O Primeiro Amor de Ally
11 Campeonato de video game surpresa
Notas iniciais
Ally POV's
Pronto. Agora eu estava sendo infantil. Mas e daí? Foi divertido ver a cara do Austin quando eu aceitei que o Elliot fosse lá em casa. Nós mulheres temos essas coisas bobas né? Acho que eu ando lendo romances demais e agora eu quero que o Austin venha correndo atrás de mim. Eu fui bem fácil. A gente fico, fico... não que eu tenha me arrependido, mas eu quero que ele me chame de “minha”... “minha Ally”.
Cheguei em casa me sentindo vitoriosa. Tomei um banho rápido e agora me encontrava penteando os cabelos em frente do espelho quando vejo um cara moreno e lindo sendo refletido por trás de mim... Pera ai...
– Elliot? – Me virei para encara-lo melhor.
– Se esqueceu de mim? – O moreno perguntou fazendo uma espécie de biquinho. Ele não tava muito velho pra isso não? Mesmo assim, achei graça daquilo.
– Claro que não, mas.. como você entrou aqui?
– Seu pai abriu a porta pra mim.
– Que estranho. Ele não costuma estar acordado até essa hora.
– Não acho que acordado seja a palavra que defina o estado em que eu encontrei o seu pai. Ele tava mais pra um daqueles zumbis que a gente vê nos filmes.
– É faz sentido. Ele tem trabalhado bastante.
– O que não faz sentido é ele deixar um homem subir no seu quarto... – Depois que ele disse isso um tipo de tensão se formou entre a gente.
– Deve ser porque você não deve representar nenhum perigo.
– Tem certeza disso?
– Absoluta.
Depois de eu responder a pergunta dele com um tom de desafio, ele rapidamente veio em minha direção, me pegou pela cintura e me puxou pra mais perto dele.
– Nenhum perigo?
Meus olhos se afundaram nos dele e eu fiquei sem ação. E por mais que eu gostasse do Elliot, eu não queria que ele me beijasse...
– Elliot eu..
– Deixa eu te beijar de novo Alls...?- Ele falava baixo enquanto tirava uma mexa de cabelo do meu rosto e colocava atrás da minha orelha.
– Eu acho que eu to gostando de outro garoto.
– Entendo. Mas você vai me dizer que não gostou ou não sentiu nada quando eu te beijei..?
– Bom, eu gostei, isso é verdade, ma-a-as... –Ele então beijou minha bochecha.
– Tem certeza que eu não posso?
– Acho melhor a gente parar Elliot.
– Por quê?- Agora ele beijara bem perto da minha boca, quase me dando um selinho.
Porque, porque, porque ? Poxa! Era muito difícil concentrar em uma explicação que fizesse sentido com ele tão perto assim de mim.
– Porque.. porque.. Austin!
– Hã??! — Elliot ficou confuso.
– O que você tá fazendo a-aqui?
– Seu pai abriu a porta e...
– Preciso ter uma conversa séria com meu pai!
– Não acho que ele esteja em condições agora. – Austin respondeu com uma cara de deboche.
Realmente, quando meu pai trabalhava em um dos seus livros, ele passava a noite toda acordado e trancado no quarto. Quando ele saia assim de dia era raro e ele parecia um zumbi.
– Tô sabendo.
– Mas então Austin, o que você veio fazer aqui mesmo? –Elliot dizia como se a casa fosse dele. Eu acho que aquela frase era minha, não dele...
– Eu vim jogar vídeo game com a Ally!
– Sério? – Na boa, ele achava que o Elliot ia acreditar naquilo? — Vamos jogar nós três então, primeiro vai eu contra você e quem vencer joga contra a Ally.
Eu não acreditava no que o Elliot acabara de dizer. Tipo, ele tinha mesmo acreditado na desculpa idiota que o Austin tinha dado? E agora eu tinha que jogar vídeo game com os dois? Não que eu fosse achar ruim ou coisa parecida, mas sei lá. Preciso urgentemente achar amigos mais normais pra mim.
– Tá, pode ser. – Que joia, agora o Austin tinha concordado. Mas por que pra mim, a dona da casa e do quarto ninguém pergunta nada?
– Vem Alls, coloca o cd e... o que foi Alls?
Eu estava de braços cruzados vendo aquela cena sem acreditar. Eu tinha sim aceitado que o Elliot viesse a minha casa pra fazer ciúmes no Austin, mas não esperava que ele fosse vim até aqui pra “marcar território”. Convenhamos que isso não é muito a cara dele né.
– Nada não, eu vou ali pegar algo. Vai ligando a tv.
E foi assim que passamos o resto da tarde. Jogando vídeo game. É claro que eu perdi a maioria. Os garotos estavam espirados naquele dia.
– Bom Alls, acho que tá na hora de eu ir embora. – Nisso já eram que horas? Ah.. 6 da tarde.
– Eu posso usar o banheiro? – Austin me perguntara enquanto eu levava Elliot até a porta...
– Pode. Usa o meu mesmo. Só abaixa a tampa do vaso.
Nós três rimos com o meu comentário.
– Pode deixar.
Desci as escadas e nem vi mais meu pai. Ele deve ter ido tirar um cochilo... mas já era a hora dele levantar para comer e continuar no seu trabalho.
Abrir a porta.
– Tchau Elliot.
– Tchau Alls. – Elliot então beijou minha bochecha mas não afastou completamente o rosto do meu.
– Elliot, eu já te disse...
– Tá bom, hoje eu não faço nada. Mas você tem noção de que se nossos times vencerem a primeira etapa do campeonato vamos acabar viajando juntos né?
Nossa! Eu nem tinha pensado nessa possibilidade. Eu viajando junto Austin... e do Elliot também. Isso vai dar confusão. Eu achava que o Elliot não desconfiava muito de mim mais o Austin. Porém, viajar juntos ia ser outra coisa e se o Austin agisse com essa possessão de novo, até o Elliot ia suspeitar...
– E daí que a gente vai viajar juntos? Ainda mais que é com o povo tudo da escola e..
Ele então me surpreendeu com um selinho rápido. E depois saiu correndo antes de eu reagir a aquilo.
– Tchau Alls! – Ele acenou enquanto atravessava a rua.
Achei aquilo engraçado.
Voltei pro meu quarto. Peguei a minha camisola e tirei a blusa e meu short e já ia fazer o mesmo com o sutiã quando ouço um pigarro de homem vindo de trás de mim.
Puta que pariu!!! Depois de tudo que o Elliot tinha comentado e feito comigo eu acabei por esquecer que o Austin tinha pedido pra ir no banheiro e que não tinha ido embora.
Me virei ainda com a mão no fecho do sutiã. Eu já o tinha aberto, só não tinha acabado de tirar a peça. Olhei para o Austin que estava encostado na porta com os braços cruzados e com um ar de vitória. Ele analisava cada centímetro do meu corpo e minhas bochechas começaram a queimar de vergonha. Mesmo assim, eu juntei todas as minhas forças e me concentrei em fechar o sutiã. Gente, aquilo tinha se tornado a coisa mais difícil do mundo!
– Você quer que eu tire a roupa também ou você quer fazer as honras? – Austin debochava da minha cara.
– IDIOTA!
– A não Ally, eu pensei que você ia ser um pouco mais difícil de conquistar, mas eu to vendo que você tá basicamente implorando pra que eu fique com você.
– Cala a boca Austin! – Naquele exato momento eu percebi que estava tão nervosa que não ia consegui encaixar aquele maldito fecho. – Vem cá, faz algo de útil e fecha isso aqui pra mim.
– Tem certeza que você não quer deixar aberto mesmo? Facilitaria muita coisa sabe... – Ele dizia em meio aos risos.
– Para Austin, é sério, fecha aqui. –Virei meu corpo para ficar de costas pra ele e agradeci a Deus pelo fato de, pelo menos, a minha lingerie ser bonitinha.
– Pronto mandona.
Depois dele dizer aquilo vesti rapidamente minha camisola, que já estava em minhas mãos. Me preparei então para dar uns tapas e xingar muito aquele garoto por ainda estar no meu quarto e por ter me visto daquele jeito. Mas antes que eu fizesse aquilo eu senti ele me abraçando por trás...
– Alls... – O loiro disse enquanto mordia delicadamente o lóbulo da minha orelha
Naquele momento eu me senti protegida. Todas as minhas preocupações foram embora e parecia que só existia eu e ele no mundo. Isso junto com o fato daquela mordidinha ter me deixado arrepiada.
– Hn. – Foi o máximo que eu conseguia responder. O corpo dele era simplesmente perfeito e eu torcia pra que seu cheiro ficasse naquela minha camisola.
– Eu já disse que seu corpo é lindo, e que eu me arrependo mortalmente por ter feito barulho para você parar de tirar sua roupa..
– Você deve falar com todas as garotas que você pega que o corpo dela é bonito.
Senti um sorriso em sua voz quando ele respondeu:
– Mas eu não disse que seu corpo é bonito, eu disse que ele é lindo.
– Deixa de ser bobo Austin, deixa de ser bobo e mentiroso.
– Eu não to mentindo e..
– Austin, tá na hora de você ir pra casa não acha não? – Eu interrompi quando ele ia falar comigo. Sei lá, ficar ouvindo a voz dele ao pé do meu ouvido estava fazendo com que eu quisesse mais carinho.
– Hn, Deixa eu ficar mais um pouco... –Nisso ele tirou o cabelo que estava tampando meu pescoço e deu leves beijos ali.
– Não Austin, você sempre faz isso comigo, mas nunca quer nada sério.
– Quem disse que eu não quero nada sério? – Agora ele me mordia no pescoço.
Nesse momento eu já estava com os olhos fechados.
– Você não quer namorar comigo.
– Me dá um tempo pra eu me acostumar com essa ideia de namoro.
– Você está cogitando me namorar?
– Acho que sim. –Ele respondeu com a voz mais séria, as logo em seguida puxou, com a boca, a alça da minha camisola junto com a alça do meu sutiã deixando meu ombro totalmente livre. Assim começou a passar seus lábios nele e subiu a boca pelo meu pescoço. Me lambeu a orelha e me perguntou. – Será que eu posso ficar mais um pouco Alls?
Nesse momento eu deitei minha cabeça em seu ombro. Meu corpo não podia ficar mais colado com o dele...
– Acho melhor você ir Austin... meu pai vai acordar a qualquer momento e lúcido! Explicar pra ele o porque de você está aqui até agora comigo trancado no meu quarto não vai ser muito legal e...
Enquanto eu tentava explicar pra ele os motivos dele ter que ter saído do meu quarto a muito tempo, ele me ignorava completamente. Assim começou a passar suas mãos nas minhas coxas, a subir elas pelo meu corpo por debaixo da camisola. Rapidamente abriu o sutiã que a pouco tinha fechado e, com ele mais solto mas não totalmente fora do meu corpo, encontrou caminho livre até meus seios. Não fiz nada para impedi-lo, já tinha conhecido aquela sensação e era boa demais para ser recusada.
Austin então começou a brincar com meus mamilos. Ora enchia as mãos com meus peitos e me apertava, ora massageava de leve os meus biquinhos.
– Eu perguntei se você não quer que eu fique mais um pouco...
Agora eu arfava.
– Austin, não começa... você tem que ir .
Enquanto eu falava ele descia uma das mãos. Assim, começou a massagear meu sexo por cima mesmo da minha calcinha.
– Tem certeza Alls? Você já tá começando a ficar molhadinha...
Com isso o loiro arredou um pouco minha calcinha pro lado e colocou um dedo lá dentro.
Dei um pequeno gemido como resposta.
Ele então fazia lentamente movimentos de vai e vem com o dedo enquanto a outra mão me se enchia com meu seio.
– Tá gostando Alls?
– Uhum... – Gente, eu não conseguia parar de arfar.
– Vou colocar mais um dedo tá? Se doer você me fala.
–Mais um...? – Nem acabei de responder e ele logo colocou mais um dedo. Achei que ia ficar doloroso sei lá, nem eu tinha feito aquilo, mas estava muito gostoso...
Ele continuou o movimento, porém com dois dedos dentro de mim.
– Eu sabia que você ia gostar disso...
No momento em que ele disse isso eu me virei, desfazendo toda aquela posição.
Nos beijamos. Mas eu queria subir em cima dele. Eu queria que ele continuasse com as caricias.. mas eu queria que aquilo tudo continuasse na cama.
Acho que ele meio que leu meus pensamentos, pois ele foi me ‘empurrando’ devagar até ela. Ele então me deitou, apagou a luz e ficou por cima de mim.
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