O Que Ele Mudou Na Minha Vida Desde Então

25 Capítulo XXV por Alfred F. Jones


Notas iniciais
EAE CAMBADAAAAAAAAAAAAAAAAA eu tinha alguns avisos importantes mas esqueci (????????) tá, barsch (sei la como escreve) - suíça ralph - australia josé - mexico uma coisa importante: o alfred ainda n sabe dos rolo pruscan, ta lgd? e eu escrevo mt coisa errada tipo "vi ele" pq po, é o alfred ele tá cagando pra falar certo bjssssss EDIT: lembrei q tinha q dizer q nhaw = bocejo q

Tudo o que você precisa saber sobre o que aconteceu depois que o Matt chegou é: transamos. Mentira. Eu joguei Arthur na cama e deitei em cima dele. É, foi quase sexo.

– Ei, o que cê tá fazendo? Levanta, seu gordo, tá me esmagando!

– Eu não sou gordo, Artie, eu sou gostoso.

– Santo Deus, olha essas banhas...

– O nome disso é fofura, eu sou um marshmellow. Sou fofinho e gostoso, ponto. Cê fica de recalque porque cê é um quiabo.

– Recalque? Marshmellow são leves, Alfred, agora, sabendo disso, descobrimos que você é o contrário de marshmellow. E quiabos são uma delícia, você que não sabe apreciar. Talvez uma melancia, agora levante-se!

– Nhaaaawn, que sono – eu não tava brincando,

– NÃO SE ATREVA!

– Boa noite, Artie. E quiabos não são gostosos – tá, eu ia dizer que portanto ele não era um quiabo mas não lembrei de nada amargo que é bom.

– Alfreeeeeeeeeeeeeeeeeed!

Sim, eu fingi dormir com ele gritando e se debatendo embaixo de mim, mas uma hora ele parou e eu acabei dormindo de verdade. Ele deve ter dormido também, não sei. Depois que acordamos, ele me bateu e eu o levei em casa e voltei. Claro que eu não esperava menos. E lá vem Matthew.

– Meu santo Maple, Alfred, quê que foi aquilo? A cozinha também foi sodomizada?

– Ainda não, mas quem sabe aí num futuro próximo...

– Que horror, me avisa pra eu começar a comer fora de casa.

– Cê deixou o Francis tocar na louça, eu que vou começar a comer fora.

– Blergh, cê já experimentou a comida dele? No dia que cê o fizer e não esquecer de todo seu conceito sobre ele a gente conversa. Por falar nisso, ele ficou muito bravo contigo.

– Haha, e cê passou a noite com ele? “Que horror”.

– Pra sua informação, ele nem tentou nada. Você que é muito preconceituoso.

– Nhe. Mas não tive grandes “progressos” por aqui também, mas impedi os dele, pelo menos. Bom, eu o fiz jogar videogame. AH É MATTHEW DO CÉU O PAI DELE TRABALHA NA ROCKSTAR E ELE NÃO SABIA.

– Meu Deus, use vírgulas...

Rimos muito, ele me contou como foi lá, eu contei daqui... E o tempo passou. Dias depois começaria o campeonato interescolar de futebol americano, e ano passado – só podia entrar no time a partir da 8ª série, então entramos eu, Antonio, Gilbert, Ivan, Heracles e Sadiq – ganhamos (o campeonato, lol). Na nossa sala, apesar de todos os barracos, sempre fomos muito unidos, ainda mais no time. É sagrado, sabe? Quando nós entramos, fomos comemorar depois do primeiro jogo – o qual ganhamos – na casa do Gilbert. Só nós da sala mesmo.

Gilbert mora com Ludwig, professor de matemática e nosso treinador. Eles são irmãos e tal, mas eu tenho vergonha de perguntar sobre a mãe deles. Quero dizer, o Erik você sabe, mora com Otho mas nunca ouvi falar sobre a mãe deles. Também tenho vergonha de perguntar, porque das duas, uma: ou ela abandonou eles (o que é ruim) ou aconteceu algo com ela (o que também é ruim). Então eu consigo segurar minha curiosidade por um bem maior, afinal, essa é a função de um herói, né?

Enfim, é em um condomínio um pouquinho longe do colégio – se Ludwig não trabalhasse lá e fosse de carro, Gilbert passaria uns 40 minutos no transito –, um sobrado de madeira bem simpático, com direito a jardim na frente e uma floresta no quintal. Sim, o quintal dele é uma floresta, definitivamente a casa mais legal, até dá pra esquecer os tais 40 minutos. E fizemos aquela coisa brega que cê vê nos filmes, “cápsula do tempo”, colocamos coisinhas numa caixa e enterramos para abrir anos depois.

Colocamos desejos como não deixar subir á cabeça – uma coisa superestimada em Hetalia é o futebol porque é a única coisa positiva que falavam de nós por fora, e os outros jogadores viraram uns cus porque se achavam demais por isso –, levar o esporte como esporte e não como vida – três jogadores do ensino médio na época foram retirados por notas muito baixas/comportamento inadequado, aí eu coloquei Matthew e entraram também Mathias e Berwald –, aproveitar cada momento e todo tipo dessas coisas gays que as pessoas colocam nisso. Tiramos uma foto no dia e colocamos, junto com um chaveiro do nosso mascote, uma águia. Mais tarde quando entrou os caras aí e ganhamos o campeonato, tiramos outra foto e colocamos, o resto das pessoas da nossa sala entraram esse ano e faremos o mesmo!

E eu esqueci o que eu ia dizer... Ah sim, o campeonato. Ou seja, como qualquer outro clube da escola, levávamos como lazer. Acho – ou eu só não me lembro mesmo – que nunca houve uma briga entre nós, awn. Digo, por futebol, claro... Porque né? Mas ainda assim achamos que seria do caralho ganhar todos os campeonatos da nossa vida escolar.

Não treinamos em dia de jogo, nos reunimos pra nos divertir, e esse não seria diferente. Então, como em toda oportunidade que eu tenho, chamei Arthur. Não só por mim, eu juro, já estávamos pra lá do meio do ano e ele só conversava comigo, Kiku e Francis. Talvez ele seria um bom amigo pra Lovino ou Lukas, são todos muito rabugentos. Ainda sentava muito longe dele, então observava e não atrapalhava. Na hora do intervalo fui falar com ele.

– Ei, Arthur.

– Oooooh, você me chamou pelo nome certo.

– Ok, Artie, já que você insiste. É o seguinte, tem jogo hoje à noite. Estamos livres à tarde. Vamos ao Mc Donalds.

– Que bom, você vai ser a bola, não é?

– Futebol A-ME-RI-CA-NO. E eu não sou gordo, sou gostoso, só frizando pra você não esquecer. Enfim, quer ir com a gente?

– A gente quem?

– Uh... Eu, claro, Matthew, Antonio, Gilbert, provavelmente Francis, talvez Lovino, Elizaveta, Ivan, Natalia, Sadiq, Heracles, talvez Kiku, que por acaso é a única pessoa que eu vejo tendo uma conversa de verdade com Heracl-

– Tá, entendi, todo mundo.

– É, mais ou menos. E então...?

– E por acaso você vai me buscar e deixar em casa?

– Matthew vai, a gente vai no carro dele.

– Isso me lembra de te perguntar, por que você escolheu moto?

– Já assistiu Avengers? Então, o Capitão América sai andando de moto e foi uma cena muito foda.

– Sério isso?

– Brinks, mas eu realmente acho muito legal. Eu sou um pouco impaciente com transito, fora que em um carro eu me sinto preso...

– Entendo, na verdade. Que horas, então?

– Na verdade, planejamos ir depois da aula, assim já almoçamos lá.

– Então não vai dar, eu só tenho o dinheiro da passagem.

– Cê vem de ônibus?

– As vezes.

– Oh... Mas enfim, eu te convidei, eu pago.

– Não é como se isso fosse um encontro, então não paga não.

– Que menino chato, é um encontro sim – eu juro que disse isso sem querer porque realmente na minha cabecinha eu queria viver a ilusão de que era sim mesmo que ele nem tocasse nesse assunto, mas de qualquer forma ele não leva a sério quando eu digo coisas assim.

– Hum. Não tem mesmo como passar lá em casa? Eu vou de ônibus e vocês só me peg-

–Arthur Kirkland, para de ser teimoso, nos vemos na saída – e saí para que não tivesse tempo de retrucar. Esse método foi usado por mim tantas vezes que acho que nem preciso mais explicar daqui pra frente. Nunca falhou.

Como o Ludwig ia ficar na casa dos Vargas – porque não vale a pena ir embora e voltar mais tarde quando se mora na puta que pariu –, Gilbert estava a pé, pois nosso destino era o sentido contrário a casa dos Vargas. Quer dizer, não mais, agora ele tava todo amiguinho do Matt, então foi com a gente. Eu quase preferi que fosse o Francis mesmo, Gilbert é satanás (sim, somos amigos, mas eu não sou de falsidade só por isso). Mas até o momento, ele não tinha feito nenhuma gracinha ou algo pra magoar Matt, então decidi confiar. Matt de motorista; Gil passageiro da frente; eu atrás de Matt com a janela arreganhada – me sinto um cachorro com vento – e esperava que Arthur fosse para o outro lado, atrás do Gilbert na janela, mas ele se sentou no meio e encostou a cabeça no meu ombro.

– Nhaawn, tô com sono – meu Deus, quê que eu faço? Eu fiquei muito sem ação porque, você sabe, é o Arthur. Claro que não iria afastar, mas eu devia o “segurar”? Porque se devia, não o fiz. Tinha medo de fazer algo de errado.

– Ei, birdie, pode ligar o som?

– Birdie? – Matthew parecia quase feliz por aquilo.

– Sim, você parece um passarinho.

– Não entendo...

– Depois eu faço um desenho pra você – e um meio sorriso nada sarcástico, o que é esquisito vindo do Gilbert, no mínimo incomum. A expressão dele 90% do tempo era cinismo.

– Tem CD no porta-luvas... Cê sabe desenhar?

– Ah, eu não sou um Kiku da vida mas arrisco alguns rabiscos.

Algo mais ou menos assim. O caminho inteiro. Gilbert não falou um palavrão, não fez uma conotação sexual sequer, não foi maldoso... Wtf? Mas então, não era tão longe assim, mas Arthur ainda dormiu.

E realmente, muita gente foi. Conversamos muito com todo mundo – Gilbert simpático e Arthur extrovertido, quase esperei que uma tragédia acontecesse (proveniente de aguardar, não de esperança). Tínhamos que estar na escola às seis, e assim fomos. Arthur se sentiu deslocado quando o arrastei comigo pra todo canto, ele disse que iria pras arquibancadas quando começamos o aquecimento mas eu dei um jeito de deixá-lo no banco de reservas. Ludwig não reclamou, fez companhia e ainda o ensinou uma coisa ou duas sobre o que estava acontecendo em campo. Fora que os titulares eram eu, Matt, Gilbert, Antonio, Sadiq, Heracles, Ivan, Mathias, Berwald, Ralph e Afonso (os dois últimos do 2º ano). Não tinha alunos da 8ª série porque não tinha vaga e todos do 2º do ano passado que eram do time foram pro 3º e perderam o interesse. E então Arthur também tinha no banco a companhia de Yao, Basch e José (que por falar nisso é primo de Antonio, que estava no 2º ano – aliás, os três estavam). Mas enfim, são muito gente boa.

Começou o jogo, brincamos um pouco e depois jogamos sério, mas nada tão complicado. Sem menosprezar os caras, quero dizer. Eles eram bons, mas somos melhores. Um cara lá apelou porque perdeu a bola pro Antonio inúmeras vezes e começou a bater nele de propósito. Eu sei que jogamos futebol americano, mas esse cara era um cavalo. E uma hora ele foi com tudo e derrubou Tonhão, que deslocou o tornozelo e teve que ficar fora do campeonato. Brinks, Antonio desviou e o cara caiu e aconteceu isso com ele. RÁ!

Ganhamos, simples. Nada de muito extraordinário aconteceu durante o jogo. Fiz dez pontos de trinta, e sempre olhava pro Arthur, apontava e fazia “mímica” com a boca pra dizer “esse foi pra você” – aliás, qual é o nome disso? – Quando o jogo terminou, peguei Arthur no colo e saí correndo pelo campo, eu fico meio hiperativo, sabe? Você imagina o quanto ouvi por isso, né?

– FILHO DA ÉGUA! CÊ TÁ SUADO! ALFREEEEED! A GENTE VAI CAIR, ME SOLTA!

Só que ele se encolheu e começou a chorar. Aí eu parei e coloquei ele no chão. Nesse ponto já estávamos bem afastados de todos os outros, o campo é enorme.

– Quê que foi? – ele não conseguia parar de chorar e começou a me bater. Aí pra parar eu o abracei bem forte e nos derrubei de propósito – Ó que bonitas as estrelas, vamos apreciá-las invés de bater no coleguinha. Pare de chorar, eu vou me sentir mal.

– Merece mesmo. Agora eu vou ficar fedido também.

– Eu sei que não foi por isso que cê tava chorando. Quê que foi? Cê tem medo de cair? Eu sou forte, sabe, obrigado por confiar.

– Você é gordo, é diferente – e começou a rir. No mais, ficamos uma boa parte da nossa noite realmente olhando as estrelas de lá.

Notas finais
vei eu esqueci td q ia falar D: