha e rasga-la de seu corpo, gemeu com esse ato afastando a boca da dele.

–Eu gostava dela. – gemeu quando ele a tocou comprovando que estava pronta para ele e a abaixou lentamente, sentindo o membro dele queimar e pulsar em seu interior.

Parecia que seu corpo todo queimava, era uma sensação indescritível de prazer, a sensação era bem mais profunda do que antes, quando ele estava todo dentro dela o olhou nos olhos, se vendo refletida de uma forma que nunca imaginou.

–Eu te dou outras. – ele falou depois de um tempo tentando retomar o controle – Minha pequena provocadora.

A beijou devagar enquanto a ajudava a subir e descer em seu membro, temia a estar machucando com a força que aplicava na sua cintura, mas a sensação de estar dentro dela era demais, ainda mais naquela posição, nunca tinha se sentido assim com mulher nenhuma, cada vez que faziam amor desnudavam suas almas, era incrível. Bella não sabia como ele conseguia transformar seu corpo em gelatina dessa forma, as sensações que ele criava eram incríveis, fechou os olhos encostando sua testa na dele sentindo seu corpo tremer. Ele afastou a cabeça e sugou seu seio ainda coberto pela camisa dele, estava perto, muito perto. Sentiu que ele também estava e aumentou a velocidade em que subia e descia em seu membro, seu fim foi quando ele massageou seu clitóris, com um grito de rendição ela desmoronou em cima dele e o sentiu preenchê-la com seu sêmen.

Estavam jogados na cama, com ela por cima dele ainda unidos tentando recuperar o fôlego, não queriam se mover e quebrar a bolha que havia sido criada em volta dos dois.

–Srta. Swan, temo que queira matar um pobre senhor agindo dessa forma. – falou depois de um tempo acariciando seu cabelo.

–Sou totalmente inocente, o senhor é quem foi responsável por isso. – falou com o rosto enfiado no pescoço dele.

Ele sentiu que o rosto dela ficava quente, era incrível como ela o tinha atacado a alguns minutos e agora estava tímida. Amava como ela conseguia ser essas duas mulheres em uma só. Beijou sua cabeça sorrindo como um bobo.

(...)

–Sério, o Emm e aquele cachorro infeliz me fizeram correr por quatro quadras. – ele relatava enquanto ainda estavam na cama, não sabia como, mas começaram a conversar sobre suas infâncias. – Ele me deu uma mordida que até hoje tá aí a cicatriz.

Bella riu do relato dele sobre a cicatriz que tinha na nádega esquerda.

–Quando eu tinha treze, cismei que poderia criar uma espécie de cadeia gravitacional e flutuar. – ela disse quando seu riso cessou. Ele a olhou cético.

–Você conseguiu?

–Consegui um braço quebrado e uma bronca da dona Renée que nunca mais subi em um lugar maior de um metro.

–Você era terrível. – constatou.

–Tinha alma de cientista – o corrigiu – Gostava de fazer experiências, era muito curiosa. Uma vez fiz um experimento que deixou o cabelo do Gabe verde por semanas.

Ele riu imaginando a cena de sua menina como uma criança tímida, mas travessa que deixava os pais com os cabelos em pé.

–Já amarrei o Emm de cabeça para baixo em uma arvore. – confessou. – Estávamos caçando ursos e ele caiu na armadilha, por isso que o apelido dele é ursão.

–Ursos? Aonde?

–No quintal de casa. – ela o olhou sem conter uma risada – Éramos crianças, ok?

–Essa é boa. Acho que não consigo superar.

Ele arqueou uma sobrancelha e sorriu travesso, sua cabeça estava no colo dela enquanto ela acariciava seus cabelos o beijando algumas vezes.

–Edward? – ele ergueu o olhar para ela surpreso com o tom de voz dela.

–Sim?

–Você sente falta de seus pais?

–Muita. – falou sem nem pensar – Eu queria que eles estivessem na minha formatura, queria levar você para conhece-los, jantar as vezes na casa deles. Deixar nossos filhos para podermos jantar fora durante o fim de semana, essas coisas.

Com a citação de “nossos filhos” Bella travou.

–Não usamos proteção Bella, você sabe que pode estar grávida. – se sentou a olhando – Tinha notado antes, mas quando estamos juntos não consigo me lembrar de nada, mas não se preocupe que estou limpo e mesmo que....

–Eu tomo anticoncepcional. – falou de repente o cortando.

–Então por que quase teve um troço agora? – perguntou confuso, se não havia chances de estar gravida queria saber o motivo dela ter travado.

Os olhos dela se encheram de lágrimas e seu lábio inferior tremeu, enquanto ela tentava conter o choro.

–Droga, me desculpe se eu falei alguma besteira. – Edward estava preocupado já.

–Não é isso. – limpou os olhos – Eu nunca pensei em ter uma família e então te conheci e tudo isso é perfeito demais para ser verdade entende, parece que estou sonhando e que a qualquer momento vou acordar naquele...

Ela colocou a mão na boca para impedir de falar uma besteira, não estava pronta ainda para contar sobre essa parte de sua vida, era doloroso demais e não queria ver piedade nos olhos dele, não agora de qualquer jeito.

–Hey, não precisa chorar por isso. Tudo isso aqui é real, eu estou com você e irei cuidar para que nada a machuque. – falou a beijando levemente e secando cada lagrima com um beijo. – Quando estiver pronta, quero formar uma família com você, nossa família. Mas isso ainda pode esperar. Tudo bem?

Ela assentiu mudando de assunto, cada vez mais ele estava mais intrigado com o passado dela, tinha formas de saber tudo sobre sua vida, mas queria que ela confiasse esse passo a ele, não poderia quebrar sua confiança invadindo sua privacidade dessa forma.

Quando anoiteceu sabia que teria que ir embora, por mais que gostasse de passar cada minuto do seu tempo com ele ambos precisavam de um pouco de espaço, não sabia se seria capaz de deixa-lo, mas sabia que tinha que ir. Edward estava em um telefonema importante e novamente ela estava na cama dele. Aproveitou para juntar suas coisas e deixou sua mochila pronta. Já tinha parado de chover então saiu para a varanda da sala para tomar um pouco de ar. O final de semana tinha sido magico, queria prolonga-lo o máximo possível.

–Se escondendo? – perguntou ao vê-la sentada em um canto da varanda.

–Não, eu queria tomar um ar, mas tenho medo de altura, não queria olhar lá pra baixo.

Ele riu a puxando para dentro novamente, arqueou uma sobrancelha quando viu a mochila dela em cima do sofá.

–Vai a algum lugar? – perguntou intrigado.

–Tenho que voltar para o meu apartamento. – deu de ombros.

–Fica comigo. – pediu pensando em uma forma de convence-la.

–Não dá, já fiquei aqui quase a semana toda, preciso voltar.

Ele a abraçou enterrando o rosto no pescoço dela sentindo seu cheiro preferido no mundo todo.

–Não quero que vá. – sussurrou, sabia que ela cederia a ele.

–Também não quero ir, mas vamos dar um passo de cada vez. – argumentou – Estamos indo muito rápido e pelo menos vamos manter assim por enquanto, passamos tempo demais aqui.

Ele tinha consciência que estava certa, mas a queria vinte e quatro horas do dia com ele, não poderia dar margem para perde-la, sua pequena luz, sabia que a prendesse poderia perder o que tinham, mas e a deixasse solta poderiam leva-la dele. Estava em um impasse.

–Tudo bem. Eu te levo.

“Amo a liberdade, por isso as coisas que amo deixo-as livres.Se voltarem é porque as conquistei

Se não voltarem é porque nunca as tive.”

Bob Marley

Notas finais
Olá pessoas, como bem perceberam entramos em uma nova fase da fic. As coisas estão esquentando e vão esquentar mais ainda, mas ainda temos um tempinho pra isso. Infelizmente minhas aulas voltaram e ta mais difícil de postar mais frequentemente então agora os teremos dias de postagens regulares que serão aos domingos. Queria agradecer pelos comentários e pelo apoio. Bom, acho que é só isso. Espero que gostem. Bjos Kim