O Prometido

24 \"Sério a ponto de mudar nossas vidas...\"


Notas iniciais
Trouxe mais um cap pra vocês, pq né...
Enfim, esse cap é pra vocês, todos vocês que estão me acompanhando.

Uma pergunta coçava minha cabeça por dentro. Minha mente travava uma batalha com ela mesma. Aquele puxão no umbigo tinha voltado agora mais forte e acompanhado de um frio na barriga, como em uma montanha russa.

– Hal? Hal? Ei! Acorda! – Ártemis estava me olhando preocupada.

– Quê? Não escutei.

– Eu tava dizendo que seria uma boa a gente ir pra casa. – Ela disse ainda me encarando.

– Vamos. Preciso de privacidade pra poder falar uma coisa pra você.

Ela levantou uma sombrancelha. – Quão sério isso é?

– Sério a ponto de mudar nossas vidas.

– Então vamos logo. Estou curiosa. – E me puxou para a pista de dança.

Nos despedimos e pedimos para Erika avisar papai (se ele aparecesse) de que tínhamos ido pra casa. Saímos da escola e fomos direto pra casa.

– Conta logo, o que é? – Ela perguntou se alegrando.

– Quando a gente chegar em casa. Já estamos na metade do caminho. – disse freando para ela me alcançar.

Chegamos em casa. Minhas mãos tremiam enquanto eu pescava a chave reserva do vaso da varanda e tentava colocar inutilmente no miolo da porta.

– Aqui, eu ajudo. – Art segurou minhas mãos nas suas. Elas eram quentes e macias, as minha estavam suadas e frias.

Abri a porta e acendi a luz da sala. Cannon veio como uma bala para morder meu pé.

– Ei garoto! Vai dormir, vai. Papai vai chegar mais tarde. – Afaguei entre suas orelhas e Ártemis deu um biscoito do pacote do lado da lareira. Cannon deu meia volta e voltou marchando para sua cama.

– Haley, me conte. Agora! – Ela mandou como meu pai.

Respirei fundo um par de vezes. Retirei os sapatos e me virei para ela.

– Eu sei que é muito cedo, que eu sou muito novo, que eu sou mortal, que eu não sou perfeito... – Comecei.

– Quem disse!? – ela resmungou.

– Ok, voltando. Eu sei que um dia eu vou ter que fazer isso, e eu tenho medo da resposta que eu vou receber. Eu sei que vai ser um choque pra nós dois e que eu tenho certeza, vai ser. Eu só queria te pedir, por favor... – ela me cortou novamente com um beijo doce.

– Eu aceito. Por todas as estrelas, deuses e homens nesse Universo, eu aceito. – Ela sussurrou ao meu ouvido.

– Casa comigo? – Terminei. Lágrimas rolavam pelos meus olhos. Ártemis já soluçava de chorar.

– Eu aceito. – Ela disse, então gritou. – Haley Hudson, eu aceito ser sua esposa para sempre!

Ela afundou seu rosto em meu ombro. Eu ainda chorava e sentia o tecido do terno absorver as lágrimas dela. E, como que por ordem dos deuses (estou começando a gostar deles) nós dormimos ali, em trajes de baile, a porta da sala aberta, com as portas do amor escancaradas para que quisesse ver nossa dança, nossa Valsa sem fim, nosso amor sem limites.

– Bonito não? Dormem agarradinhos no sofá e não têm a pouca vergonha de fechar a porta! Esses adolescentes são umas pestes mesmo! – Papai estava gritando e sacudindo seu paletó acima da cabeça.

Levantei o pescoço para vê-lo e gemi de dor. Meu pescoço estava duro, eu dormira com ele pendurado para fora do braço do sofá. Ártemis estava olhando papai como se ele fosse uma barata, mas ela estava com os olhos vermelhos e inchados e sua maquiagem estava borrada. Papai viu a situação e parou de ratear.

– Cruzes! Que houve aqui? Você chorou minha senhora? – Papai me olhou com uma carranca. – O que aconteceu?

– Pedi ela em casamento... – comecei.

– E eu aceitei. E eu gritei pros quatro ventos que eu aceitava. E nós choramos como dois bebês. – Ela terminou. Nosso relacionamento tava bom, completávamos as frases um do outro! Já era hora de casamento.

Papai ficou mais perdido que o Percy no meio de uma piada. Quando a ficha caiu, ele olhos nossas mãos e deu um sorrisinho sacana – Cadê as alianças?

Olhei para nossos dedos. Eu havia esquecido as alianças. – Pera um pouco aí.

Subi correndo as escadas em direção ao meu quarto. A caixinha com as alianças estava na escrivaninha. Pesquei-a e desci deslizando pelo corrimão.

Me ajoelhei de frente para ela e abri a caixa. Lá havia um anel de duas camadas, a de baixo de prata com meu nome. A de cima de ouro com Ártemis em grego.

– Só tem uma aliança aí. – Papai resmungou.

– Espere e veja. Descobri isso no Acampamento. – Disse. – Naquela noite da camisa, lembra Mô?

– Noite da...? – Papai murmurou.

– Eu rasguei a roupa dele com as mãos. – Ela disse impaciente. – Hal, querido, o como nós vamos dividir um anel?

– Assim – Girei a camada de cima até alinhar o A no começo de Ártemis com o H de Haley. O anel soltou um clique. Puxei as duas partes do anel e elas saíram com um chiado e uma explosão de luz. Isso não acontecera no acampamento.

Ela arquejou. Papai pulou para trás enquanto o anel brilhava e esquentava em uma luz prateada. Quando a luz cedeu, haviam dois anéis de prata em minhas mãos.. O menor tinha uma lua enlaçada com um fio de ouro que trançava em todo o anel. Um A de ouro repousava no oposto da lua, do outro lado do anel. O maior era igual, só que com um H escrito em ouro.

Coloquei o anel pequeno no dedo dela. – Casa comigo?

Ela sorriu. – Claro que sim, seu bobo.

Ela colocou o anel maior em meu dedo e um holograma prateado de uma lua rodopiou sobre nossas cabeças.

Papai assoou o nariz. Aquilo foi nojento. Mas ele estava chorando como um bebê. – Meu bebê vai se casar e eu ainda solteiro. – Ele disse ainda chorando.

Abracei papai e acabamos em um abraço triplo no meio da sala. Na verdade acabou quádruplo, pois Cannon se agarrou na perna de papai e ficou lá.

O resto do Domingo foi pura festa. Ao que parecia, todos (os semideuses, claro) fizeram pedidos de casamento para suas namoradas. Frank se transformou em uma fênix, se incinerou, e reviveu segurando uma aliança (que ele engolira. Eca!) amarrada em um laço com um Hazel, casa comigo? tecido em fios dourados. Percy colocou um anel com uma pérola dentro da taça em que Annabeth bebia ponche. Ela tinha engolido a aliança e Percy a retirou puxando com o ponche vermelho. Ele levou um golpe de judô dela, mas ela o beijou com o Quero construir algo permanente do seu lado. Jason controlou as nuvens e escreveu um Piper, me joga no altar e casa comigo?. Jake e Jane (dois legados, Jake neto de Hermes, Jane neta de Atena) também entraram na fila do casamento. Jake amarrara a aliança no gato de Jane. Leo e Drew se enrolaram e estavam namorando sério. Filhas de Afrodite sempre gostaram de mecânicos mesmo... Filhas, ok?

Papai pediria Amelia em casamento um mês exato depois do baile.

Apolo oficializou o casamento com um carro de som na frente da casa da Erika.

Depois que todos foram embora, papai deixou a mim e Ártemis em casa e foi namorar a Amelia, ou seja...

Notas finais
Então gente, o que acharam? Pequeno, o cap, estou tentando aumentar os próximos.
Bom, eu tenho uma má e uma boa notícia: Faltam só seis capítulos pra fic acabar e eu estou travado na metade da segunda temporada, e eu já estou trabalhando numa nova fic que eu já devo ter comentado com vocês.
Masenfim, o que acharam do cap e das notícias? Por favor, peçam coisas, eu não quero que a fic termine...
Beijos pra vocês. Todos vocês.