O Príncipe Solitário.

5 Capítulo 5 - O Defeito.


Notas iniciais
Bulma começa a se atrair por Vegeta, mas os dois não conseguem se entender.

Capítulo 5

O Defeito

Eu não acreditava que ele tivesse tamanha ousadia, destruir meu notebook fora demais, ele sempre seria um cara soberbo e irritante. Não tinha amor a nada a não ser a sua doentia vontade de ser mais forte que Goku, o “Kakaroto” e de dominar o universo. Por isso havia decidido que não me importaria nunca mais com ele!

Uma mulher bonita, rica, independente e muito inteligente como eu, jamais perderia tempo com sayajinzinho de uma figa qualquer, havia coisas muito mais interessantes e importantes no mundo como meus projetos no laboratório e um dia em um SPA luxuoso.

— Mamãe estou de saída.

— Sim, querida. Dirija com cuidado.

— Pode deixar.

Peguei a chave do meu aero carro e meus óculos de sol, estava fazendo um dia maravilhoso. Ao sair na porta de casa, olhei a nave que Vegeta treinava e senti irritação, mas rapidamente afastei esse sentimento, nada estragaria meu dia, fechei os olhos e saboreei uma leve brisa no rosto.

— Hoje ficarei mais bela!

E fui para o SPA, o qual eu reservara horas.

Retornei para casa no fim da tarde, me sentia uma nova mulher, estava renovada dos pés a cabeça, havia tido um dia de princesa e estava linda, ninguém poderia me convencer do contrário. Eu mudara de novo meu visual, resolvi deixar meus cabelos lisos e compridos como tantas vezes usara antes.

Quando entrei em casa me deparei com mamãe colocando a mesa do jantar na ampla sala de jantar, tínhamos muitos empregados, mas ela preferia fazer as coisas sozinha, adorava ser dona de casa, algo que eu não queria para mim nem morta. Não me imaginava cuidando de uma casa, de um marido e de filhos, não, isso não era para mim com certeza.

— Cheguei mamãe!

— Ouh, Bulma como está linda!

— Eu sei mamãe – dei um beijo nela e joguei os cabelos charmosamente. – Gostou do meu novo visual?

— Está maravilhoso, querida!

— Obrigada, mamãe, mas agora eu vou subir e tomar um banho para poder jantar.

— Dentro de meia hora o jantar está servido.

— Está bem.

Fui para meu quarto radiando de satisfação, porém no caminho acabei encontrando Vegeta e toda minha concentração de ficar tranqüila foi por água a baixo. Contudo, ele me olhou por completo e não parecia acreditar no que via a sua frente.

— Com licença!

Vegeta havia parado no meio do corredor, próximo a porta do meu quarto.

— Vocês humanos são tão superficiais, vivem insatisfeitos consigo mesmos! Para quê tantas mudanças se não adianta de nada?

Respirei fundo para não perder a calma e apertei meus óculos na mão.

— Será que poderia me da licença? – pedi tranquilamente, forçando um sorriso falso.

— Você é um ser repugnante! – se aproximou de mim.

— Você é deprimente... está falando em insatisfação consigo mesmo, mas nunca está satisfeito com você também, não é? – enfrentei seu olhar colérico. – Acha que é melhor que todos e no fundo não passa de um príncipe patético.

Abruptamente Vegeta agarrou meu pescoço com muita força e sufoquei.

— Eu deveria matá-la nesse instante, seria algo tão fácil! – aproximando meu rosto do seu, ele pareceu sentir meu cheiro. – Mas você só é mais um verme deste planeta imundo!

E me soltou tão rápido quanto me agarrou, desequilibrando-me cai no chão do corredor, toquei em meu pescoço que doía bastante e o fitei com ódio.

— Cretino, miserável!! Você vai se arrepender de ter feito isso!!!

— Mulher vulgar e irritante!

Logo ele sumiu do corredor com sua velocidade de sayajin.

— Por que eu o deixei ficar aqui? Por quê? – minhas mãos estranhamente tremiam de raiva e temor.

Eu havia ficado indisposta para descer e jantar com meus pais, Vegeta conseguia quase me deixar doente só pelo fato de vê-lo. Mamãe pediu que um dos empregados levasse meu jantar no quarto, mas não tive tanto apetite assim, de algum jeito eu me sentia constipada.

— Droga de vida, eu não posso ficar em paz na minha própria casa! – me olhei no espelho e vi as marcas do ataque de fúria do príncipe dos sayajins. – Idiota, eu te odeio!

Só que naquele mesmo minuto lembrei-me do rosto de Vegeta quase colado ao meu, eu pude sentir seu cheiro masculino, porém gostoso, seus lábios eram chamativos e seus olhos demonstravam uma aspereza atraente.

Kami-Sama o que estava pensando?

Balancei a cabeça tentando esquecer, eu deveria ocupar minha mente urgente, desse modo coloquei um hobby e calcei minhas pantufas, e desci para o laboratório, o único lugar que me dava paz, onde eu poderia bloquear todos os pensamentos ruins. Então continuei na elaboração de protótipos de novas tecnologias da Corporação Cápsula, prossegui trabalhando até tarde da madrugada.

— Hum... acho que esse calculo está errado, devo refazê-lo mais um vez – totalmente imersa em meu trabalho, não percebi a hora que alguém abriu a porta e entrou no laboratório.

— Isso mesmo, agora está correto!

— Ei mulher!

Quase meu coração sai pela boca devido o susto, levei a mão ao peito e empalideci.

— Por Kami-Sama!

— Preciso que conserte a câmara de gravidade.

Virei devagar e fitei Vegeta em pé bem na minha frente vestido somente com um calção e tênis, estava todo suado com os músculos enrijecidos pelo pesado treinamento.

— Seja breve, eu estou no meio do meu treinamento.

Continuei olhando para ele sem nada dizer, franzi minha testa não crendo em suas palavras. Ri daquilo e voltei ao meu trabalho.

— Está surda, mulher??

Fingi que ele não estava ali e tentei me concentrar novamente, mas Vegeta me agarrou forçando a olhá-lo.

— Preste atenção quando eu estiver falando!

— O que pensa que está fazendo? – tentei me desvencilhar de seus braços, era em vão. – Me solte seu idiota!

— Quero que conserte a câmara agora, está entendendo?

— Você não pode me obrigar!

— Quer ver como posso?

Rapidamente me colocou em seu ombro e me levou a força para a câmara de gravidade.

— Me solte agora!! – batia em suas costas.

— Cale-se!!

Então jogou-me no chão de uma vez que pude sentir todos os meus músculos doerem, no meio da confusão distraída nem percebi que meu hobby havia aberto e minha camisola estava a mostra.

— Vai me pagar muito caro por isso, Vegeta!!! – gritei furiosa.

— Cala boca, mulher e conserte logo a câmara!

Querendo me livrar logo daquela situação, fui em direção ao painel de controle da câmara e o abri, por sorte encontrei o defeito rápido e o consertei sem nenhum problema.

— Pronto! Vê se não o quebre de novo!!

Quando percebi que Vegeta observava meu corpo, senti uma vergonha incomum e fechei o hobby com um movimento ligeiro.

— Pelo menos fez uma coisa útil.

— O quê? – fiquei boquiaberta. – Ora seu desgraçado! O inútil aqui é você, que só fica treinando e treinando, não faz outra coisa a não ser treinar! Hááá... eu odeio você!!!

Enquanto falava, ele veio se aproximando e se aproximando.

— Você fala demais, mulher... – chegou tão perto que me encostou contra o painel.

— Então por que não me deixa em paz?

— E quem disse que eu me importo com você? – Vegeta deslizou a mão pelo meu pescoço de modo cálido e segurou meu queixo.

Abri minha boca para receber seu beijo, sei que ele iria me beijar naquele momento, entretanto afastou meu rosto.

— Estava pensando mesmo que eu iria beijá-la? – deu uma gargalhada amarga e me soltou como se eu tivesse algo contagioso. – Eu jamais beijaria uma terráquea, eu sou o príncipe dos sayajins, mereço algo muito melhor que você!

Furiosa, esmurrei a cara dele, mas acabei quebrando meu pulso.

— Aiiiiiiiii!!!!! – não contive as lágrimas de tanta dor.

— Garota burra, tinha que fazer isso – ele pegou meu pulso quebrado e o observou com cuidado.

— Vai se ferrar!!!

Sai correndo dali, sem olhar para trás.