O Primeiro Amor de Ally
10 Ally quer fazer ciúmes no Austin
Notas iniciais
Austin POV's
Eu queria muito, muito falar com ela que eu achava que gostava realmente dela. Que ao mesmo tempo que eu achava ela linda, achava ela sexy. Que eu morri de ciúmes quando eu vi ela ficando com o Elliot e que tive quase que um orgulho quando vi ela enfrentando a Kira. Que... que eu queria namorar com ela. Mas e se a gente começasse a namorar? Provavelmente eu perderia meu melhor amigo, pois sabia desde o começo que ele tinha se encantado com a Ally. Além de perder ele eu ia te que enfrentar a Kira diariamente e eu tinha medo de umas das atitudes dela. Mas não era essas coisas que me incomodavam realmente... Eu pensava que chegaria uma hora em que ela ia se cansar de mim e ia me deixar. Eu não queria mais perder ninguém que eu gostava. Acho que começar um namoro pra depois se decepcionar é muito ruim. E ela tinha razão, eu nem era tão carinhoso assim. E.. e.. é bem capaz dela estar gostando do Elliot, ela correspondeu o beijo.
– Ally, eu vou subir pra pegar a chave... você vai ficar aqui no carro mesmo?
Ela me olhou com uma cara de decepção. Eu sabia que ela não estava esperando que eu dissesse aquilo, mas ...
– E-Eu.. eu prefiro ficar no carro mesmo.
– Tem certeza? – Agora ela já não mais olhava pro meu rosto.
– VAI LOGO AUSTIN!
– Ally? – Ela gritou comigo me olhando dentro dos meus olhos e com os seus cheios de lágrima.
– A gente sempre espera demais das pessoas e acaba se decepcionando.
– O que eu ... ?
– As algemas estão machucando meu braço já, vai pegar as chaves...
– Tá.
Sair de cima da Ally e abrir a porta. Subi as escadas e fui procurar as chaves que deveriam estar no meu quarto. Eu não levei a chave porque eu pensei que eu nunca ia usar as algemas. Que pessoa normal usaria.
– Achei.
Desci as escadas correndo e quando eu abri a porta do carro a Ally estava ainda na mesma posição. Ela estava fitando o teto. Seus pensamentos pareciam estar em um outro mundo.
Peguei os pulsos dela e soltei-os da algema.
– Pronto... agora....
– Obrigada. –Ela não esperou eu terminar a frase e saiu do carro me empurrando pro lado. Começou a massagear seus pulsos e sem dizer mais nada foi embora pra sua casa.
Eu devo ter magoado ela...
Guardei o carro e subi pro meu quarto. Olhei para a janela da Ally, mas ela nem acendeu a luz. Fiquei lá sentado fitando a janela até que joguei meu corpo pra traz e não demorou muito pra eu pegar no sono.
Ally POV's
Ele sempre faz isso. Me beija. Passa a mão em algum lugar do meu corpo. Me acusa de ter feito alguma coisa com algum menino e depois me dá aquele sorriso perfeito que me faz ficar toda derretida por ele. Ai quando eu penso que ele vai se declarar pra mim ou alguma coisa parecida ele dar alguma desculpa ou corre do assunto. Saco, eu não era uma das peguetes dele. Não era legal ele ficar brincando assim comigo.
Tomei um copo de água e analisei meus pulsos. Pelo jeito não foi nada demais, as algemas eram de brinquedo então não deveriam deixar marcas ou coisa do tipo. Assustei quando ouvi o meu celular tocar. Poxa, eram quantas horas da madrugada mesmo? Quem ia me ligar nesse horário? Atendi confusa...
– Alô?
– Alls! Ai que bom que você me atendeu. – Meu Deus, tinha me esquecido completamente do Elliot! Como ele ia voltar pra casa mesmo? – Fiquei sabendo que a Kira contratou uns caras para te baterem ou te dar um susto. Eu não sei direito. Isso é verdade? Fiquei preocupado quando percebi que você fugiu da festa.
Eu sei que o Austin se preocupou comigo, que me tirou da festa e me trouxe em segurança até em casa... Mas ouvi o Elliot pelo telefone sentindo minha falta e preocupado comigo me fez bem. Tá que ele também tinha me beijado e tal. Mas o beijo dele era bem diferente do loiro. Eu só não sabia por que e também não sabia se era uma coisa boa ou não.
– E-eu.. – Eu não sabia o que responder. Que burra.
– Alls, onde você está? – A voz dele tinha ficado mais preocupada e urgente.
– Eu estou em casa Elliot. Eu estou bem.
– Como você foi pra casa?
– Ah, o Austin descobriu dos homens e me trouxe ate aqui. Eu perguntei pra ele como você ia voltar, mas ele não respondeu e...
– Alls? Você está mesmo bem?
– Não.
– Quer que eu vá até ai? O Rodrigo vai me dar uma carona até em casa e a sua casa é no caminho. Se você quiser eu ..
– Não, não. Precisa não, eu... eu vou ficar legal.
– Não aconteceu nada com você né?
– Não, eu só to confusa e cansada.
– Não foi por causa do bei...
– NÃO. Quer dizer. Não.. não foi isso Elliot. Mas obrigada por ter ligado. –Eu interrompi tentando não lembrar do beijo que ele me deu.
– Alls, eu ainda não acredito que você esteja bem sozinha.
– Calma, eu vou ficar bem e agora eu vou dormir... eu to com dor de cabeça e ... boa noite Elliot.
– Hunft, boa noite Alls.
Fui pro meu quarto. No caminha desfiz o penteado de líder de torcida e joguei meu uniforme pro lado. Dormi de calcinha e short. Nem tirei a maquiagem e mergulhei num sono pesado.
Austin POV's
Durante mais ou menos uma semana e meia o maior assunto da escola foi a festa da Trish. Ela realmente foi boa, a comida e bebida não acabaram hora nenhuma. O DJ era bom. As fantasias foram bem feitas e teve até premio pra melhor que eu nem sei pra quem foi já que eu sai mais cedo da festa. No final descobri até que a Trish tinha pego o Rodrigo. O que eu achava uma coisa meio que impossível já que ela era apaixonada cegamente pelo meu irmão e o ruivo nunca tinha demonstrado muito interesse nela.
Eu conversava com os meninos na arquibancada quando a Trish chegava do nada e sentava no colo do Rodrigo.
– Vamos lá pra casa depois da aula? — Ela dizia toda dengosa pra ele.
– Pode ser. – Ele fingia que não ligava, mas dava pra ver que ele gostava dela.
Ai ela saiu do colo dele voltando pro seu grupo de meninas.
– É Rodrigo. Até você com uma namorada e eu aqui sozinho. –Elliot dizia fitando o nada. E realmente, até o RODRIGO, que sempre parecia não estar nem ai pras meninas, com uma namorada e o resto de nós nada.
– Eu e a Trish não estamos namorando.
– A cala a boca ruivo, você sabe que estão namorando sim, e você tá gostando disso. – Elliot zombava do amigo e todos nós achávamos graça.
– Mas sério! Nós só estamos ficando a ... uma semana e meia? Desde o aniversário dela. Não dá pra namorar alguém nesse pouco tempo.
– Ah, então você está cogitando namorar com a morena?!
– E-eu. Ai cara, você está me confundindo.
Depois dessa resposta e da cara vermelha que o Rodrigo tinha ficado eu coloquei uma mão no ombro dele e disse num tom de voz preocupada:
– É amigo, você está apaixonado.
– Olha quem fala. – Por essa resposta eu não esperava.
A atenção de todos se voltou pra mim e eu me arrependi por ter aberto essa minha boca grande. E o Elliot já ia me perguntar alguma coisa quando, por um milagre, a Ally chegou perto do nosso grupo de meninos e entregou um papel pra mim. Na hora eu pensei que era uma cartinha de amor que falaria que ela estava arrependida de ignorar avidamente todas as minhas ligações e tentativas de falar com ela. Mas logo em seguida ela entregou um papel parecido pro Elliot e pra mais uns meninos que estavam na arquibancada. Então, ou ela estava apaixonada por todos eles, ou minha teoria de carta romântica estava completamente errada.
– O que é isso Alls? – Elliot fez a pergunta que todos nós queríamos fazer enquanto desdobrávamos o papel.
– A Regina mandou entregar isso pro pessoal que está em algum dos times da escola. Seja futebol, basquete, vôlei... Falando nisso, você poderia entregar esse resto pras líderes de torcida em Austin.
– Por que eu?
– Vamos dizer que é porque você tem mais intimidade com elas do que eu e porque elas não tem vontade de te matar. –Ela me respondeu com ironia. Isso me irritava muito às vezes.
– Eu entrego. – A atitude do Elliot surpreendeu a todos nós. Ele se levantou rapidamente e pegou o resto dos papeis da mão da Alls.
Voltei minha atenção pro papel já que os dois se afastaram de mim. Percebi então que aquilo era uma autorização pros pais para os jogadores dos times viajarem. Eu tinha me esquecido completamente do torneio anual que acontecia na nossa escola.
Pelo jeito a primeira etapa seria daqui de duas semanas, e se a gente ganhasse das outras escolas inscritas iriamos viajar pra competir o estadual. Todos os anos os times de futebol e vôlei ganhavam. Era o handbol e o basquete que nunca venceram todas as escolas regionais...
–Acho que esse ano com a Ally como capitã e as novatas das turmas mais novas que entraram no time de handbol a escola vai ganhar. – Dallas completava meus pensamentos. Acho que todos pensavam assim já que foi unanime. Todos nós concordamos com o que o Dallas acabara de falar.
Ally POV's
– Alls, você está animada pro campeonato?
– Não sei Elliot. Tipo, eu tenho medo de perder.. eu odeio perder.
– Hm. Todos nós achamos que esse ano seu time vence pelo menos as regionais. Entraram meninas boas e as que já estavam no time estão melhores.
– É, nosso time tão está tão ruim. – Conversávamos enquanto esperávamos o sinal do recreio bater para voltar pra aula.
– Mas Alls...
– O que foi?
– Bom, você não conversou mais comigo direito depois.. depois da festa da Trish.
– É, eu sei. – Eu sabia que ele queria falar “depois do beijo” em vez de “depois da festa da Trish.” – Mas hoje em dia todo mundo só fica né? Eu pensei que você só tava com vontade de beijar alguém... e como eu estava lá.
– Claro que não Alls! Eu...
– ALLY! Minha amiga linda! – Trish sempre escandalosa chegando no momento em que eu sei que Elliot ia falar alguma coisa importante comigo... alguma coisa que o idiota do Austin não tinha coragem de falar comigo. – Vem preciso te contar algo.
É claro que eu não tinha escolha. Ela simplesmente me puxou pelo braço e me levou até a sala de aula onde apenas os nerds ficavam na hora do intervalo. Ela me pôs sentada lá atrás na minha carteira e pegou uma cadeira que estava perto e se sentou virada pra mim.
– Ally Dawson. – Fudeu. Ela falou meu nome e sobrenome. Eu fiquei com vontade de correr dali. Provavelmente ela irria falar alguma coisa do Austin ou até mesmo do Elliot. Ou pior! Era uma outra festa que ela planejava fazer. — Eu.. – Trish gaguejando? – Eu convidei o Rodrigo lá pra casa hoje...
??
– E...?
– Como assim “e”? –Ela continuou o resto da frase sussurrando – Eu não sei se devo...
– Se deve o que menina? Você está me assustando.
– Se devo fazer ‘aquilo’ com ele.
“aquilo” significava sexo? Menina estranha. Não tinha vergonha de nada. Agora vinha com essas frescuras?
– Trish, eu não sou a pessoa mais indicada pra te dar conselhos... não sei se você sabe, mas eu sou virgem.
– Eu sei, mas das minha amigas você é a mais sensata.
– Bom, se você está em dúvida eu acho que não deveria fazer nada. Mas se por acaso acabar rolando.. sabe, sem ele te forçar a nada, não vejo porque não.
– Hm... acho que você está certa. Mas então por que você não fez nada ainda. Pelo que você me conta você teve a chance com o Austin.
– Eu já disse que eu sou virgem e ..
– E dai? Ele não te forçou a nada não é mesmo? Então conclui-se que você gostou. Não sei pra que tanto drama!
Se a gente fosse parar para analisar o que a Trish falava fazia sentido. Tá, só um pouquinho de sentido.
– Mas ele come todas. Eu não quero dar para um cara que já perdeu a conta de quantas já comeu. – Meu argument era válido né?
– Você quem sabe, mas todo mundo já percebeu, ele olha pra você de um jeito diferente. E tão até dizendo que ele largou da morena escrota pra ficar com você. Eu acho que isso também tem que ser levado em conta.
Depois desse sermão o sinal tocou e antes que eu percebesse o Austin estava sentado em sua carteira olhando pra mim. Achei aquilo esquisito e..
– Alls. – Ah, ele devia estar me olhando daquele jeito porque Elliot berrava meu nome mesmo eu estando do lado dele.
– Oi.
– Aqui, tem como eu passar na sua casa depois da aula?
Não que ele tenha berrado isso também. Mas deu pro loiro ouvir do outro lado da sala. Tanto que quando eu olhei rapidinho pra ele e ele fez com que não com a cabeça. Como assim ele estava mandando eu recusar o convite do Elliot? Cara, aquilo não fazia sentido.
Olhei pro Elliot que ainda esperava minha resposta e respondi também alto para que o infeliz do outro lado da sala ouvisse:
– Pode sim!! –Dei meu sorriso mais amigável que eu consegui fazer.
Vi que o Austin ficou com raiva e voltou a olhar pra frente.
– Então mais tarde eu passo lá.
– Tá bom.
Não quer namorar comigo? Pois bem, morra de ciúmes então Austin Moon.
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