​Heitor não esperou que ela respondesse. Suas mãos desceram da cintura de Maite para as suas coxas, erguendo-a do chão com uma facilidade brutamontes. Ela soltou um arquejo, envolvendo as pernas ao redor do quadril dele por puro instinto para não cair. A camisa branca dele, que era a única coisa que cobria o corpo da jovem, subiu completamente, deixando-a totalmente exposta ao olhar faminto e despido de qualquer pudor do mafioso.

​— Você fala demais, Natasha — ele murmurou contra os lábios dela, o hálito quente com gosto de vinho Brunello. — Mas o seu corpo faz exatamente o que eu quero.

​Ele a carregou de volta para a imensa cama, mas não a deitou. Heitor sentou-se encostado na cabeceira de couro, esticando as pernas longas, e a puxou para cima de si, forçando-a a ficar de joelhos sobre o seu quadril.

​— Senta — ele ordenou, a voz grossa, as mãos apertando as nádegas dela com força suficiente para deixar marcas vermelhas. — Você queria ditar as regras, não queria? Então trabalha para mim agora. Cavalga até cansar.

​Maite sentiu o rosto queimar com a humilhação misturada ao desejo proibido que aquele homem arrancava dela. Ela tentou resistir por um segundo, firmando as mãos no peito dele.

​— Eu odeio você... — ela sibilou, os olhos lacrimejando de pura fúria.

​— Ótimo. Usa esse ódio para se mover — Heitor debochou, segurando a cintura dela com firmeza e a puxando para baixo de uma vez, invadindo-a sem qualquer aviso, preenchendo-a por completo.

​Maite soltou um grito agudo, a cabeça caindo para trás enquanto seus dedos cravavam-se nos ombros musculosos de Heitor. A sensação de preenchimento era avassaladora. Ele deu um sorriso cínico, satisfeito com o impacto que causava nela.

​— Isso... chupa esse lábio e engole o choro — ele sussurrou com vulgaridade, desferindo um tapa estalado na coxa dela. — Agora se mexe, boneca. Mostra o que a filha do Marston sabe fazer para salvar a pele daquele velho.

​Engolindo o próprio orgulho, movida pelo ritmo implacável que a biologia impunha ao seu corpo, Maite começou a se mover. Ela erguia o quadril e descia com força, cavalgando de forma selvagem sobre ele. Os cabelos castanhos voavam pelo seu rosto, colando na testa devido ao suor que começava a brotar. Heitor mantinha as mãos firmes na cintura dela, guiando o impacto, deliciando-se com o aperto ardente dos músculos dela ao redor de si.

​— Mais rápido, porra — ele rosnou, a voz perversamente arrastada, os olhos fixos nos seios dela que balançavam conforme ela subia e descia. — Isso, mexe essa bunda desse jeito. Você finge que é uma princesinha de museu, mas nasceu para ser uma vadia na minha cama.

​As palavras vulgares e sujas dele batiam no ouvido de Maite como chicotadas, mas em vez de fazê-la parar, a humilhação parecia inflamar ainda mais o prazer carnal. Ela soltava gemidos altos, sôfregos, perdendo completamente o controle sobre as próprias reações. O ritmo tornou-se frenético, os corpos suados chocando-se com força na penumbra do quarto.

​— Laurentis... eu... — ela tentou falar, mas a voz falhou, sufocada por um gemido agudo quando ele empurrou o quadril para cima com força total, atingindo-a no fundo.

​— Vai, goza para mim, Natasha. Quero ver você derreter na minha mão — ele ordenou, a voz rouca, o ápice dele também se aproximando.

​Maite arqueou as costas, os espasmos do orgasmo travando seu corpo enquanto ela desabava sobre o peito dele, chorando de puro êxtase e frustração. Heitor soltou um rugido baixo, cravando as mãos nos quadris dela enquanto descarregava seu sêmen quente profundamente dentro dela, desfrutando do aperto convulsivo da jovem.

​Vinte minutos se passaram. O cansaço extremo finalmente cobrou seu preço.

​Os dois estavam deitados de costas, lado a lado, os peitos subindo e descendo devagar, os olhos fixos no teto trabalhado em gesso da mansão. O silêncio era quebrado apenas pelo som da chuva batendo na janela.

​De repente, Heitor quebrou a distância. Ele virou-se de lado, apoiando a cabeça em uma das mãos, enquanto a outra descia sem qualquer cerimônia sobre o corpo nu de Maite. Suas mãos grandes, calejadas pelo uso de armas, começaram a apalpar e acariciar cada centímetro da pele dela. Ele apertava os seios dela, descia a mão pela barriga e enfiava os dedos por entre suas coxas com total possessividade.

​— Você tem um corpo gostoso demais, Natasha — ele comentou com desdém e luxúria na voz, enquanto puxava um fio de cabelo dela. — Olha para essa pele... nem parece que o seu pai é um rato de esgoto. Quantos caras já tocaram nessa buceta antes de mim, hein?

​Maite continuou olhando para o teto, tentando se desligar do toque dele, embora sua pele se arrepiasse inteira.

— Nenhum. Você foi o primeiro, seu desgraçado. E espero que seja o último.

​Heitor soltou uma gargalhada genuína, cheia de deboche, enquanto seus dedos continuavam a dedilhá-la de forma invasiva e lasciva.

​— Intocada? O velho Marston realmente guardou uma joia. Que desperdício de carne — ele apertou a coxa dela com força, puxando-a para mais perto do seu corpo. — Pois saiba que agora você está marcada. Essa sua pele macia agora tem o meu cheiro. Cada vez que você fechar os olhos, vai lembrar de mim te fodendo desse jeito. Você me pertence até o amanhecer, boneca. E se eu quiser te virar de quatro agora mesmo e te usar até você sangrar, você vai aceitar de boca fechada.

​— Você pode fazer o que quiser com o meu corpo, Laurentis — ela respondeu, virando o rosto lentamente para encará-lo nos olhos, a voz fria como o gelo. — Mas o meu pensamento vai estar sempre no dia em que eu vou ver você em um caixão, igualzinho ao seu pai.

​O sorriso de Heitor sumiu por um instante, substituído por uma rigidez perigosa. Ele inclinou-se sobre ela, apertando o pescoço de Maite levemente, apenas o suficiente para demonstrar poder.

​— Você tem coragem, garota. Vamos ver se essa sua arrogância dura até as seis da manhã.