O Que Eles Querem? - A Ajuda
1 O despertar
Tudo estava tão bem na minha vida. Eu estava com minhas notas na escola muito mais do que boas, estava namorando um garoto que era o que pode-se dizer de "o garoto perfeito", o nome dele é Jherremy. Tinha uma grande amiga Chamada Anna.
Anna era o tipo de amiga louca, ela adorava coisas sobrenaturais, afinal, sua família trabalhava com isso.
Estava a 18 anos morando em Nova Jersey — "Eu sei talvez não pareça muito tempo, mas para mim é o suficiente para enjoar do local".
Após um dia cansativo na escola, pensei em ir até a casa da Anna para que ela me ajudasse com meu trabalho de casa. Assim que cheguei ela estava se sentindo muito mal.
– Sally sinto que algo vai acontecer, sinto alguém se distanciando de mim.
– Como assim se distanciando? — Perguntei assustada
– Não sei ao certo, indo embora, ou.. — Ela ficou sem silêncio.
– Ou o que Anna?... Morrendo?
O silêncio realmente tomou conta de Anna, e de mim também, depois de um tempo em silêncio ela me olhou e disse.
– Sim!
Depois de terminar o trabalho Arrumei minhas coisas peguei minha bolsa e fui para minha casa. Quando estava em frente a minha casa, notei que havia alguém parado na janela do meu quarto. Entrei em casa e fui até lá para ver se era minha mãe.
– Mamãe?
– O que foi Sally — Gritou minha mãe do seu quarto.
– Você estava no meu quarto me olhando pela janela?
– Não querida, porque?
– Por nada mãe, é que pensei ter visto alguém.
Arrumei minha cama para me deitar, e fui dormir.
...
Durante a madrugada, algo, ou alguém me chamava, lentamente, estava com tanto sono que pensei que fosse apenas um sonho.
– Sally...
– Sally...
Abri os olhos com muito sono, para ver quem estava me chamando. Estava parada no pé da minha cama, percebi que era uma mulher pelas roupas, usava um vestido branco ou cinza eu acho, não conseguia ver ao certo a cor, afinal estava muito escuro, ela tinha cabelos longos e negros, mas eu nunca tinha visto ela antes, e o que ela estava fazendo lá, parada na porta do meu quarto, na minha casa!!??.
– Preciso de ajuda — Disse aquela mulher
– Quem é você?
– Sally...Sally...Sally!!!
Minha mãe me acordou me sacudindo, nossa ela queria me matar do coração, gritando daquele jeito para eu acordar.
– Vamos querida você esta atrasada, Anna esta lá em baixo.
– Ok, já estou indo.
Me arrumei o mais rápido possível, pois sabia que Anna odiava esperar. Fomos conversando até a escola, sobre o assunto dela sentir alguém se distanciando. Anna percebeu que eu estava meio pensativa e distante.
– Sally, esta tudo bem? — Perguntou Anna preocupada.
– Sim, só estou pensando em algumas coisas, mas pode continuar falando eu estou ouvindo.
Quando chegamos nos sentamos uma perto da outra. Até havia esquecido por um instante meu sonho louco, mas mesmo assim guardei pra mim tudo aquilo.
Eu tinha muito medo de contar a alguém, até mesmo para Anna, aquilo foi muito real
Estava apurada para ir ao banheiro, e como tínhamos acabado de chegar, perguntei a professora se eu poderia ir. Aproveitei que a professora deixou e fui dar uma retocada na maquilagem.
Por incrível que pareça a imagem daquela mulher no meu corredor, não sumia, vinha como flashes indo e vindo. Eu não sabia mais como não pensar naquilo, foi tudo intenso e real, é como se de certo modo aquilo fizesse parte de mim.
Olhei para o espelho, estava meio molhado, coloquei a manga da minha blusa sobre as mão, e limpei, naquele momento ouvi o barulho da porta se abrindo, e vi uma mulher entrando.
Olhei para trás, e não havia ninguém, olhei dentro de todos os Box dos banheiros e realmente ela não estava ali. Senti um cheiro estranho, um cheiro podre, de decomposição, tinha algo morto naquele lugar.
Fiquei um pouco assustada pois aquele cheiro começou no momento que aquela mulher entrou, arrumei minhas coisas e fui em direção a porta.
– Sally...
Eu não acreditava que aquilo estava acontecendo de novo.
Coloquei minha mão no trinco da porta, naquele momento a tranca virou, eu estava presa, puxava, batia, cheguei até a chutar a porta, mas ela não abria.
– Abre, por favor... Socorrooo!!!
– Sally...
O som estava ficando mais próximo, eu não conseguia olhar para trás, eu estava paralisada... Senti um arrepio muito intenso na minha espinha, era como se ela estivesse ali se encostando em mim.
Por um momento de desespero olhei para trás...
Um grito foi tudo o que consegui dar, eu cai no chão ao lado da porta, ela estava se aproximando, estava me estendendo sua mão, por todo seu corpo passavam insetos, larvas, baratas, era muito nojento. Eu apenas gritava.
– Socorrooo!!!
– Socorroo!!
– Sally, me ajude!
Estavam tentando abrir a porta do lado de fora eu podia ouvir os socos na porta. Eu abaixei minha cabeça, e comecei a chorar. Eu estava muito assustada. Ela colocou suas mão em mim, os insetos passavam pelo meu corpo, eu comecei a me debater.
– Socorro — Era a única coisa que conseguia dizer
De repente a porta se abriu, os inspetores entraram, e viram eu me debatendo no chão, contra o nada... Não havia ninguém no banheiro além de mim.
....
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